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2.9. İlgili Araştırmalar

2.9.1. Anne ve Babaların Problem Çözme Becerileri ile İlgili Araştırmalar

Em Isaías, o presente caracteriza-se, sobretudo, pela manifestação do pecado, que concretiza45 a afirmação da /profanidade/. Vejam-se os trechos a seguir.

2 Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque falou o Senhor: Criei filhos, e os engrandeci, mas eles se rebelaram contra mim.

[...]

4 Ah, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos que praticam a corrupção! Deixaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, voltaram para trás.

[...]

15 Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue (ISAÍAS, 1: 2, 4, 15).

Nesse conjunto de fragmentos que se acha no início do livro do profeta, observa- se, como dissemos, uma afirmação da /profanidade/, realizada como pecado e distanciamento em relação à instância divina. A nação é acusada de ter desprezado “o Santo de Israel”, que, por isso, se recusa a ouvir-lhe as orações e a aceitar-lhe os sacrifícios no altar, pois suas mãos “estão cheias de sangue”, figurativização que aponta para a impureza. A nação é expressamente chamada de “pecadora”, cheia de

“iniquidade” e praticante da “corrupção”.

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Lembramos aqui que nos referimos especificamente ao primeiro Isaías, que responde pelos capítulos de 1-39.

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Isso corresponde basicamente aos primeiros 10 capítulos, nos quais vamos nos concentrar aqui. Nossas análises acabam por ir ao encontro do que aponta Rösel (2009, p. 93) ao indicar os onze primeiros capítulos como os mais significativos da obra. Boa parte dos demais capítulos do livro são profecias que incidem sobre a vingança da instância divina contra as nações estrangeiras que se mostraram, de algum modo, opressoras em relação aos Reinos de Israel e Judá.

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Pode parecer estranho abordarmos a concretização do sentido – ou mesmo nos referirmos, de forma explícita, a temas e figuras – no nível fundamental, como se vê aqui e nas demais análises do presente

capítulo, já que essas categorias “pertencem” ao componente semântico do nível discursivo, último

patamar de constituição do sentido no percurso gerativo. Cumpre esclarecer, no entanto, que a exposição

nada mais faz do que refletir o trabalho de análise do semioticista, no qual um nível vai “iluminando” e “auxiliando” a analise do(s) outro(s). O mesmo raciocínio se aplica a algumas categorias do nível

Esse estado de afirmação da /profanidade/ é confirmado em outras passagens. O trecho a seguir, por exemplo, explica que a instância divina rejeitou o povo de Israel em função da adoção de práticas religiosas de povos estrangeiros: culto a ídolos e práticas de adivinhações.

6 Mas tu rejeitaste o teu povo, a casa de Jacó [referência ao Reino do Norte, Israel]; porque estão cheios de adivinhadores do Oriente, e de agoureiros, como os filisteus, e fazem alianças com os filhos dos estrangeiros

[...]

8 Também a sua terra está cheia de ídolos; inclinam-se perante a obra das suas mãos, diante daquilo que os seus dedos fabricaram (ISAÍAS, 2: 6, 8)

Assim, a afirmação da /profanidade/ implica um estado caracterizado discursivamente por um desvio religioso (práticas religiosas diferentes, deixar/desprezar o Senhor), mas também por um desvio moral e por mazelas sociais. No excerto anteriormente apresentado, o desvio moral é evidenciado pela analogia entre a relação divindade/fiel e a relação pai/filho: o desrespeito do fiel é associado à rebeldia do filho em relação ao pai (“rebelaram contra mim”), desvio considerável numa sociedade patriarcal, como é o caso. Em outros trechos, como os a seguir, o pecado, o desvio moral e as mazelas sociais são evocados por referência à prostituição, que ocupa o lugar que era da retidão, e à criminalidade (“homicidas”, “companheiros de ladrões”, “amar as peitas” [subornos]), que figura em lugar da anterior justiça.

21 Como se fez prostituta a cidade fiel! ela que estava cheia de retidão! A justiça habitava nela, mas agora homicidas.

22 A tua prata tornou-se em escória, o teu vinho se misturou com água. 23 Os teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões; cada um deles ama as peitas, e anda atrás de presentes; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa da viúva (ISAÍAS, 1: 21-23).

Dessa condição decaída do ponto de vista religioso, moral e social, condição que concretiza um presente negativo marcado pela afirmação da /profanidade/, participa, de maneira especial, a classe dirigente. É, sobretudo, contra esta e contra os poderosos de modo geral que se volta a reprovação no discurso do profeta, como se pode ver no trecho a seguir.

12 [...] Ah, povo meu! os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas.[...]

14 O Senhor entra em juízo contra os anciãos do seu povo, e contra os seus príncipes; sois vós que consumistes a vinha; o espólio do pobre está em vossas casas.

15 [...] Que quereis vós, que esmagais o meu povo e moeis o rosto do pobre? (ISAÍAS, 3: 12. 14-15)

Além de evidenciar a afirmação da /profanidade/, concretizada como desvio religioso (pecado) e desvio moral (corrupção), os mesmos trechos citados explicitam duas outras características da realidade presente no texto do profeta. A primeira delas é a afirmação da /opressão/, concretizada como injustiça social pela dominação da classe dirigente sobre os pobres/vulneráveis (“o espólio do pobre está em vossas casas”/

“esmagais o meu povo e moeis o rosto do pobre”). Em outras passagens, a

concretização da /opressão/ se dá pela referência à exploração da viúva e do órfão, o que intensifica a sensação de injustiça social não simplesmente permitida, mas causada pela classe dirigente (“os que te guiam”; “os anciãos do teu povo”; “seus príncipes”).

Ao lado da afirmação da /profanidade/, a afirmação da /opressão/ parece ser algo fundamental no discurso messiânico. Não é senão em função dela que ganha sentido a ideia de redenção, que nesse caso é prometida a um grupo reduzido de fiéis que será liberto dos poderosos e injustos dirigentes, como destacaremos mais à frente.

A segunda característica da realidade presente em Isaías é a concretização de uma forma de /desagregação/, que pressupõe o seu contrário: a /integração/. O que concretiza essa oposição no discurso é uma espécie de pacto em relação à conduta religiosa e moral tida como própria do povo do Senhor, a instância divina46.