THE EARLY REPUBLIC ERA
2. PLANLI KIRSAL YERLEME KAVRAMININ TARİHSEL GELİİMİ
2.2. Osmanlı Döneminde Planlı Kırsal Yerleşme Yaklaşımı
2.2.1. Göçerliğe ve Göçmenliğe Bağlı İskân Sorunu
2.2.1.2. Tanzimat Süreci (1839 – 1856): “Yerleşme Düzenleme Yaklaşımı” Batılılaşma sürecinin yavaş bir biçimde geliştiği 18 yüzyılda, İstanbul’daki bazı
Reencantamento do mundo foi o nome dado por Prigogine à sua conclusão ao instigante livro: A Nova Aliança. O termo que ganhou vida própria, referindo-se às maneiras de agir, sentir e pensar fora dos padrões de valores sólidos da existência. Expressa um conjunto de valores e práticas que visa solucionar os custos materiais e imateriais, culturais e naturais gerados pela modernidade e pós-modernidade. (cf. PRIGOGINE, 1984, p. 7-17)
O tema do reencantamento da ecologia nos leva ao significado da existência e da sustentabilidade da vida no planeta, não é apenas uma discussão de importância local, mas global. Reencantar o amor à vida, através de mudanças nas estruturas, econômicas, sociais e religiosas, onde a vida seja o centro da própria vida. Como diz Sung: ―reavaliar criticamente o sentido da vida dominante na nossa sociedade e apontar alguns caminhos para um sentido mais humano e encantado da vida.‖ (SUNG, 2006, p. 13-27)
A crise do desencantamento da vida é a crise do capitalismo consumista que encantou o mercado com referencias e valores superficiais e passageiros, é a crise do essencial, das virtudes; é a crise ecológica, da identidade do ser, do sentido da vida, do meio ambiente da criação, onde o espaço do sentido da vida foi ocupado pela mídia, que se constrói de bens de consumo, de uma economia de bens simbólicos, reduzindo tudo ao ―cálculo econômico‖. (cf. PIERUCCI, 2003, p. 24-55).
Como diz Sung: ―Há um espírito capitalista‖. Qual a consequência do desencantamento da vida? Como Reencantar a vida? (SUNG, 2006, p. 13-27)
O acúmulo de riquezas, a crise do mercado, o enfraquecimento da religião, tem de um lado levado a uma ciência reducionista, mecanicista e cartesiana e do outro a sacralização de ritos, da religião e de uma teologia que legitima a realidade. (cf. PIERUCCI, 2003, p. 24-61)
Como produzir uma ecoliturgia, que reencante e uma ciência sistêmica mais humanizada?
Nos dizeres de Sung: ―Ao identificar o desejo como elemento básico da natureza humana, a antropologia teológica discute a busca da realização pessoal por meio do consumo dentro de uma sociedade que divinizou o sistema de mercado.‖ (SUNG, 2006, p. 27-59)
Ao analisar o processo de construção da sociedade, Borger, afirma que a sociedade é um fenômeno dialético produzido pelo homem, ―é um processo que ocorre em três passos: exteriorização: a produção da sociedade pelo homem; objetivação: atividade por meio da qual a sociedade se torna uma realidade.‖, e a religião ocupa um espaço de destaque nessa construção. (BORGER, 1985, p. 15)
A religião em todos seus aspectos é fornecedora de sentidos e esperanças. A linguagem religiosa fornece sentido tanto para a libertação como para a alienação do homem; tanto para a organização popular e a resistência à exploração, como para o conformismo e acomodação.
