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Benny’nin Videosu (Benny’s Video) (1992)

1. BÖLÜM

2.2. Michael Haneke Filmleri

2.2.2. Benny’nin Videosu (Benny’s Video) (1992)

Na análise de sensibilidade, os valores calibrados, condutividades hidráulicas e recarga foram sistematicamente variados dentro de uma margem estabelecida (+50% e –50%). Observou-se, então, como essas mudanças afetam as cargas hidráulicas simuladas.

7.4.1 Modelo pré-explotação em estado estacionário

A Tabela 22 mostra os resultados das sucessivas variações das condutividades hidráulicas horizontais de cada camada e dos valores de recarga, com variações dos parâmetros de +50% e –50%.

Tabela 22 - Análise de sensibilidade realizada para os parâmetros de condutividade hidráulica e recarga

Análise de sensibilidade

Parâmetro variado Porcentagem Valor RMS normalizado (%) K horizontal leste Adamantina A +50% 0,972 m/d 9,149 –50% 0,324 m/d 9,403 K vertical leste Adamantina A +50% 0,0972 m/d 9,138 –50% 0,0324 m/d 9,236 K horizontal oeste Adamantina A +50% 1,198 m/d 9.290 –50% 0,399 m/d 9.186 K vertical oeste Adamantina A +50% 1,0198 m/d 9,153 –50% 0,0399 m/d 9,173 K horizontal leste Adamantina B +50% 0,648 m/d 9.158 –50% 0,216 m/d 9.168 K vertical oeste Adamantina A +50% 0,0648 m/d 9,127 –50% 0,0216 m/d 9,341 K horizontal oeste Adamantina B +50% 0,897 m/d 9.289 –50% 0,299 m/d 9.286 K vertical oeste Adamantina B +50% 0,0897 m/d 9,170 –50% 0,0299 m/d 9,192 K horizontal Santo Anastácio +50% 3,9 m/d 10.434 –50% 1,3 m/d 8.877 K vertical Santo Anastácio +50% 0,39 m/d 9,159 –50% 0,13 m/d 9,152 K horizontal Serra Geral +50% 0,00075 m/d 9.155 –50% 0,00025 m/d 9.155 K vertical Serra Geral +50% 0,000075 m/d 9,152 –50% 0,000025 m/d 9,152 Recarga Área Urbana +25% 467 mm/ano 9,007 +50% 561 mm/ano 9,165 –25% 280 mm/ano 9,770 –50% 187 mm/ano 10,803 Continua

Continuação

Análise de sensibilidade

Parâmetro variado Porcentagem Valor RMS normalizado (%) Recarga Área Rural 1 +25% 292 mm/ano 9,185 +50% 351 mm/ano 9,189 –25% 175 mm/ano 9,180 –50% 117 mm/ano 9,177 Recarga Área Rural 2 +25% 368 mm/ano 9,138 +50% 443 mm/ano 9,241 –25% 221 mm/ano 9,408 –50% 148 mm/ano 9,845

Pode-se observar claramente que o modelo é mais sensível a variações nos valores horizontais de condutividades, sendo que os valores da camada Santo Anastácio apresentaram maiores variações nas cargas hidráulicas simuladas. Maiores variações ocorreram, também, com valores da recarga urbana. O modelo mostrou-se pouco sensível às variações nas condutividades hidráulicas verticais e às mudanças nas taxas das demais recargas.

7.4.2 Modelo bombeamento atual em estado estacionário

A Tabela 23 mostra os resultados das sucessivas variações das condutividades hidráulicas horizontais e verticais de cada camada e dos valores de recarga.

