2. BALDUR OYĠANĠAN ÂDEM ROMANININ İNCELEMESİ
2.3. KİŞİLER
2.3.2. Tipler
2.3.2.1. Yapılarına Göre Tipler
O IDH é calculado a partir de três indicadores, relacionados à renda, saúde e educação. Cada indicador é transformado num subíndice, com escala de zero a um, e o IDH será a média geométrica destes três subíndices. O Quadro 1 detalha os indicadores utilizados para o cálculo do IDH, cuja metodologia foi atualizada a partir de 2010.22
Dimensões Variáveis componentes
Peso da variável para
a Dimensão (%) RENDA Renda Nacional Bruta (RNB) per cápita (expressa em poder de paridade de compra (PPP) constante, em dólar). 100
SAÚDE Expectativa de vida ao nascer 100
EDUCAÇÃO
Média de anos de escolaridade (número médio de anos
de educação recebidos durante a vida por pessoas a partir
de 25 anos). 50
Expectativa de anos de estudo para crianças (número
total de anos de escolaridade que uma criança na idade de iniciar a vida escolar pode esperar receber se os padrões prevalecentes de taxas de matrículas específicas por idade permanecerem os mesmos durante sua vida).
50
Quadro 1 – Dimensões, variáveis e peso de cada variável para o cálculo do IDH Fonte: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, 2014.
21 Does human development lend itself to measurement and quantification? Is it operational? Can it be planned
and monitored?
22 Até 2009, o cálculo do IDH considerava os seguintes indicadores: dimensão Renda: PIB per cápita; dimensão
Saúde: expectativa de vida ao nascer; dimensão Educação: Taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais (peso 2 na dimensão) e Taxa bruta de matrículas escolares (peso 1), e o índice, entre 0 e 1, era a média aritmética simples dos subíndices dessas três dimensões.
Desde 2013, os países são classificados em quatro grupos, de acordo com pontos de corte fixos, a serem mantidos por, pelo menos, cinco anos: países com IDH igual ou maior que 0,800 têm desenvolvimento humano muito elevado; com IDH entre 0,700 e 0,799 têm desenvolvimento humano elevado; entre 0,550 e 0,699, desenvolvimento humano médio; e, abaixo de 0,550, desenvolvimento humano baixo.
Devido às mudanças de metodologia de cálculo, os rankings e valores atuais do IDH não podem ser comparados aos anteriores. A única forma de comparação entre os países é um cálculo retroativo feito na metodologia atual, para os anos de 1980, 1990, 2000, 2005, 2008, 2010, 2011, 2012 e 2013, que se encontra em Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2014, p. 164).
As duas principais fragilidades do IDH, apontadas de modo quase que consensual pelos autores (por exemplo, JANNUZZI, 2004; VEIGA, 2010), são:
a) o cálculo da média das três dimensões pode distorcer o resultado final, seja pela ótica de que o ótimo desempenho de uma dimensão oculta o péssimo desempenho de outra (supervalorizando o índice), seja pela ótica de que o péssimo desempenho de uma dimensão oculta o ótimo desempenho de outra (subvalorizando-o). Adepto desta segunda visão, o economista Bryan Caplan disse que “um país de imortais com PIB per cápita infinito obteria uma pontuação de 0,666 [pior que Gabão e Bolívia, pelo ranking de 2013], se sua população fosse analfabeta e nunca tivesse ido à escola” (CAPLAN, 2009)23;
b) não leva em conta aspectos fundamentais do desenvolvimento, como pobreza, desigualdade de renda, sustentabilidade ambiental e, inclusive, os relacionados às liberdades políticas, tão preconizadas por Amartya Sen.24
Apesar de defender a simplicidade do IDH como medida de desenvolvimento – sob o argumento de que o excesso de variáveis num único índice poderia criar uma imagem confusa, que ocultaria as tendências gerais – o próprio PNUD reconhece as várias limitações do IDH, no sentido de considerar apenas alguns elementos do desenvolvimento humano (PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO, 2014).
Justamente por isso, o PNUD passou a criar índices complementares ao IDH. Em 1991, foi criado um índice da liberdade humana e, em 1992, um índice da liberdade política, sendo que nenhum deles sobreviveu ao primeiro ano (VEIGA, 2010).
23 Com a mudança da média aritmética para a geométrica, a partir de 2010, o IDH deste país fictício seria de
0,464 (considerando renda = 1, saúde = 1 e educação = 0,1 – se fosse zero, não seria possível extrair a média geométrica), menor que o de Haiti e Afeganistão, o que reforça o argumento de Caplan (2009).
24 Como as críticas ao IDH valem também para o IDH-M, serão detalhadas no Capítulo 3, no qual serão
Em 1995, foram criados o Índice de Desenvolvimento Ajustado ao Gênero (IDG) e a Medida de Participação segundo o Gênero (MPG), que foram substituídos, a partir de 2010, pelo Índice de Desigualdade de Gênero (IDG), que mede a perda no desenvolvimento humano devido à desigualdade entre as realizações femininas e masculinas em três dimensões: saúde reprodutiva, empoderamento e participação no mercado de trabalho.
Em 1997, foi criado o Índice de Pobreza Humana (IPH), publicado até 2009 e substituído, a partir de 2010, pelo Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) que, com base em pesquisas domiciliares, identifica múltiplas privações de uma mesma família nas áreas de saúde, educação e padrão de vida.
Desde 2010, existe também o Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade (IDHAD), que leva em consideração a desigualdade nas três dimensões do IDH. Assim, o IDH tradicional pode ser visto como um índice de desenvolvimento humano potencial (que poderia ser alcançado se os resultados das dimensões fossem distribuídos de forma igualitária no país) e o IDHAD reflete o nível real do desenvolvimento humano (pois leva em conta a desigualdade). “A ‘perda’ no desenvolvimento humano potencial devido à desigualdade é dada pela diferença entre o IDH e o IDHAD e pode ser expressa por um percentual”. E, desde 2014, existe o Índice de Desenvolvimento de Gênero (IDevG), calculado a partir do IDH desagregado por sexo e definido como uma relação entre o IDH para o sexo feminino e para o masculino.
Portanto, atualmente, existem cinco índices calculados pelo PNUD (IDH, IDHAD, IPM, IDG e IDevG), constituindo-se, assim, uma família de índices de desenvolvimento humano. E, numa tentativa de abarcar todas as dimensões do desenvolvimento, o PNUD publica tabelas contendo indicadores que não compõem nenhum índice. No Relatório de 2014, há dez tabelas, que dizem respeito a: 1) saúde de crianças e jovens; 2) saúde dos adultos e gastos com saúde; 3) educação; 4) alocação de recursos; 5) competências sociais; 6) insegurança pessoal; 7) integração internacional; 8) meio ambiente; 9) tendências populacionais; 10) Indicadores complementares: percepções de bem-estar (PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO, 2014).