Neste aspecto Pierre Bourdieu, afirma que a religião cumpre uma função de conservação da ordem social, e consequentemente política e econômica, legitimando o poder e domesticando os dominados, assim, ―Em outras palavras, a religião contribui para a imposição (dissimulada) dos princípios de estruturação da percepção e do pensamento do mundo e, em particular, do mundo social, na medida em que impõe um sistema de práticas e de representações cuja estrutura objetivamente fundada em um princípio, apresenta-se com a estrutura natural- sobrenatural do cosmos..‖ (BOURDIEU, 2004, p.32)
Bourdieu aponta Marx (1978) para a necessidade que as sociedades presentes busquem em seu passado os elementos para fortalecer as suas lutas e existência:
A tradição de todas as gerações mortas pesa excessivamente sobre o cérebro dos vivos. E mesmo quando parecem ocupados em transformar-se, a si mesmo e às coisas, em criar algo inteiramente novo, é justamente nessas épocas de crise revolucionária que evocam com o temor os espíritos do passado, tormando-lhes de empréstimo seus nomes, suas palavras de ordem, seu costumes, para que possam surgir sobre o novo palco da história sob um disfarce respeitável e com linguagem emprestada. (BOURDIEU, 2004, p. 33-34)
A questão em jogo é o sentido da vida, pois as pessoas se colocam à procura de cura no consumismo e nas regras de mercado, tentando a satisfação, trocando valores do sentido da vida e da existência pelo valor de coisas materiais e pelo valor econômico. Um novo paradigma para o sentido da vida corresponde a uma quebra do conceito da idolatria do mercado, do poder, do domínio e da exploração que exclui, escraviza, aliena, seja de forma política, social ou religiosa.
A necessidade de uma participação solidária que gere um processo pedagógico de construção da liberdade, da justiça, da paz e de uma educação que reencante a eco-espitiualidade. Aprender a aprender na relação com o outro, onde a vida se torne o maior valor e propósito da existência humana.
Educar a espiritualidade é estar aberto à revelação, a uma capacidade de releitura Teo-ecológica, para uma ecoliturgia contextualizada, que possa ser construída dentro de um processo de educação humanizadora, onde o ser humano se torne mais humano com um novo sentido da vida, capaz de dialogar e fazer uma nova leitura da realidade. (cf. SUNG, 2006, p.27-59)
Boff cita a famosa frase de Thomas Morus ―nenhum homem é uma ilha, inteiro em si mesmo‖, para definir que a ecologia ensina que todos estão numa mesma ―Teia‖ no ―tapete de fios‖ da natureza. A terra é a casa comum de todos os seres vivos e do próprio Deus e cada qual tem responsabilidades de cuidado. Boff continua dizendo: ―Ecologia, pois, é uma ciência que estuda a ―casa‖ em suas diversas formas de organização e manifestação‖. (cf. BOFF, 1999, p. 23-32). Assim deparamos que a física quântica tenta integrar a fé com a ciência, nas palavras de Capra o espiritual tem tudo a ver com o material:
O ambientalismo superficial é antropocêntrico. Vê o homem acima ou fora da natureza, como fonte de todo valor, e atribui a natureza um valor apenas instrumental ou de uso. A Ecologia Profunda não separa do ambiente natural o ser humano nem qualquer outro ser. Vê o mundo como uma teia de fenômenos essencialmente inter- relacionados e interdependentes. Ela reconhece que estamos todos inseridos nos processos cíclicos da natureza e somos dependentes deles. (cf. CAPRA, 2000, p. 24-27)
Cardoso (2007) relaciona o valor do sentido da vida à natureza e a tudo ao seu redor:
A natureza, cuja evolução é eterna, possui valor em si mesmo, independentemente da utilidade econômica que tem para o ser humano que vive nela. Esta ideia central define a chamada ecologia profunda – cuja influência é hoje cada vez maior – e expressa a percepção prática de que o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritual, do ambiente em que vive. (CARDOSO, 2007, p. 7)
Para Yone Buyst as ações de educar, cuidar, pensar e agir faz a espiritualidade ter novos sentidos de vida através de uma ecoliturgia que:
É uma liturgia que nos educa a cuidar do universo no lugar em que o ocupamos, aplicando também neste caso a reconhecida formulação: ―pensar globalmente e agir localmente‖. Cada gesto a favor da preservação do planeta é uma atitude espiritual que expressa nosso desejo de agir ―em diálogo com as energias que trabalham na construção do universo a 13,7 bilhões de anos‖. A espiritualidade move não somente os humanos, mas também a terra e todo o universo, pois, são habitados pelo mesmo Espírito, que os conduz a um destino comum. (cf. BUYST, 2008, p. 15-28)
Para Boff a vida, a ecologia e a espiritualidade, necessitam de um ―Novo paradigma, Novo Homem, Nova Mulher e uma Nova compreensão de Deus (a), firmados na esperança e na mística de relação e convivência da Nova Civilização planetária‖. Em seu livro ―Saber Cuidar‖, Leonardo Boff afirma: ―Precisamos de um novo paradigma de convivência que funde uma relação mais benfazeja para com a Terra e inaugure um novo pacto entre os povos no sentido de respeito e de preservação de tudo o que existe e vive. ―Só a partir desta mutação faz sentido pensarmos em alternativas que representem uma nova esperança‖. (1999, p.17-18.)
