THE EARLY REPUBLIC ERA
2. PLANLI KIRSAL YERLEME KAVRAMININ TARİHSEL GELİİMİ
2.2. Osmanlı Döneminde Planlı Kırsal Yerleşme Yaklaşımı
2.2.2. Çağdaşlaşma Sürecinde İskân ve Köy Sıhhileştirme Sorunu
2.2.2.2. İskân Yönetmelikleri ve Örgütler
Conforme Bauman, a metáfora da ―liquidez‖ é produto de uma globalização mal aplicada, baseada no mercado do lucro, do consumo e de valores líquidos, que, como os líquidos, se caracterizam por uma incapacidade de manter a forma. Em Amor Líquido ele situa o sentido de vida dominante, desprovida de valores sólidos como amor, fé e o cuidado com a criação. Nesse contexto que analisamos a necessidade de uma práxis litúrgica ecológica para a dimensão da espiritualidade, da cidadania e do meio ambiente. (cf. 2008, p. 20-50)
Nos vários conceitos de práxis queremos ressaltar a práxis pastoral na dimensão pública da fé para responsabilidade da igreja nas questões ecológicas e da contextualização da liturgia para uma leitura ecolitúrgica da realidade.
Floristan analisa a teologia prática, como a teologia da práxis da Igreja. E diz que:
O cristianismo pode ser interpretado: 1º como um modo de atuar ortopraxis, ao invés de um simples pensar ortodoxia. Entender a vida cristã como um trabalho. 2° o evangelho: significa aceitar a práxis como uma categoria central. Destaca-se a atuação da Igreja e dos cristãos. 3° as normas e diretrizes do reino de Deus, no mundo atual. (2002, p. 173)
Floristan define Práxis, no capitulo oito, Significa: ―de prasso‖, executar, fazer ou trabalhar. Equivale a ação ou atividade. Em castelhano ela é traduzida por prática. Está relacionada ao pensamento marxiano (filosofia moderna), embora a sua origem se encontre na filosofia grega clássica. (Tradução minha)
Aristóteles diferenciou práxis (atividade ―imanente‖, como é a filosofia [ética, segundo, Oswaldo, 2008, p. 89], e a política requer o uso da inteligência), de poiesis (ação transitiva, como por exemplo: produção artística ou técnica de algo, o escravo é quem a praticava). (cf. FLORISTAN, 2002, p. 173 - 191)
A práxis pastoral encontra-se diante do desafio de criar uma comunidade que seja ao mesmo tempo humana e que sinalize concretamente o amor de Deus. (cf. SATHLER, 2004, p. 45)
O cristianismo é uma comunidade de narração, detentora de uma práxis profética, sendo a memória cristã repleta de ―recordações perigosas‖, que são simbolizadas nos sacramentos, particularmente na eucaristia, e que se expressam historicamente. Essa memória da justiça e do direito em Jesus, é em certo sentido. ―subversiva‖ e criadora de novos sinais na sociedade e do homem novo. (FLORISTÁN, 2002, p. 184)
A práxis como atividade material do ser humano, é atividade transformadora, libertadora e reflexiva que visa à eliminação das injustiças e desigualdades, que possa refletir sua espiritualidade.
Floristan diz sobre a importância da liturgia através dos sacramentos na vida da comunidade e no contexto dos desafios da realidade. A expressão de uma liturgia ecológica se faz necessária e urgente como uma proposta de práxis pastoral eco- litúrgica que possa responder e se contextualizar diante da análise profunda que fizemos do contexto das questões da ecologia e a falta de uma leitura da liturgia a partir da criação para a realidade atual. Assim, para questões ecológicas precisamos de uma práxis integral, que possa ser de libertação, salvadora, mediadora e transformadora. Floristan relata o pensamento de Libanio:
a teoria da libertação tem uma interação prática que se manifesta
através de 3 relações com a práxis: 1) teologia na práxis – ao estar o teólogo comprometido com a causa da libertação salvadora; 2) teologia para a práxis – ao afrontar as mediações políticas de uma ação transformadora da realidade: e, 3) teologia pela práxis – na medida em que a mesma práxis tem uma dimensão da teoria e prática. (FLORISTAN, 2002, p. 173)
A práxis pastoral litúrgica ecológica no contexto das questões da ecologia, necessariamente implica em algum tipo de ―choque‖ com os interesses, pois, expropriam os homens de suas riquezas e de suas vidas e fazem a opção permanente por uma práxis integral e coorporativa.
Floristan cita J. Comblin que diz: ―a práxis equivale a uma atuação única, capaz de mover em um só processo a totalidade do homem e do mundo. ―A práxis seria: o ato do homem total, produzindo efeitos totais, em todas as áreas ao mesmo tempo‖. (2002, p. 173)
Já Sánchez Vázquez interpreta a práxis como: ―atividade material do homem que transforma o mundo natural e social para fazer dele um mundo humano‖.
