ÇEŞİTLİ YÖNLERİYLE BİLGİ
2.1.1. Kaynağına Göre Bilgi Türleri
2.1.1.2. Örtük Bilgi
Um dos fatores mais abordados que é tido, muitas vezes, como principal condicionante para o baixo custo de produção chinesa, é justamente a sua mão de obra barata. Mas, segundo o IPEA (2008) esse fator não seria suficiente, pois muitas outras economias possuem custos mais baixos que os da China e não alcançam o mesmo nível de preço chinês. Sem os investimentos de Hong Kong e Taiwan nas primeiras ZEEs, a capacidade gerencial e a disponibilidade de capital tal crescimento não seria possível.
A disciplina dos trabalhadores chineses também é digna de receber atenção. Como dito anteriormente, a influência de Confúcio faz dos trabalhadores chineses profissionais altamente dedicados, disciplinados e obedientes (MENDONÇA, 2009).
Surpreendentemente, a China não possui a mão-de-obra mais barata do mundo. Mesmo ganhando 25 centavos de dólar por hora, os operários chineses custam mais que os trabalhadores mais pobres do sudeste asiático ou da África. Nos lugares mais miseráveis do mundo as crianças carregam rifles ou caminham por campos minados por menos de um dólar por dia. A China é a grande oficina do mundo porque se encontra numa parte relativamente estável do planeta e oferece aos industriais uma força de trabalho confiável, dócil e competente, resultado de disciplina assegurada pelo governo (FISHMAN, 2005, p. 15).
O que pode mais chamar a atenção é o motivo pelo qual a mão de obra chinesa não subiu de preço, mesmo com aumento considerável da demanda por novos trabalhadores nos setores voltados para exportações. Segundo o IPEA (2008) isso é devido, principalmente, à oferta de mão de obra quase infinitamente elástica (e que continuará assim pelos próximos anos) ainda com determinado grau de qualificação (mesmo que baixo).
Essa oferta é considerada quase que infinitamente elástica devido à grande disponibilidade de mão de obra oriunda dos campos chineses. Esses trabalhadores vêm em massa dos antigos campos chineses, fugindo das precárias condições lá existentes.
A outra grande influência recente é a migração de centenas de milhões de camponeses oriundos das zonas rurais, agora que o governo lhes permite movimentar-se dentro do país. Com efeito, a adoção do capitalismo de mercado ao
longo das duas últimas décadas e o fim do subsídio oficial aos camponeses são forças que se juntaram para expulsá-los das terras. A migração é a maior da história humana. É também uma das menos exatas em termos de quantidades: as estimativas quanto ao número de pessoas que se dirigiu às cidades com o objetivo de encontrar emprego vão de noventa a trezentos milhões, multidão que mesmo no limite mais baixo equivale ao total de mão-de-obra nos Estados Unidos. No limite mais elevado, o número é maior do que as forças de trabalho dos Estados Unidos e da Europa juntas (FISHMAN, 2005, p. 16).
As migrações vindas do campo chinês pressionam o preço dos salários para baixo, devido ao aumento substancial da oferta. Muitos chineses se submetem a condições de trabalho precárias sem ao menos reclamar, pois a vida no campo apresentava dificuldades ainda maiores.
Outro fator que contribui para os baixos salários dos trabalhadores chineses é a ausência de direitos perante os empregadores. A inexistência de férias (afora três semanas anuais de feriados), ausência de aviso prévio, semana de trabalho de sete dias constituem práticas comuns (IPEA, 2008).
Boa parte dos trabalhadores chineses não-qualificados das grandes cidades é constituída de imigrantes temporários provenientes das zonas rurais. Atualmente, ao contrário do que prevalecia até poucos anos, esses trabalhadores não são considerados ilegais. Contudo, por não possuírem carteira de identidade emitida pela cidade onde trabalham, não possuem acesso a nenhum tipo de serviço público, como saúde e educação. Dessa forma, normalmente não trazem a família para a cidade. E aceitam dormir no emprego, obviamente sem pagar nada. Isso permite, portanto, não ter gastos com moradia e transporte, que constituem boa parte dos dispêndios dos trabalhadores de baixa renda. Essas especificidades tornam mais difíceis as comparações com os salários monetários de países onde tais práticas não existem. (IPEA, 2008, p. 18).
