3 SOĞUTMA SUYU 4 METEORLOJİ
ELEKTRİK YÜKSEK GERİLİM BAĞLANTI HATLARI
2.2.12 Yeniden Nükleer Santral İhalesi
O título Teogonia provém das palavras gregas théos e gígnesthai, que significam, respectivamente, deus e origem. Portanto, esse poema épico escrito por Hesíodo narra a origem dos deuses gregos. O autor busca descrever a genealogia desses seres divinos por meio de uma leitura fundamentada na cosmogonia, ou seja, além de explicar as origens dos seres imortais o poema também explica a origem no universo.
Teogonia é dividido em três partes. A primeira parte (versos 1-115) é de invocação às musas e se sub-divide em uma narrativa e um hino. A segunda parte (versos 116-132) narra a origem do universo e apresenta o Caos (vazio, abismo) como a força primordial de tudo que existe. Depois do Caos surgiu Gaia (terra), em seguida o Tártaro (habitação profunda) e o Eros (amor erótico destinado à procriação e ao gozo).
Conforme narrou Hesíodo, o Caos gerou sozinho a Érebo (escuridão profunda) e a Nix (noite). Nix, por sua vez, gerou Éter e Hemera (dia), e Gaia pariu as montanhas, o mar e o céu. Urano, o céu, cobriu a mãe, fazendo a distinção entre o Caos e a Terra, e com Gaia ele teve uma série de filhos: Titãs (Oceano, Ceos, Crio, Hiperíon, Jápeto, Cronos, Titânidas, Téia, Réia, Mnemósina, Febe, Tétis), Ciclopes e os Hecatonquiros (monstros de cem braços e de cinquenta cabeças). Urano cobriu Gaia de tal maneira que seus filhos foram empurrados para dentro da terra. O reinado de Urano consta como a terceira parte do enredo de Hesíodo, vai dos versos 133 ao 452 e narra o surgimento da primeira geração celestial.
Gaia então articulou com Cronos, seu filho caçula entre os Titãs, uma forma de destruir Urano. Cronos, armado com uma foice produzida pelas entranhas de Gaia, cortou os órgãos genitais do pai. Uma parte desses órgãos caiu na terra e formou, junto com o sangue de
Urano, as Erínias, os Gigantes e as Ninfas dos Freixos. A outra parte caiu no mar, e do esperma ejaculado de Urano nasceram as espumas do mar; e dessas espumas nasceu Afrodite.
Com o fim do reinado de Urano, Cronos desposou sua irmã Réia e com ela teve seis filhos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Posídon e Zeus. No entanto, ele fez com seus filhos o mesmo que seu pai Urano. Porém, ele os deixava nascer e só depois os devorava.
Réia, esposa e irmã de Cronos, escondeu o último filho do casal e ao invés de dar a criança para Cronos devorar, a deusa o enganou dando-lhe uma pedra. Zeus, o filho salvo, libertou os Ciclopes do Tártaro e com a ajuda deles destronou seu pai e o fez vomitar os outros cinco filhos de Réia. Por meio desse rito de passagem, Zeus se tornou o grande senhor entre as divindades gregas. Com isso, ele restabeleceu a ordem e deu início a uma segunda geração divina (versos 453-885). Ao narrar essa segunda geração, Hesíodo refere-se ao casamento de Jápeto e Clímene e ao mito de Prometeu, Epimeteu e Pandora, que será posteriormente apresentado.
Depois de ter ganhado o trovão dos Ciclopes e de ter vencido a querela contra o terrível monstro Tifão, Zeus se tornou o deus superior entre os outros deuses e os homens. Assim surgiu a terceira e última geração divina (versos 886-964).
Brandão (1956, p. 162) analisa o percurso das relações sexuais de Zeus apresentadas por Hesíodo da seguinte maneira:
Engolindo a Métis, tornou-se o detentor da sabedoria e da prudência: a marca é Atená, que lhe saiu das meninges. Com Têmis adquiriu não só a equidade, traduzida nas Horas, a disciplina, a justiça e a paz, mas também o poder sobre a vida e a morte, cifradas nas Moîras. Eurínome deu-lhe, com as Graças, o sentido da beleza e da alegria de viver. Deméter, a nutridora, assegurou-lhe a vida material e espiritual do império do mundo dos mortais. Mnemósina, com as nove Musas, abriu-lhe as portas para o domínio de todas as artes. Leto com Apoio e Ártemis, o sol e a lua, iluminou-lhe o percurso dia e noite. Com Hera celebrou a grande hierogamia, símbolo da perpetuidade da espécie. Maia deu-lhe Hermes, o conhecimento do
visível e do invisível. A “mortal” Sêmele transmitiu-lhe com Dioniso o outro lado do
“homem”: a explosão dos instintos. Finalmente, outra mortal, Alcmena, comunicou- lhe, com Héracles, a força e o destemor.
Ao apresentar ideias como a cosmogonia e a teogonia, Hesíodo demonstra todo conhecimento que tinha e soube reproduzir por meio de sua escrita. Esse poeta grego não fez só uma enumeração dos deuses do Olimpo, mas uma leitura profunda dos seus mitos. Na assertiva de Brandão:
Hesíodo, num trabalho ingente, enfeixou e ordenou em genealogias, de maneira impressionante, a desordem caótica em que vegetavam os velhos mitologemas
nacionais. Estabelecendo as gerações divinas e os mitos cosmogônicos, o poeta fincou as estacas da organização do cosmo e explicou-lhe a divisão em três níveis: celeste, ctônio e telúrico. A Teogonia é, sem dúvida, um dos principais, se não o mais importante documento para a história da religião grega e a obra mais antiga que expôs em conjunto o mito helênico. (BRANDÃO, 1956, p. 162)
Mais que um enumerado de deuses e façanhas míticas, a narrativa de Hesíodo promove um diálogo entre o divino e o social, projetando o segundo no primeiro, para, enfim, modelá-lo de acordo com os preceitos divinos. Assim, o caos se configura até achar a figura de Zeus, um deus heroico, antropomórfico e patriarcal. Um deus superior, todo-poderoso, mas que se entregava aos amores terrenos, e amava, sexualmente falando, os homens e mulheres da terra. Zeus era um deus que, além de adorado, podia ser tocado, sentido, um deus que não era capaz só de oferecer graças e iras celestiais aos humanos, mas também os oferecia prazeres e filhos.
A sociedade ocidental contemporânea parece viver nessa Idade do Ferro narrada por Hesíodo e, tal qual os gregos, ela também se deslumbra diante do novo, do desconhecido.
Os mitos gregos são transfigurados em figuras emblemáticas e se inserem no cotidiano atual por meio da publicidade, dos quadrinhos, cinemas, games, televisão, internet. Assim, passeiam pela técnica dionisíaca das máquinas contemporâneas de Afrodites à Discórdias.