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3 SOĞUTMA SUYU 4 METEORLOJİ

ELEKTRİK YÜKSEK GERİLİM BAĞLANTI HATLARI

2.3 TÜRKİYE’DE 1988 – 2018 DÖNEMİ .1 Akkuyu Nükleer Santralı

2.3.4. Geleceğe Bakış

Ainda que o nosso objetivo aqui não seja o de entender a literatura grega, e sim a configuração do Olimpo grego e sua conjugação com o Olimpo midiático, é imprescindível que a epopeia homérica seja aqui apresentada, pois esta, além de ajudar a melhorar a nossa compreensão sobre a relação entre os homens e os deuses do Olimpo, nos apresenta de forma magistral um dos mais instigantes e inspiradores personagens da mitologia grega: os heróis.

Nas obras Ilíada e Odisséia, encontraremos um diálogo contínuo entre ficção e realidade, e assim como os textos de Hesíodo essas obras tiveram início de forma oral. A existência de Homero ainda é muito discutida, mas acredita-se que ele também tenha vivido por volta do século VIII a.C. Homero é considerado por muitos o maior poeta épico da história da humanidade. De acordo com Brandão (1986, p. 120 - 121) a poesia épica:

[...] deve ter tido considerável influência sobre a primeira elaboração do politeísmo e sobre o destino posterior da religião grega. É claro que o politeísmo já existia, mas embrionariamente, no nome de deuses ou nas formas míticas elementares vinculadas aos nomes divinos. O politeísmo é uma forma religiosa estreitamente ligada ao mito. Só existe, com a multiplicidade dos deuses, que o define, porque o mito criou esses deuses. Na realidade, o politeísmo surge na história unido ao sentimento e à noção do divino na natureza. Uma de suas grandes fontes é o mistério do mundo exterior em que estamos mergulhados; a outra, mais profunda, encontra-se num segundo mistério, que está em nós mesmos.

Os deuses de Homero apresentam uma evolução religiosa e linguística. E, acima de tudo, uma evolução do mito divino e heroico. A complexidade desses ritos e mitos é condensada numa escrita homogênea embasada por fatos históricos e culturais. Brandão (1986, p. 122) afirma que nos poemas épicos Ilíada e Odisséia não existe “[...]nem evocação escrupulosa do passado, nem descrição exata do presente, mas a visão de um mundo ideal, composto de um passado micênico da Europa e de um presente homérico e asiático,

amalgamados numa harmonia, que é realidade sem ser realidade”.

2.2.2.1 A Ilíada e a Querela de Aquiles e Agamémnone

Em Ilíada, Homero narra os acontecimentos ocorridos no décimo ano da Guerra de Tróia, em um período de aproximadamente 60 dias. E apresenta desde a ira do herói Aquiles até a trágica morte do herói Heitor.

Canta, ó deusa, a ira funesta de Aquiles Pelida, ira

que tantas desgraças trouxe aos Aqueus e fez baixar ao Hades muitas almas de destemidos heróis, dando-os a eles mesmos em repasto aos cães e a todas as aves de rapina: cumpriu-se o desígnio de Zeus, em razão da contenda, que, desde o início, lançou em discórdia o Atrida, príncipe dos guerreiros,

e o divino Aquiles.

(Ilíada, Homero. I, 1-7)

A Ilíada é dividida em 24 cantos. Em uma breve análise dos versos do canto I veremos que ao vencer uma batalha os guerreiros tinham direito ao “espólio de guerra”, ou seja, como recompensa pela vitória eles se apossavam das armas, mantimentos e das mulheres que habitavam o povoado derrotado. Essas mulheres não tinham importância maior que os outros objetos, a não ser a de servirem ao sexo.

Depois da batalha que antecedeu a querela entre Aquiles5 e Agamémnone, ambos

tiveram entre seus espólios de guerra jovens mulheres. Ao Atrida Agamémnone, comandante dos exércitos gregos em Tróia, coube Criseida, filha de Crises.

