2. LİDERLİK KAVRAMI VE DÖNÜŞTÜRÜCÜ LİDERLİĞE BAKIŞ
2.5. Dönüştürücü Liderlik
2.5.4. Dönüştürücü Liderliğin Temel Özellikleri
Para a realização das análises do recorte empírico desta pesquisa, tomamos como base dois tipos de informações: o primeiro consiste em dados estatísticos e o segundo em materiais cartográficos, tanto digitais quanto impressos. No que se refere aos dados estatísticos, as informações foram obtidas a partir de dois caminhos: levantamento em fontes secundárias, em bancos de dados disponibilizados por instituições como o IBGE, o IPEA e a Fundação Seade; levantamento de dados primários, junto às prefeituras municipais e trabalhos de campo.
4.1.1. Base de dados estatísticos
A partir da divulgação dos primeiros resultados do Censo Demográfico de 2010, o IBGE tem disponibilizado cada vez mais informações que têm contribuído para o diagnóstico e análise do território nacional. Além disso, cada vez mais variáveis estão disponíveis de maneira territorialmente desagregadas24, isto é, contemplando os diferentes recortes espaciais, desde as grandes regiões, unidades da federação, mesorregiões, microrregiões, municípios até se chegar aos setores censitários.
No levantamento censitário de 2010, por exemplo, o IBGE lançou o Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos – CNEFE, que apresenta os endereços de domicílios, bem como de estabelecimentos rurais, de saúde, de ensino e de outras finalidades (comércio, serviços e indústria) para todos os municípios do país. Dessa forma,
24 Quando afirmamos que os dados encontram-se “desagregados”, estamos nos referindo à forma como os
dados são disponibilizados, de forma organizada a partir dos diferentes recortes territoriais que o IBGE utiliza nos levantamentos censitários (Brasil, grandes regiões, unidades da federação, mesorregiões, microrregiões, municípios e setores censitários).
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é possível avançar para além do menor nível territorial de desagregação dos dados (setores censitários) alcançando até mesmo o endereço preciso de um domicílio ou estabelecimento.
Para esta pesquisa, utilizamos algumas variáveis do CNEFE desagregadas por setores censitários, contemplando o número de estabelecimentos (de ensino, de saúde e de outras finalidades) e o número de edificações em construção. Enquanto as variáveis atreladas aos estabelecimentos contribuem para apreender os tipos de usos predominantes em cada setor censitário, o número de edificações em construção permite visualizar em quais áreas e direções têm se verificado uma maior intensificação da ocupação urbana. Depois de levantados e tabulados os dados do CNEFE, realizamos o mapeamento das variáveis em questão para todas as cidades desta pesquisa.
Além do CNEFE, utilizamos outras bases de dados do IBGE, tais como: os “Resultados da Sinopse por setor censitário”, que apresentam, por exemplo, as informações de número de domicílios de uso ocasional, que permitem localizar e avaliar o número de imóveis que não são ocupados permanentemente; os “Resultados do Universo por setor censitário”, que apresentam dados demográficos e socioeconômicos, inclusive informações sobre rendimento e densidade demográfica; os “Microdados da amostra”, sendo estes referentes ainda ao levantamento de 2000, uma vez que os dados sobre deslocamento por motivo de trabalho ou ensino ainda não estavam, na conclusão desta tese, disponíveis para o ano de 2010.
A Fundação Seade também possui um banco de dados relevante, que congrega informações de diferentes fontes como o IBGE, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Agricultura, IPEA, entre outros, incluindo amplas séries estatísticas históricas, sendo tudo disponibilizado de forma didática e com fácil acesso, o que possibilitará a consulta, ou replicação, de parte da metodologia empregada para outras cidades.
Vale ressaltar ainda vários outros órgãos que também disponibilizaram dados importantes para a pesquisa, tais como o IPEA, o DER/SP, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo - ARTESP, a Associação Paulista de Supermercados - APAS, a Associação Brasileira de Shopping Centers – ABRASCE, entre outros. Tais fontes foram importantes para obtermos informações complementares no que se refere, por exemplo, às interações espaciais e à localização de estabelecimentos comerciais e de serviços.
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Por fim, como nem todas as informações estavam disponíveis nas bases de dados mencionadas anteriormente, foi necessário realizar trabalhos de campo para o levantamento de dados junto às prefeituras, câmaras e secretarias municipais, além de fundações e empresas. No entanto, não foi possível obter todas as informações para todas as cidades de forma padronizada, uma vez que cada prefeitura possui uma forma específica de organizar e disponibilizar os dados. Dessa maneira, foram agendadas visitas às prefeituras municipais e outros órgãos públicos e privados, não só para a coleta de dados, mas também para a realização de entrevistas e levantamento da legislação municipal.
De forma geral, estes levantamentos permitiram o acesso a dados como déficit habitacional, número e localização dos novos empreendimentos residenciais, comerciais, industriais e de serviços, bem como aspectos referentes à legislação e políticas que interferem na expansão territorial urbana ou reconfiguração das formas urbanas, além de permitir que se observe o processo de estruturação e reestruturação urbana e da cidade.
4.1.2. Material cartográfico
A partir dos dados coletados e organizados foi elaborado um conjunto de mapas para a representação espacial de cada uma das variáveis elencadas anteriormente. Os dados organizados por setores censitários foram mapeados a partir das próprias bases cartográficas disponibilizadas pelo IBGE, a partir da utilização de um software25
de mapeamento.
