BÖLÜM 2: İLK DÖNEM YAZILI KAYNAKLARDA SAHÂBE BİLGİSİ
2.1. İlk Dönem Sahâbe Bilgisi Uzmanları ve Uzmanlık Alanları
2.1.1. Sahâbîlerle İlgili Birçok Konuda Uzman Olanlar
3.1.1.3. İbn Şihâb ez-Zührî (ö.124/741)
A implantação de qualquer projeto desenvolvimentista causa sérias transformações no meio natural, interferindo sobre as interações ambientais de vários ecossistemas.
Mediante o crescimento como fato imperativo, que conduz ações, muitas vezes mal pensadas, ocasionando desastres ecológicos, este capítulo tem a intenção de discutir os instrumentos e mecanismos que realizam a integração entre crescimento e meio ambiente, a fim de minimizar os impactos ambientais negativos considerando os custos econômico-sociais.
Impacto (do latim impactu) significa “choque” ou “colisão”. Segundo Custódio (1988), sob o enfoque do direito ambiental, a palavra apresenta-se como choque ou
colisão de substâncias (sólidas, líquidas ou gasosas), de radiações ou de formas diversas de energia, decorrentes de obras ou atividades com danosa alteração do ambiente natural, artificial, cultural ou social.
Segundo o autor Tommasi (1993),
[...] de acordo com o enfoque funcionalista [...] impacto ambiental é qualquer fator ou perturbação que tende a desequilibrar o estado de equilíbrio instável em que se encontra um sistema. Já de acordo com o enfoque estruturalista, impactos são aqueles fatores, ou condições de um sistema, que levem a mudanças estruturais do mesmo
Toda alteração física ou funcional dos componentes ambientais é considerada um impacto, podendo este ser favorável ou desfavorável, quantificado e/ou qualificado.
Desta forma, o estudo de impacto ambiental consiste em um trabalho que tem por objetivo identificar e predizer impactos, estes podem ocorrer no ambiente e na saúde pública, de propostas legislativas, programas de desenvolvimento, projetos, etc., como também de interpretar e comunicar informações sobre os impactos.
O objetivo central do estudo de impacto ambiental é evitar que uma obra ou atividade, defendida, justificada economicamente ou sob interesses imediatos de seus proponentes, se mostre posteriormente como uma ação nefasta ou catastrófica ao meio ambiente.
Em decorrência de uma determinada ação, realizam-se estudos a fim de prever, analisar e avaliar os resultados negativos ou positivos que esta ação vai causar no ambiente. Normalmente, no Estudo de Impacto Ambiental, existem sempre duas áreas distintas envolvidas diretamente, a ecológica e a humana. Contudo, este estudo deve conter informações sobre a capacidade humana de adaptação física e mental, na ocorrência de uma ação.
Desta forma, a realização de tal estudo, tendo como objetivo prever um dano para conseqüentemente prevenir, deve ser realizada no momento certo, ou seja, antes do início da execução ou atos preparatórios do projeto. (MILARÉ, 1998)
Segundo a Resolução n0 01 do CONAMA, artigo 10, impacto ambiental é “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia, resultante das atividades humanas
que, direta ou indiretamente, afetam: ... a saúde, a segurança e o bem estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; a qualidade dos recursos ambientais”.Destaca-se também o § 20 do art. 60, da Lei Federal 7.661 de 16/05/88, o qual institui o Plano de Gerenciamento Costeiro, segundo este devem solicitar estudo de impacto ambiental as seguintes atividades: parcelamento e desmembramento do solo, construção, instalação, funcionamento e ampliação de atividades com alteração das características naturais da zona costeira.
Existem vários métodos para a realização dos estudos de impacto ambiental, dentre estes se pode citar: Métodos “ad hoc”, listagem de controle, rede de interações, superposição de cartas, matrizes de interação e modelos de simulação (TOMMASI, 1993; MOREIRA, 1989)
Método “Ad Hoc” consiste na reunião de especialistas com profissionais de diversas áreas. Este método é muito utilizado para avaliações de curto prazo e quando há carência de dados. Como vantagem, este método apresenta a rapidez e o baixo custo, contudo não promove a análise sistemática dos impactos e os resultados possuem um grau de subjetividade e fundamento técnico-científico deficiente.
