2.6. Ekonomik Yapı ve İşleyiş Özellikleri
2.6.5. Osmanlı Ekonomisinde Para ve Fiyat Durumu
2.6.5.3. XVIII Yüzyılda Konya Ekonomisinde Fiyat Hareketleri
No planejamento de sua coleção, Gabriela Demarco não trabalha com temas, preferindo realizar “pesquisas interiores”. Para ela, cada coleção tem um “clima”, ou seja, ela retrata seus momentos pessoais, o que reflete a postura existencialista da estilista. Sua proposta é sempre descontrair, brincar com cores, recriar, transformar materiais, experimentar. São “objetos densos”, mas com “desenhos leves”. Em função disso, Gabriela frisa que os temas do seu interesse são sempre os mesmos desde a infância: os animais, o amor, as letras, a natureza, as árvores, os pássaros, as flores, a escrita. “Da repetição vem o novo.” Na sua visão, os temas não mudam, amadurecem. “Através das coleções, flui um pensamento, uma escrita”, sendo que as peças “vão se encaixando – elas conversam” (DEMARCO, 2006).
FIGURA 29 – Principais Temas das Estampas Fonte: Documentos da empresa
Gabriela Demarco afirma que “a idéia não vem do ócio”, assim como o processo criativo nem sempre acompanha o calendário da moda ou o planejamento de produção. Destaca que um dos seus maiores esforços tem sido no sentido de sincronizar criação e mostruário, entretanto ocorre, muitas vezes, que peças que acreditava estarem concluídas terem de ser reelaboradas. Para ela,
“as pessoas têm que entender que isso não é bagunça. (...) O processo é assim.” (DEMARCO, 2006).
Se o produto é concebido como uma coisa viva, que vai cativar, que a pessoa vai se sentir bem, vai se sentir confortável e tal, eu acho que durante a sua produção ele tem que conciliar todas essas definições, todas essas chaturas, todo esse vai e vem, e ser em prol dessa finalidade. Que ele mantenha esse espírito dele (DEMARCO, 2006).
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Como fonte de referência para suas criações, Gabriela prefere buscar objetos e atividades que a coloquem em contato com ela mesma. Ouvir música; dançar; andar a cavalo; andar pelas ruas de Belo Horizonte e olhar vitrines tanto de lojas sofisticadas quanto “bregas”; rever objetos de sua mãe e de sua avó; folhear imagens de livros, principalmente enciclopédias quando desenha animais, ou de revistas velhas, inclusive as de moda, como o figurino Burda, são alguns exemplos das atividades que executa enquanto define as estampas e modelagens de uma nova coleção. Entretanto, não se considera ávida por informação, não gosta e raramente utiliza a internet, assim como não faz pesquisa de moda para levantar tendências. Busca informação especializada apenas com relação a modelagem, pois se considera autodidata nesse assunto.
Gabriela Demarco afirma não fazer distinção entre artistas populares e clássicos enquanto possíveis fontes de informação. Da mesma forma, não hesita em admitir sua admiração por estilistas como John Galiano e Watanabe. Afirma, inclusive, que usaria roupas de Marcelo Sommer, Alexandre Herchcovitch, Ronaldo Fraga ou mesmo as de Tereza Santos ou Glória Coelho, que são mais clássicas. Atitude essa muito diferente da expressa pelos demais entrevistados, que atribuíam expressões pejorativas aos seus concorrentes, como, por exemplo, “Pata Choca” (referência à grife Patachou de Tereza Santos), “Retrô Folclórico” (referência a Ronaldo Fraga); “O Coitadinho” (referência a Luís Cláudio, grife Apartamento 03) ou “Ela é só Estampa. Não é Moda” (referência à grife Elvira Matilde).
Alguns trechos da entrevistas feitas com Gabriela Demarco que ilustram sua compreensão sobre o seu processo criativo são apresentados nos quadros abaixo:
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QUADRO 16
Processo Criativo e “Clima” da Coleção
Os temas os quais eu trabalhos são escolhas pessoais e eu não tenho de seis em seis meses um assunto que eu ache interessante e depois não se torne mais interessante para mim. (...) Pode acontecer um deslumbramento, mas acho que é mais uma continuidade de assuntos que estão presentes lá no início e continuam. Eles vão mudando, amadurecendo, mas os assuntos são os mesmos. São assuntos muito pessoais, então não variam muito (DEMARCO, 2006).
