• Sonuç bulunamadı

Öğretmenlerin okul ikliminin “işbirliği” alt boyutuna ilişkin algı düzeyler

4.2. Araştırmanın İkinci Alt Problemine İlişkin Bulgular ve Yorumlar

4.2.1. Yöneticilerin Örgütsel İklime İlişkin Algı Düzeyleri

4.2.2.3. Öğretmenlerin okul ikliminin “işbirliği” alt boyutuna ilişkin algı düzeyler

De acordo com Braz (2009a), há certo consenso entre os diversos agentes do setor de que o regime regulatório e tributário vigente no Brasil necessita de reforma e aperfeiçoamentos, com o intuito de torná-lo mais simples e racional. As grandes divergências residem em quais aspectos e de que forma a regulação deve ser alterada.

Em documento divulgado no seu site59, o Ministério de Minas e Energia elenca as razões que o levam ao diagnóstico da necessidade de mudança do marco legal da mineração:

• “Legislação atual burocrática, focada no procedimento de outorga como instrumento de gestão”. Segundo o MME, o Decreto-Lei nº 227/1967 estabelece um sistema de normalização, outorga e fiscalização baseado em procedimentos burocráticos e centralizadores;

“Poder concedente com poucos instrumentos de intervenção”;

58 Também conhecido como Serviço Geológico do Brasil. Disponível em< http://www.cprm.gov.br>. Acesso em 27/12/2013.

59 Disponível em

<http://www.mme.gov.br/sgm/galerias/arquivos/noticias/SGM_Apres_Novo_Marco_Regulatorio_da_Mineracao .pdf>. Acesso em 27/13/2012.

• “Acesso aos títulos sem observar qualificação técnica”. O MME considera que a outorga da concessão é um “ato vinculado”, onde os direitos são obtidos pelo cumprimento de requisitos burocráticos, sem que o Poder Concedente possa exercer seu julgamento pela conveniência técnica e pelo interesse da sociedade;

“Permite artifícios jurídicos para manter títulos inoperantes”. Os empreendimentos minerários estão sujeitos a pedidos legais de adiamento por parte dos concessionários, o que, segundo o MME, por vezes não refletem os interesses do país;

• “Baixo custo financeiro para requerimento e manutenção (retenção) do título”. Ao permitirem artifícios jurídicos para manutenção de títulos inoperantes, as regras atuais, associadas ao baixo custo financeiro para requerimento, manutenção e retenção do título, resultam em extensas áreas de concessão improdutivas; e

“Não oferece instrumentos para solucionar conflitos entre interesses públicos e privados”. O MME ainda alerta para a ausência de instrumentos que permitam a gestão pública eficiente do aproveitamento dos recursos minerais.

A partir deste diagnóstico, o MME relaciona os objetivos do novo modelo regulatório:

• “Fortalecer a ação do Estado no processo regulatório (soberania sobre os recursos minerais)”;

• “Estimular a maximização do aproveitamento das jazidas, a prevenção da saúde e a segurança das minas e o controle ambiental até o encerramento da atividade de mineração”;

“Atrair investimentos para o setor mineral e contribuir para a elevação da competitividade das empresas de mineração”;

• “Fomentar a agregação de valor na cadeia produtiva mineral”;

• “Promover a mineração formal”; e

“Contribuir para o desenvolvimento sustentável”.

Embora os itens acima mostrem que o MME preferiu não declarar de forma explícita o interesse do Governo em também aumentar a arrecadação pública com a exploração mineral,

o Projeto de Lei que acabou sendo enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional deixou isso claro nos seus itens referentes à taxa extra, à alíquota da CFEM e à base de cálculo do tributo, todos com elevado potencial de aumento da arrecadação – conforme será discutido nos próximos capítulos desta tese. A própria Presidente Dilma Rousseff destacou este ponto no seu discurso durante a solenidade que marcou o lançamento do Projeto de Lei60:

“A CFEM a partir de agora incidirá sobre a receita bruta das empresas mineradoras tendo alíquota de até 4%. Isso dará um incremento importante para o orçamento dos estados e municípios que convivem com a atividade mineraria. A mudança na regra de cálculo permitirá praticamente dobrar a arrecadação proveniente dessa atividade.

A Tabela 1 resume e compara os principais pontos do Projeto com a atual regulação.

Tabela 1. Principais pontos da proposta do

Poder Executivo Federal para o novo Código de Mineração

Tema Como é... Proposta...