Tabela 23 - Análise de sensibilidade realizada para os parâmetros de condutividade hidráulica e recarga

Análise de sensibilidade

Parâmetro variado Porcentagem Valor RMS normalizado (%) K horizontal leste Adamantina A +50% 0,972 m/d 9,854 –50% 0,324 m/d 12.032 K vertical leste Adamantina A +50% 0,0972 m/d 9,915 –50% 0,0324 m/d 11,909 K horizontal oeste Adamantina A +50% 1,198 m/d 11,618 –50% 0,399 m/d 11.987 K vertical oeste Adamantina A +50% 1,0198 m/d 11,744 –50% 0,0399 m/d 11,810 Continua

Continuação

Análise de sensibilidade

Parâmetro variado Porcentagem Valor RMS normalizado (%) K horizontal leste Adamantina B +50% 0,648 m/d 11.810 –50% 0,216 m/d 11.884 K vertical leste Adamantina B +50% 0,0648 m/d 11,766 –50% 0,0216 m/d 12,039 K horizontal oeste Adamantina B +50% 0,897 m/d 11.573 –50% 0,299 m/d 11.797 K vertical oeste Adamantina B +50% 0,0897 m/d 11,623 –50% 0,0299 m/d 11,616 K horizontal Santo Anastácio +50% 3,9 m/d 11.546 –50% 1,3 m/d 12.164 K vertical Santo Anastácio +50% 0,39 m/d 11,732 –50% 0,13 m/d 11,767 K horizontal Serra Geral +50% 0,00075 m/d 11.741 –50% 0,00025 m/d 11.741 K vertical Serra Geral +50% 0,000075 m/d 11,741 –50% 0,000025 m/d 11,741 Recarga Área Urbana +25% 437 mm/ano 10,536 +50% 525 mm/ano 11,103 –25% 262 mm/ano 10,436 –50% 175 mm/ano 9,298

Recarga Área Rural 1

+25% 292 mm/ano 9,954

+50% 351 mm/ano 9,956

–25% 175 mm/ano 9,950

–50% 117 mm/ano 9,948

Recarga Área Rural 2

+25% 368 mm/ano 10,098

+50% 443 mm/ano 10,238

–25% 221 mm/ano 9,825

–50% 148 mm/ano 9,728

Pode-se observar claramente que o modelo é mais sensível a variações nos valores de condutividades horizontais, sendo que os valores das camadas Adamantina A e Santo Anastácio apresentaram maiores variações nas cargas hidráulicas simuladas. O modelo mostrou-se pouco sensível às variações nas condutividades hidráulicas verticais e às mudanças nas taxas de recarga.

8 CENÁRIOS DE EXPLOTAÇÃO FUTUROS E CENÁRIOS ALTERNATIVOS

Com base no estado atual e no crescimento da cidade e em sua ocupação, foram criados cenários prospectivos para antecipar problemas relacionados ao

stress do aquífero, que se reflete, consequentemente, no prejuízo do abastecimento

por água subterrânea.

Diferentes cenários podem ser criados, tais como um aumento da perfuração dos poços, a impermeabilização total da área urbana, a diminuição ou aumento da recarga, entre outros.

Modelar numericamente aquíferos e gerar cenários hipotéticos permitiu analisar a variabilidade espacial do fluxo subterrâneo e visualizar possíveis reações do sistema aquífero às mudanças inseridas no modelo, inclusive como o aquífero se comportaria em situação de stress, ou seja, em um cenário desfavorável do ponto de vista hídrico.

Para auxílio à gestão de águas subterrâneas, com base num modelo conceitual de fluxo das águas subterrâneas bem definido e, assim, com a construção de um modelo numérico de fluxo bem calibrado, podem-se simular cenários prováveis futuros e prever situações prejudiciais ao abastecimento da população, tais como a redução dos níveis e o aumento dos custos do bombeamento.

Para a realização dos cenários, foram inseridos no modelo os dados dos poços, tais como: coordenadas, vazão de explotação, profundidade de explotação e nível dinâmico. Para isso, foram considerados 730 poços, que apresentavam dados de coordenada, que explotam apenas o SAB e com as vazões corrigidas. Admitiu-se que os bombeamentos ocorrem 20 h/dia.