O gráfico 12 exemplifica como a mão de obra da China é barata em relação aos países desenvolvidos. Mesmo que Paquistão, Indonésia e Índia tenham uma mão de obra mais barata que a chinesa, os custos de produção chineses ainda se destacam. Enquanto nos Estados Unidos o trabalhador recebe 15 dólares por hora trabalhada, na China os trabalhadores recebem menos de 1 dólar.
Fonte: Textiles and Apparel - Assessment of the Competitiveness of Certain Foreign Suppliers to the US Market (2004).
Outro fator que faz com que a mão de obra chinesa seja relativamente mais barata que na maior parte do mundo, é que o custo de vida na China também é consideravelmente bem mais barato do que nos países produtores de manufaturados, como os Estados Unidos e a Alemanha. Logo, o salário mesmo baixo em termos nominais, poderá ter um maior poder de consumo dentro do território chinês como explica Fishman (2005, p. 19):
Alguns analistas já a colocam em um ponto mais alto. Levam em conta o que pode ser comprado na China por um dólar, o que, afinal, é muito mais do que pode ser comprado nos Estados Unidos, na Europa e no Japão e na maior parte dos demais lugares do mundo onde se vale a pena gastar um dólar. Algumas mercadorias como maquinaria japonesa, petróleo saudita, moda francesa, produtos farmacêuticos suíços, tem preços globais padronizados. Mas a oferta e a demanda que governam maior parte da economia da China – mão-de-obra, alimentos, aluguéis, tijolos, médicos, roupas e entretenimento de origem chinesa – dependem do mercado local. Em Indianápolis seriam necessários 4,7 dólares para comprar o que um dólar compra na China. A estimativa feita pela CIA compensa a disparidade, cuja enganosa denominação é “paridade do poder de compra”, ajustando a posição da China entre as economias do mundo. O PIB chinês, que vale 1,4 trilhões de dólares segundo os cálculos da CIA parecia ter um valor de 6,6 trilhões.
Esse baixo custo de vida também reflete no baixo custo dos investimentos e do consumo interno das indústrias chinesas. Comprar dentro da própria China é um grande diferencial para baratear o custo de produção. O mercado interno oferta insumos e capital fixo com custo bem mais baixo do que nos países desenvolvidos, como nos EUA e na Europa.
Mais ainda, as companhias chinesas trabalham em um ambiente no qual grande parte do que necessitam, fora da fábrica propriamente dita, é muito mais barata que em uma economia industrial avançada. A construção de estradas é muito menos
onerosa, e os prédios de uma fábrica costumam custar um oitavo do que custariam nos Estados Unidos, e ainda menos do que na Europa Ocidental e no Japão. Os orçamentos de entretenimento para os clientes e funcionários governamentais duram mais tempo. E quando é adequada, praticamente toda maquinaria industrial feita na China reduz as despesas de capital a uma fração do preço no mercado mundial. Segundo números compilados pelo Boston Consulting Group, as máquinas de moldagem de plástico por injeção fabricadas na China custam apenas um terço do que custam nos Estados Unidos, e as prensas de potência e as máquinas de moldagem por pressão custam um vigésimo. Assim a China ainda consegue reduzir os custos dos processos de fabricação, e as empresas de todo o mundo são obrigadas a contar com os chineses para isso (FISHMAN, 2005, p. 212).
O baixo custo de produção se consolida como principal diferencial competitivo da China. Em vários lugares do mundo, o preço da China serve como parâmetro e objeto de pressão dos compradores por menores preços em seus respectivos mercados internos. A China pode ser considerada uma exportadora de deflação (FISHMAN, 2005).
O preço baixo da China deriva então primeiramente de sua elevada oferta de mão de obra vinda dos campos e ausência de direitos aos seus trabalhadores, reduzindo os salários; o baixo custo de vida encontrado no país e o baixo custo do investimento encontrado pelos empresários nacionais e investidores estrangeiros.
4 ANÁLISE DOS FATORES QUE DETERMINARAM A CHINA COMO MAIOR EXPORTADORA DO MUNDO
Este capítulo descreve os principais fatores da expansão das exportações. O câmbio desvalorizado é visto como o principal fator, o que contribuiu paralelamente para o crescimento das reservas em moedas estrangeiras. A política de abertura comercial aliada a investimentos em pesquisa e tecnologia foram fundamentais para a consolidação da China como grande exportadora de produtos manufaturados.
A China se tornou importante fornecedora e parceira econômica dos países asiáticos. Sua produtividade, tecnologia e crescimento econômico ameaçam importantes parceiros como o Japão e a Coreia do Sul.