(...) eu não sei se é preguiça ou falta de interesse, mas não gosto de trabalhar com tema, ou eu não sei. Pode ser uma falta de preparo de me organizar e trabalhar dessa forma. Então, (...) eu fico, em cada coleção, (...) procurando puxar alguma coisa que venha de dentro e que venha viva porque, o que eu acho de mais importante no meu trabalho, é a força vital que tem nele. É claro que é fundamentada em muita prática, muitos conhecimentos, em algumas pesquisas, mas não é em uma pesquisa de moda que eu fundamento o trabalho... Não é o tema que fundamenta o trabalho. É mais uma pesquisa de mim mesma e também da produção... (...) Eu acho que é mais um trabalho vivo que um trabalho conceito... (DEMARCO, 2006).
(...) o trabalho, cara, é o mesmo. (...) É o mesmo trabalho. A sensação, o movimento, são os mesmos. Só que eu acho que hoje eu tenho experiência, tenho uma equipe... (DEMARCO, 2006).
Eu não tenho muito preconceito com as coisas. Acho que as coisas são bonitas, eu penso assim. Eu acho legal você conseguir ver o lado bonito dos materiais e das coisas (DEMARCO, 2006).
(...) Eu tento escutar eu mesma, tento, às vezes, escutar os outros e eu tento captar... Eu fico pensando qual seria o melhor lance (DEMARCO, 2006).
(...) vou procurando combinações que sejam inspiradoras, que estejam no momento que eu estou, na mesma vibração. (DEMARCO, 2006).
Vamos ver o que eu gosto, o que eu não gosto... Ver o que eu vou resgatar e o que das coisas velhas que vão voltar boas, ou coisas vão surgir. Vamos ver o que vai acontecer. Porque é difícil... (DEMARCO, 2006).
Acontece que, quando eu vejo trabalhos de moda como os do John Galiano e da Júlia Watanabe, eu vibro da mesma maneira que vibro com uma obra de arte (Revista Arte e Informação, dezembro/2001).
Não tenho preconceito quanto a inspiração. Amílcar de Castro. Van Gogh. Outros estilistas. Adoro periferia, as compras do pessoal do interior, da roça (Jornal Hoje em Dia, 12/12/99).
(…) Teve dia que eu desenhei menos e a gente fez mais trabalho de prova e fui ampliando o que a prova estava sugerindo. (...) Agora não, eu tenho desenhado menos, até por causa do tempo, e a gente pode aproveitar todas essas inspirações que vierem no momento da prova (DEMARCO, 2006).
(...) eu acho que o lance é iniciar com uma coisa menor, que vai ser interessante para a gente, e eu vou desenhando esses modelos, passo para ela, passo para a modelista. E com isso chega a hora das estampas que eu realmente gosto de ficar mais sozinha para ver o que vai sair de cores (DEMARCO, 2006).
Fonte: Criado pelo autor
Na perspectiva de Gabriela Demarco, a roupa “tem um acontecimento”, sendo as pressões do mercado e/ou da produção contraproducentes. Na sua visão, nem sempre o que é desenhado se transforma, exatamente, naquilo que será produzido no mostruário, pois a roupa “ganha vida própria. Ela vai te levando para outros lugares (...). Ela tem vitalidade própria”. (DEMARCO, 2006). Ressalta, entretanto, que o estilista não pode “se acomodar”, devendo sempre buscar novas combinações. Para tanto, Gabriela salienta a importância de se conhecer todo o processo – do desenho à produção final, assim como ter persistência, ser “teimosa”. Trechos que confirmam essa visão de mundo são apresentados no quadro abaixo.
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QUADRO 17
Timing Criação x Produção
Porque tem uma parte super irracional que depois tem que ser conjugada com a parte chata. E entender do processo todo é uma benção porque eu posso fazer as duas coisas que é entrar no “caos” violento e depois eu vou e ordeno (DEMARCO, 2006).