Na esperança de resgatar a filha Criseida, Crises, sacerdote de Apolo, foi ao encontro dos Aquivos e ofereceu uma grande quantidade de tesouros em troca do resgate de sua filha. No entanto, Agamémnone ofendeu Crises e consequentemente ofendeu Apolo. Ao insultar um deus, o comandante Atrida passou da medida e certamente seria castigado por Apolo.

Com receio das ofensas proferidas por Agamémnone, o velho Crises se curvou às ameaças do comandante, mas ao se retirar de sua presença, pediu o auxílio do deus Apolo, que atendeu às súplicas do seu sacerdote e lançou uma peste sobre os gregos. Durante nove dias as

5 O mito diz que a deusa Tétis foi desejada por Zeus para ser sua esposa. Porém, uma profecia disse que o filho gerado por Tétis seria mais poderoso que seu pai. Com medo de ser destronado, Zeus entregou Tétis a Peleu, um mortal idoso, para ver se com isso o filho da deusa nasceria enfraquecido, dessa união nasceu Aquiles. Para fortalecer seu filho, Tétis o banhou nas águas do rio Estige, no entanto, no momento do banho o calcanhar do menino não foi tocado pelas águas. Com isso, Aquiles se tornou o mais sublime dos guerreiros e seria invencível se não fosse pelo seu frágil calcanhar.

setas de Apolo dizimaram os Aquivos. No décimo dia, Aquiles, herói grego, juntou o povo na Ágora para que pudessem descobrir a causa do mal que se abatia sobre os gregos. O profeta Calcante, temendo a ira de Agamémnone, pediu a proteção de Aquiles para poder revelar a causa da peste. Aquiles, por sua vez, prometeu proteger Calcante. O profeta então revelou que o motivo da ira de Apolo foi o insulto de Agamémnone a Crises, sacerdote do deus. Ao saber da ofensa, Aquiles pediu a Agamémnone que para o bem do exército grego ele devolvesse Criseida. Tal pedido provocou a ira de Agamémnone que achou injusto ficar sem seu espólio de guerra enquanto o Pelida Aquiles continuava com seu prêmio, a jovem Briseida, filha de Brises.

No entanto, temendo a ira de Apolo, Agamémnone devolveu Criseida e ofereceu uma hecatombe para o deus. Porém, ele disse a Aquiles que pretendia tomar Briseida como sua. Indignado, Aquiles insulta Agamémnone e até pensa em matá-lo, o que só não acontece graças a intervenção da deusa Hera, que tinha apreço pelos dois guerreiros.

Aquiles então desistiu de matar Agamémnone, que cumpriu sua promessa e tomou para si Briseida. Desonrado, o Pelida não lutou para retomar seu prêmio, mas afirmou que a filha de Brises seria o único bem que Agamémnone lhe furtaria. Depois dessa querela o jovem Aquiles decidiu sair da guerra junto com seus soldados, por acreditar que a honra seria o único meio de se obter a glória. Desgostoso com sua sorte de herói, Aquiles, que sabiaque sua vida lhe seria breve, clama para que sua mãe, a deusa Tétis, interceda por ele junto a Zeus. Tétis, por sua vez, conseguiu a promessa de Zeus de que ele ajudaria aos troianos, sendo contrário a preferência de sua esposa Hera, que torcia pela vitória dos Aquivos.

E assim o poema prossegue narrando as histórias dos grandes heróis da Guerra de Tróia e a interferência contínua dos deuses. A narrativa termina com a morte e funeral de Heitor, o maior herói troiano, e com uma trégua de doze dias na guerra.

O mito que conta as causas da Guerra de Tróia diz que quando a deusa Tétis se casou com o velho mortal Peleu houve uma grande festa no Olimpo e todos os deuses foram convidados, exceto Éris (Discórdia). Ofendida, Éris foi à festa e lá lançou a seguinte questão: a deusa que recebesse o pomo de ouro seria considerada a mais bela do Olimpo. Então as deusas Hera, Atena e Afrodite iniciaram uma disputa para saber qual delas seria eleita a deusa mais bonita. Foi então que Zeus ordenou que o jovem troiano Paris escolhesse entre essas três deusas a mais bela.

