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4. TRAKYA UMUMİ MÜFETTİLİĞİ DÖNEMİ’NDE KURULAN PLANLI KIRSAL YERLEMELER (1934–1941)
que, inicialmente chamava-se liturgia, o serviço prestado por um governante para o seu povo. Ramos diz que este entendimento transparece ainda no uso das palavras ―service‖ (serviço) e ―Gottesdienst‖ (Serviço prestado por Deus / Serviço prestado a Deus), para designar o culto. Tanto na palavra inglesa como na palavra alemã deixam em aberto quem é o sujeito deste serviço. (cf. RAMOS, 2008, p. 34)
Aqui Deus é o sujeito que vem até nós, que se encarna em seu filho Jesus, o Deus conosco o Deus que vem em nosso encontro. É o homem que se aproxima de Deus, para se santificar e glorificar a Ele, e, isso é obra da graça diz Ramos:
A dimensão do serviço prestado com muita humildade permanece, mas não por dever, mas por amor. Dizendo de outra forma, a liturgia é um diálogo interativo e afetivo entre Deus e os seres humanos e destes entre si, no contexto celebrativo da fé, na forma de um serviço comunal — comunitário e comunicacional — porque é prestado por todos e para todos. (RAMOS, 2008, p. 34)
A liturgia é entendida, na sua essência, como obra de Deus ou, ritos criados como obra humana. É a ciência da celebração, do envolvimento do povo com o sagrado, do humano com o divino; é a recordação da história, um espaço de memória. É o serviço comunitário, a solidariedade do povo, a família da fé em adoração a Trindade é a liturgia da humanidade.
A liturgia, que, do ponto de vista filosófico-teórico, esta para exercer um papel pedagógico da ética, da vida e da espiritualidade na pessoa do indivíduo, exigindo que este processo de ensino gere aspectos relevantes na formação de cada um, bem como na transformação da sociedade. A liturgia se torna a ação relevante da fé, agindo na pastoral de forma pedagógica. Está idéia é descrita por Flores da seguinte formaμ ―Nesta perspectiva, deve-se considerar também a liturgia, que, do ponto de vista filosófico-teórico, não é, em primeiro lugar, a ação salvífica de Cristo, celebrada e participada no culto, mas um meio para o progresso do indivíduo no sentido moral e pedagógico.‖ (cf.FLORES, 2006, p. 65-79)
Para Flores a liturgia deve ser um meio para o processo pedagógico na vida daquele que a pratica, tanto no sentido ético como da aprendizagem.
A liturgia e a teologia diante dos desafios do contexto que vivemos, deve estar sempre aberta para uma nova hermenêutica, uma nova leitura da realidade contemporânea. Assim situo aqui a ecoliturgia.
Maraschin, parte do pressuposto de que a liturgia tem dinamismo próprio de encontro do povo com Deus. Esse encontro comunitário se justifica numa ação celebrativa que inclui, com exclusividade, atos libertadores de Deus. (cf. 1999, p. 132- 134)
O processo pedagógico acontece, quando é anunciando a humanidade essa mesma libertação. Ao tomar consciência de sua realidade, este povo poderá interferir na sua história causando mudanças no contexto social no qual está inserido. Dessa forma ele define liturgia como sendo:
(...) reunião do povo de Deus para celebrar os atos libertadores de Deus na história dos seres humanos e para anunciar ao mundo essa mesma libertação. Trata-se de uma reunião regular alimentadora da vida e voltada para a realização plena das promessas que Deus fez ao seu povo. Nesse encontro o povo de Deus toma consciência de sua realidade e da possibilidade de sua interferência na história da sociedade em que está inserido. Vê-se, pois que o encontro se dá em torno de uma situação determinada e em relação com os problemas ai existentes. (MARASCHIN, 1999, p. 133)
Com base nestas duas definições, observa-se que tanto Buyst como Maraschin, deixam transparecer que a liturgia é uma: ―reunião da comunidade para celebrar‖. O encontro do povo com Deus.
