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1. BÖLÜM

3.6. ÇALIŞMANIN DAYANDIĞI DEĞİŞKENLER ARASINDAKİ İLİŞKİLER

4.1.15. Bulguların Değerlendirilmesi

4.3.1 Descrição da empresa 2

O estudo de caso 2 foi realizado em uma empresa multinacional presente em 16 países. Trata-se de uma fabricante de sistemas de embreagem, suspensão, direção e controle de vibrações, atendendo aproximadamente 70% do mercado nacional.

A receita anual da empresa está em torno de R$ 160.000.000, produzindo cerca de 300.000 peças por ano. O respondente é o atual coordenador de engenharia de qualidade e atuou por mais de 15 anos como coordenador de produção da remanufatura.

A empresa remanufatura apenas um tipo de produto: kits de embreagem, compostos por platô, disco e mancal, em uma quantidade que corresponde a 40% do total produzido de peças manufaturadas. A atuação no setor de remanufatura tem como principais motivos a lucratividade e a preocupação com a sustentabilidade. Atualmente o número de funcionários na remanufatura é de 192. Toda a produção é feita sob encomenda, e os sistemas de PCP utilizados são o MRP e o sistema kanban. O PCP para a remanufatura é separado do PCP para a manufatura.

Para o respondente, o maior obstáculo para a atividade de remanufatura no Brasil é a legislação que não exige que se retire a marca da empresa do produto que é remanufaturado por outra empresa não autorizada, pois os problemas de qualidade de remanufaturadores não qualificados prejudicam a imagem da empresa.

4.3.2 Características específicas da remanufatura na empresa 2

A característica A (incerteza quanto à quantidade e momento de retorno) está presente na empresa 2. A empresa obtém os produtos para serem remanufaturados de uma única fonte: distribuidores de aftermarket, não havendo controle dos momentos e quantidades de retorno. O único método utilizado para reduzir incertezas quanto ao momento e quantidade dos produtos retornados é o controle do histórico de retornos. Diante disso, as informações a

respeito de quanto e quando os produtos usados retornarão são incertas. Com isso, a previsão dos momentos de chegada e quantidades de cores é mais complexa e, consequentemente o estabelecimento de o quanto e quando produzir e comprar, o estabelecimento da capacidade de desmontagem, a programação das operações na desmontagem e coordenação com as operações de remanufatura e remontagem no que se refere também a tamanhos de lotes são realizados sob grande incerteza. Portanto, essa característica afeta o PCP em todos os níveis de decisão, mesmo simplificando a maneira de obtenção dos cores.

A empresa 2 possui a característica B (necessidade de balancear o retorno dos produtos com a demanda). A empresa lida com isso por meio da carteira de pedidos, que na verdade, está diretamente ligada à quantidade retornada. Ou seja, o tamanho do lote de produtos retornados de um determinado distribuidor é exatamente a quantidade que a empresa deverá remanufaturar para entregar para esse distribuidor. Inclusive, a empresa 2 não paga aos distribuidores pelos produtos retornados, apenas faz uma avaliação das peças para deduzir esse valor do preço de venda dos produtos remanufaturados. Assim, embora a empresa possua a característica B, seus efeitos para as atividades do PCP são amenizados pelo atendimento de apenas um tipo de consumidor e produzindo sob encomenda. Com isso, nessa empresa perde- se a oportunidade de atender consumidores diferentes.

Na empresa 2 há a característica C (necessidade de desmontar os produtos retornados). Como consequência, a posterior elaboração dos planos de desmontagem e das necessidades de capacidade para programar as operações de desmontagem é realizada pela empresa com pouca eficiência, segundo o respondente, pois não utiliza métodos específicos para isso. Outra dificuldade atual em relação ao PCP é com a coordenação entre a manufatura e remanufatura, o que tem gerado estoques intermediários de peças remanufaturadas à espera de peças manufaturadas para serem remontadas.

A característica D (incerteza quanto à taxa de recuperação dos materiais) existe na empresa 2. A empresa utiliza como método de controle da qualidade dos produtos retornados apenas a exigência de que os produtos tenham sido feitos pela própria empresa e que não estejam faltando componentes internos. Para controlar a taxa de recuperação dos materiais, após desmontar os produtos retornados, a empresa utiliza como modelo para auxiliar no planejamento das peças e componentes a serem recuperados na desmontagem índices de aproveitamento, construídos com base no histórico dos distribuidores. Segundo o respondente, essa taxa de recuperação é considerada previsível / estável, com cerca de 30% de descarte. Além disso, é prática da operação descartar 100% dos itens de baixo custo. Com base no índice de aproveitamento, a empresa faz a previsão e planejamento de recuperação de

materiais. Assim, o PCP da empresa 2 sofre pouco os efeitos da característica D, por outro lado, a empresa perde a oportunidade de remanufaturar produtos de outros fabricantes.

A característica E (necessidade de uma rede de logística reversa) está presente na empresa 2, que para obter os cores, recebe unicamente de distribuidores. Assim, os efeitos complicadores dessa característica são atenuados. Por outro lado, perde-se nessa operação a possibilidade de se obter os cores diretamente dos consumidores e a empresa fica dependente dos distribuidores para realizar a coleta e transporte dos produtos usados.

Não há a característica F (necessidade de rastreamento ao longo do processo) na empresa 2, pois os produtos da empresa ao retornarem para serem remanufaturados não precisam ser remontados com a mesma combinação anterior. Com isso, a empresa não precisa lidar com essa dificuldade. Portanto, não existem efeitos da característica F no PCP da empresa 2.

Atualmente a empresa 2 não possui a característica G (alta variabilidade dos tempos de processamento). Dessa forma, não é preciso lidar com essa dificuldade nessa empresa. Portanto, para o PCP da empresa 2, atualmente não há efeitos complicadores causados pela característica G.

A característica H (roteiros estocásticos) está presente na empresa 2. Por exemplo, algumas peças necessitam de operações mais específicas como usinagem, enquanto outras apenas limpeza. Entretanto, a empresa 2 não baseia suas decisões nessa característica. Portanto, em função dessa simplificação, o PCP da empresa 2 sofre pouco com as dificuldades dessa característica. Entretanto, perde-se, com a simplificação, a oportunidade de se utilizar melhor os recursos produtivos.

Como complicador adicional, quando há altas de demanda de peças manufaturadas por parte das montadoras de automóveis, deixa-se de abastecer peças manufaturadas necessárias para a remanufatura. Isso tem gerado estoques intermediários de peças já remanufaturadas à espera de peças manufaturadas para serem remontadas e atrasos nas entregas.