A. ARAŞTIRMANIN KONUSU, ÖNEMİ, YÖNTEMİ VE KAYNAKLARI
I. BÖLÜM
1. Oruç İbadeti
Prosseguindo na sequência do Questionário de diagnose inicial (pré-teste), apresentou-se a questão do meio ambiente, que analisamos a partir da Tipologia de Sauvé (2005) e suas concepções a respeito. Esta autora, portanto, foi a referência para nossas interpretações diante das falas transcritas dos sujeitos sobre meio ambiente, considerando o valor desta autora nesta temática do meio ambiente. Observamos que os sujeitos evidenciam a pertinência da classificação de Sauvé (2005) com relação ao meio ambiente, nas categorias que emergiram, como pode ser observado no Quadro III – Diagnose
Inicial.
A primeira tendência, Ambiente natural, correspondente à concepção de ambiente como natureza, pois a ele se refere como algo para ser apreciado e preservado, não estando o homem nele inserido. Esses achados vêm de encontro também à categoria naturalista de Tamaio (2002), com o homem não estando integrado. Uma possível explicação para essa visão de homem separado do seu meio, segundo Tuan (2012, p. 338) está no fato de que um grupo expressando e reforçando os padrões culturais da sociedade, afeta fortemente a percepção, a atitude e o valor que seus membros atribuem ao meio ambiente.
A segunda tendência emergente, Local para viver, corresponde à categoria de Sauvé (2005) local para viver. A terceira tendência que emergiu das falas transcritas dos sujeitos da pesquisa diz respeito ao meio ambiente como Recurso, que também correspondeu à tipologia de Sauvé (2005). Constatamos que se repete a mesma tendência conceitual com relação à natureza, na categoria utilitarista de Tamaio (2002).
Ao reaplicarmos o questionário objetivando avaliar possíveis mudanças obtidas depois das ecovivências e dos jogos de areia, adotamos as mesmas categorias da fase de diagnose inicial para Meio Ambiente, à luz da Tipologia de Sauvé (2005) e suas concepções a respeito. Desenvolvemos um trabalho de identificação destas, ao longo das falas dos sujeitos, confirmando-as, como pode ser observado no Quadro III – Diagnose
Final.
Observamos que, nas suas falas, os sujeitos novamente evidenciam a pertinência da classificação de Sauvé (2005) com relação ao meio ambiente, nas categorias que emergiram. A primeira tendência, Local para viver, corresponde à mesma categoria de Sauvé (2005).
– Local para viver em harmonia com os demais seres – que corresponde à categoria de Sauvé (2005) biosfera.
– Ambiente natural – que correspondente à concepção de ambiente como natureza, pois a ele se refere como algo para ser apreciado e preservado, não estando o homem nele inserido.
– Intervenção humana – que correspondente à concepção de ambiente de Sauvé (2005) problema, tendo ênfase na poluição, deterioração e ameaças.
Ao traçarmos uma comparação com a diagnose inicial (pré-teste), observamos que houve uma diminuição na frequência da categoria meio ambiente como natureza, no qual a resposta ao meio ambiente acaba sendo basicamente estético como nos aponta Tuan (2012). Percebemos um aumento na frequência da categoria local para viver, além de emergirem como novidades as categorias biosfera e problema. Essas mudanças observadas, reforçam os saberes freireanos: quando vivemos a autenticidade exigida pela prática de ensinar-aprender, participamos de uma experiência total, diretiva, política, ideoló
gica, gnosiológica, pedagógica, estética e ética, em que a boniteza deve achar-se de mãos dadas com a decência e com a seriedade (FREIRE, P., 2011b, p. 26).
Estas mudanças do pós-teste, em relação ao pré-teste, nos sinalizaram como indicativos de crescimento no caráter conceitual dos sujeitos, visto que já não percebem, na sua maioria, o meio ambiente como algo isolado e sem a presença do homem, mas sim como seu ambiente de vida, juntamente com outros seres e que por sua vez podem gerar impactos.
Quadro III: Diagnose Inicial e Diagnose Final da percepção dos sujeitos com relação ao tema Meio Ambiente.
Diagnose Inicial Diagnose Final
- Natureza:
Macambira: é o meio de contato com animais, plantas, recursos naturais;
Mandacarú 1: é tudo da natureza;
Palma: é o local cultivado, sem poluição, sem degradação, bem conservado pelo homem;
Cacto: é o espaço integralizador de diferentes riquezas naturais;
Girassol: é a natureza; - Local para viver:
Ipê-Amarelo: local de moradia;
Xique-xique 2: meio em que vivemos;
Coroa-de-frade: meio em que vivemos;
Cacto Branco: tudo que está ao nosso redor, lugar sujeito à mudanças, que merece ser respeitado para não ser agredido;
- Recurso:
Ipê-amarelo: local de plantação;
Jurema: local dos seres vivo;
Coroa-de-frade: meio onde animais e plantas vivem;
Mandacarú 2: lugar onde existem várias comunidades de animais, plantas, microorganismos.
- Local para viver:
Macambira: É o local que abriga todos os seres vivos e não vivos;
Mandacarú 1: É todo espaço que é ocupado pelos animais (inclusive o homem), plantas, árvores, rios, pássaros.
Juazeiro: É o lugar onde vivemos em relação à natureza.
Xique-xique2: É o meio que vivemos;
Cacto: É o meio/espaço de diversificação sobrevivência e reprodução de espécies;
Girassol: É o meio em que vivemos;
Mandacarú2: É o meio em que nos envolvemos de maneira organizada e correta. - Natureza:
Ipê-amarelo: tudo que tem vida própria;
Jurema: é o grupo de animais e vegetais em conjunto com a natureza na perfeita harmonia quando não tem a presença do homem modificando-a.
- Biosfera:
Xique-Xique1 - é o meio em que vivemos em harmonia com plantas, animais, água entre outros e condições climáticas;
Cacto Branco - tudo que existe no meio humano e não causa desequilíbrio e nem atrapalha.
- Problema:
Palma: é um lugar que para continuar bonito, precisa ser bem cuidado, não se jogando lixo nas praças, nos rios, nas ruas, porém acabam fa zendo o nosso mundo pior e em Macambira quando relata que é um sistema natural mas que tem interveção humana.