C. H.P: Cumhuriyet Halk Partis
3. BULGULAR VE YORUMLAR
3.3. Avrupa Devletleri’ne ve Azınlıklara Bakış 1.Azınlıklara Yönelik İhanet Suçlamaları
3.3.2. Avrupalılar’ ın Türkler’e, Türkler’in Avrupa’ya Bakışı
Para a realização de um estudo sobre a localização espacial de evidências arqueológicas em um sítio são necessárias algumas considerações sobre a influência de processos pós-deposicionais e de outros fatores na formação do refugo a ser pesquisado.
O sítio arqueológico Morro da Formiga, conforme mencionado anteriormente, está localizado dentro do município de Taquara, na periferia de sua malha urbana. Segundo Miller, o local era conhecido pela comunidade com relação à presença de vestígios arqueológicos desde 1955, em um momento impróprio para a sua escavação em razão do domínio do lugar por plantações de acácia e de eucalipto. Somente com o abate destas árvores em 1964 foi possível dar início aos trabalhos de campo, que começaram em julho de 1965. Este pesquisador não forneceu maiores informações sobre o grau de preservação do sítio, que pode ter sido alterado com o crescimento da cidade.
Quanto ao grau de preservação da informação espacial das evidências há maiores dados disponíveis. Além da atividade vinculada à plantação de árvores no local, ocorreram outros tipos de cultivo, como feijão, milho, batata doce, aipim, etc. Apesar disto, tais interferências posteriores no solo não resultaram em uma grande perturbação do registro arqueológico. De acordo com Miller:
Como é evidente, as evidências arqueológicas sofreram a ação destruidora das árvores e das lavrações sem, contudo, perturbar profundamente o estrato arqueológico. Os maiores estragos são testemunhados pela ausência de espécimes cerâmicas ìntegras. Quanto ao mais, a situação horizontal e vertical pouco sofreu abaixo de 12 cm, permitindo mesmo localizar com relativa precisão a primitiva situação dos artefatos cerâmicos [...] Desde 19.. (Miller não coloca o ano) com a derrubada da mata a área do sítio tem suportado as mais diversas culturas tais como feijão, milho, batata doce, aipim, eucalipto e acácia e, campo de gado. Contudo, tais ocorrências não prejudicaram, a ponto de não permitir uma pesquisa sistemática, a qual nos revela que TQR-61 se constituirá num sítio de real importância para o estudo desta cultura não guarani, conforme se poderá verificar pela pequena parte de seu contexto cultural aqui representado. (MILLER, s./d)51
Tendo estas informações em vista e considerando que o material cerâmico foi encontrado em estado não muito fragmentado e em focos distintos, ou seja, agrupados em diferentes áreas, levo em conta a possibilidade da informação espacial nos âmbitos horizontal e vertical ter em grande parte se preservado. Além disso, se parte da camada arqueológica estava pouco alterada abaixo dos 12cm, conforme Miller afirma, dos 12 aos 30cm de profundidade (no limite da camada de ocupação) o registro arqueológico teria realmente se preservado.
Além destes fatores, há ocorrências de outra ordem que acabaram por alterar e prejudicar as informações espaciais que foram obtidas inicialmente. Como destaquei no primeiro capítulo, alguns fatos acarretaram a perda de parte das informações de registro contextual das evidências. Para os artefatos cerâmicos as perdas foram maiores, pois como as peças não foram numeradas e procedeu-se a colagem dos cacos para reconstituir os potes, perdeu-se praticamente toda a informação espacial de procedência de cada fragmento cerâmico52. O que restou de dados a serem trabalhados sobre estes objetos refere-se a uma quantificação geral de peças por quadrícula e descriminadas por tipo de decoração, conforme mostro com mais detalhes adiante.
Com o material lítico os prejuízos foram menores, pois em razão de não terem sido alvo de estudo, restaram separados por quadrícula. Entretanto, alguns problemas ocorreram com os registros espaciais destas evidências devido às péssimas condições de conservação das etiquetas de identificação das quadrículas. Muitas delas com o passar do tempo se perderam, se desmancharam e até mesmo acabaram se misturando com outras, e
51 Citação retirada de manuscrito de Eurico Miller “Nota Prévia sobre o sítio arqueológico TQR-61 Morro da
Formiga – Taquara – RGS”, que se encontra no acervo documental do Marsul, em Taquara.
52 Apenas uma pequena parcela dos dados de procedência dos artefatos cerâmicos se preservaram depois de
Miller ter reconstituído alguns potes - cerca de 10% do conjunto do material. Não considerei para a análise espacial estes materiais em razão da sua pequena representatividade em relação ao conjunto das peças existentes, tendo preferido utilizar os dados acerca da quantificação geral de peças cerâmicas por quadricula e por tipo de decoração.
consequentemente as peças também se misturaram. Assim, há uma quantidade de vestígios sem informação contextual que tive de desconsiderar para a realização da análise espacial, mas que foram contempladas na pesquisa e apresentadas em boa parte no capítulo anterior.
III.2.2.3 EXPERIMENTANDO O LUGAR ATRAVÉS DAS COISAS
Penso que o lugar Morro da Formiga foi vivenciado pelas pessoas que o ocuparam de diferentes modos, mas especialmente através das coisas. Ao inseri-las no espaço, as pessoas o experimentam não apenas fisicamente, mas também de modo abstrato, pois designam a ele sentidos muitas vezes simbólicos com o desenrolar da vida cotidiana.
Conforme destaquei em momento anterior, as coisas são objetos ativos, constituintes da ordem social, uma vez que são usadas pelas pessoas para agir no mundo. A seguir busco compreender como os indivíduos utilizaram coisas específicas como (possíveis) esteios para a sustentação de cabanas, estruturas de fogueiras, e artefatos líticos e cerâmicos ao experimentar e viver no Morro da Formiga. Estes elementos empíricos são os fundamentos da minha análise sobre o espaço interno deste sítio arqueológico e para todas as interpretações que construí sobre a ocupação remota em tal lugar. Assim como certas pessoas experimentaram viver neste espaço, de certa forma, estou também realizando esta ação, a partir do momento em que me proponho a re-inserir as coisas neste local.
Evidências de Esteios
O arqueólogo Miller, durante as escavações, identificou manchas escuras no contato entre a camada de ocupação e o solo estéril. Ele as descreve como sendo manchas de terra escura, de forma aproximadamente circular (sendo algumas elípticas) e na maioria dos casos contendo carvões (em maiores e em menores porções). Cada vestígio como este foi descrito e registrado espacialmente nas anotações de campo deste pesquisador. Com o carvão recolhido em uma destas manchas, a uma profundidade de 20 a 30 cm, Miller realizou uma datação por Carbono 14 e obteve uma data de 1190+-100 AP53 para a ocupação do sítio Morro da Formiga.
Através da leitura destes manuscritos foi possível traçar um perfil das características destas manchas. A maioria dos seus tamanhos possui entre 20 e 40cm de diâmetro, e em