Então a gente fala: “por que você não definiu essa família, da roupa tal, do pano tal... E é porque, às vezes, ela ainda não aconteceu, e só vai acontecer quando vier outro pano e mostrar um outro segredo para você. Aí você vai falar: “Mas é aquilo que essa família daquele outro tecido está precisando”. Então, o mostruário tem uma vida própria que não adianta você querer... Você pode até fazê-lo, mas vai perder a riqueza... É vivo (DEMARCO, 2006).
Um produto como esse... Um produto que ganhou o que ele ganhou até agora. Ganhou pelo afeto que tinha dentro dele. (...) Foi isso o que cativou. Ele estava vivo. Então, quando a pessoa chegava, ele... Acho que, em todas as fases, tem que ter um compromisso, senão ele perde... (DEMARCO, 2006).
Ele é vivo. Então, às vezes ele não ficou pronto. Às vezes o que falta é pequeno e deu para quase tudo ficar pronto... Aí falam para eu entregar assim, mas eu não posso entregar assim... só que ele ainda não aconteceu. (...) ele não se completou em uma primeira instância (DEMARCO, 2006).
E como você sente que completou? (...) Ah! Você sente, né Albino. Claro que a gente sempre acha que pode fazer melhor... Ficam aquelas coisas fantasmas... Mas você sente que chega, já deu, ta bom! E é muito legal quando você começa a sentir que está ficando bom. Isso gera uma ansiedade, uma vontade de ver seu trabalho. É um negócio que te tira a lucidez porque você quer chegar naquele lugar e, às vezes, ainda não está na hora (DEMARCO, 2006).
Às vezes eu “forço a barra”. De repente eu falo que essa noite eu só vou sair daqui com... Tipo assim, a família, as camisetinhas... Nisso tem a ginástica, porque você senta com o caderno, pega as peças, vê os aviamentos... Fica uma coisa linda! E o negócio sai e tal... Mas têm outros que são muito complicados, tem outras famílias... (...) O que aquilo será? O que vai ser? O que vai nascer? Você fica com aquilo e, às vezes, quando eu chego no carro que eu já não estou agüentando, aí eu vejo: “Não, mas é aquilo, né”. E você vai encontrando... Você vai encontrando as coisas... E, às vezes, não era para encontrar, então é você que não encontrou. Aquilo que você desenhou inicialmente vai tendo uma vida própria, e vai te mostrando outras possibilidades (DEMARCO, 2006).
A pressão é tão grande na hora, que você fica numa devastação. E, depois, ainda ficam umas “pendenguinhas”, coitadas, que elas são sofridas porque não tenho a mesma performance (DEMARCO, 2006).
Naquele momento se eu fosse uma pessoa um pouco menos afobada e que tivesse um pouco mais de prazo. Se eu tivesse tempo para viajar, curtir as coisas e procurar o melhor momento... Sabe, eu poderia ter tido essa sacação. (...) Então a gente fica correndo muito para cumprir prazo. Dá para a gente um preparo legal porque você fica apto e tal, mas isso tira um pouco da qualidade, dessa sacada (DEMARCO, 2006).
Fonte: Criado pelo autor
Um fator que, segundo a estilista, muito contribuiu para as inovações em modelagem na Elvira Matilde foi a contratação de Silvana Martins, modelista experiente com formação na Inglaterra. Como foi possível observar durante a pesquisa, essa “dupla de criação” desenvolve as modelagens no corpo das modelos, iniciando os trabalhos apenas com alguns esboços criados por Gabriela Demarco. Percebeu-se, também, que o ajuste com o mercado acontece também neste momento, pois elas utilizam como modelos funcionárias de várias áreas da empresa, inclusive lojas e fábrica. Isto tem permitido troca de informações sobre preferências das clientes, assim como dificuldades de produção.