Em troca do pomo de ouro Hera ofereceu a Paris o poder da riqueza, Atena o poder dos exércitos e Afrodite, displicentemente exibiu seus seios e ofereceu a Paris o amor da

mulher mais linda do mundo, Helena. Paris então presenteou Afrodite com o pomo e despertou a inveja das outras deusas e o ódio destas sobre troianos.

Helena era então casada com Menelau, rei de Esparta, mas com a ajuda de Afrodite, o jovem e apaixonado Paris raptou Helena e fugiu com ela para Tróia. De acordo com o mito, esse fato provocou a ira de Menelau e deu início a Guerra de Tróia, que durou dez anos e terminou com a vitória dos gregos sobre os troianos.

Durante a Guerra, deuses, heróis e homens se misturam na busca por um único ideal: a vitória. Do lado dos Aquivos lutaram Hera, Atena, Posídon e Hefesto; junto aos Troianos estavam Afrodite, Apolo, Ares, Ártemis.

2.2.2.2 A Odisséia e as Peripécias do Herói Ulisses

A Odisséia narra o regresso de Ulisses à sua pátria depois de dez anos lutando na Guerra de Tróia. No poema, Homero mostra os sofrimentos desse regresso, que durou mais dez anos, e os desafios enfrentados por Ulisses na terra e no mar.

De acordo com Pereira (1965, p.64) “Embora a ação seja mais concentrada, temos dois fios condutores em vez de um: as aventuras de Telêmaco e as de Ulisses, que só se reconhecem no canto XVI. Também há duas cóleras divinas a perseguir Ulisses”, essas cóleras são provindas da ira de Posídon, que teve um dos filhos cegado por Ulisses (canto IX); e do deus Hélio, por causa de ofensas feitas a ele por companheiros do herói (canto XI).

O poema narra a peregrinação de Ulisses, esposo de Penélope e pai Telêmaco, até a ilha grega de Ítaca, e intercambia as peripécias do herói com a destruição de Tróia.

Musa, fala-me do varão astuto, que, após haver destruído a cidadela sagrada de Tróia, viu as cidades de muitos povos e conheceu-lhes o espírito. No mar sofreu, em seu coração, aflições sem conta, no intento de salvar sua vida e conseguir o retorno dos companheiros. Mas, embora o desejasse, não os salvou: pereceram, os insensatos, por seu próprio desatino, eles que devoraram as vacas de Hélio Hiperíon, pelo que este não os deixou ver o dia do regresso. Conta-me, deusa, filha de Zeus, uma parte desses acontecimentos.

(Odisséia, Homero. I, 1-10)

O poema se inicia falando que há sete anos Ulisses era cativo da Ninfa Calipso na ilha de Ogígia. E segue contando que admirados com a bravura de Ulisses, os deuses, na ausência de Posídon, acharam por bem que depois da destruição de Tróia o herói retornar-se a ilha de

Ítaca, sua terra natal e onde ele era rei. Enquanto Ulisses, ajudado pela deusa Atena, parte ao encontro de sua esposa Penélope, Telêmaco, filho do casal, angustiado com a longa ausência do pai e com os pretendentes dispostos a desposar sua mãe, segue também ao encontro de Ulisses.

O canto XVI narra o encontro entre Telêmaco e Ulisses. Logo que se reconhecem, os dois articulam juntos matar todos os pretendentes de Penélope. Ulisses chega a Ítaca fantasiado de mendigo. No canto XXII, o herói tira suas vestes de mendigo e anuncia a todos sua identidade, então ela massacra os pretendentes de sua esposa e os maus servidores do seu reino. No último canto do poema, Ulisses e seu filho Telêmaco lutam contra os parentes revoltados dos pretendentes de Penélope, mas com a ajuda da deusa Atena eles vencem mais uma batalha e a paz é restituída em Ítaca.