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Analitik Hiyerarşi Prosesi (AHP)’nin Uygulama Sürec

Em sistemas de conversão de energia o conceito de eficiência energética está ligado à minimização de perdas na conversão de energia primária em energia útil, que realiza trabalho. As perdas ocorrem para qualquer tipo de energia, seja térmica, mecânica ou elétrica (SOLA, 2006).

O Protocolo de Kyoto explora o tema da eficiência energética como forma de mitigar o aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera terrestre. Segue abaixo transcrição de trecho do protocolo:

[...] Cada Parte incluída no Anexo I, ao cumprir seus compromissos quantificados de limitação e redução de emissões assumidos sob o Artigo 3, a fim de promover o desenvolvimento sustentável, deve implementar e/ou aprimorar políticas e medidas de acordo com suas circunstâncias nacionais, tais como: (i) O aumento da eficiência energética em setores relevantes da economia nacional. (adaptado de MCT, 1997).

No relatório sobre opções de mitigação das emissões de gases de efeito estufa do IPCC (2007b), a eficiência energética aparece em destaque, sendo que diversas medidas são citadas como alternativas que podem alavancar o aumento da eficiência em aplicações diversas, tais como: aumento da eficiência dos sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica (redução das perdas), melhoria da eficiência dos sistemas de iluminação e dos eletrodomésticos, recuperação de calor de processos, desenvolvimento e produção de combustíveis mais eficientes, troca de equipamentos com baixa eficiência nas indústrias, etc.

A representatividade da eficiência energética é explicada pelo fato de que há significativas perdas na cadeia energética e, conseqüentemente, grande margem para melhorias. Com efeito, estima-se que a eficiência de conversão de energia primária em energia útil é de apenas 37%, ou seja, aproximadamente dois terços dos recursos energéticos utilizados são simplesmente perdidos (UNDP, 2000 apud WALTER, 2007).

No Brasil, o ano de 2001 foi marcado pela pior crise de fornecimento de energia elétrica do país, levando à tona a deficiente infra-estrutura do sistema de geração de energia brasileira. A falta de usinas suficientes para cobrir a demanda energética brasileira levou ao ápice da crise, que foi a adoção, por parte do governo, de ações de racionamento de energia, que tinham como objetivo principal a redução do consumo de energia elétrica.

Além do racionamento de energia elétrica em si, o governo brasileiro estabeleceu metas de redução de consumo para diversos setores da economia e para o consumidor residencial, sendo que o não cumprimento levava ao pagamento de altas tarifas pelo consumo de energia acima da meta estipulada. As ações tomadas pelo governo surtiram efeito, como pode ser observado no gráfico da Figura 7, que mostra o histórico da carga de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional brasileiro entre os anos de 1991 e 2010. Nota-se uma queda considerável do consumo de energia elétrica entre 2000 e 2001.

Figura 7 - Histórico da carga de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional brasileiro entre os anos de 1991 e 2010

O racionamento em 2001 impôs cortes de consumo nos setores residencial, comercial e industrial. No setor produtivo houve a redução de crescimento e perdas de

0 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000 350.000 400.000 450.000 500.000 1991 1993 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 2009 G W h Ano

receitas para o país. A sociedade toda foi mobilizada no sentido de racionalizar o uso da eletricidade. Cresceu a consciência de que os recursos energéticos são finitos e a produção de energia tem um custo elevado (SOLA, 2006).

Apesar das perdas de receita do país devidas ao racionamento de energia, todos os setores foram envolvidos no tema da eficiência energética, mesmo que de forma leiga, quando a todo o momento se via o apelo de órgãos governamentais e civis para redução do consumo de energia elétrica.

Na mesma época, ainda em meio à crise de 2001, o governo brasileiro sancionou a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia (Lei n.º 10.295 de 2001), que sinalizou um primeiro esforço legislativo no estabelecimento de padrões mínimos de eficiência energética de máquinas e equipamentos comercializados no país. O Decreto n.º 4.508 de 2002, que regulamentou a Lei n.º 10.295 de 2001, define os níveis mínimos de eficiência energética de motores elétricos trifásicos de indução rotor gaiola de esquilo, de fabricação nacional ou importados, para comercialização ou uso no Brasil.

O consumo de energia elétrica do setor industrial brasileiro respondeu por 44% de todo o consumo de energia no ano de 2010 (EPE, 2011), o que prova a importância da eficientização do uso da energia nos processos produtivos. Os sistemas motrizes consomem a maior parte da energia elétrica e apresentam grande potencial de conservação de energia.

A baixa eficiência dos sistemas motrizes é em função principalmente do baixo carregamento e das tecnologias obsoletas (GARCIA, 2003 apud SOLA, 2006). Porém, a periodicidade e os métodos de manutenção também têm papel importante.

Estudos realizados por Sola (2006) indicam que fatores humanos agem como barreiras para a eficiência energética nas organizações. Essas barreiras estão relacionadas às áreas de sistema de gestão, educação e qualificação de funcionários e visão estratégica da empresa. Todas essas áreas são de domínio dos tomadores de

decisão (decision-makers). Isso significa que a conscientização para eficiência energética deve ser iniciada pela Direção da empresa.

Segundo Walter (2007), resultados positivos no aumento da eficiência do uso de energia dependem muito mais de mudanças comportamentais do que de desenvolvimentos tecnológicos específicos, e esse deve ser o real desafio.

É importante ressaltar que a incorporação de conceitos relacionados ao uso de energia e de equipamentos energeticamente eficientes vai além de um “programa de conscientização”, sendo necessário um processo educativo (DIAS; MATTOS; BALESTIERI, 2004).

Segundo dados do Plano Decenal de Expansão de Energia (BRASIL, 2010), estima-se que há potencial de redução de 2,5% do consumo de energia elétrica, com ações de eficiência energética, no ramo de atividade da empresa estudada até o ano de 2019, comparado ao ano de 2010.

O potencial estimado de redução do consumo total de energia (energia elétrica, gás natural, GLP, biomassa, etc) no segmento de atuação da empresa estudada, somente com ações de eficiência energética, é de 3,1% entre os anos de 2010 e 2019 (BRASIL, 2010).