II. KÖRFEZ SAVAŞLARI
1. Birinci Körfez Savaşı
1.3. Birinci Körfez Savaşının Sonuçları
O Brasil aparece como o 8º país em gastos com o turismo, segundo a OMT (2012). O país foi um dos mercados emissores que mais cresceu em 2011, com um aumento de 30% nas despesas, atualmente terceira posição nas Américas.
Dos BRICs, os países emergentes, o Brasil teve um acréscimo em suas despesas de US$ 5 bilhões, chegando aos US$ 21 bilhões de gastos, em 2012, isso após um aumento de 51% em 2010, saindo do 18º lugar para a 12ª posição entre os países que mais gastam com o turismo (OMT, 2012).
No entanto, o país ainda recebe muito poucos turistas, se considerada sua imensa diversidade de recursos naturais, culturais e históricos. Dos cerca de 1 bilhão de turistas que circulam pelo mundo, somente 5,5 milhões deles passam pelo Brasil, ou seja, 0,6% do turismo mundial (2011).
As Políticas voltadas para o turismo têm a responsabilidade de tornar o país mais atrativo turisticamente, para atrair parcela cada vez maior desse “bolo”, considerando o turismo como um importante gerador de riquezas e divisas para o país.
O governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva (2003-2006 e 2007-2010) foi importante para o desenvolvimento do setor no país. Com a criação do Ministério do Turismo (MTur), diferentemente dos governos anteriores no qual o turismo estava ligado a uma outra pasta, ganha destaque e independência na estrutura desse governo. Essa iniciativa é uma resposta a antigas demandas deste setor e demonstra a posição do governo em relação a uma nova concepção que leva em consideração a geração de empregos e divisas através do desenvolvimento do turismo. O Ministério ficou responsável pela elaboração da política nacional de desenvolvimento do turismo, a promoção e divulgação do turismo nacional, no
país e no exterior, a criação de estímulos às iniciativas públicas e privadas, com a captação de investimentos para as atividades turísticas e, finalmente, pelo planejamento, coordenação, supervisão e avaliação dos planos e programas de incentivo ao turismo.
Coube ao MTur a elaboração do Plano Nacional do Turismo (PNT), um instrumento de planejamento que tem como finalidade explicitar o pensamento do governo e do setor produtivo e orientar as ações necessárias para consolidar o desenvolvimento do turismo no país. O plano, que entrou em vigor em abril de 2003, foi elaborado com a participação de entidades, instituições e empresas que atuam no segmento turístico e também teve a contribuição de secretários e dirigentes estaduais e presidentes de empresas públicas deste setor.
Enquanto estratégia governamental, o PNT 2003-2007 estabelecia os objetivos do plano em relação à melhora dos indicadores econômicos e sociais e da sua importante contribuição para a redução das desigualdades regionais.
Através das ações propostas pelo Plano Nacional do Turismo, o governo pretendeu criar condições para gerar 1,2 milhões de novos empregos e ocupações no turismo, o que geraria investimentos na economia de aproximadamente 12 bilhões de reais até 2007. A pretensão do governo era ampliar a oferta turística brasileira, desenvolvendo no mínimo três produtos de qualidade em cada estado da federação e distrito federal, o que significaria cerca de 80 novas destinações.
Essas metas eram ambiciosas para o momento, visto o mundo estar entrando no século XXI ainda abalado pela crise econômica de 1998 com seu epicentro na Ásia e, em seguida, as ações terroristas de 11 de Setembro e a SARS que abalaram o mundo e o turismo, em particular. Vale lembrar que, a melhoria nos números referente ao turismo no Brasil, pode ou não ser resultado de um desenvolvimento do turismo feito de forma eficaz, de forma sustentável, econômica, social e ambiental, pois o crescimento do turismo não significa necessariamente que a atividade esteja gerando benefícios onde ela está acontecendo, nem de maneira uniforme. Pela nossa experiência, pode-se concluir que muitos desses resultados são obtidos sem o devido envolvimento da população local, mesmo quando algumas oportunidades de emprego e renda são criadas, pois, não participam da distribuição dos benefícios do turismo e ainda têm que arcar com os impactos negativos decorrentes de falhas ou da ausência de planejamento.
Em 1999, segundo dados da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), entraram no país 5.107.169 turistas que gastaram cerca de US$ 4 bilhões. Nesse ano o Brasil estava em 39º lugar dos destinos turísticos mundiais, segundo a OMT (CASEMIRO FILHO, 2002)
Concordamos que o turismo deve ser planejado, buscando encontrar equilíbrio entre a eficiência do crescimento econômico, igualdade na distribuição social dos recursos e respeito às limitações ambientais. Esta não é uma tarefa fácil, pois envolve uma integração entre diversos setores, interesses antagônicos que geram conflitos e ainda exige pessoas e instituições, ao nível local, regional e nacional, que saibam superar e contornar essas crises e viabilizar projetos que realmente atendam os interesses comerciais, mas, sobretudo, viabilizem o envolvimento e a participação, tanto na elaboração como nos resultados, da população local nos destinos do turismo.