Maraschin explicita que esta reunião é para ―celebrar atos libertadores‖. Buyst amplia a colocação de Maraschin ao afirmar que a liturgia desempenha um papel libertador e que é também ―denúncia da morte em todas as formasμ opressão, fome, miséria, exploração e extermínio dos pobres‖. (BUYST, 1989, p. 17-20)
Susin fala do ―poder do ritual‖, do poder litúrgico para a vida, para aprendizagem e espiritualidade, pois na teologia em geral ignora-se a liturgia. Baseado no antropólogo Turner (1974), Susin, faz uso de suas palavras que diz: do ―poder invocacional,‖ o poder de cura e cuidado, o poder de antecipação, e o poder
A liturgia é a fé cristã expressa em ação ritual, em corpo e espírito, em ―barro e brisa‖ e, na força do Espírito, é capaz de nos transformar. (cf. SUSIN, 2008)
Sito aqui a importância da inclusão de um processo pedagógico para uma ecoliturgia, pois, Ramos e Flores ampliam essa definição, dizendo ser a liturgia: ‖um diálogo interativo e afetivo‖, um processo ―pedagógico da ética e da moral...‖. Desta forma demonstra que a liturgia é, e, deve ser pedagógica, como no ato de educar, o como em Friedrich Froebel (1826), dito por Arce, A:
A educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana, com todos os seus poderes funcionando com harmonia completa, em relação à natureza e à sociedade. Além do mais, era o mesmo processo pelo qual a humanidade, como um todo, se elevando do plano animal e continuaria a se desenvolver até sua condição atual. Implica tanto a evolução individual quanto a universal. (cf. ARCE, A. 2004, v.24, n.62, p.9-25)
Buyst diz no contexto atual a leitura da liturgia deve passar por uma nova releitura, ser ampliada com novos paradigmas. O termo é usado em diversas áreas do conhecimento – educação, economia, política, religião, estética. Na década de 60 (séc. XX), o físico Thomas Kuhn utilizou-a para mostrar ao mundo científico que leis, teorias e modelos aceitos pela prática científica são exemplos de paradigmas que podem sofrer mudanças. (cf. MORIN, 1990) A definição é o modo como cada pessoa percebe o mundo, em razão das suas crenças, dos seus valores, da sua experiência de vida, entre outros aspectos.
No processo pedagógico de construção, é um processo de método de análise, hermenêutico para criação de novos paradigmas, com os seguintes passos: desconstruir para reconstruir, selecionar, reelaborar, partir do conhecido e modificá- lo de acordo com o contexto e a necessidade, são processos criadores desenvolvidos pelo fazer e ver criticamente. (cf. PORTELA, 1965)
Reencantamento é o termo que se usa, na importância de dar sentido de vida, a vida, a liturgia e a espiritualidade. A palavra ―reencantamento‖ é utilizada por Prigogine (1991). Em confronto ao mundo desencantado a partir da visão dos físicos ―mais ortodoxos‖ que vêem a natureza como um mundo mecânico, um mundo real separado da vida. Ele fala do reencantamento do mundo, que já não é mais o mundo monótono, o mundo do relógio da física clássica, mas o mundo do diálogo, da abertura, do respeito à natureza.
Há propostas concretas atuais de recuperar a participação das pessoas nas celebrações litúrgicas e há diversas formas para que isso aconteça. Nesse contexto Buyst diz haver necessidade de uma formação litúrgica integral em seu seminário sobre pastoral litúrgica de 11 a 15 de fevereiro de 2009, feito pela CNBB:
Liturgia tem a ver com ação. Só que o ser humano não é uma máquina! Não pode fazer as coisas mecanicamente, sem pensar, sem sentir! Uma ação humana de verdade envolve o ser humano integral: corpo- mente- coração. Na liturgia, não basta fazer o sinal da cruz, cantar, entrar na procissão, ‗tomar a hóstia‘... É preciso agir e acompanhar esta ação com a mente e o coração; é preciso entender e sentir o que se está fazendo. Como diz o texto da SC: trata-se de uma participação ativa, externa e interna, consciente, plena, frutuosa. Daí a necessidade de uma formação litúrgica integral, envolvendo todas as dimensões do ser humano e envolvendo todas as dimensões da liturgia: a ação ritual, seu sentido teológico, sua espiritualidade. (Liturgia em Mutirão II, 2009, CNBB)
O culto regular comunitário prima pela audição e racionalização, ao passo que uma proposta pedagógica litúrgica deve destacar a conscientização, reconhecer as identidades de cada ser da comunidade, direcionar para a essência de um verdadeiro sentido de vida em sua dimensão física, sua dimensão psicológica, afetiva e sua dimensão espiritual, com o objetivo de envolver a pessoa de forma integral. Deste modo, o processo pedagógico litúrgico que forja a identidade e sinaliza o sentido de vida, pode tornar-se um meio cíclico de uma práxis litúrgica ou uma eco-liturgia, que deve valorizar a participação integral da pessoa e visualizá-la como um todo. Buyst ressalta a liturgia integral:
A ação litúrgica envolve a pessoa como um todo. Todas as suas dimensões são atingidas e requisitadas: a dimensão corporal, a dimensão psicológica (racional, afetiva, volitiva), a dimensão espiritual. Requisitadas para quê? Para participação da realidade expressa na liturgia: o mistério da salvação realizado em Jesus Cristo, realidade de nossa fé. Todas essas dimensões acontecem ao mesmo tempo. (BUYST, 1994, p. 30)
A ação litúrgica nos vários espaços alternativos tem como propósito a participação e envolvimento da pessoa num ato de integralização da vida, das relações e do sagrado. ―O encontro com Deus envolve a comunidade e a pessoa toda, na sua integralidade‖. (cf. TEAR, 2002, p. 10-12)
E foi nesta caminhada gestadora, evolutiva e existencial que é produzido atos e vivências da experiência religiosa do homem com Deus, consigo mesmo, com seu próximo e com a Criação. Estas experiências produziram a pastoral.