No entanto, a simples representação espacial por setores censitários poderia trazer problemas para a interpretação das informações. Quando o mapa por setores censitários é utilizado sem outras referências podemos ter dois problemas: primeiro, um leitor que não conheça a realidade representada dificilmente conseguirá situar as áreas que apresentam os piores ou melhores índices, em decorrência da ausência de referências como localização de vias e bairros, impossibilitando assim uma interpretação mais detalhada; o outro problema é que muitos setores censitários, principalmente aqueles localizados nas áreas mais periféricas, possuem grande dimensão territorial, embora a ocupação urbana represente apenas uma pequena parte do setor. Este último problema pode ocasionar interpretações equivocadas, uma vez que a grande dimensão territorial, que seria assim
25 Registramos aqui os agradecimentos à Thais Michele Rosan no apoio e na elaboração de parte do material
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representada num mapa, pode dar impressão de ocorrência ou ausência significativa da variável representada, mesmo onde a ocupação urbana é pouco expressiva. Diante disso, a partir dos levantamentos realizados junto às prefeituras municipais, obtivemos as bases cartográficas das plantas urbanas de cada cidade analisada que foram sobrepostas à base cartográfica por setores censitários do IBGE (Figura 8).
Figura 8 – Exemplos de mapas por setores censitários sem e com os eixos viários Isso possibilitou visualizar a estrutura viária das cidades, permitindo, inclusive, verificar que muitos setores censitários periféricos de grande dimensão territorial apresentam poucas vias e, por isso, precisam ser interpretadas com certa cautela em relação à ocupação urbana.
A sobreposição dessas bases cartográficas distintas demandou um trabalho cuidadoso na compatibilização e adequação dos sistemas de projeção cartográfica. Em muitos casos, como as prefeituras municipais utilizam softwares de desenho do tipo computer-aided design - CAD, foi preciso georreferenciar as bases cartográficas para torná-las compatíveis ao Sistema de Informação Geográfica – SIG utilizado para a elaboração dos mapas da pesquisa.
Ainda no que se refere à representação espacial, cabe destacar que, assim como os dados estatísticos, cada vez mais materiais cartográficos estão sendo disponibilizados, inclusive de forma gratuita. Um exemplo nesse sentido são as imagens de satélite de alta resolução espacial disponibilizadas pelo Google® pelos sistemas Google Maps e Google Earth. Algumas imagens dessas fontes, principalmente aquelas de alta resolução espacial, foram utilizadas nesta pesquisa para apontar as diferentes configurações espaciais que constituem as formas urbanas e as estruturas das cidades analisadas.
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Tais imagens são importantes para a análise das formas urbanas e para algumas cidades já está disponível uma série histórica que contempla os últimos dez anos. No entanto, para contemplar uma série histórica maior e contribuir e permitir a elaboração do mapa de evolução da expansão territorial urbana, foi necessário recorrer a outras fontes, tais como cartas topográficas do IBGE, mapas antigos do acervo do Instituto Geográfico e Cartográfico do Estado de São Paulo - IGC/SP, bem como pesquisas e trabalhos que abordaram as cidades analisadas.
4.1.3. Trabalhos de campo
Em todas as cidades analisadas na pesquisa foram realizados trabalhos de campo que consistiram na visita às prefeituras municipais e a outros órgãos públicos e privados, inclusive para entrevistar os representantes dessas entidades. O objetivo destas visitas e entrevistas, a princípio, foi de obter acesso a dados e informações relativos às cidades, além de conhecer a realidade de cada centro urbano a partir da perspectiva do poder público. Dessa forma, em Itu entrevistamos o responsável pela Secretaria de Administração do município; em Itapetininga, entrevistamos o responsável pela Secretaria de Planejamento; em Assis fomos recebidos por um representante da Superintendência Técnica de Planejamento, vinculado à Secretaria de Obras; em Birigui, também entrevistamos um representante da Secretaria de Obras26.
Além disso, para que não ficássemos restritos apenas à visão do poder público, foram entrevistados profissionais ligados ao setor imobiliário, além de pesquisadores e estudiosos que atuam nas cidades analisadas. Neste caso, foram contatados representantes de incorporadoras e imobiliárias de cada cidade, assim como corretores que na ocasião das visitas de campo estavam atuando na venda ou divulgação de novos empreendimentos imobiliários. Ainda no que se refere aos lançamentos imobiliários, também consultamos jornais e periódicos locais e regionais.
Em algumas cidades foi possível visitar ou consultar pesquisadores vinculados a instituições como o Museu Republicano Convenção de Itu, o Museu Histórico de Itapetininga, o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga, Casa de
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Taipa da Fundação Assisense de Cultura, entre outros. Tais levantamentos e entrevistas foram importantes para conhecermos as cidades analisadas, principalmente no que se refere aos aspectos históricos.
Ainda nas visitas de campo foi possível percorrer as diferentes áreas da cidade para registro fotográfico e análise do tipo de uso e ocupação predominante nos diferentes setores das cidades.
Foi a partir deste conjunto de procedimentos metodológicos que realizamos a análise das cinco cidades desta pesquisa, como veremos a seguir.
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