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BÖLÜM II: DÎVÂNIN DİNÎ-TASAVVUFÎ KELİME, TÂBİR VE KAVRAMLAR BAKIMINDAN TAHLİLİ KAVRAMLAR BAKIMINDAN TAHLİLİ

2.1.1. İnanç ile İlgili Kavramlar 1. Allah

2.1.1.1.1. Zâtî Sıfatlar 1. Bâkî

Apesar de haver grande número de trabalhos em que é possível identificar uma ou mais variáveis empregadas em estudos de relacionamento, segundo Mavondo e Rodrigo (2001), a literatura sobre marketing de relacionamento, utilizada nos países ocidentais, não realça, com a devida importância em suas análises, o impacto da perspectiva cultural.

A questão cultural deveria ser considerada uma das variáveis principais na construção de teorias sobre a relação entre empresas. O fato de a cultura oriental dar maior ênfase ao relacionamento pessoal entre os agentes responsáveis pelo contato entre as empresas explica em parte a importância dada por esses autores à variável cultural. Isso, porém, não significa que, em razão de a cultura ocidental não dar o mesmo valor ao relacionamento entre os agentes responsáveis, essa variável não seja levada em consideração.

Moller e Svahn (2004) reconheceram que as diferenças na orientação cultural das firmas que participam de um canal de distribuição podem ter impacto significativo na facilidade com que o conhecimento é compartilhado em âmbito inter- firma e entre firmas. Os fatores culturais tornam-se conhecimentos usados para influenciar a comunicação e formatar o comportamento dos atores que participam da relação. A cultura, entretanto, é um fenômeno muito complexo que tem impactos acima do relacionamento, incluindo a cultura nacional, a cultura organizacional ou do negócio e a cultura profissional (HAKANSSON e SNEHOTA, 1995).

Em um período em que as empresas vêm ganhando acesso a mercados cada vez maiores, por meio de organizações localizadas em diferentes países, a variável cultura organizacional ganha importância nas análises de relacionamentos cooperativos. Cultura organizacional pode ser definida como:

... o conjunto de pressupostos básicos que um grupo inventou, descobriu ou desenvolveu ao aprender como lidar com os problemas de adaptação externa e integração interna, e que funcionaram bem o bastante para serem considerados válidos e ensinados a novos membros como a forma correta de perceber, pensar e sentir em relação a esses problemas (SCHEIN, 198442, p.3; citado por

RÉVILLION, 2003).

Os indivíduos podem desenvolver fortes amizades pessoais, que tendem a se manter em um relacionamento comercial (HOCUTT, 1998). As ligações sociais podem ser definidas pelo grau de amizade e respeito mútuos compartilhados entre os agentes compradores e vendedores, levando ao fácil contato e à confiança entre os agentes (LILJANDER e STRANDVIK, 199543, citados por HOCUTT, 1998; WILSON, 1995).

Webster (1991)44, citada por Révillion (2003), ao investigar a consistência cultural nos serviços da empresa, descobriu que a posição do empregado influencia suas atitudes em relação à cultura de marketing atual ou ideal da empresa. Assim, segundo Révillion (2003), a dimensão humana tem influência significativa na execução dos planos de marketing, já que sua formulação e implementação dependem dos indivíduos que trabalham na empresa.

A importância da proximidade entre as pessoas em um relacionamento ganha importância, porque a confiança interpessoal dificilmente ocorre de forma espontânea, sendo seu resultado decorrente de um longo período de experiências de trocas entre os agentes. Com isso, quanto mais prolongado for o contato entre o responsável pelo setor de vendas de uma empresa e o responsável pelo setor de compras do parceiro, maiores serão as perspectivas de que essa amizade influencie o resultado das operações das empresas (BATT e PARINING, 2002).

Durante o período de trocas de experiência, os agentes vão se conhecendo, e esse conhecimento vai sendo acumulado na forma de respeito e amizade. Porém, a confiança interpessoal pode estar baseada em fatores que antecedem as trocas comerciais, como a familiaridade e interações prévias ou, mesmo, derivadas de grupos

42 SCHEIN, E.H. Coming to a new awareness of organizational culture. Sloan Management Review, v.

12, p. 3-16, winter, 1984.

43 LILJANDER, V.; STRANDVIK, T. The nature of customer relationships in services. Advances in Services Marketing and Management, v. l4, p.141-67, 1995.

sociais, nos quais ambos estão inseridos. Em algumas culturas, os negócios são conduzidos unicamente entre amigos, ou amigos do amigo (GUMMESSON, 199445; citado por PRESSEY e MATHEWS, 2000; BATT e PARINING, 2002).

