§ 6 EVLENMENİN BUTLANINI GEREKTİRMEYEN DURUMLAR I BEKLEME SÜRESİ VE KADININ BEKLEME SÜRESİNİN
B) KADININ BEKLEME SÜRESİNİN BİTİMİNDEN ÖNCE EVLENMESİ Belirtildiği gibi Medenî Kanun’un 132.maddesinin birinci fıkrası uyarınca “evlilik
III- BAZI ŞEKİL KURALLARINA UYULMAMIŞ OLMASI A) EVLENMENİN ŞEKLÎ ŞARTLAR
A geoquímica dos jaspilitos coletados na Formação Lagoa Formosa mostra certa discrepância com o padrão dos siltitos e diamictitos, conforme visto na Figura 6.7. Quadro semelhante é observado no diagrama da Figura 6.13b, no qual os jaspilitos plotam preferencialmente em campos de natureza mais máfica/ultramáfica, com enriquecimento relativo nos elementos representativos desses campos (Sc e Co). Apesar dos dois grupos de amostras plotarem em campos distintos, não há um distanciamento considerável entre eles, havendo, inclusive, uma amostra de jaspilito (GA-01A) que superpõe com as amostras de siltitos e diamictitos em todos os três diagramas da Figura 6.13b.
Elementos maiores dos jaspilitos foram normalizados com relação ao alumínio e comparados com valores típicos de folhelhos (PAAS - Figura 6.14). Além disso, as amostras também foram
108 comparadas com o campo representativo de outras ocorrências de formações ferríferas neoproterozoicas (FFN) pelo mundo (Cox et al., 2013). Uma vez que o alumínio, em sedimentos químicos, é predominantemente provindo da carga detrítica, essa normalização permite discriminar entre componentes químicos e detríticos na distribuição elementar dos jaspilitos.
Figura 6.14: Normalização dos elementos maiores das amostras de jaspilitos com relação ao Al, em proporções catiônicas. Comparação com o padrão de folhelho PAAS (linha tracejada) e área representativa de formações ferríferas neoproterozoicas pelo mundo (polígono cinza – Cox et al., 2013).
Utilizando-se da mesma normalização aplicada na Figura 6.14, Cox et al. (2013) interpretam enriquecimentos de Si, Fe, Mn e P para várias ocorrências de FFN. Por sua vez, os elementos Ti, Mg, Na e K mostram comportamento semelhante ao padrão de folhelhos pós-arqueanos. As amostras de jaspilitos da Formação Lagoa Formosa mostram relação semelhante à descrita pelos autores, com enriquecimento significativo em Fe, Si e P, porém com concentrações de Mn aquém do esperado. De forma similar, as concentrações de Ti, Mg e K são correspondentes aos valores do padrão PAAS, tendo somente um leve empobrecimento nos valores de Na, porém, mantendo-se em concentrações equivalentes a maioria dos valores de Na das FFN.
Camadas manganesíferas são comuns em algumas FFN, as quais mostram valores de Mn consideravelmente altos, com médias em torno de 0.81% para MnO (Bühn et al., 1982; Klein & Ladeira, 2004; Cox et al., 2013). Mesmo onde não há manifestação física reconhecida em campo de camadas manganesíferas, as FFN, no geral, apresentam um enriquecimento uniforme de Mn em comparação com o padrão PAAS, quando normalizadas ao alumínio. No caso dos jaspilitos da Formação Lagoa Formosa, as concentrações de óxido de Mn não ultrapassam 0.04%, mantendo-se
109 cerca de 20 vezes menos enriquecido do que a média das FFN pelo mundo, porém ainda dentro do campo representativo das mesmas.
Figura 6.15: Dados de elementos terras raras normalizados ao PAAS e condrito. Comparação dos jaspilitos da Formação Lagoa Formosa com o campo representativo de outras ocorrências de formações ferríferas neoproterozoicas pelo mundo. Base de dados de Cox et al. (2013).
Os diagramas da Figura 6.15 corrobora a forte correlação geoquímica entre os jaspilitos amostrados e outras ocorrências de formações ferríferas neoproterozoicas pelo mundo. Dentre as ocorrências comparadas são incluídas sequências com acumulações econômicas de Fe, como o Grupo Rapitan, noroeste do Canadá (e.g.: Eisbacher, 1981), e o Grupo Jacadigo, em Mato Grosso do Sul (e.g.: Klein & Ladeira, 2004). As ausências das anomalias positivas de Eu e Y, quando normalizados ao condrito, além de um comportamento dos ETR semelhante a média de folhelhos (PAAS), sugere fortes interações de fluidos ricos em Fe e Si com sedimentos detríticos para a evolução das FFN (Douville et al., 1999; Cox et al., 2013).
A combinação entre atividade hidrotermal, com uma preponderância de substrato máfico exposto a intemperismo e erosão, aparenta serem condições chaves para a deposição das FFN. Erosão e transporte de rochas máficas na área de captação pode resultar em um significante aumento do potencial de fornecimento de Fe para dentro da bacia, uma vez que o Fe é mais facilmente removido de minerais máficos (Baldwin et al., 2012; Cox et al., 2013). Assim, a participação de terrenos máficos na proveniência da Formação Lagoa Formosa deve ter contribuído para o fornecimento de Fe para o interior da bacia. Condições de Eh, Ph e razões H2S/Fe+2 <2da água são
fundamentais para o acúmulo de Fe+2 e consequente deposição de formações ferríferas (Canfield et al., 2008). O fato de não haver outras ocorrências de jaspilitos para o interior da bacia Bambuí, provavelmente deve-se ao fato do limitado fornecimento de Fe ou de condições hidroquímicas específicas somente alcançadas na região de deposição da Formação Lagoa Formosa.
110 A relação íntima entre bacias influenciadas por eventos glaciais do Neoproterozoico e a ocorrência de formações ferríferas é algo notável, como os casos do Grupo Rapitan, noroeste do Canadá (Young, 1976; Eisbacher, 1985; Halverson et al., 2011), as formações ferríferas de Chuos- Damara-Numees, na Namíbia (Hoffman & Prave, 1996; McGee et al., 2012), bacias neoproterozoicas do sul da Austrália (Preiss, 2000), dentre outras. Porém, essa relação não é regra comum, uma vez que importantes ocorrências de FFN em bacias egípcias não possuem qualquer relação com glaciações neoproterozoicas (Ali et al., 2009; Basta et al., 2011). Por outro lado, todas as ocorrências de FFN ocorrem associadas ou a bacias tipo rift, com magmatismo bimodal sinsedimentar, ou intimamente associadas à erosão de termos vulcânicos máficos (Cox et al., 2013). De forma similar, as ocorrências de jaspilitos no neoproterozoico da Formação Lagoa Formosa corroboram com a regra comum, uma vez que a unidade não possui qualquer indício de influência glacial na sua sedimentação, mas há claramente uma participação importante de rochas máficas na sua proveniência.