2.7. Alışveriş Merkezlerinin İşlevleri
2.7.1. Boş Zaman
Para Carroll e Buchholtz (2003, p. 70, tradução nossa): “Stakeholder é um indivíduo ou grupo que tem um ou mais entre vários tipos de interesses nos negócios empresariais. Os
stakeholders podem afetar as ações, decisões políticas ou práticas das empresas.”
As classificações de stakeholders podem ser consideradas em função da extensão, do tipo de benefício, da importância e principalmente, da percepção do que sejam as organizações e quais são os seus objetivos. (STARIK, 1995).
De acordo com Frooman (1999) há algumas questões a serem respondidas para que os
stakeholders possam ser identificados: quem são; o que desejam; como estão tentando atingir seus objetivos; quais são os diferentes tipos de estratégias utilizadas pelos stakeholders para influenciar a organização; e quais são os fatores determinantes da escolha dessas estratégias.
Carroll (1989) considera a classificação básica de stakeholders primários e secundários. Stakeholders primários, também conhecidos como internos, são aqueles que têm um interesse direto ou indireto nas decisões empresariais, como funcionários, administradores e sócios. Stakeholders secundários são os indivíduos ou grupos que têm um interesse que pode ser direto ou indireto nas decisões empresariais, são agentes externos, como fornecedores, clientes, organizações da sociedade civil, a comunidade no entorno do empreendimento da entidade, governo e sindicatos, por exemplo.
Mitchell, Agle e Wood (1997) identificaram vários tipos de classificação dos
stakeholders:
• Primários ou secundários; • Donos e não donos;
• Donos de capital e donos de ativos menos tangíveis;
• Aqueles que se engajam em relações voluntárias e involuntárias com a firma; • Aqueles que influenciam a firma ou são afetados por suas ações;
• Os que têm contratos, direitos legais ou direitos morais com a firma; • Aqueles que proveem recursos para a firma;
• Os que aceitam riscos ao se relacionar com a firma.
Freeman (1984) apresenta uma nomenclatura que é utilizada para classificá-los como internos e externos, em relação ao ambiente da organização, como mostra a Figura 2.1.
Figura 2.1: Visão dos Stakeholders da Organização Fonte: Adaptado de Freeman (1984, p. 25)
Nos últimos anos, os stakeholders secundários têm ganhado importância para a viabilidade das companhias, mais do que os grupos de stakeholders tradicionais, ou primários. Para Wood (1990, p. 85, tradução nossa): “Nenhum stakeholder tem maior influência do que o governo. Em quase todas as atividades empresariais, em quase todos os departamentos e divisões, o governo exerce um papel significativo.” Muitos estudos empíricos corroboram esta afirmação e cita-se, por exemplo, a pesquisa conduzida por Brouthers e Bamossy (1997), junto a companhias multinacionais estabelecidas na Europa.
A discussão a respeito da relevância dos stakeholders tem sido apresentada sob diferentes enfoques. Para Atkinson, Waterhouse e Wells, (1997) a importância dos
stakeholders deve ser definida pelo grau de contribuição ao desempenho organizacional, para Freeman (1984); Donaldson e Preston (1995), o objetivo da organização é produzir respostas a todos os stakeholders.
Com base numa análise da evolução teórica sobre o assunto, Lozano (2005) argumenta que a maioria das proposições acerca da teoria dos stakeholders parte do princípio de que a corporação está no centro do universo, com stakeholders girando em torno desta. A complexidade da sociedade contemporânea requer que aprendamos como interpretar o
Firma Governo Proprietários Agentes financiadores Fornecedores Imprensa Ambientalistas Empregados Associações de defesa do consumidor Concorrentes Consumidores
sistema que interrelaciona questões sociais e econômicas das organizações. De acordo com o autor:
Quando a companhia deixar de ser vista como o centro do universo, e passar a ser vista engajada em relações de interdependência em suas redes de relacionamentos, poderemos começar a falar sobre divisão de responsabilidades e necessidade de um enfoque sobre os stakeholders, em todas as organizações – privadas, públicas e sem fins lucrativos. (LOZANO, 2005, p. 69, tradução nossa).
Contudo, Freeman (2008) esclarece que a ideia é ampla e obviamente as companhias não estão no centro do universo, há muitas possibilidades de representação da realidade e o diagrama (Figura 2.1) poderia apresentar os clientes, empregados ou acionistas no centro. O autor prefere apresentar um modelo genérico, que sugere o gerenciamento dos stakeholders de modo geral em relação à administração dos negócios.
Outro aspecto interessante destacado pelo autor é a diversidade de interesses que cada
stakeholder pode ter em relação à companhia, como os acionistas, por exemplo, que têm expectativas de retornos sobre os investimentos, enquanto outros tipos de stakeholders têm interesses bem diferentes, que podem ser morais. (FREEMAN, 2008).
Numa revisão crítica da literatura sobre a teoria dos stakeholders, Sloan (2005) destacou as controvérsias metodológicas de estudos teóricos e empíricos, conduzidos para identificação e gerenciamento dos stakeholders. O período da sua análise abrangeu a produção acadêmica de 1983 a 2001 e foram selecionados 105 artigos e/ou capítulos de livros. De acordo com a autora, foi identificada uma grande proliferação de conceitos e sistematização, ordenada com base nos seguintes grandes temas:
• Definições de stakeholders
• Desenvolvimentos da teoria dos stakeholders • Gerenciamento de stakeholders
Com base na sua análise, a autora propôs uma estrutura de classificação dos desenvolvimentos sobre a teoria dos stakeholders, apresentada na Figura 2.2.
De acordo com a autora, os estudos normativos (Corrente A) são justificados por diferentes padrões, sendo as considerações éticas, o padrão mais comum para reconciliação de múltiplos interesses. Três diferentes temas são emergentes, como o foco no perfil dos
stakeholders (Corrente B) e o processo de gerenciamento de múltiplos interesses; por último, os estudos que destacam o desempenho empresarial relacionado com as políticas
estabelecidas para stakeholders (Corrente C) também conhecido como enfoque instrumental da teoria, apresentam resultados controversos. (SLOAN, 2005).
Figura 2.2: Classificação da Literatura Sobre a Teoria dos Stakeholders Fonte: Adaptado de Sloan (2005, p. 13)
A literatura apresenta diversos estudos teóricos que propuseram a criação de modelos para identificação e gerenciamento de stakeholders e cita-se, por exemplo, os trabalhos conduzidos por Rowley (1997); Scott e Lane, (2000); Williams, (2001); Jawahar e Mclaughlin (2001); Rowley e Moldoveanu, (2003); Phillips, (2003); Buchholz e Rosenthal, (2005); Preble, (2005); e Lewis, (2007).
A próxima seção apresenta argumentos contrários à teoria dos stakeholders, defendidos por autores que focaram principalmente a diversidade da produção sobre o tema, que em alguns momentos percebe-se como concorrente, já que há uma miríade de modelos de representação e classificação da relação entre as organizações e seus stakeholders.
Justificação Ética Justificação legal, pública e política Justificação econômica Perfil dos stakeholders Liderança e orientação Processo gerencial Corrente A Padrões Normativos Corrente B Reconciliação de múltiplos interesses Os stakeholders e as Empresas Corrente C Desempenho empresarial