Para Vasquez a práxis pastoral deve realizar uma dimensão publica da fé: ―Privilegiar a práxis como categoria de uma ação e do pensamento exige dos crentes uma confrontação do cristianismo com o pensamento marxiano, pragmático ou existencialista da práxis, para abordar a dimensão prática da ação pastoral e a práxis dos cristãos.‖ (cf. VASQUEZ, 1968, p. 17 – 19)
A práxis ecolitúrgica desafia o ser humano a transformar sua realidade de forma integral e radical. A práxis em momento algum poderá servir como legitimadora de estruturas que desumanizem e oprimam o ser humano, ao contrário ela busca a transformação das realidades que inferiorizam a vida, a natureza e o meio ambiente. Para obter uma práxis ecolitúrgica os indivíduos são desafiados a dar um salto da consciência comum para a consciência reflexiva. Este salto possibilita a superação das práticas assistencialistas, ou seja, ―não se pode mais falar de igreja e missão, apenas da missão da igreja, sempre considerando que ela faz para Deus e não para si‖, como liturgia – serviço. (cf. BOSCH, 2002, p. 436)
Deve-se entender que a missão de Deus é maior que a missão da Igreja, para ―salvar almas‖, pois, se não, as igrejas não estarão participando efetivamente da missão de Deus, que é única, e tem como finalidade a plenitude da promessa do Reino de Deus – a vida, a justiça e o amor.
Para Floristan (cf. 2002, p. 180) as características de uma verdadeira práxis devem ser:
a) A práxis é ação criadora / criativa: O homem tem que criar ou inventar, não basta repetir ou imitar o que já existe;
b) A práxis é ação reflexiva: saber o que buscamos e aonde vamos, mas cautelosos com os passos que damos;
c) A práxis é ação libertadora: transformação real do mundo natural ou social, sendo, uma nova realidade mais humana e mais livre (e nunca alienante);
d) A práxis é ação radical - A práxis tem a intenção de transformar a organização e a direção da sociedade, modificando as relações econômicas, políticas e sociais.
Para Floristan a práxis Cria, reflete, liberta e transforma, não tem uma ação reformista, legitimadora ou de sustentação tem um caráter profético e de resposta à realidade.
2.14 Considerações sobre uma práxis litúrgica ecológica
Para que exista uma práxis pastoral litúrgica, é importante, que a visão eclesiocêntrica de missão ceda lugar para uma nova concepção: A de que existe uma única missão e esta é de Deus, tão somente, e não das denominações religiosas, noção que parte da compreensão da vida terrena de Jesus até o Cristo da fé.
Esta práxis possibilita uma noção de missão como busca da justiça, da cidadania, do cuidar e educar para a sustentabilidade do meio ambiente. Sendo que esta noção fundamenta-se na interpretação ética da salvação, ou seja, pelo banimento de todos os sinais de injustiça, ignorância, fome, e miséria, concentrando- se na relação com o Criador e a criação, e nas suas práticas de justiça e amor. ―Salvação agora significa libertação da superstição religiosa, preocupação com o bem estar humano, da natureza e de uma espiritualidade integral para com a humanidade‖. (cf. BOSCH, 2002, p. 473)
Em meio a toda esta situação, em meio a toda esta complexidade o que é ser igreja? O que podem fazer os cristãos em sua responsabilidade com o meio ambiente, com a natureza e a Criação?
Colocar a experiência da fé que produz milagres, no sentido que Hannah Arendt descreve, ou seja, ―como capacidade humana de iniciar algo novo, por meio de uma ação que interrompe os processos automatizados.‖ (ARENDT, 2.002-1: p.144). Castro comenta ainda que: ―A fé nesta perspectiva torna-se um instrumento apropriado para inserir os cristãos no espaço da pluralidade para ali, mediante a palavra e a ação, promoverem os milagres que gestarão o mundo novo‖ (CASTRO, 2000, p.110)
Certamente a fé é uma ―porta‖ de entrada para a práxis, um modo de superação das práticas repetitivas para uma consciência reflexiva, que alimenta a esperança por transformações radicais na história do homem e da criação.
A práxis pastoral litúrgica ecológica deve levar em conta a liturgia da palavra, dos sacramentos, da caridade e da criação como aspectos integrantes à vida humana. A ecoliturgia não pode ser excluída dos vários setores da liturgia, do culto e dos sermões pregados nas igrejas. A inclusão de elementos da natureza na práxis litúrgica deve acontecer, além dos sacramentos da ceia e a água do batismo.