Jazidas Quem faz primeiro o pedido ganha o alvará.

As áreas para exploração passarão por licitação.

Taxa extra Não existe cobrança de taxa extra. Será cobrada de quem explorar áreas estratégicas.

Prazos Não há prazos. Outorga para pesquisa e exploração com prazo determinado.

Investimento Não há exigências do Poder Concedente.

Contratos irão prever investimento mínimo.

Alíquota da CFEM De 0,2% a 3%. Até 4% (a cobrança sobre cada minério será decidida,

posteriormente, em decreto) Base de cálculo Faturamento líquido (desconto de

tributos, transporte e seguros).

Receita bruta deduzidos os impostos.

Quanto à competência institucional dos órgãos do Governo Federal... Formulação da

política setorial

Competência do MME. Passa a ser competência do Conselho Nacional de Política Mineral61.

60 Disponível em <http://www2.planalto.gov.br/imprensa/discurso/discurso-da-presidenta-da-republica-dilma- rousseff-durante-cerimonia-lancamento-do-marco-regulatorio-da-mineracao-brasilia-df>. Acesso em 04/07/2013.

61 Órgão interministerial de assessoramento do Presidente da República, para formulação e implementação da política mineral nacional.

Poder concedente Competência do MME para concessões e do DNPM para autorizações.

Passa a ser competência exclusiva do MME.

Regulação e fiscalização

Competência do DNPM. Será criada uma Agência Reguladora para este fim.

Arrecadação da CFEM

Competência do DNPM. Passa a ser competência da nova Agência Reguladora.

Fonte: Projeto de Lei nº 5807/2013 e Ministério de Minas e Energia. Elaboração do autor.

Na mesma solenidade mencionada acima, a Presidente da República salientou também que o objetivo da nova legislação é “criar um marco legal favorável aos negócios, aos investimentos produtivos, fortalecendo um novo ciclo de desenvolvimento de nosso país, mas tudo isso com ganhos para a sociedade, para os trabalhadores e para o meio ambiente”. De fato, a literatura sobre a exploração de recursos naturais não renováveis destaca que um marco regulatório eficiente e bem estruturado deve garantir (Hartman, 1992):

• Uma participação adequada da sociedade na renda econômica da atividade, como compensação financeira pela exploração de recursos naturais;

• A preservação do meio ambiente na qual a atividade está inserida; e

• A competitividade tanto dentro da indústria (como forma de promover menores preços e maior eficiência produtiva) quanto do produto nacional no mercado internacional.

Entretanto, sob quaisquer destes aspectos, a proposta do Governo Federal tem suscitado críticas. Malerba et al. (2012), por exemplo, destacam que os conflitos socioambientais alavancados pelo setor extrativo mineral tendem a se acirrar ainda mais com a promulgação do novo Código Mineral e a consequente expansão das atividades. Para os autores, a reforma que está sendo anunciada pretende, basicamente, intensificar a exploração mineral no país, aumentar a participação do Estado nos resultados econômicos e verticalizar o setor, faltando ainda ser amplamente discutida a criação de limites à expansão da mineração (por exemplo, em terras indígenas) e a mitigação dos impactos ambientais da atividade.

Já Bustamante (2014) alerta que, mantida a redação original do Projeto de Lei nº 5.807/2013, o efeito sobre o investimento na mineração será o inverso do pretendido pelo Governo, dado que o aumento na cobrança da CFEM (tanto pela maior alíquota, quanto pela mudança na base de cálculo) irá fechar os empreendimentos minerais cujos custos já estão próximos às cotações dos minérios. O autor destaca ainda que a concessão precedida de licitação pública

significa o fim do direito de prioridade das empresas que prospectarem novas reservas minerais62, gerando desestímulo a esta atividade e prejudicando o setor pela ausência de descobertas de novas jazidas63.

Em resumo, segundo a maioria dos críticos do Projeto de Lei que tramita no Congresso, além das preocupações socioambientais, se o aumento dos royalties da mineração não ocorrer no bojo de uma reforma tributária mais ampla, a alíquota e a base de cálculo adotadas podem inflar demasiadamente o custo de extração de alguns minérios no Brasil, prejudicando sua inserção no mercado internacional tanto por aumentar o preço do produto brasileiro quanto por, consequentemente, desestimular investimentos produtivos no país.