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Varoluşçu Psikoterapi

D. BELLİ BAŞLI PSİKOTERAPİLER

4) Varoluşçu Psikoterapi

Uma vez definidas as curvas de forward rates para cada cenário e as parcelas core, não core e não estável podemos calcular o ΔEVE conforme definido no Capítulo 4. A Tabela 16 abaixo apresenta os resultados do ΔEVE da carteira e as respectivas durations.

A variação da duration da carteira de imobiliário é determinada unicamente pela oscilação da taxa de mercado e da TR. Podemos verificar que os cenários de alta,

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Parallel Up, Short Up e Long Up, produzem um ΔEVE maior. Isso ocorre pelo fato de os cenários de baixa terem um limite de 100bps e os de alta de 400bps. No cenário steepener, prevalece o efeito do choque de queda de juros (que ocorre até três anos) devido a duration da carteira. Podemos observar que a duration desse cenário é bem próxima à duration do cenário base, o que reflete em ΔEVE menor.

Dentre as opções de requerimento de capital, optamos pela opção 1 que define que o

capital requerido será o de maior ΔEVE . Portanto, o valor requerido seria o total do

cenário Short Up que representa o maior ΔEVE dentre todos os cenários.

Tabela 16 – Resultado da Sensibilidade EVE e duration da carteira para cada cenário

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Para efeitos comparativos, recalculamos o ΔEVE substituindo o parâmetro global de choque das curvas de juros, por um parâmetro local calculado conforme metodologia descrita no Capítulo 2. O objetivo é verificar como o modelo se comporta em diversos cenários de juros. A Tabela 17 apresenta os resultados dos parâmetros de choque local calculados.

Tabela 17 – Parâmetros de Choque Local

Parâmetro de Choque 𝛼𝛼� 𝑑𝑑𝐷𝐷𝑐𝑐𝑚𝑚𝐿𝐿𝚥𝚥

Choque Paralelo 19%

Choque no Curto Prazo 25%

Choque no Longo Prazo 15%

Fonte: Elaborada pela autora

Aplicando esses parâmetros de choque local no modelo proposto, obtemos as seguintes curvas de forward rates para as taxas de juros de curto prazo:

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Figura 17 – Curvas de forward rates instantâneas obtidas para cada cenário de choque utilizando o parâmetro de choque local

Fonte: Elaborada pela autora

Podemos verificar no gráfico (a) da Figura 17, que o choque paralelo reduziu dos 400bps observados no gráfico (a) da Figura 13, para 200 bps. Isso ocorre porque o parâmetro de choque local (19%) é inferior ao parâmetro de choque global (60%) definido pelo IRRBB. No gráfico (b) podemos verificar que o cenário Short Up fica com os choques mais acentuados no curto prazo. No gráfico (c) observamos que as taxas de longo prazo para o cenário Long Up estão abaixo do teto definido e apresentando um formato mais parecido com um cenário de choque nas taxas de longo prazo. Na Figura 18 podemos verificar as curvas de TR geradas a partir desses cenários.

(a) (b)

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Figura 18 – Curva de TR obtidas para cada cenário de choque utilizando o parâmetro de choque local

Fonte: Elaborada pela autora

No gráfico (a) podemos verificar que o primeiro ponto da TR do cenário Parallel Up é na verdade um choque de queda de juros. Esse efeito ocorre porque a TR para uma taxa de mercado de 13,64% é menor que a TR para uma taxa de 16,23%. No gráfico (b) podemos observar que o choque na TR para o cenário alta é menor que para o cenário de queda, no entanto, quando observamos as taxas de mercado os choques de alta são superiores aos de queda. Isso reflete a rigidez da TR em acompanhar a alta de juros. O mesmo efeito podemos observar no gráfico (c). A Tabela 18 apresenta os resultados de ΔEVE e duration da carteira para a nova simulação.

Tabela 18 – Resultado da Sensibilidade EVE e duration da Carteira para cada cenário utilizando o parâmetro local de choque

(a) (b)

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Fonte: Elaborada pela autora

Como os choques são menores quando utilizamos o parâmetro local, o ΔEVE também é inferior e, consequentemente, o requerimento de capital. Nessa nova simulação, os cenários de alta apresentam choques inferiores a 400bps. A metodologia de choques global proposta pelo IRRBB é mais conservadora e produz cenários de estresse mais agressivos. Os cenários Flatterner e Short Up apresentaram a maior variação de duration em relação a Tabela 16. Isso ocorreu justamente pela redução dos choques de alta. Podemos verificar esse efeito na Tabela 19 que apresenta os resultados das durations e spreads quando utilizamos os choques locais.

Tabela 19 – Resultado da Sensibilidade EVE e duration da Carteira para cada cenário utilizando o parâmetro local de choque

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Fonte: Elaborada pela autora

O efeito da redução dos choques de alta é observado nas alterações de spread e duration dos cenários Parallel Up, Short Up, Long Up e Flattener que apresentam as maiores variações em relação a primeira simulação.

Na gestão do risco de juros de um balanço o cálculo do ΔEVE e da duration das diferentes modalidades de ativos e passivos são extremamente importantes, pois essas métricas fazem parte das decisões de hedge do balanço e futuramente farão parte do montante de capital requerido desse risco pelo regulador. Os passivos sem vencimento impõem uma dificuldade no cálculo dessas métricas por não apresentarem um vencimento contratual e por isso necessitamos de modelos que reflitam um comportamento esperado de run-off da carteira. Nesse estudo, incorporamos as diretrizes da nova regulamentação do IRRBB para tratamento dos depósitos de poupança e definimos uma equação de decaimento para a parcela core. A equação de decaimento incorpora um fator de sensibilidade aos juros que representa uma taxa de migração dos clientes para ativos mais rentáveis. Ao contrário de Kalkbrener e Willing (2004) identificamos que existe uma sensibilidade aos juros, porém as taxas não são expressivas o suficiente para produzir uma grande variação na duration da carteira nos diversos cenários de choque. A baixa sensibilidade aos juros dos investidores de poupança indica que há outras variáveis macroeconômicas que são mais relevantes na decisão de poupar. Essas variáveis macroeconômicas são incorporadas no modelo através de um fator estocástico, mas não interferem nas sensibilidades porque para o cálculo de risco de juros, chocamos estritamente as

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taxas de juros de mercado, isolando seu efeito, mantendo as demais variáveis constantes.

Nesse estudo também verificamos que a TR apresenta uma relação não linear com as taxas de mercado e observamos que a magnitude dos choques nas curvas de TR é significantemente inferior à das curvas de mercado e por vezes até contrários. Isso decorre pela própria maneira como a TR é definida pelo BACEN. Para capturar esses efeitos não lineares propusemos o uso da simulação de Monte Carlo que apresentou resultados satisfatórios no comportamento das curvas.

Uma fonte de preocupação na implementação das diretrizes do IRRBB para os depósitos de poupança, dadas todas as restrições de saldo e duration, seria que o modelo regulatório gerasse um grande descasamento entre ativos e passivos, incorrendo em um grande requerimento de capital para essas contas. Isso poderia afetar a oferta de crédito imobiliário pois as instituições poderiam reduzir as concessões para otimizar a alocação de capital. No entanto, no balanço teórico que propusemos, mesmo utilizando um saldo core de apenas 55% do montante inicial, o

ΔEVE total resultante do modelo proposto é relativamente pequeno comparado ao montante do balanço teórico. É possível que esse comportamento seja distinto quando aplicamos o modelo em uma carteira real, mas nos exercícios de choque de juros realizados o balanço mostrou uma baixa exposição ao risco de juros.

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