3. HIRİSTİYANLIKTA SAKRAMENTLER
3.3. EVHARİSTİYA RİTÜELİ
3.3.10. Anma Duaları
Na revisão teórica do campo da estratégia foi colocado que, a partir da década de 1980, a escola clássica de estratégia passa a dar espaço para uma abordagem mais ampla, preocupada não apenas com a formulação formal e com a análise do setor, mas, principalmente, com os possíveis arranjos de recursos internos da empresa e a possibilidade de criar-se competências essenciais para aproveitamento das novas oportunidades de negócio. Analisando as duas principais propostas baseadas nesta segunda abordagem, os conceitos de intenção estratégica de Hamel e Prahalad (1989) e as características das empresas visionárias de Collins e Porras (1995), pode-se perceber que o foco da estratégia desloca-se da elaboração de planos de ação, definidos através de análises do setor, para uma proposta que tenta direcionar e motivar os membros da organização rumo a uma visão única de futuro, através da conquista de metas
audaciosas e outros mecanismos de controle indireto, como a noção de ideologia central, por exemplo.
Ao incorporar esta função motivadora, a estratégia aproxima-se do conceito de identidade projetada (VAN RIEL, 2003), o qual considera a percepção dos membros sobre aquilo que é central, distintivo e duradouro na organização, e sua identificação com estes valores, como um recurso manipulável e fator decisivo para o desempenho da empresa e para a realização de sua estratégia. Neste sentido, em termos conceituais, pode-se apontar pontos comuns entre as teorias dos autores citados anteriormente e o conceito de identidade organizacional e suas variantes, principalmente sua atuação como guia e motivador e seu enfoque nos fatores internos e informais da organização – os valores e percepções de seus membros.
Mesmo admitindo-se que a percepção dos membros sobre a organização possa ser uma percepção fragmentada, fluída e autônoma – como proposto por Carrieri, Paula e Davel (2008) -, considera-se que a tentativa de projetar uma identidade coesa, por parte da alta direção, deve estar em sintonia com a visão, ou intenção estratégica almejada; o que pode ser colocado como uma questão de alinhamento, voltado para os fatores informais da organização. Como colocam Santos e Muniz (2006: p. 6), “saber exatamente o que se quer e transmitir isso com eficácia a todos os envolvidos passa a ser, por si só, uma competência organizacional distintiva”, destacando a necessidade de transmitir as respostas às perguntas básicas propostas por Eisenhardt (1999), e não apenas respondê-las.
Esta divulgação e disseminação do conteúdo da estratégia, nos termos de Pettigrew (1989), pode ocorrer através de uma visão de futuro ou intenção estratégica, como coloca a abordagem dos recursos internos, ou seja, uma perspectiva na definição de Mintzberg (1987). Observa-se que esta perspectiva é também uma forma estável de ver o mundo. Esta forma estável de ver o mundo manifesta-se na identidade organizacional, como a percepção dos membros sobre o que é central, distintivo e duradouro na organização. Manifesta-se também na intenção estratégica, como a percepção dos membros sobre o futuro da organização. Finalmente, esta forma de ver o mundo relaciona-se com os conceitos de heurística (NELSON; WINTER, 2005), de moldura – ou “mente da organização” -, conforme coloca a escola cognitiva da estratégia, e ainda com a noção de ideologia central (COLLINS; PORRAS, 1995). Estes conceitos indicam um controle sobre as ações dos membros da organização, porém, um controle indireto que possibilita, ao mesmo tempo, o aprendizado, em contraposição à proposta de planejamento estratégico da abordagem clássica da estratégia.
A noção de controle ideológico identificada por Collins e Porras (1995) nas empresas visionárias e a proposta de uma intenção estratégica que atue como motivador e guia para as ações dos membros da organização (HAMEL; PRAHALAD, 1989), as quais possibilitam uma certa autonomia operacional e espaço para contribuições dos membros em diversos níveis da hierarquia organizacional, remetem diretamente à questão dos valores e mecanismos de controle indireto. Estes valores, apesar de serem mutáveis e sujeitos a reinterpretações, são razoavelmente estáveis ao longo do tempo. Sendo estes valores até certo ponto duradouros, podem ser percebidos pelos membros da organização como centrais e distintivos, pois é através deles que os membros identificam-se, em diferentes graus e sentidos, com a organização. Mas a identificação também deve ocorrer em relação ao objetivo da organização – seu propósito, nos termos de Barnard (1979) – e sua visão única sobre o futuro, reforçando ao mesmo tempo sua distinção perante outras organizações e o desejado efeito motivador e guia das decisões e ações tomadas pelos membros. Portanto, os conceitos de identidade organizacional e de intenção estratégica inter-relacionam-se enquanto tentativas de guiar as decisões dos membros da organização e também como possíveis percepções que estes possuem sobre a organização e seu futuro; e podem atuar como fator motivador, através da identificação dos membros com os valores e a perspectiva da organização. Observa-se ainda que ambas podem ser modificadas pelas próprias decisões tomadas, ou mesmo reinterpretadas devido a estas decisões, modificando as rotinas e a heurística da organização, conforme proposto por Nelson e Winter (2005), permitindo o aprendizado, mas também certa estabilidade e controle.
Estas possíveis inter-relações, que permeiam e condicionam o processo de formação de estratégias em uma organização, são analisadas a partir do estudo de caso de uma empresa inovadora, apresentado na quarta parte do presente trabalho e focado nos conceitos centrais da pesquisa, conforme definidos anteriormente. A seguir, apresenta-se a metodologia utilizada para responder ao problema de pesquisa e objetivos propostos na introdução.