Sendo assim, foram simulados cenários no modelo numérico em estado estacionário, detalhados a seguir:

 O primeiro cenário simulado consistiu em utilizar os mesmos poços de bombeamento localizados na área, mas com suas vazões dobradas (133.206 m³/dia);

 O segundo cenário simulado triplicou as vazões atuais dos poços (199.809 m³/dia);

 O terceiro cenário simulado consistiu em avaliar o rebaixamento apenas nos poços públicos. Para isso, foi analisado, primeiramente, o rebaixamento

provocado apenas pelos 213 poços públicos cadastrados, com vazão de 39.662 m³/dia e com informações suficientes para essa avaliação e, posteriormente, foi comparada a situação de bombeamento atual, com 730 poços cadastrados com suas respectivas vazões.

Conforme a simulação dos três cenários de bombeamento comparando-os ao cenário atual, observou-se que:

 No primeiro cenário simulado, com as vazões dos poços dobradas (133.206 m³/dia), observa-se a geração de um cone de rebaixamento no centro da área modelada muito mais proeminente em relação às demais áreas do município (Figura 53), com rebaixamentos médios de 15 m. Na zona rural, também se observa um rebaixamento de 4 m. Grande parte dos drenos na região central do modelo torna-se seca, e o rio Preto passa a fornecer um volume de água significativo ao modelo.

 No segundo cenário simulado, triplicam-se as vazões atuais dos poços (199.809 m³/dia). Com isso, ocorrem enormes rebaixamentos na área central (média de 42 metros) e rebaixamentos significativos na zona rural (média de 17 metros). Grande parte dos drenos da área central seca, já que praticamente toda a primeira camada do modelo, e alguns pontos da segunda camada, torna-se seca (Figura 54).

 No terceiro cenário simulado, a vazão total se refere à dos poços públicos, que é de 39.662 m³/dia. Com isso, observou-se um rebaixamento na área central (média de 8 m) e na área rural (média de 5 m). Comparando-se esse cenário com o de bombeamento atual, observa-se que a explotação dos demais poços interfere na explotação dos poços públicos, provocando nestes um rebaixamento (Figura 55).

Com a simulação desses cenários, nota-se que há progressivo aumento do volume de água que entra no sistema através das cargas constantes e do rio Preto. As saídas de água pelos drenos se reduzem significativamente, com vários deles se tornando secos. A Tabela 24 resume os resultados da simulação de cenários.

Tabela 24 - Resumo dos resultados de rebaixamento da simulação de cenários de explotação

Média área central

(m) Média área rural (m) Explotação 2 vezes maior do que a atual (Q=133.206

m³/dia) 15 4

Explotação 3 vezes maior do que a atual (Q=199.809

m³/dia) 42 17

Explotação apenas dos poços públicos (Q = 39.662

Figura 53 - Mapa potenciométrico e seção hidrogeológica gerados pelo modelo para o cenário 1 (explotação duas vezes maior do que a atual)

Figura 54 - Mapa potenciométrico e seção hidrogeológica gerados pelo modelo para o cenário 2 (explotação três vezes maior do que a atual)

Figura 55 - Mapa potenciométrico gerado pelo modelo para o cenário de explotação apenas dos poços públicos

9 RECOMENDAÇÕES PARA A GESTÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS EM SJRP

A partir da compreensão da hidrogeologia do SAB, da definição do modelo conceitual e do modelo numérico de fluxo, é possível estabelecer critérios para uma explotação mais racional do SAB na zona urbana de SJRP.

A simulação de cenários de explotação do SAB, na região de SJRP, mostrou notável abatimento dos níveis potenciométricos na área central do modelo, onde se concentram a maioria dos poços, com cones de depressão cada vez mais proeminentes à medida que se aumenta a vazão dos poços. Já na zona rural, os abatimentos observados dos níveis foram muito mais discretos.

Esse cenário pode ser caracterizado como crítico, embora ainda não alarmante. Para se evitar que ocorram cenários críticos, tais como demonstrado, que haja exaustão do aquífero e, consequentemente, problemas no abastecimento público de água, a gestão deve ser orientada prioritariamente no sentido de aumentar o controle e o conhecimento da exploração.

Assim, faz-se necessário realizar algumas ações direcionadas: a) ao poço; b) à proteção do aquífero, e c) ao usuário.

