2. KURSAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
2.6. Türkiye’de Üniversiteler ve Yükseköğretim
2.6.4. Yükseköğretimin Finansmanı
Podem ser destacadas duas abordagens num comparativo da produtividade de serviços. A primeira é a denominada abordagem de estudo de caso. Nesta abordagem, um setor econômico específico é analisado, detalhadamente, para determinar suas variáveis de produção e de insumos, e os respectivos processos produtivos. Estes estudos de caso geralmente utilizam, para comparar desempenho, dados de empresas isoladas e técnicas para comparar desempenho.
16 Esta terminologia tem sido usada mais recentemente por especialistas de produtividade
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Entre os exemplos que podem ser mencionados neste contexto estão os estudos de BAILEY, (1993), GOOD et al. (1993), e PERELMAN; PESTIAU (1994), relativos à mensuração das fronteiras de eficiência do transporte aéreo, serviço postal e ferrovias.
A segunda é a denominada abordagem setorial, com foco em setores econômicos mais amplos (agricultura, indústria, serviços, etc), setores mais específicos (produtos alimentícios, máquinas e equipamentos, transportes, financeiro, etc.), e em indústrias localizadas (produtos perecíveis, máquinas e equipamentos de construção civil, transporte aéreo, etc).
O objetivo da abordagem setorial é permanecer, com relação a conceitos e definições, próximo ao das contas nacionais, utilizando métodos uniformes que permitam uma comparação de produtividade entre setores. Este método permite, portanto, uma ligação na produtividade de serviços entre estudos de caso (com abordagem micro-econômica) e estudos de desempenho macro- econômico.
Segundo BART VAN ARK (1998, p. 8), “muito das comparações setoriais de produtividade têm se concentrado em setores de produção industrial (bens e produtos tangíveis). O problema no caso de serviços é que não se pode distinguir claramente entre preços, quantidades e qualidade”.
Em primeiro lugar, a quantidade de um serviço é de difícil apuração. Em segundo lugar, comparado com bens de consumo, muitos serviços são caracterizados por um alto grau de heterogeneidade, o que torna uma agregação extremamente difícil. Estes problemas, em combinação com uma escassez dos dados de empresa de serviços, fazem com que uma decomposição do produto (“output”) em preço, quantidade e qualidade, se torne uma tarefa de grande complexidade (GRILICHES, 1992).
Para se comparar produção entre países, são construídas paridades de poder setorial de compra para converter valores de produção numa moeda comum, como os dólares americanos ou euros. Não se usa, neste caso, taxas de câmbio para conversão, uma vez que elas são afetadas por fatores como especulação e movimentação de capital. Portanto, as taxas de câmbio somente são aplicáveis a bens e serviços que são “negociáveis”.
Outros estudos utilizaram-se exclusivamente de paridades de poder de compra baseados em gastos nacionais, mas estas paridades são inadequadas
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como fator de conversão para uma produção, uma vez que são expressas em termos de preços do produtor, como apontado por MADDISON; MULDER (1990). Esses autores propuseram uma metodologia na qual os procedimentos de conversão de paridades foram tratados de uma maneira refinada. No caso de serviços de transporte e comunicação compararam o volume de cada serviço “í” entre países.
No transporte aéreo, foi utilizada como unidade de volume de produção, passageiro e passageiro-quilômetro. Cada comparação foi feita, no caso do estudo de MADDISON; MULDER (1990), numa base bilateral, utilizando os Estados Unidos como referência, inclusive no caso do transporte aéreo. Ainda, segundo os autores, o tratamento conceitual em ambiente macro-econômico é aplicável também a um ambiente micro-econômico.
2.7. Fatores que influenciam tecnologia e produtividade
Para NORSWORTH (1992, p.1) a economia da produção apenas recentemente começou a reconhecer a importância da tecnologia ao afirmar que:
até recentemente mudanças tecnológicas e seus efeitos de produtividade vinham sendo ignorados, ou pior, vinham sendo mal avaliados por tendências temporais distorcidas. A economia (empírica) pouco contribuiu para a gestão da tecnologia e para a discussão de políticas de ciência e tecnologia.
Nesta linha de raciocínio, NORSWORTH (1992, p.2) concluiu que “nenhuma destas abordagens, contudo, tem representado a tecnologia de produção de uma maneira que mostre sua correta evolução através do tempo”.