Quando questionada sobre o fato da Elvira “ser só estampa”, conforme declaração feita por outro estilista durante esta pesquisa, Gabriela Demarco destaca que, desde o início do seu
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trabalho como artista plástica, a questão da forma lhe interessa. Assim, o uso de dupla-face, de avesso como direito, sobreposições e composições, desenhos-costura, patchwork, os “coordenados”, corte em viés, drapeados etc sempre estiveram presente no seu trabalho e fazem parte das experimentações de linguagem que distinguem a marca. Da mesma forma, combina várias tecnologias, freqüentemente em uma mesma peça: corte a laser, silk, corrosão, peças sem costura, desenhos-costura, dégradé, minifuxicos, crochê, bordados, tricô, além de diversas técnicas de lavagem de jeans. Abaixo apresentam-se trechos de releases da empresa que procuram explicar essas técnicas para a mídia.
QUADRO 18 Elementos de Design
Dois grandes grupos de materiais-suporte: a malha e o jeans. As formas matrizes na modelagem: camiseta, macacão, calça pijama, o avental, blusão, o tubinho, o vestido rocinha (camponesa). Nos procedimentos: o ‘Patchwork’, uma técnica que tem a reciclagem como o seu motivo de origem. (Amélia Vasconcelos, release, 2004).
A Dupla Face: vem nos casacos, com o acabamento impecável, que realmente multiplica a peça por 2. Um procedimento muito trabalhoso, mas que transforma a peça num fetiche, com significado que vai além da otimização de custos para o cliente: uma surpresa alegre, uma reverberação de formas e cores. (Amélia Vasconcelos, release, 2004).
O Coordenado: é um jogo de desenhos da parte externa com o forro, criando os efeitos de amplificação e dinamismo na peça. Vem nos blusões e casacos. (Amélia Vasconcelos, release, 2004).
O Avesso como Direito: é um comportamento que vem da reciclagem no seu sentido mais amplo: não só otimizar ou recuperar, mas tirar algo do lugar que lhe foi convencionado e criar um outro, gerando assim um conceito novo. Este é um ato de invenção. Nesta coleção veio no jeans: calças, saias, macacão. (Amélia Vasconcelos, release, 2004).
As Sobreposições / Composições: uma maneira muito própria de combinar as peças e criar um ‘look’. (Amélia Vasconcelos, release, 2004).
A malharia é essencial na criação do look Elvira Matilde, com predomínio da silhueta contemporânea de proporções soltas que privilegiam o conforto e uma simplicidade inteligente. (Amélia Vasconcelos, release, 2006).
Como desenho-costura vem nos sapatos boneca de jeans aplicado; no estilo, com a silhueta crua que não revela as curvas, está no croscoat, um tecido rústico que recebeu costura-desenho. (Amélia Vasconcelos, release, 2006).
Fonte: Criado pelo autor
Sobre as estampas, Gabriela Demarco destaca que seu trabalho não se limita ao desenho em si, estendendo-se à forma, ao tecido e ao local onde é aplicado. Outro ponto que ela frisa é a importância do seu trabalho como colorista, sendo a combinação e localização da cores fundamentais para se estabelecer volumes, formas e movimento às peças. Sobre o uso de cor e, em especial do dégradé, a estilista afirma:
E eu estou sempre procurando... Claro que eu procuro nas formas também, mas eu acho que a cor é que dá um sopro. As formas são super legais, me interessam muito, a materialidade me interessa muito, tudo o que fala sobre isso, como o Barroco, o
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material, o desenho, a linha... Mas a cor é muito... A mesma coisa pintada de outra cor é outra coisa (DEMARCO, 2006).
(...) Em Cabo Frio. Você vai andando ali na praia e no final dela tem umas casinhas... cada casinha tem uma coisa... Me dá uma loucura, sabe Albino? Uma casa dessa cor... E eu fico olhando aquilo... A outra é lilás, a outra é vermelha... E eu fico olhando aquilo e eu falo: “Gente, eu queria reproduzir essa beleza”, sabe. Quando você mistura o céu azul com o prédio... Acho que a cor é muito clima. É muito importante (DEMARCO, 2006).
E o dégradé é uma coisa que me interessa. A Emília fala: “Mãe, mas a gente já não usou?”. Porque a coleção passada foi em cima do dégradé, né. Colocar aquele monte de tintas que vão se misturando, que no início estão de um jeito e no final já estão completamente misturadas, virando outra coisa... É uma questão que faz parte do meu trabalho (DEMARCO, 2006).