Certamente a ecoliturgia é um desafio para a Igreja, isto porque em todo o tempo de existência a Igreja sempre deu o tom, o rumo das práticas, mas no espaço da ecoliturgia a Igreja não possui o monopólio da verdade, sozinha ela não é capaz de dar todas as respostas e solucionar todas as questões.
Comblin (2002, p.9), chama a atenção de alguns desafios para a Igreja no contexto das questões atuais:
O primeiro desafio, que se impõe à Igreja, é abrir-se para o dialogo com a sociedade e se envolver com a realidade humana, cidadã e ecológica com toda a sua complexidade.
O segundo desafio é compreender o tempo de vida comunitária, como sendo pouco e valioso, e, por isso o tempo passado comunitariamente deve ser vivido de forma intensa, prazerosa com desafios a assumir compromissos.
O terceiro desafio é estar presente em todos os dramas da vida humana, tornando-se ativa na vida política, nas questões do meio ambiente e na organização de uma liturgia que se contextualiza frente aos desafios da realidade.
A reflexão de Moltmann para uma práxis ecolitúrgica assume a vertente teórica que propõe a comunhão ecológica mundial, em vista da superação da crise. Excluem-se todas as liturgias com tendências românticas, unilaterais e reducionistas, mas uma liturgia integral que gere comunhão ecológica na comunidade juntamente à criação, que tenha uma práxis de libertação integral, total e global. Moltmann indaga sobre o papel litúrgico da práxis da igreja em relação à natureza: ―Como poderá haver uma ―conversão‖ das concepções e dos caminhos que conduzem a uma previsível morte universal, para um ―futuro da vida‖ que assegure a sobrevivência comum do homem e da natureza? (...) Como compreender e reformular a fé cristã na criação para que ela deixe de ser um fator da crise ecológica e da destruição da natureza e se converta em fermento de ―paz com a natureza‖ objetivo absolutamente irrenunciável?‖ (cf. MOLTMANN, 1989, p.88-100)
Pretende-se incluir na responsabilidade da igreja e sua ação litúrgica, o que se chama de ―natureza‖, ou seja, a totalidade do que existe e que é denominado ―criação de Deus‖. O autor indaga sobre as ações da práxis pastoral para a conversão da maneira de pensar e o seu significado para a libertação da natureza.
Resgatar e desenvolver a práxis litúrgica em meio ás angústias e dilemas do sentido da vida, da espiritualidade e do meio ambiente em que vive a sociedade.
De forma que a igreja proporcione uma ecoliturgia que gere transformações sociais, econômicas, políticas e ecológicas para o bem estar do ser humano.
Conforme Castro (2000) há várias questões que demandam uma ação efetiva da igreja. A Igreja é desafiada a inserir-se em todas as camadas e segmentos da sociedade, a fim de expressar uma verdadeira fé cidadã. Esse conceito é desenvolvido por ele:
Compreende-se que: ―as Igrejas podem participar na construção de cidades mais justas e inclusivas por meio do exercício de uma fé cidadã. O exercício da cidadania vista como mediadora na relação entre a vida pública e privada, é um espaço singular para a concretização da fé cidadã. O exercício da cidadania vista como mediadora na relação entre a vida pública e privada, é como um espaço singular para a concretização da fé cidadã. A cidadania requer a fé em ação, que transcende as dimensões privatizantes (sem desprezá-la) e incorpora a dimensão publica. A fé cidadã concretiza-se na esfera pública, no mundo da política. Para tornar-se uma realidade na esfera pública, a fé cidadã pressupõe pastorais (ad intra e ad extra) que incentivem e possibilitem a vivencia de uma espiritualidade que considere a perspectiva política e articule a experiência da fé entre o privado e o público. (CASTRO, 2000, p. 211)
Certamente, não basta cuidar um pouco mais dos elementos cósmicos e culturais que permeiam a liturgia, como água, vento, fogo e luz, óleo, pão e vinho... É preciso repensar a liturgia, a prática dos credos, a nossa teologia em relação ao Deus Criador, Salvador, Vivificador. É preciso incluir a dimensão cósmica, ecológica, sintonizar a litúrgica atual com a ecoliturgia, interior e espiritual. Pensar e vivenciar a liturgia na perspectiva do meio ambiente, para uma sensibilidade e consciência de compromisso ecológico.
Como opinou Gattinoni (2002): ―Ainda é uma área pouco explorada, na qual ainda será necessário um sério esforço de reflexão bíblica e, provavelmente, de um diálogo com a espiritualidade das culturas originárias do continente. Também é uma questão de desenvolver nossa sensibilidade e reconhecer que tudo o que respira ao nosso redor é fruto do ato criador de Deus.‖
Há importância necessária de aprofundar a relação entre liturgia e ecologia, tanto do ponto de vista teológico-litúrgico, quanto prático-celebrativo, a fim de criar uma hermenêutica, com elementos para uma ecoliturgia.