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II. KÖRFEZ SAVAŞLARI

1. Birinci Körfez Savaşı

1.2. Birinci Körfez Savaşının Tarihi Gelişimi

O turismo continua a despertar grande interesse por parte dos grandes investidores visto mobilizar um grande fluxo de dinheiro ao redor do mundo. A sua compreensão, todavia, ainda é muito complexa, pois envolve uma multiplicidade de atores e ações que precisam ser bem entendidas. O importante, neste momento, é reconhecer que é uma atividade econômica, que engloba uma variada rede de agentes sociais, empresas e o próprio Estado para sua plena

realização. Sem falar que a sua realização propicia ao capital interno e externo uma possibilidade de maximização do lucro. O objeto de desejo para o turismo é uma mercadoria especial, o espaço, que transformado em objeto de consumo e uso, é apropriado pelo capital para o seu próprio proveito.

De acordo com a OMT (World Tourism Organization, UNWTO, 2012), o desembarque turístico internacional cresceu a uma taxa de 5% em todo o mundo, somente nos primeiros quatro meses de 2012, consolidando a tendência de crescimento que começou em 2010. Para todo o ano de 2012 as previsões esperadas eram de 3% a 4% de chegadas internacionais. O número de desembarques internacionais deve chegar a um bilhão em 2012 só para os primeiros três meses do ano (OMT, 2012).

Segundo o mesmo documento, ao longo das últimas seis décadas, o turismo tem experimentado contínua expansão e diversificação, tornando-se um dos maiores setores e de mais rápido crescimento econômico em todo o mundo. Além disso, muitos destinos novos surgiram, desafiando os destinos tradicionais da Europa e América do Norte.

Assim como qualquer atividade econômica está sujeita aos ciclos de crise econômica, sejam elas locais ou mundiais. A população de um país em crise tende a viajar menos que aquelas de países em franca prosperidade, principalmente se nos referimos àquelas que realmente sofrem os abalos desses problemas, geralmente os da classe média.

Apesar de choques ocasionais, as chegadas de turistas internacionais têm mostrado um crescimento praticamente ininterrupto: de 277 milhões em 1980 para 528 milhões em 1995, e 983 milhões em 2011. O gráfico da figura 1 apresenta esse crescimento, com uma pequena variação entre 2001-2002 e da crise recente iniciada em meados de 2008. Neste ano, houve um crescimento de apenas 2% em relação ao ano de 2007.

As perspectivas de longo prazo e avaliação das tendências futuras, realizadas pela OMT, apontam um aumento no número de chegadas de turistas internacionais em todo o mundo de 3,3% ao ano em média de 2010 a 2030, o que representa um acréscimo de cerca de 43 milhões de chegadas internacionais a cada ano, atingindo um total de 1,8 bilhão de desembarques em 2030 (OMT, 2012).

Ainda, segundo o documento da OMT, considerando o turismo um serviço comercializado internacionalmente, tornou-se uma das mais importantes categorias comerciais do mundo. Ao longo do tempo, um número crescente de destinos foram abertos e investiu-se no desenvolvimento da atividade turística, transformando o turismo moderno em

um motor fundamental do progresso socioeconômico através de receitas de exportação, a criação de empregos e empresas, e o desenvolvimento de infraestrutura (OMT, 2012).

Figura 1: Desembarques e receitas internacionais do turismo 1990-2011

Fonte: Organização Mundial do Turismo (OMT), 2012.

Em 2011, a receita de exportação global gerada pelo turismo receptivo, incluindo transporte de passageiros, ultrapassou US$ 1,2 trilhão (figura 1), ou 3,4 bilhões de dólares / dia, em média. Globalmente, como uma categoria de exportação, o turismo ocupa a quarta posição depois de combustíveis, produtos químicos e alimentos As exportações ligadas ao turismo respondem por até 30% das exportações mundiais de serviços comerciais e de 6% do total das exportações de bens e serviços. Para muitos países em desenvolvimento, é uma das principais fontes de renda de câmbio e o número um da categoria de exportação, criando emprego muito necessário e oportunidades de desenvolvimento, segundo a OMT (2012).

Como hoje se sabe que as pessoas estão viajando cada vez mais, o que é reflexo do crescimento da renda justamente entre as populações da classe média, ou classe “C”, como aqui no Brasil, é possível avaliar que uma crise de desemprego ou de desvalorização da moeda nacional pode frear o desejo de se viajar, principalmente para o exterior.