O uso das características tecnológicas de produtos e insumos, ou de outros indicadores de mudanças tecnológicas, deve refletir estes efeitos em nível de setor industrial. A distinção entre os conceitos de tecnologia e produtividade é raramente feita na economia: o nível de tecnologia é quase sempre definido como o nível de produtividade. Como afirmaram JORGENSON; GRILICHES (1967, p. 27):
o conceito de produtividade é bem mais simples que o de tecnologia (...). É improvável que estes conceitos simplificados de tecnologia venham a contribuir para a gestão da tecnologia, além do reconhecimento de que mudanças tecnológicas, para serem desejáveis, devem contribuir para o aumento da produtividade presente ou futura.
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Uma grande dificuldade no tratamento convencional da tecnologia em modelos econômicos tem sido a tendência de muitos estudos de focar o valor agregado como medida de produção. O conceito de valor agregado pode ser útil no cálculo das contas nacionais ou da contabilidade do PIB ao evitar uma dupla contagem, por exemplo, dos insumos e bens e serviços intermediários.
No entanto, em nível micro-econômico distorce a tecnologia, uma vez que toda a matéria-prima semi-acabada, como energia e serviços “comprados” e sub-produtos importados, são omitidos do cálculo dos insumos mensurados. As propriedades físicas das tecnologias de produção resultam em características econômicas que têm importantes implicações para a gestão de tecnologia.
A produtividade total dos fatores (PTF) é, sem dúvida, a abordagem mais útil para a mensuração da produtividade quando o objetivo é entender os efeitos de uma mudança tecnológica. Enquanto mudança tecnológica é um conceito baseado em medidas físicas da ciência e da engenharia, a PTF mede o impacto econômico dessa mudança.
Muitas vezes é importante entender não apenas os efeitos dos custos das mudanças tecnológicas, mas também as distribuições dos efeitos entre os vários insumos e produtos. Assim, duas tecnologias alternativas podem resultar em economias de custo similares, porém uma delas pode ser mais desejável, no longo prazo, porque gera economias maiores de um insumo, como mão de obra, cujo preço aumenta num ritmo mais acentuado do que o dos outros insumos.
No caso de uma produção conjunta, duas tecnologias podem ter o mesmo impacto no custo de um produto A, mas uma delas pode ter um efeito muito diferenciado de custo sobre um produto B, através de economias de escopo positivas ou negativas.
Antes do detalhamento das diferentes metodologias aplicadas à mensuração da produtividade, é conveniente apontar e discutir alguns fatores, que nos diferentes níveis, (macro e micro-econômico), afetam, de maneira direta ou indireta, a produtividade de um país, setor econômico, ou mesmo de uma indústria em particular.
NORWORTHY; JANG (1992, p.23) afirmam que “fatores ou fenômenos, externos a uma empresa ou a uma indústria, podem afetar a tecnologia de produção e a produtividade desta organização”.
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A Figura 2.3 mostra como políticas nacionais, competição internacional e mesmo fenômenos macro-econômicos, podem afetar mudanças tecnológicas e produtividade. As decisões gerenciais, que regem as relações econômicas internas de uma empresa, devem levar em consideração a sua capacidade financeira, posição de mercado, bem como a mão de obra e a realidade tecnológica.
Figura 2.3: Fatores determinantes da tecnologia e efeitos sobre a
produtividade. Fonte: adaptado de "Empirical measurement and analysis of productivity". Norsworthy, 1992
As decisões gerenciais são influenciadas não apenas pelos fatores externos e internos, mas também pela forma como estas decisões são tomadas. A mensuração da produtividade, na prática, é referida com base num número reduzido de variáveis. É importante destacar, no entanto, como mostrado na figura 2.3, a amplitude dos fatores que, potencialmente, afetam a produtividade de uma empresa ou de um setor econômico.
Ambiente Econômico
Ciclo de Negócio
Poupança, Investimento e Taxas de Juro Comércio Internacional
Políticas Nacionais, Econômicas, Comerciais e Tecnológicas
P&D e Incentivos Fiscais a Investimento Imposto Corporativo e de Renda Financiamento a P&D
Decisões Gerenciais
Adoção de Tecnologias Gastos com P&D
Investimentos em Plantas e Equipamentos Política de Recursos Humanos
Controle de Qualidade
Comportamento do Trabalhador em Resposta a :
Adoção de Tecnologia
Políticas de Recursos Humanos Estrutura da Força de trabalho
Produtividade no nível de Unidade Fabril, Qualidade do Produto, Rentabilidade e Competitividade
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Os efeitos do ciclo do negócio e os incentivos fiscais dos investimentos na indústria de máquinas e de bens duráveis, por exemplo, também afetam a produtividade de uma empresa.