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3.6. Araştırmanın Bulgularının Değerlendirilmesi

3.6.1. Araştırmada Kullanılan Ölçeklerin Güvenilirlik Analizleri

Asuperfí ierepresenta,no asodesistemasperiódi os omoummono ristal,

aquebra daperiodi idadedarede empelomenosuma dimensão. Épossível

dizer que todasuperfí ieéum sistema não favorável doponto de vistaener-

géti o, onde a energia livre de formação é positiva. Pode-se entender de

Figura 1.5: Arranjos atmi os de superfí ie para asfa es de baixo índi e de

Miller para ristaisf eb .

uma superfí iea partirda livagemde um sólido, será ne essário quebraras

ligações entre os átomos; esta quebra de ligação ne essita de um trabalho

positivo,de forma quea energia de formaçãoda superfí ieou simplesmente

a energiatotal livrede superfí ieésempre positiva. Toda superfí ie tenderá

a minimizaraomáximo esta energia ebasi amente istosedá através:

da diminuição daárea exposta;

da apresentação de planos de baixoíndi e;

alteração dageometriaatmi alo alatravésde relaxaçãoe/oure ons- trução dasuperfí ie.

Desse modo, o on eito de estabilidade está diretamente ligado à mi-

estabele erduasregrasgerais: asuperfí ieserátãomaisestávelquantomaior

a densidade atmi a dasuperfí iee quanto maior onúmero de oordenação

dos átomos da superfí ie. Para metais f , em geral, a ordem res ente de

estabilidade das fa es de baixoíndi e de Milleréa seguinte:

fcc(110) < fcc(100) < fcc(111)

(1.5)

Normalmenteafa e(111)de metaiseligasem ondição deequilíbrioter-

modinâmi o,apresentarãoosmenoresvaloresderelaxaçãodadistân iainter-

planar,evariaçãodesprezível paraoparâmetrode redeparaleloàsuperfí ie,

quando omparados aos valores de volume. Em algumas outras situações

o orrem re onstruções da superfí ie para minimizar a energia. No aso de

re onstrução existem mudanças importantes da estrutura ristalográ a da

superfí ie omo: falhade empa otamento (mudançade empa otamentopor

exemplo: f parah p)[25,26℄,missingrows (desapare imentodeumalinha

ompleta de átomos) [27℄, e estruturas de maior omplexidade omo o aso

Capítulo 2

Té ni as Experimentais

2.1 Difração de Elétrons de Baixa Energia

(LEED)

Um experimento LEED, doinglês Low Energy Ele tron Dira tion,trata-

se, basi amente,deum feixemonoenergéti odeelétrons, omenergiaentre0

e1000 eV,dirigidosobre asuperfí iede um sólido ristalinoonde oselétrons

são, devido à sua baixaenergia e assim pequena apa idade de penetração,

retro-espalhados apenas pelas primeiras amadasatmi as,asquaisformam

o que hamamos de superfí ie(Fig. 2.1). Atravésdaapli açãode diferenças

de poten ial retardadoras são sele ionados os elétrons espalhados elasti a-

mente, os quais são, então, a elerados ontra uma tela uores ente, omo

um tubo de raios atódi os, formando na tela um padrão de difração que

retrata asimetriada redere ípro adaestrutura ristalinadasuperfí ie. As

informaçõessobreoarranjoestruturaldosátomosdasuperfí ieestão ontidas

na distribuição espa ial dos feixes difratados, e prin ipalmente, na maneira

omo a intensidade destes varia om aenergia eo ângulodo feixein idente.

OaparatoexperimentalutilizadoemumexperimentoLEED2.2 onstitui-

se essen ialmente de quatro omponentes: um anhão de elétrons, um go-

nimetro, um dete tor de elétrons e uma âmara de Ultra-Alto-Vá uo. Os

anhões de elétrons, em geral, utilizam um lamento de tungstênio-toriado

Figura 2.1: Feixe de elétrons retro-espalhados pela superfí ie de um ristal

em um experimento LEED. E

inc

e k

inc

são a energia inéti a e o vetor de onda dofeixe in idente, enquanto E

esp

e k

esp

são aenergia inéti ae ovetor de onda de um feixe espalhado.

dofeixein identenormalmenteé umafunçãomonotoni amente res ente da

tensão apli adaao anhão. Oselétronssão olimadosnadireçãodaamostra

omuma energiaentre 0e1000eV,odiâmetroefetivodofeixeéporvoltade

1 mm, o desvio daenergia é daordem de 0,5 eV e adivergên ia angular em

torno de

0, 5

. Esses parâmetros levam a uma largura de oerên ia sobre a

amostraentre 200e 500 Å,ouseja, adifração de elétronsde baixaenergiaé

sensívelapenas apequenasregiõesdasuperfí ie ujasdimensõeslinearessão

dessa ordem. A sustentação, manipulaçãoe aque imentodaamostra dentro

da âmara são feitas pelo gonimetro. Muitos deles permitem rotações em

torno de dois eixos: um perpendi ular e outro paralelo ao plano da super-

fí ie. A oleta de dados é feita através do dete tor ujo tipo mais omum

é Post-dira tion A elerator ou Retarding Field Analyser que onsiste

basi amente de três grades G1, G2 e G3 e uma tela uores ente F omo

mostra aFig. 2.3. Após olidirem om aamostra oselétronssão espalhados

elásti a

(2 − 5%)

e inelasti amente

(95 − 98%)

e viajam através da região livre de ampo entre a amostra e a grade G1. Entre as grades G1 e G2

Figura2.2: Aparato experimentalLEED. [2℄

existe uma pequena diferença de poten ialnegativa que barra prati amente

todos oselétronsespalhadosinelasti amentedetalmodoqueapenasaqueles

espalhados elasti amenteatingemagradeG3. Entrea gradeG3eatela u-

ores enteFexisteuma fortediferençade poten ialquea eleraoselétronsde

tal modoque estes olidem om a tela F provo ando uores ên ia nos pon-

tos de impa to. A este onjunto de pontos dá-se o nome de padrão LEED,

onde o brilho dos pontos é propor ional à intensidade dos feixes difratados.

Contudo,paraseobtersu essoemumexperimentoLEED éne essário quea

amostraestejalivreda ontaminaçãoporoutrostiposde átomosquepossam

estar depositados na superfí ie. Para que isso a onteça o aparato des rito

atingir pressões daordem de

10

−10

Torr. Nesta faixade pressãoa superfí ie

será oberta poruma amadadegás residualemaproximadamente10horas.

Nos atuais sistemas LEED padrões de difração produzidos na tela são ole-

tados através de um fotmetro ou de uma âmara de vídeo ontrolada por

omputador. Variando-se aenergiadofeixe in identemede-se asrespe tivas

intensidades dos feixes difratados e o onjunto de dados obtidos é hamado

de urvas I(V). Como a mediçãodo ângulode in idên ia é uma tarefa om-

pli adaemumexperimentoLEED,a oletadas urvasI(V),emgeral,éfeita

a ângulo xo, mais omumente à in idên ia normal. Antes de serem usadas

no pro esso de determinação estrutural as urvas I(V) oletadas devem ser

normalizadas emrelaçãoà orrente de elétrons dofeixe in idente.

Figura 2.3: Modelo esquemáti o de um dete tor tipoPost-dira tion A e-