Assim, as crises, ditas mundiais (figura 2), podem acarretar uma redução nos deslocamentos internacionais, todavia, essas crises atingem os países diferentemente. Na atual crise, que se prolonga desde 2008, enquanto moradores de países da Europa e da America do Norte viajam menos, chineses, brasileiros e russos aproveitaram para viajar e sair às compras.

Figura 2 – Chegadas e receitas do turismo internacional no Mundo (1990-2012)

Fonte: adaptado de OMT, 2013

No gráfico acima se percebem os efeitos das grandes crises mundiais nos deslocamentos dos turistas a nível internacional, a variação percentual mostra que o crescimento das receitas tem acompanhado de perto o crescimento de chegadas de turistas no pós-crise. Apesar de não termos saído totalmente da crise atual a OMT calcula que mais de 1 bilhão de chegadas de turistas aconteceram em 2012, um recorde (OMT, 2013).

Além disso, a OMT acaba de divulgar que a China é o número um de gastos com o turismo em 2012. Os turistas chineses gastaram 204 bilhões de dólares em viagens pelo mundo, superando todos os demais países. Essas despesas no exterior representa um crescimento de 40% em relação a 2011. Houve um crescimento significativo de número de viagens internacionais de cerca de 10 milhões em 2000 para mais de 83 milhões em 2012. Ao nível de comparação:

Em 2005, a China ficou em sétimo no quesito despesas com turismo internacional e, desde então, foi passando aos poucos países como Itália, Japão, França e Reino Unido. No ano passado [2012], ganhou o primeiro posto e ultrapassou Alemanha e os Estados Unidos, que gastaram cerca de R$ 168 bilhões em viagens (Jornal do Brasil, 07/04/2013, internacional: www.jb.com.br).

É preciso lembrar que o turismo tem sido um dos meios para a expansão capitalista que nas últimas décadas tem tido abundância de dinheiro, excedentes de capital precisam ser investidos em atividades produtivas. É Harvey quem coloca alguma luz sobre o assunto ao afirmar que:

A produção de espaços e lugares absorveu, ao longo do tempo, grandes quantidades de excedentes de capital. Novas paisagens e novas geografias foram criadas dentro das quais o capital circula em formas que são frequentemente assombradas por profundas contradições (2011, p. 77).

O turismo, com sua capacidade de mobilizar pessoas e recursos pelo mundo, é um grande direcionador de fluxo de dinheiro para os países de economias avançadas. Países da Europa e os Estados Unidos continuam sendo os principais destinos de turistas em todo o mundo. A França continua como o primeiro país em desembarque de turistas internacionais, seguido dos Estados Unidos e da China que avança a cada ano como opção de viagem. As receitas relacionadas ao turismo são maiores nos Estados Unidos, o primeiro do ranking, seguidos pela Espanha e França. A China vem logo a seguir, na 4ª colocação (Tabela 1).

Tabela 1- Ranking dos países receptivos quanto a desembarques de turistas e receitas 2010 -2011 Ranking Desembarques internacional de turistas Ranking Receitas do turismo internacional

Milhões Cresc. (%) Bilhões Cresc. (%)

2010 2011 2010 2011 2010 2011 2010 2011

1. França 77,1 79,5 0,5 3,0 1. Estados Unidos 103,5 116,3 9,9 12,3 2. Estados Unidos 58,8 62,3 8,8 4,2 2. Espanha 52,5 59,9 -1,2 14,0 Continuação 3. China 55,7 57,6 9,4 3,4 3. França 46,6 53,8 -6,0 15,6 4. Espanha 52,7 56,7 1,0 7,6 4. China 45,8 48,5 15,5 5,8 5. Itália 43,6 46,1 0,9 5,7 5. Itália 38,8 43,0 -3,6 10,9 6. Turquia 27,0 29,3 5,9 8,7 6. Alemanha 34,7 38,8 0,1 12,0 7. Reino 28,3 29,2 0,4 3,2 7. Reino Unido 32,4 35,9 7,5 10,9

Unido

8. Alemanha 26,9 28,4 10,9 5,5 8. Austrália 29,8 31,4 17,4 5,5 9. Malásia 24,6 24,7 3,9 0,6 9. Macau (China) 27,8 ... 53,5 ... 10. México 23,3 23,4 4,2 0,5

10. Hong Kong

(China) 22,2 27,7 35,6 24,7

Fonte: adaptado de OMT, 2012