Ah, o dégradé é muito legal. Primeiro, porque é a mistura da cor é ao vivo. Se você é colorista, vai pegar o amarelo e o azul vai misturar, o que é bárbaro, mas é previsível (DEMARCO, 2006).
(...) eu sempre me interessei muito por cores. Eu sempre fiz as misturas das cores quando eu pintava e eu gosto muito. Eu faço os pantones de todas as estampas e eu pesquiso pantone. Assim, numa revista qualquer, ou em uma imagem qualquer, e eu procuro no intervalo, na reunião das cores, nos conjuntos... E acho lindo quando, às vezes, eu vejo um roxo com um azul, ou um preto com branco então isso é uma coisa que me interessa muito e no dégradé isso acontece... (...) Então é a mistura viva. É a formação das cores ao vivo e eu acho que é cinema! Dégradé eu acho que é cinema (DEMARCO, 2006).
(...) as árvores apareceram em dezesseis cores de verde numa camiseta (DEMARCO, 2006).
FIGURA 30 – Desfiles Elvira Matilde – Moda Praia Fonte: Documentos da empresa
Gabriela Demarco destaca, ainda, que ela, muitas vezes, deixa para o próprio cliente a finalização da peça. Assim, na sua visão, sua intervenção se torna mais efetiva do simplesmente combinar looks. A ênfase nesse aspecto pode ser evidenciada nos seguintes trechos de releases da empresa:
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TAG LIXA, que serve para a pessoa lixar o seu jeans criando um efeito used onde
ela desejar (Amélia Vasconcelos, release, 2006).
(...) kit customização: uma pequena embalagem, tipo saquinho de costura, que carrega rendas para a calça de inside denin, botões coloridos a serem aplicados nos vestidos e na baby look com desenho de bolinhas. Esse kit traz até um bolso avulso para a saia jeans (Amélia Vasconcelos, release, 2006).
Muito interessante ainda é a proposta dos ‘tags’ que acompanham cada peça Elvira Matilde: eles trazem um “plus” de informação histórica e cultural acerca da modelagem e dos materiais daquele produto. (Amélia Vasconcelos, release, 2004).
FIGURA 31 – Tag Lixa Fonte: Documentos da empresa
Para descrever seus produtos, a empresa criou todo um vocabulário próprio, assim como no “mundo Elvira Matilde” existe moeda própria, conforme pode ser visto nos exemplos apresentados abaixo:
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QUADRO 19
Linguagem Elvira Matilde (Terminologias)
Família – para linhas de produto. Ex: Família Manga Elviritas – itens de cada linha
Nome das estampas: “Michelangelo”; “Sorte-norte”; vaquinhas “Mumu” (inspiradas em balas de leite argentinas); “Paquimodernos”; flores “tulipanes”, “liberty” (pequenas margaridas), plumeros (flor Cabelo da Vovó); Popó (nome do cachorro da família); Terapia; Cabeça Fresca; Casa-Carro; Cangaceiro; O Senado; A libélula; Mandacaru; África; Quadro Negro; Imprensa; Escrita; Árvores; Abecedário; Povo do Universo;
Elviritas Canarinhas: t-shirt para Copa do Mundo. A coleção não tem tema, mas “clima”.
Vestido “Pedrita”: vestido com um ombro só.
Nomes das empresas: Todos Felizes Com e Quatro Onças Caveirinhas na versão Polina Punk
Saias “maria mijona”: saias midi, à altura do joelho
Calças “pega-frango”: também conhecidas como calças capri
Nome da coleção primavera-verão-1999: “Boa Pinta Primavera-Verão – A Autêntica Boa Pinta.” (Jornal da Pampulha 12 a 18/12/98).
Bazar Fora de Série (Jornal Diário da Tarde, 17/12/97). Bazar Relâmpago: bazar de um dia.
Black ou Pretinho: nome do cavalo da Gabriela (Jornal O Tempo, 12/05/06). Tamanho “P” do Over: é a menor numeração para os tamanhos oversize. Vestido “rocinha”: vestido em patchwork e rendinhas.
Fonte: Criado pelo autor
FIGURA 32 – Matilderes - Moeda Elvira Matilde Fonte: Documentos da empresa
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