Listagem de Controle: as listagens de controle podem ser simples, descritivas, escalares e escalares ponderadas. A primeira caracteriza-se por listas de fatores ambientais, às vezes, associados a parâmetros e ações do projeto, sendo aplicado para o diagnóstico ambiental da área de influência. A segunda é constituída por listas, mais a orientação para a análise dos impactos (fontes de dados, técnicas de previsão, questionários), sendo aplicada para o diagnóstico ambiental da área de influência e análise de projetos. A terceira é formada por listas, mais escalas de valores para fatores e impactos ambientais, sendo utilizadas para o diagnóstico ambiental e a comparação. A quarta e última são semelhantes às escalares acrescentando o grau de importância dos impactos, e utilizada para o diagnóstico ambiental, a valoração dos impactos e a comparação das alternativas.
Rede de interações: consiste em um método o qual, segundo Tommasi (1993, p.68), “permite identificar ações e impactos relacionados com as cadeias de impacto”. O autor também ressalta que tal método não deve ser aplicado para grandes ações de
caráter regional, permitindo encontrar os efeitos indiretos de projetos de desenvolvimento na região costeira. (TOMMASI, 1993)
Matriz de Interação: baseada em Leopold et al (1971 apud TOMMASI 1993, p.69), “consiste, basicamente, numa listagem bidimensional, organizada num quadro, em que, são enumerados horizontal e verticalmente, os fatores ambientais assim como as ações do projeto”. Este método tem sido muito utilizado em vários tipos de projetos, pois permite comparações fáceis, sendo um método de baixo custo e muito informativo.
Superposição de Cartas: preparação de cartas temáticas em transparências, onde informações são colocadas a cada carta, ou seja, cada uma se refere a um aspecto ambiental, como: tipo de solo, cobertura vegetal, cursos hídricos, grau de poluição entre outros. Podem ser desenhadas em papel transparente onde estes permitirão a sobreposição, a fim de avaliar, simultaneamente, os diversos aspectos. Atualmente, para a realização deste trabalho, pode-se contar com o auxílio do computador utilizando o programa Auto Cad e Geoprocessamento.
Modelos de Simulação: são modelos matemáticos computadorizados, que representam o funcionamento dos sistemas ambientais. São utilizados para diagnóstico e prognósticos da qualidade ambiental da área de influência para a comparação de alternativas-cenários, e em projetos de grande porte.
Dentre os vários tipos de métodos aqui apresentados, segundo Surehma (1992), as matrizes de interação ou correlação, têm sido largamente utilizadas na etapa de identificação dos impactos e conseqüentemente dos seus estudos.
As matrizes de interação, consistem em métodos muito eficientes quando observadas algumas condições:
As matrizes de interação são métodos, e não metodologias para a avaliação de impactos ambientais, devendo se possível, serem auxiliadas por outros instrumentos para interpretação/representação e diagnóstico da situação ambiental;
As matrizes devem ser usadas como método de identificação, valoração e avaliação das interações causa-efeito, e não como meios de representação gráfica;
Não devem ser únicas ou muito extensas, pois dificultam a visualização do processo global; no entanto, podem ser divididas em etapas e classificadas
conforme a hierarquia das variáveis, facilitando a compreensão da dinâmica dos sistemas ambientais e possibilitando a redução de fatores; A aplicação deve ser precedida de critérios específicos, claros e objetivos para classificação dos impactos, se possível, que não ofereçam margem de dúvidas durante a avaliação;
Disponibilidade de dados/informações confiáveis;
Determinação de classes de variáveis (condicionantes locais; processos tecnológicos / processos ambientais), que representem e sintetizem a
complexidade do problema (RIBEIRO, 1998 apud FIGUEIREDO, 2000)
Qual seja o método utilizado na avaliação de impacto ambiental, a dificuldade reside na complexidade do caso analisado, na indisponibilidade de informações, fatores, parâmetros e condições técnicas.
Esta comunicação tece a importância do conhecimento dos vários instrumentos de avaliação de impacto ambiental. Contudo, o presente trabalho realiza a análise da sustentabilidade ambiental, segundo uma proposta metodológica baseada em um método já mencionado, que será apresentado posteriormente, o qual faz uso de um destes instrumentos de avaliação, no caso a matriz de análise da sustentabilidade.