4.BULGULAR VE YORUM
C. Bu özellikler yeterli değildir Başarılı bilim insanlarının hayal gücü, zekâ ve dürüstlük gibi diğer kişisel özelliklere de sahip olmaları gerekir.
Na discussão desta segunda tipologia prevalecem as idéias do Institute of
Development Studies (IDS), na Inglaterra. As cadeias produtivas podem ser: i) buyer-driven
(dirigidas pelo comprador), entre as quais grandes consumidores (varejistas, importadores e empresas com marcas conhecidas nos países avançados), trading companies etc desempenham um papel fundamental na organização de redes produtivas descentralizadas (comum em setores de bens de consumo intensivos em mão-de-obra) ou ii) producer-driven (dirigidas pelo produtor), nas quais grandes empresas (indústrias intensivas em capital e tecnologia) coordenam as ligações pra frente e para trás da cadeia produtiva.
No caso das cadeias produtivas de empresas buyer-driven, elas freqüentemente “não possuem nenhuma instalação para a produção. Não são ‘fabricantes’ , pois não possuem fábricas. Mais precisamente, essas empresas são ‘negociantes’ que desenham e/ou comercializam, mas não fabricam os produtos da marca que vendem. Elas dependem de redes complexas e camadas de empresas subcontratadas que realizam praticamente todas as tarefas especializadas” (Gereffi apud Schmitz, 2005, p. 329). Assim, os lucros auferidos por esse tipo de cadeia produtiva advêm não de economias de escala e de avanços tecnológicos (como se verifica nas cadeias producer-driven), mas de combinações exclusivas de pesquisa de valor agregado elevado, design, vendas, marketing e serviços financeiros. “Isso permite aos compradores e aos negociantes de marcas que atuem como intermediários estratégicos, ligando fábricas estrangeiras e comerciantes a nichos de produtos, em constante evolução, em seus principais mercados consumidores” (Schmitz, 2005, p. 329).
Nas cadeias produtivas de empresas producer-driven, o papel chave no controle de seu sistema de produção é desempenhado pelas corporações transnacionais (CTNs). “Isso é característico em indústrias intensivas em capital e tecnologia como automóveis, computadores, aeronaves e máquinas elétricas (...). O que distingue os sistemas de produção ‘dirigidos por produtores’ é a administração central das CTNs” (Gereffi apud Schmitz, 2005, p. 329). No Brasil, outro exemplo, além da mencionada indústria automobilística (na qual as montadoras desempenham um papel central) é o caso do tabaco. Em ambas, mesmo quando ocorre inovação, ela se dá no segundo nível, pois o reposicionamento desses aglomerados locais na cadeia global será sempre limitado pela administração central das CTNs.
Nas cadeias dirigidas por compradores, há maior possibilidade de que, uma vez em acesso às empresas líderes, as empresas podem aprimorar produção, design, marketing e estabelecimento da marca. Mas uma questão que precisa ainda ser pesquisada, segundo Schmitz “é se – e de que forma – o poder do comprador afeta as perspectivas de aprimoramento produtivo dos produtores locais. Esse poder pode ser operacionalizado em termos do grau de concentração existente entre compradores em determinada cadeia de valor (ou subcadeia)” (Schmitz, 2005, p. 333). O autor desenvolve a seguinte hipótese: “em cadeias com um elevado grau de concentração de compradores, o avanço funcional é menos comum do que em cadeias com um baixo grau de concentração de compradores” (Schmitz, 2005, p.333), o que foi confirmado em estudos na indústria brasileira de calçados. Autores apontam ocorrência de maior nível de aprendizado, quando se trabalha para comerciantes pequenos e médios. Outros complementam ao dizer que, quanto maior o nível de intermediários, maior o progresso na cadeia de valor: o regime de aquisição direta torna esse progresso mais difícil. “O controle direto do comprador sobre uma cadeia menos complexa torna o raio de ação das empresas locais restrito à manufatura. No caso brasileiro, isso encontra expressão no ditado local: ‘não vendemos, somos comprados’” (Schmitz, 2005, p. 334).
Quando, uma vez inserido em uma cadeia mais flexível, o comprador terceiriza via intermediários, além de possuir espaços que permitam o crescimento da produção local, e tem a probabilidade de avanços em termos de marketing e design. Mas, se os compradores optarem pela compra direta, os pedidos podem repetir-se de forma regular, e há a possibilidade de investimento em capacitações de fabricação local, cenário que “abre espaço para o fabricante cativo, de classe mundial, que é excelente em determinada atividade da cadeia (manufatura), mas que é incapaz de sobreviver individualmente” (Schmitz, 2005, p. 334).
Mas Hubert (2005) acredita que os países podem preparar-se adequadamente para poder explorar as benesses oferecidas pelas eventuais estratégias e difusão dos setores de
P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) de multinacionais em seu solo. Hubert assevera que os países da América Latina foram criticados por permanecer com a idéia de “políticas de desenvolvimento ou industrialização”, sob égide de substituição das importações e “teoria da dependência” e que elas se constituíam apenas em mais políticas “comerciais ou macroeconômicas” que não consideravam a base sobre a qual as indústrias pudessem crescer.
Emerge daí uma possível (e controversa) leitura de apologia à globalização, quando o autor recorre ao conceito de glocalização – que convida os países do Terceiro Mundo precisamente a aproveitarem do conhecimento tecnológico das multinacionais para construir uma indústria em seus territórios, usando as dinâmicas globais para alimentar as locais. “Essas medidas ou ações são capazes de gerar melhorias significativas na capacidade produtiva da comunidade?” (Hubert, 2005, p. 260). Hubert lembra que o critério de capacidade produtiva esteja baseado na seguinte afirmação de List: “o poder de criar riqueza é mais importante do que a própria riqueza (...) o bem-estar do povo não depende (...) da quantidade de bens e de valores comercializáveis que possui, mas do nível de desenvolvimento de suas forças produtivas” (List apud Hubert, 2005, p. 260). Hubert enfatiza que o motor do desenvolvimento da força produtiva seja a capacidade de mudança técnica – o que, em âmbito coletivo, pode ser depreendido como inovação ou capacidade social para tal mudança técnica.
A idéia central do IDS, de qualquer forma, não deixa de apregoar a submissão dos aglomerados locais ao processo de globalização, evidenciado pelos estudos empíricos de exportações do Terceiro Mundo para países mais avançados. “A proposta, porém, apresenta um ponto interessante pois sugere que a busca de uma tipologia para aglomerados deve-se dar a partir de um entendimento sobre os processos de governança7 das relações ao longo da cadeia” (Cassiolato e Szapiro, 2003, p. 40).
Como complementa Schmitz, as cadeias podem ser avaliadas a partir de i) oportunidades para adicionar valor: que tipo de trabalho é alocado para as empresas da cadeia sediadas em países de desenvolvimento?; ii) aprimoramento produtivo: a cadeia permite o aprendizado e a melhoria dos produtores sediados em países em desenvolvimento? Ao fazer tal julgamento, é necessário distinguir entre dois tipos de produtores (em estágio incipiente ou avançado), entre diferentes tipos de aprimoramento
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(ele é limitado à produção ou é estendido ao design e ao marketing?) e entre diferentes tipos de cadeias (as relações entre produtores e compradores são simétricas ou um controla o outro?) (Schmitz, 2005, p. 336). Por fim, o autor defende que, em uma política industrial, o exame das cadeias globais de valor deve dar maior atenção “às oportunidades de avanço que surgem em cadeias nacionais de valor” (Schmitz, 2005, p. 340).