Silva define pastoral como: ―Pastoral é a ação do povo de Deus na realidade cotidiana, onde, na relação tempo/espaço, o ser humano se encontra. é a eficácia e a relevância da fé cristã... é ação intencional, sistemática organizada coletivamente,‖. (SILVA, 2008, p. 11)
A liturgia no universo das religiões é um fenômeno universal. Não há religião, em qualquer estágio de cultura, que desconheça o fenômeno da liturgia. A pastoral ecológica no ocidente deve focar a integralidade e interações como o holismo no oriente.
Assim, a pastoral tem seu conteúdo pedagógico em todas as áreas da liturgia, que servem como sinais e indicadores para a práxis da própria liturgia. A pastoral ecológica é uma pastoral holistíca.
Fagundez define holismo como:
Holismo e um movimento naturalmente pluralista. Simplifica e socializa o conhcimento. Assim, consegue libertar o homem do formalismo exagerado e dar um sentido a existencia humana. E mistico, quando estimula o rencontro do homem consigo mesmo, combatendo a proliferacao de diferentes seitas e religioes, que tem por objetivo unico e enriquecimento de falsos líderes. E cientifico, quando tem um compromisso com a verdade, sem ser exclusivamente materialista, sem acreditar que o material existe por si mesmo, independentemente dos demais. E natural, porque nao inventa, apenas reconhece a complexidade da natureza, nas suas múltiplas manifestacoes. E democratico, porque almeja envolver todos os homens e todos os povos. E universalista, porque nao se interessa em desbravar outros planetas, mas apenas reconhecer a complexidade da vida, esteja ela onde estiver, nao importando a sua forma. E humano, porque se volta a natureza humana, ao reencontro do homem com a natureza. E desenvolvimentista, porque nao deseja apenas o progresso material do homem, mas fundamentalmente, o progresso espiritual. (FAGUNDEZ, 2000, p. 58)
A pastoral litúrgica ecológica deve possuir um processo metodológico pedagógico holístico, como movimento social, político e religioso.Uma pastoral ecológica deve ter um método de pedagógico de instrução, para a ação da práxis litúrgica na vida da comunidade. A pastoral litúrgica tem na educacao que esta sendo tratada uma das pecas fundamentais a interlocucão que significa um:
[...] encontro, dialogo horizontal, ter sempre presente o outro como legitimo outro, porque partimos de suas experiencias, crencas, sonhos, desejos... Assim, interlocucao implica respeito, tolerancia e reconhecimento das idéias e contribuicoes do outro, [...] implica interacao, comunicacao, comunhao, amor. (GUTIERREZ, 2008, p. 66)
Assim o saber cientifico é quando se tem um compromisso com a verdade, sem ser exclusivamente materialista, sem acreditar que o material existe por si mesmo, independentemente dos demais. Reconhecer o natural, é ver a criatividade e fatos acontecer na criação mesmo sem ter explicação, porque a natureza nao inventa, apenas reconhece a complexidade do equilíbrio sustentavél nas suas múltiplas manifestacoes.
Analisando os aspectos da liturgia como educação pastoral, temos alguns elementos do processo: É característico da liturgia, dar lugar de honra à "experiência", que vem em primeiro lugar e segue a reflexão, a análise, a explicação e a sistematização podem ser necessárias, obtendo como resultado o ato de celebrar e compreender, comunhão e amor.
Primeiro viver a liturgia, em seguida refletir e explicar. Os olhos do coração devem abrir-se antes dos olhos do intelecto porque só se entende de fato a liturgia com a inteligência do coração. Assim a pastoral ecológica é ecumênica, em sua essência, reunindo pessoas de boa vontade das diversas religiões, dispostas a lutar pela causa comum da preservação e engajadas no sonho de ter um mundo mais humano e habitável.
Tem o objetivo de envolver, num processo de conscientização acerca da necessidade de um engajamento na defesa do ecossistema. Nada acontece sem uma mudança de mentalidade (conversão). Proporcionando uma maior sensibilidade, a pastoral quer promover ações concretas de cidadania e educação ambiental, lutando por políticas públicas eficazes de preservação, cuidado, responsabilidade. A pastoral da ecologia, ou pastoral do meio ambiente, comporta uma reflexão, a partir da teologia, da sociologia e das questões da realidade, sobre o sentido, a beleza da criação e como vivienciá-la de forma transformadora, mais sustentável. Através de uma praxís pastoral ecolitúrgica como missão da igreja e do reino.