A questão é que há necessidade de se ter Caminhos educativos, tecnológicos, profissionais e religiosos que possam reencantar a vida, a ecologia e a espiritualidade. Para Sung um processo pedagógico na educação e espiritualidade é preciso:
Nós, humanos, não queremos estar somente vivos, necessitamos sentir que vale a pena viver, necessitamos de um sentido de vida, que faça as pequenas coisas, que compõem o nosso dia-a-dia, terem sentido e valor. Somos diferentes! Não necessariamente melhores, mas diferentes em relação às outras espécies. ―Saber dessas diferenças é fundamental para nossa discussão sobre a família e a educação no sentido da vida. (SUNG, 2006, p. 25)
A necessidade de sentir que vale a pena viver com um sentido de vida, que dê razão e valor à existência. Nisto se vê necessário um reencantamento na educação, na ecologia e na espiritualidade para se viver melhor. Para Boff a importância da ecologia esta em que ela é um dos saberes das relações: ―Ecologia é um saber das relações, interconexões, interdependências e intercâmbios de tudo com tudo em todos os pontos e em todos os momentos.
Ecologia não é um saber de objetos de conhecimentos, mas de relações entre objetos de conhecimento. ―Ela é um saber de saberes, entre si relacionados‖. (2004, p.16) Como forma de ―solucionar‖ estes problemas, Morin propõe que um novo conhecimento, deve ter uma racionalidade aberta e dialogar com o real: deve operar uma ligação incessante entre a lógica e o empírico, deve englobar os seres, a subjetividade, a afetividade, a vida, passando a considerar em sua complexidade a identidade terrestre do ser humano. Morin constrói a proposta de um novo evangelho, o ―evangelho da perdição‖ que religue os seres vivos:
Eis a má nova: estamos perdidos, irremediavelmente perdidos. Se há um evangelho, isto é, uma boa nova, esta deve partir da má: estamos perdidos... O evangelho dos homens perdidos e da Terra- Pátria nos diz: sejamos irmãos, não porque seremos salvos, mas porque estamos perdidos. Sejamos irmãos, para viver autenticamente nossa comunidade de destino de vida e morte terrestres. Sejamos irmãos porque somos solidários uns dos outros na aventura desconhecida (MORIN, 1995, p. 175).
Este evangelho inclui a liturgia da salvação, os ritos da morte e da solidariedade. Segundo Morin, ele tem um caráter religioso, no sentido literal da palavra (re-ligar), buscando o oposto do fracionar, separar. ―Essa religião comportaria uma missão racional: salvar o planeta, civilizar a Terra, realizar a unidade humana e salvaguardar sua diversidade. (MORIN, 1995, p. 181)
TILLICH defende que a natureza pode ser objeto de salvação para o mundo e que em nenhum momento é contrária a ela servindo de empecilho:
A natureza, ao ser trazida para o contexto da história da salvação, liberta-se de sua ambigüidade… A natureza não é inimiga da salvação; não precisa ser controlada por meio da ciência, da técnica, de termos morais, nem deve ser privada de qualquer poder que lhe seja inerente para servir ao ―Reino de Deus‖, como o pensamento calvinista inclina-se a acreditar; em vez disso, afirmamos que a natureza é portadora e objeto da salvação. (1992, p. 129)
Esta inter-relação nesses conceitos de reencantamento, de integração, do novo paradigma e da liturgia que nos educa para cuidar do universo pode ser um caminho que nos leve a um processo pedagógico de um novo sentido de vida, da ecologia e de uma espiritualidade com consciência eco-liturgica.