A. Hz Ali’nin Siyasî Mücadelesinde Muhammed b Hanefiyye’nin Yeri 80
2. Cemel Savaşı 83
Os espectros de infravermelho do óleo de buriti e do DV coletado no craqueamento térmico deste óleo estão apresentados na Figura 5.21.
400 800 1200 1600 2000 2400 2800 3200 3600 4000 Abso rb ân cia ( u .a .) Nº de ondas (cm-1) Térmico Óleo de buriti
Figura 5.21 Espectros de absorbância na região do infravermelho, com transformada de Fourier, do
óleo de buriti e do DV coletado no craqueamento térmico do referido óleo.
Analisando os dois espectros apresentados na Figura 5.21, observa-se que o espectro do óleo apresenta bandas características de ésteres no intervalo de 1000 a 1300 cm-1, referentes ao estiramento C – O; em 1740 cm-1, referente ao estiramento C = O, e no intervalo de 2840 a 3000 cm-1, referentes aos estiramentos C – H de CH3 e CH2 (PAVIA et al., 1996;
ALBUQUERQUE et al., 2003; JUNMING et al., 2009). O espectro do DV coletado no craqueamento térmico do óleo de buriti apresenta bandas características de ácidos carboxílicos em 1712 cm-1, referente ao estiramento C = O; no intervalo de 1210 a 1320 cm-1, referentes ao estiramento C – O; em 1458 cm-1, referente à deformação CH2, e no intervalo de
2840 a 3000 cm-1, referentes aos estiramentos C – H de CH3 e CH2, sobrepostos à larga banda
de estiramento O – H (PAVIA et al., 1996; ALBUQUERQUE et al., 2003; JUNMING et al., 2009). Além disso, nota-se também, uma banda de baixa intensidade em 910 cm-1, referente à
vibração de deformação angular, fora do plano, da ligação O – H, também característica de ácido carboxílico (PAVIA et al., 1996). Estes dados evidenciam a ocorrência do craqueamento primário do óleo, no qual há conversão dos ésteres de ácidos graxos em ácidos carboxílicos e outros oxigenados leves (IDEM et al., 1997; SANTOS, 2007; RODRIGUES, 2007; SUAREZ et al., 2007).
A Figura 5.22 apresenta os espectros de infravermelho dos DV coletados nos craqueamentos termocatalíticos do óleo de buriti, além de reapresentar o espectro do DV oriundo do craqueamento térmico.
500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 0,0 0,4 0,8 1,2 1,6 Térmico SiSBA-15 SiSBA-15(pH) La75SBA-15(pH) La50SBA-15(pH) La25SBA-15(pH) Nº de onda (cm-1) Absorbância (%)
Figura 5.22 Espectros de absorbância na região do infravermelho com transformada de Fourie dos
DV obtidos nos craqueamentos térmico e termocatalítico do óleo de buriti sobre as amostras SiSBA-15, SiSBA-15(pH) e LaSBA-15(pH).
Comparando o espectro do DV obtido a partir do craquemanto térmico com os espectros daqueles obtidos pelo processo termocatalítico, percebe-se que as bandas características de ácidos carboxílicos têm menor intensidade nas amostras obtidas pelo craqueamento termocatalítico. Fato que evidencia a ação desoxigenante dos catalisadores no craqueamento secundário do óleo. Tal fato é observado até mesmo para a amostra SiSBA-15, constituída basicamente de sílica e que apresenta baixa acidez. Nesta amostra, a ação desoxigenante pode estar associada à sua estrutura ordenada de poros; que, de acordo com Idem et al. (1997), Twaiq et al. (1999, 2003a, 2003b), Williams e Horne (1995) e Benson et
al. (2009), favorece as reações de desoxigenação, já que possibilita a difusão das moléculas, oriundas do craqueamento primário. A exceção a este comportamento é a amostra SiSBA- 15(pH). A intensidade da banda referente ao estiramento C = O, em 1712 cm-1, característico de ácidos carboxílicos, é maior no espectro do DV obtido sobre este sólido que aquela observada para semelhante banda no espectro do DV oriundo do craqueamento térmico, indicando uma menor desoxigenação dos ácidos graxos provenientes do craqueamento primário do óleo. Este comportamento pode estar relacionado à elevada presença dos grupos Si – O – Si na superfície da SBA-15(pH), evidenciada pelos resultados de análise térmica e infravermelho, discutidos anteriormente. Esta característica confere uma natureza levemente básica a esta amostra, evidenciada pelo teste de desidratação de etanol. A presença de sítios básicos, de acordo com Idem et al. (1997) e Twaiq et al. (1999), inibi o craqueamento secundário, no qual as reações de desoxigenação ocorrem.
Ainda analisando a Figura 5.22, nota-se que a ação desoxigenante das amostras LaSBA-15 torna-se mais intensa com a diminuição do teor de lantânio - La25SBA-15(pH) >
La50SBA-15(pH) > La75SBA-15(pH). Fato evidenciado pela diminuição da intensidade das
bandas características de ácidos carboxílicos, especialmente aquela em 1712 cm-1, com a diminuição do teor de lantânio nestas amostras. Este comportamento está atribuído ao aumento da acidez de Lewis destas amostras com a diminuição do teor de metal incorporado, como discutido anteriormente. De acordo com Twaiq et al. (2003a, 2003b, 2004), Ooi et al. (2004a, 2004b, 2007) e Chew e Bhatia (2009), a presença de sítios ácidos nos sólidos catalíticos favorece a ocorrência de reações de descarboxilação e descarbonilação dos ácidos graxos oriundos do craqueamento primário. Uma proposta desta ação desoxigenante das amostras LaSBA-15(pH) no craqueamento termocatalítico do óleo de buriti foi apresentada na
5.2.3 Índice de Acidez
A Tabela 5.5 apresenta os índices de acidez dos DV obtidos nos craqueamentos térmico e termocatalítico do óleo de buriti.
Tabela 5.5 Índices de acidez dos DV oriundos do craqueamento térmico e termocatalítico do óleo de
buriti sobre os sólidos catalíticos SiSBA-15, SiSBA-15(pH) e LaSBA-15(pH).
Amostra Índice de acidez (mg KOH/g DV) Térmico 70,02 SiSBA-15 27,05 SiSBA-15(pH) 75,30 La75SBA-15(pH) 12,30 La50SBA-15(pH) 17,71 La25SBA-15(pH) 26,69
Os dados da Tabela 5.5 refletem os resultados da análise por infravermelho das referidas amostras, apresentados e discutidos anteriormente. Os dados indicam que as amostras sólidas LaSBA-15(pH) promoveram uma redução no índice de acidez do DV, quando comparadas ao processo térmico e àquele realizado sobre as amostras sem lantânio, SiSBA-15 e SiSBA-15(pH); refletindo a ação desoxigenante destas amostras no processo de craqueamento termocatalítico do óleo de buriti, já indicada pelos resultados de infravermelho. Além disso, as informações da Tabela 5.5 também indicam que a ação desoxigenante foi mais intensa quando o processo foi realizado sobre a amostra La75SBA-15(pH), que apresenta
o menor teor de lantânio e maior acidez, como observado anteriormente. Outro fato observado, é a maior acidez do DV obtido sobre a amostra SiSBA-15(pH), quando comparada aquele obtido no processo térmico, refletindo a natureza básica dos sítios ativos presentes nesta amostra sólida, como já discutido anteriormente. Estes resultados, além de serem
consistentes com os resultados da análise por infravermelho, também são coerentes com os resultados de caracterização dos sólidos catalíticos.