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20. Yüzy›ldaki Sonuçsuz Çabalar
A demanda pelo crescimento, a necessidade de lidar eficazmente com o aumento da concorrência, a complexidade e o ritmo frenético das mudanças são as forças que conduzem organizações aos desafios da inovação (ISAKSEN; TIDD, 2006). A solução de problemas tecnológicos envolve a utilização de informações extraídas da experiência e do conhecimento formal. No entanto, ela também envolve capacidades específicas e não codificadas por parte dos inventores (DOSI, 2000).
Diversos autores propõem modelos que permitem entender o caminho percorrido até a implantação de uma invenção no mercado. Dessa forma, é válido conhecer alguns desses modelos para enriquecer o conhecimento acerca das visões sobre a geração de uma inovação.
Barceló (1994) afirma que os primeiros modelos de inovação enfatizaram o papel causal do avanço científico e tecnológico e foram, geralmente, lineares. Um deles, chamado de modelo technology-push está resumido na Figura 2(a). Segundo esse modelo, as descobertas científicas, eventualmente, resultam em
desenvolvimentos tecnológicos, com a criação de novos produtos/ processos para o mercado local. Em meados da década de 1960, com a realização de diversos estudos empíricos e descrições de inovações reais, surgiu o modelo baseado nas informações de mercado, conforme a Figura 2(b).
a) Descobertas científicas, produção tecnológica, comercialização
b) Necessidades, produção da tecnologia, empresa comercializa
Figura 2 - Modelo de inovação tipo technology push Fonte: Baseado em BARCELÓ (1994)
Uma representação da inovação industrial é apresentada na Figura 3, chamada de modelo interativo.
Figura 3 - Modelo interativo do processo de inovação Fonte: Baseado em Barceló (1994)
A partir desse protótipo, o autor sugere um modelo de inovação que destaca cinco atividades: pesquisa básica, pesquisa aplicada, desenvolvimento, investimento/aprendizagem e adaptação/difusão. Cada uma delas produz um tipo de
output que contribui para a melhoria de um conjunto de informações determinados,
conforme mostra a Figura 4.
Produção Produção Ciência aplicada e engenharia Ciência básica Necesidades do mercado Desenvolvi-
mento Produção Vendas
Necessidades da sociedade e do mercado Necessidade nova Concepção da ideia Mercado Marketing e vendas Produção Desenvolvi- mento Nova capacidade tecnológica
Figura 4 - Modelo de inovação em cinco etapas Fonte: Baseado em Barceló (1994)
Escorsa e Valls (2003) expõem alguns modelos mais conhecidos, ressaltando, porém, que nenhum deles explica contundente e definitivamente a inovação − apenas apresentam carências e questionamentos. A inovação é uma atividade complexa, diversificada, com muitos componentes em interação, que atuam como fontes de novas ideias, tornando muito difícil descobrir as diversas consequências que uma nova descoberta pode oferecer.
a) Modelo linear
Escorsa e Valls (2003) afirmam que, habitualmente, a descrição do processo inovador inicia-se com a apresentação do modelo teórico linear, que compreende diversas etapas: investigação básica, investigação aplicada, desenvolvimento tecnológico, e, por fim, marketing e lançamento da novidade no mercado.
Esse modelo por etapas serve para dividir uma realidade complexa e para nomear e estabelecer precisamente os passos que levam à inovação. Por isso, torna-se um modelo pouco realista, ao suscitar uma ideia falsa de que o processo deve começar necessariamente por uma pesquisa básica. Ou seja, não é preciso
Situação da Pesquisa e desenvolvimento Atividades: Pesquisa aplicada Desenvolvimento Investimento, aprendizagem Adaptação, investimento Pesquisa básica Resultados (output) Descobertas Inovações Informações técnicas e econômicas Invenções Difusão Efeitos econômicos Situação dos: Standard técnico da indústria e da economia Conhecimentos científicos Ideias técnicas Conhecimentos técnicos e econômicos pré- Instalações e equipamentos; produtos
seguir exatamente essa sequência, pois há inovações que podem começar a partir dos resultados de pesquisas aplicadas já existentes.
Segundo Rodríguez (2006), as etapas do modelo linear acontecem de maneira sequencial e previsível, e se espera que as atividades de cada etapa contribuam para o alcance do equilíbrio ordenado.
b) Modelo Espiral
Proposto por David Walter, em 1986, esse modelo aponta uma fusão entre as fases da inovação em cadeia sequencial de eventos e uma progressão cíclica. Enfatiza a experiência acumulada em cada volta por cada um dos agentes da inovação, nas fases de invenção, desenvolvimento, difusão, até cumprir a etapa de maturidade do produto, quando é possível realizar uma adaptação ou uma pequena modificação, produzir um “salto brusco” com um novo produto ou continuar em queda até seu possível desaparecimento (RODRÍGUEZ, 2006).
c) Modelo de Marquis
Esse modelo apresenta um esquema mais próximo da realidade empresarial, ao constatar que as inovações nascem a partir de uma ideia sobre um novo ou melhor produto ou processo de produção. Essa iniciativa pode ser procedente de qualquer departamento da empresa e não apenas do de pesquisa (ESCORSA; VALLS, 2003).
Rodríguez (2006) afirma que Marquis, ao conceber a inovação começando por uma ideia nova, que envolve o reconhecimento da viabilidade técnica e da demanda, focaliza sua abordagem na atividade de criação e, consequentemente, subestima a implementação.
d) Modelo de London Business School
Chiesa, Coughlan e Voss apud Escorsa e Valls (2003) propuseram um modelo baseado na ideia de que o êxito da inovação está relacionado com uma boa prática em quatro processos fundamentais: geração de novos conceitos; desenvolvimento do produto; inovação de processo; aquisição de tecnologia.
Esses processos básicos demandam três requisitos: recursos humanos e financeiros, uso dos sistemas e das ferramentas adequadas e do apoio e direção.
Esse modelo está concebido para servir de base para a realização de auditorias sobre a inovação nas empresas.
e) Modelo de Abernathy-Clak
O modelo de Afuah (1999) apud RODRÍGUEZ (2006) indica que há duas classes de conhecimento que sustentam uma inovação: o tecnológico e o de mercado. Dessa forma, as capacidades tecnológicas de uma empresa poderiam tornar-se obsoletas, enquanto as de mercado permaneceriam intactas. Esse modelo classifica as inovações segundo o efeito que causam no conhecimento tecnológico e de mercado existente.
f) Modelo Matriz de Familiaridade
O modelo estabelece que, ao adotar uma inovação (em uma matriz Mercado-Tecnologia), uma empresa pode selecionar sete mecanismos: desenvolvimento interno, aquisições, licenças, empresas internas, empresas conjuntas ou alianças, capital de risco, promoção de negócios e aquisição educativa. Dessa forma, o modelo propõe que se busque apoio fora da empresa (em conhecimento e tecnologia), na medida em que se adotem inovação radical (RODRÍGUEZ, 2006).
Todos os modelos prezam pela utilização do conhecimento como ferramenta fundamental na criação de novos produtos ou processos. Dessa forma, as empresas podem gerar uma vantagem competitiva a partir da transformação de uma ideia em uma inovação.