Recomendações voltadas ao poço:

1. Regularizar as outorgas dos poços tubulares, junto ao órgão competente; 2. A partir da outorga, integrar e permitir que as informações dos poços sejam

disponibilizadas de forma fácil de ser consultada;

3. Evitar que se construam mais poços na região central do município, exceto no caso de substituição de poços para abastecimento público;

4. Tamponar os poços abandonados e desativados ou, de maneira adequada, transformar estes em poços de monitoramento para estudos;

5. Para poços muito próximos, deve-se intercalar o período de bombeamento entre um e outro; e

6. Selecionar área, em zona rural, para a prática de campos de poços.

7. Promover estudos, coleta de dados em diferentes intervalos de tempo, alimentar o modelo numérico e gerar novos cenários;

8. Implantar rede de monitoramento de níveis em poços, sobretudo na região central do município;

9. Controle do uso do solo, por meio da utilização de instrumentos técnicos e legais que orientem a ocupação do território de maneira adequada, bem como fiscalizar as atividades antrópicas realizadas na área, com vistas a monitorar a explotação da água.

Recomendações junto ao usuário:

10. Conscientizar, por meio de campanhas educativas, e incentivar a população para que sejam tomadas medidas de regularização e adequação dos poços de utilização particular. Entende-se que a educação ambiental e a cobrança pelo uso da água podem representar fatores decisivos no início deste processo.

O proprietário de poço é peça fundamental para o sucesso do gerenciamento, seja na sua conscientização para um consumo de maneira adequada e sem desperdícios, seja no fornecimento das informações, muito valiosas, aos órgãos gestores da quantidade e qualidade das águas.

10 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme exposto na presente dissertação, o Sistema Aquífero Bauru apresenta comportamento de aquífero granular, moderadamente permeável, livre, mas com condições de semiconfinamento em algumas áreas que apresentam níveis argilosos. Na região ocorrem cinco camadas de comportamento hidrogeológico diferentes: Solo, Adamantina A, Adamantina B, Santo Anastácio e Serra Geral, sendo o aquífero Santo Anastácio o mais condutível.

A análise regional dos mapas potenciométricos, diferenciados por décadas de construção do poço e profundidade dos mesmos indica que os níveis são relativamente rasos, tendem a acompanhar a topografia e possuem sentido de fluxo para as drenagens, sendo o rio Preto a principal drenagem da área. Constatou-se um fluxo de água subsuperficial, ou seja, fluxos subterrâneos locais não interferidos por bombeamento, que mantém o nível freático, bem como o nível de base de córregos menores. No mapa potenciométrico das décadas anteriores a 1980, período com menor número de poços construídos, observa-se a condição próxima ao fluxo natural, ou seja, sem interferência de bombeamento de poços, indicando um fluxo, sobretudo para as drenagens.

O potencial de recarga da área modelada foi obtido com a realização do balanço hídrico por meio da metodologia proposta por Thornthwaite e Matter (1948), mas avaliando-se o escoamento superficial em relação ao uso do solo (zona urbana e rural) e, também, ao tipo de solo e declividade do terreno. Com isso, encontraram- se quatro classes diferentes de recarga, as quais variam de 214 mm/ano a 354 mm/ano. A fim de averiguar o resultado, a recarga foi avaliada por meio da análise de hidrograma de vazão, resultando em vazões mínimas médias mensais em torno de 4 m/s. A recarga ainda foi diferenciada na zona urbanizada, área impermeabilizada, mas que recebe água induzida por perda na rede de abastecimento, esgoto e galerias pluviais.

Em relação à área estudada, que possui 431,30 km², pode-se dizer que: a recarga do SAB é de 104.596.555 m3/ano, ou 3,36 m3/s; o valor do Q7-10 é de 0,683 m3/s; e a disponibilidade hídrica é de 83.057.467 m3/ano, ou 1.770.336 m3/mês.

O principal tipo de uso de água subterrânea, em SJRP, é o uso doméstico (31%). No entanto, os principais usuários têm como finalidade o abastecimento público (48%) (Figura 37 e Gráficos 8 e 9).

