A. ARAŞTIRMANIN KONUSU, ÖNEMİ, YÖNTEMİ VE KAYNAKLARI
I. BÖLÜM
4. Diğer İbadet ve Uygulamalar
4.1. Vaftiz İbadeti
O termo Ecologia foi definido pela primeira vez em 1869 por Ernest Haeckel como sendo o estudo científico das interações entre os organismos e seu ambiente. Quase um século depois C. J. Krebs, em 1972, definiu a Ecologia como o estudo científico das interações que determinam a distribuição e abundância dos organismos. Mesmo que a palavra ambiente não esteja inserida nesta definição, a ideia faz parte das interações, já que do ponto de vista ecológico, o ambiente consiste nas influências externas exercidas sobre o organismo, seja por fatores abióticos ou bióticos. Segundo M. Begon e colaboradores (2007), uma definição atual de Ecologia remete ao estudo científico da distribuição e abundância dos organismos e das interações que determinam a distribuição e abundância.
Em nossa pesquisa a questão sobre Ecologia foi analisada segundo a perspectiva de Bardin (2011), ou seja, não lançamos mão dos autores de referência e de suas categorias para aplica-las às falas, mas fizemos a leitura flutuante das transcrições para captar categorias genuínas dos sujeitos. Esta opção pelo modelo analítico de Bardin foi feita com o intuito de contemplar as classificações espontâneas dos sujeitos em relação a este tema, considerando que o mesmo se sobrepõe a outros que são tomados como sinônimos, oriundos dos teóricos e de seus estudos. Esta quantidade de discursos acadêmico-científicos sobre Ecologia provoca uma sobreposição de conceitos circulantes que se fundem e se mesclam no senso comum, no cotidiano das pessoas. Pela nossa experiência como docente e também pela nossa leitura de estudos e pesquisas da área, partimos do pressuposto que a melhor análise seria aquela que focasse nas construções espontâneas dos sujeitos, como segue no Quadro III.
Verificamos que emerge uma temática que denominamos de atomística. A visão atomística é aquela que se refere aos componentes da natureza, como se fosse possível compreendê-los sem referências ao meio social e às suas dinâmicas. Vem de encontro a Tuan (2012, p. 28) quando afirma que na sociedade moderna, o homem tem que confiar mais e mais na visão, pois para ele o espaço é limitado e estático, um quadro ou matriz para os objetos.
Percebemos que a temática atomística se subdivide em duas, sendo uma mais focada na dimensão estrutural, nos elementos constituintes do todo, que nomeamos de estrutural; já a outra, a percebemos mais focada nas relações entre estes elementos, razão pela qual a nomeamos de funcional. Ambos os termos, estrutural e funcional, os tomamos
da Psicologia Clássica, sobre os quais consideramos pertinente tecer alguns comentários, a fim de melhor situar-nos em relação ao que se pretendeu ao adota-los aqui. A Escola estrutural, como ciência da mente, estava focada no elementismo, ou seja, nos seus elementos constitutivos: afeições, sensações, imagens, sentimentos. Já a Escola Funcional, em oposição à Estrutural, focava no estudo da vida psíquica ou das operações mentais. Em resumo o estruturalismo estudou o conteúdo da consciência decompondo-o em seus elementos, ou seja, ‘o quê’ e o funcionalismo estudou as operações mentais na dinâmica relacional dos elementos, ou seja, ‘o para que’. (FREIRE, I. R., 1997).
Ao analisarmos o Quadro IV – Diagnose Inicial, várias são as falas transcritas dos sujeitos da pesquisa que indicam a visão atomista estrutural e a visão atomista funcional. Como podemos observar, os sujeitos não percebem a realidade como totalidade, na qual se encontram, apenas as partes do processo de interação. E essa percepção parcializada da realidade, segundo Freire, P. (2013, p. 40), rouba ao homem a possibilidade de uma ação autêntica sobre ela.
Ao reaplicamos o questionário na diagnose final, para avaliar se há mudanças depois das ecovivências e dos jogos de areia. Cabe relembrar que quanto à questão sobre Ecologia, adotamos as mesmas categorias da fase de diagnose inicial para Ecologia, analisadas segundo a perspectiva de Bardin (2011). Desenvolvemos um trabalho de identificação destas, ao longo das falas dos sujeitos, confirmando-as como pode ser observado no Quadro IV – Diagnose Final.
Em nossa análise, verificamos que novamente emergiu a visão atomística, se referindo aos componentes da natureza, como se fosse possível compreendê-los sem referências ao meio social e às suas dinâmicas. Percebemos que a temática atomista permaneceu se subdividindo em duas, sendo uma mais focada na dimensão estrutural, nos elementos constituintes do todo, que chamamos de estrutural; já a outra, a percebemos mais focada nas relações entre estes elementos, razão pela qual a nomeamos de funcional. Cabe relembrar que ambos os termos, estrutural e funcional, os tomamos da Psicologia Clássica. Como novidade, após as intervenções, emergiu uma visão integradora dos componentes da natureza, dos seres vivos situados no meio social e suas dinâmicas que nominamos de visão sistêmica, tendo como base Capra (2012) ao conceber o mundo como um todo integrado e não como na visão atomista, uma coleção de partes dissociadas.
Quadro IV: Diagnose Inicial e Diagnose Final da percepção dos sujeitos com relação ao tema Ecologia.
Diagnose Inicial Diagnose Final
- Visão atomista - estrutural:
Macambira: é o estudo da natureza e do habitat natural;
Jurema: é o estudo do meio, da natureza, está relacionado à vida;
Xique-xique1: é o conjunto de elementos que compõem a flora, fauna, ciência que estudo o conjunto;
Coroa-de frade: é o estudo ou ciência da ‘casa’, do meio, do nosso
ambiente;
Cacto Branco: é o estudo dos ecossistemas, de tudo que os formam; Cacto: é o sistema que envolve a fauna e flora;
Girassol: é o meio ambiente;
- Visão atomista - funcional:
Ipê-Amarelo: é o estudo para salvar o planeta, a natureza, o ambiente;
Mandacarú 1: é a ciência que estuda a natureza, ensina métodos sustentáveis;
Juazeiro: é a ciência que estuda a natureza e sua preservação;
Coroa-de-frade: é a ciência que estuda como podemos preservar o que nos rodeia e Mandacarú 2: é o estudo das melhores condições para manusear o ecossistema.
- Visão atomista - estrutural:
Coroa-de frade: É a ciência que estuda os ecossistemas;
Cacto Branco: É o estudo dos ecossistemas que compõem todo o meio ambiente e os que neles vivem;
Mandacarú2: É a ciência que estuda a vida de maneira organizada e concreta;
- Visão atomista - funcional:
Macambira: É o estudo das relações entre os seres vivos e se ambiente;
Jurema: É o estudo da vida natural, dos sistemas, da vida florestal;
Xique-xique2: É o meio onde os animais vivem;
Cacto: É o estudo das interações entre seres vivos com o meio ambiente. - Visão sistêmica:
Mandacarú1: É o aprender das formas de viver em harmonia com o meio ambiente;
Juazeiro: É uma forma de ter consciência que tem problemas na forma que está sendo tratado o meio ambiente.
Esses achados reforçam a nossa crença na educabilidade do ser humano, no qual
a capacidade de aprender serve não apenas para nos adaptar, mas sobretudo para transformar a realidade, para nela intervir, recriando-a, como defende Freire, P. (2011b, p. 67). A visão integradora que emerge no pós-teste aponta para a transformação conceitual, nos sujeitos, quiçá a partir de ecovivências provocadas didaticamente pelo nosso estudo de intervenção.