A criação do Ministério do Turismo e os Planos Nacionais de Turismo são conquistas muito importantes que sem dúvida representam um grande passo, mas que ainda precisa ser acompanhado por uma longa discussão sobre que turismo se quer e de que forma cada região pode alcançá-lo.
O PNT 2007-2010, dando sequência ao plano anterior, ainda com objetivos ligados a melhoria das condições gerais que viabilizem a expansão do turismo, tanto receptivo quanto interno, propõe agora o Turismo de Inclusão. Vislumbrando a melhoria das condições gerais da população brasileira, a prioridade volta-se para o mercado interno do turismo, na perspectiva de melhorar o fluxo de turistas nacionais.
Segundo o documento, nesse período (2007-2010) o objetivo era melhorar a infraestrutura do turismo nacional, definindo e preparando os 65 destinos turísticos, distribuídos por todo o território nacional, dentro dos padrões mundiais de qualidade para, assim, alcançar uma marca histórica de 217 milhões de viagens no mercado interno. Isso tudo geraria 1,7 milhão de empregos e US$ 7,7 bilhões em divisas para o Brasil. Aqui a argumentação era a de que o turismo brasileiro poderia ampliar a oferta de produtos tanto para consumidores de baixa renda, quanto para a classe média e para o turista de renda alta.
O PNT preconiza a necessidade de o turismo cumprir sua função social, com a inclusão de parcela cada vez maior da população no turismo, além de, inclusão de novos destinos, inclusão de novos segmentos de turistas, inclusão de mais turistas estrangeiros, inclusão de mais divisas para o Brasil, inclusão de novos investimentos, inclusão de novas oportunidades de qualificação profissional, inclusão de novos postos de trabalho para o
brasileiro. Segundo as diretrizes apresentadas, “inclusão para reduzir as desigualdades regionais e para fazer do Brasil um país de todos” (PNT, 2007).
1.1.6.1 Plano Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT)
O PNMT foi desenvolvido e coordenado pela EMBRATUR ainda na década de 1990, com o objetivo de implementar um modelo de gestão descentralizada da atividade turística. Além disso, almejava ainda a conscientização, sensibilização, estímulo e capacitação dos agentes de desenvolvimento que compõem a estrutura do turismo no município, tendo como fim a participação da comunidade nas decisões, fazendo com que reconhecessem o turismo como um importante instrumento para o desenvolvimento local.
O foco da PNMT estava na descentralização da gestão do turismo e na capacitação dos agentes municipais para desenvolver o turismo local e, por conta disso, o programa objetivava criar ferramentas para o desenvolvimento do turismo, estimulando parcerias e mobilizando a comunidade à gestão da atividade turística.
Dentre seus objetivos gerais merecem destaque: a conscientização do cidadão para a importância do turismo; a descentralização; o poder normatizador, transferindo ao município a competência para equacionar e ordenar soluções locais; a elaboração de instrumentos e métodos que ajudem os municípios a planejar adequadamente a atividade; a formação de parcerias entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada na busca de caminhos e respostas; e a otimização na prestação de serviços turísticos de forma a não só operacionalizá-los com qualidade e segurança, mas também divulgar e vender melhor o produto (EMBRATUR, 2001).
Apesar do PNMT impor uma descentralização, o programa estabelece uma estrutura hierarquizada, de modo que, se aceito pelos estados e municípios deve ser seguido de acordo com o que é imposto pelo poder central. O PNMT estabelece no seu ordenamento uma estrutura basicamente hierárquica para a sua implementação. É uma “faca de dois gumes”, pois dá aos órgãos, nos três níveis de poder que, teoricamente não possuem uma relação hierárquica político e administrativa entre si, uma possibilidade de independência, sendo que a implementação do programa depende da subordinação dos órgãos às decisões estabelecidas sempre aos níveis de poder superior, ficando o município, o principal executor do programa, o mais dependente. Só assim o programa se viabiliza.
Segundo Cruz (2003), houve, pelo menos de início, um número pequeno de municípios que aderiram ao PNMT, haja vista que o método adotado, alemão adaptado à realidade nacional segundo seus idealizadores, não foi tão apropriado para o caso brasileiro, fazendo com que poucos municípios conseguissem concretizar os passos para a implementação da municipalização do turismo.