Apesar de os relacionamentos comerciais serem essencialmente baseados em comportamentos específicos de negócio - valores subjetivos - as ligações e as convicções pessoais que estão sempre presentes possuem papel importante na formação de um relacionamento colaborativo (HAKANSSON e SNEHOTA, 1995). Os indivíduos envolvidos em um relacionamento comercial tendem a criar uma rede de relacionamentos pessoais (networking), e esta parece ser uma condição para o desenvolvimento dos laços interorganizacionais entre todas as companhias.

Segundo Hsiao et al. (2002), autores asiáticos como Luo (199746) e Liu e Wang (200047) referiram-se ao relacionamento interpessoal ou guanxi48 como a

utilização de conexões ou networks que envolvem obrigações e favores recíprocos entre duas partes em relações pessoais ou empresariais. Segundo Fang e Kriz (2000) e Mavondo e Rodrigo (2001), a literatura ocidental concentra-se nas relações entre as organizações (fornecedores e compradores), negligenciando a literatura existente sobre as relações interpessoais no contexto de marketing de negócios. Com isso, é importante discutir até que ponto, as características culturais das pessoas que ocupam cargos hierárquicos interferem nas relações comerciais entre as empresas, impactando positiva e, ou, negativamente o sucesso dos acordos colaborativos.

No caso dos relacionamentos colaborativos entre empresas varejistas e seus fornecedores, a análise do comportamento das relações pessoais possui um entrave significativo. Muitas vezes, a proximidade ocorre entre o vendedor da empresa fornecedora e o comprador do varejo, porém as decisões estratégicas, inclusive sobre parcerias, ocorrem em um nível hierárquico superior. Nível hierárquico que não

44 WEBSTER, C.A. Note on cultural consistency within the service firm: the effects of employee position

on attitudes toward marketing culture. Journal of the Academy of Marketing Science, v. 19, n. 4, p. 341-346, 1991.

45 GUMMESSON, E. Is relationship marketing operational? In: Marketing its Dynamics and Challenges,

1994. 23rd European Marketing Academy.

46 LUO, Yadong. Guanxi and performance of foreign-invested enterprises in China: an empirical inquiry. Management International Review, v. 37, n. 1, p. 51-70, 1997.

47 LIU, Hong; WANG, Yen Po. Interfirm channel relationships, influence strategies and performance in

China: an empirical examination. In: BECKER, Kip (Ed.) Culture and international business. The Haworth Press, Inc., 2000.

48 “Guanxi é um fenômeno socio-cultural enraizado e representa um papel extremamente importante no

Características - Estratégias - Hierarquia - Estrutura Organizacional - Poder de Mercado - Competências Características - Estratégias - Hierarquia - Estrutura Organizacional - Poder de Mercado - Competências

Variáveis que determinam o tipo de relação comercial (adversarial ou colaborativa) FORNECEDOR Indústria/Atacado VAREJO Relação Comercial Departamentos - Marketing - Logística - Vendas - Financeiro - Produção Departamentos - Marketing - Logística - Compras - Financeiro Relação Comercial e Pessoais

necessariamente possui o mesmo nível de relação ou conhecimento do parceiro, conforme pode ser observado na Figura 3.1.

A figura permite observar os níveis da tomada de decisão. Enquanto os vendedores e os compradores são responsáveis pelas ações que determinam o relacionamento colaborativo, em algumas circunstâncias com apoio dos departamentos, o nível hierárquico superior possui iniciativas em relação aos comportamentos adotados pelas duas empresas.

Fonte: elaborado pelo autor

FIGURA 3.1 – Relações Comerciais e Relacionamentos Pessoais.

Quem trabalha em uma organização está sempre tomando decisões e, com isso, moldando não só seu futuro, mas também o presente da empresa e de seus clientes, posturas que afetam o bem-estar individual e social. Essas posturas contribuem, positiva ou negativamente, para o relacionamento dos fornecedores e seus clientes (HUNDLER, 2002).

Percebe-se que, em uma avaliação de desempenho dos fornecedores, dados que representam valores éticos por meio de indicadores específicos podem contribuir significativamente em decisões estratégicas da organização quanto ao futuro do relacionamento e a manutenção dos fornecedores. A questão ética é particularmente fundamental no contexto de relacionamento entre os clientes e seus fornecedores, sem o que, não há meios de conseguir os objetivos de produtividade, qualidade e lucros almejados.