O mapa de classes de vazões permite observar, claramente, que o maior volume de explotação, cuja soma é 2.633.225 m³/mês, está situado na zona urbana de São José do Rio Preto. Dos 2.008 poços existentes em SJRP, 80% concentram- se na zona urbana, que representa 20% da área do município. Do total de poços, apenas cerca de 20% possuem outorga e muitos outros continuam desconhecidos. Não obstante, embora a maioria dos poços não possua outorga, a pesquisa foi possível porque boa parte deles consta em um cadastro, o qual possui algumas informações básicas, tais como a sua localização. Por esse motivo, recomenda-se que esse cadastro seja utilizado de maneira estratégica como instrumento auxiliar na outorga dos poços.

O volume explotado pelos 1.963 poços, equipados e localizados no município de SJRP, somam 3.164.151,4 m3/mês. Considerando que o valor da disponibilidade hídrica é de 6.921.455,6 m3/mês, isso significa que cerca de 45% do recurso subterrâneo está sendo explorado. No entanto, considerando que cerca de 80% dos poços estão distribuídos em aproximadamente 20% da área, sua explotação provoca um desequilíbrio entre a disponibilidade e a demanda nesta área, o que requer a adoção de medidas de controle. Vale lembrar que, devido ao fato de a outorga de poços não ser uma prática comum, o número real de poços existentes na área pode ser maior. Além disso, a concentração de poços com distâncias curtas um do outro pode provocar interferência entre eles, ocasionada pela sobreposição dos cones de rebaixamento de dois ou mais poços em bombeamento.

Diante desse cenário, o aumento da demanda do uso de águas subterrâneas no município de São José do Rio Preto levou à preocupação com a quantidade disponível desse recurso para a população.

Para subsidiar a explotação racional do SAB, na área urbana de São José do Rio Preto, realizaram-se os modelos conceitual e numérico de fluxo das águas subterrâneas do município, cujos resultados fundamentaram a recomendação de ações necessárias para reverter o cenário e não comprometer o aquífero nem, consequentemente, o abastecimento da população atual e futura.

A partir do modelo conceitual de fluxo das águas subterrâneas no município, foi possível definir o modelo numérico, utilizando-se o software Visual MODFLOW (GUIGUER; FRANZ, 1996), o qual foi calibrado em regime estacionário para duas situações: pré-explotação e bombeamento atual; posteriormente, foram gerados cenários futuros.

Os modelos calibrados têm a capacidade de representar a área de estudos em um cenário pré-explotação (década de 1970) e um cenário de explotação atual, podendo ser utilizados, em projetos posteriores, na modelagem da situação atual de fluxo.

O cenário definido como “pré-explotação” corresponde à época anterior à década de 1980, quando a expansão urbana era significativamente menor do que a atual, havendo menor influência da ocupação humana no sistema de fluxo do sistema aquífero em questão. Essa situação corresponde às condições normais de recarga e drenagem sem a interferência de poços no aquífero.

Foram simulados três cenários: a) explotação duas vezes maior do que a atual (Q = 133.206 m³/dia); b) explotação três vezes maior do que a atual (Q = 199.809 m³/dia); c) explotação apenas dos poços públicos (Q = 39.662 m³/dia), para os quais houve médias de rebaixamento na área central de 15, 42 e 8 m, respectivamente.

A simulação preliminar de cenários de explotação mostrou notável abatimento dos níveis potenciométricos na área central do modelo, onde se concentram a maioria dos poços, com cones de abatimento cada vez mais proeminentes à medida que aumenta a vazão dos poços. Já na zona rural, os abatimentos observados dos níveis foram muito mais discretos.

Dessa forma, a situação do município pode ser caracterizada como crítica, embora ainda não alarmante. Tal como demonstrado, para se evitar que ocorram cenários críticos, que haja exaustão do aquífero e, consequentemente, problemas no abastecimento público de água, a gestão deve ser orientada prioritariamente no sentido de aumentar o controle da exploração e o conhecimento da população sobre o tema.

Assim, faz-se necessário realizar algumas ações direcionadas, por exemplo, em relação ao poço, à proteção do aquífero e ao usuário.

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