B- Beş Yıllık Kalkınma Planları (1963-2013)
1. Umur’u Belediyeye Müteallik Ahkâm-ı Cezaiye Hakkındaki Kanunu (1924)
prioritariamente
para o
exerelcio da censura e da propaganda do regime, veicula o discurso estado·novista notadamente nos jomais e revistas. �. portanto, bem significativo o fato de que a Constituição de 37 estabeleça um dispositivo(n? 1 5,
art.22)
que a subordina ao poder público. Azevedo Amaral, um dos intelectuais de maior projeç!o no período, faz restriçOes a este dispositivo, reivindicando o direito de a "elite intelectual" expor os seus pontos de vista. Distinguea
"crítica construtiva", elaborada pela elite, da"demagogia jornalística",
efetuada pelos outros setores da so ciedade. Argumenta que a primeira não pretende fannar correntes de opi. niãocontrárias
ao Estado, como o faz a "demagogia jornalística", mas sim colaborar para O seu engrandecimento. Observa ainda que a elite, mais pró· xima dos interesses nacionais, deve apoiar e reforçar o poder público, por que só ele "dispO e de recursos de informação e de conhecimento das ques tl\es atinentes aos interestes nacionais para poder apreciar se a divulgação de uma noticiaé
ou nao conveniente",6Este depoimento permite registrar a
presença marcante
dos intelec· tuais que, na vozde
Azevedo Amaral, reivindicam a sua participação na montagem do projeto ideológico estado-novista. Sabemos que os intelec tuais colaboram sobretudo na imprensa escrita. Tomamos portanto este ve {cuia como lugar por excelência de produção e difusão do discurso esta do·noviSta. Ao destacarmos a imprensa, nllo estamos minimizando a impfr tância dos outros meios de comunicação, como rádio, cinema, teatro etc.,que $. mostnun altamente eflCBZM na difw!o do ideário do
regimo.
A no.sa hipótese é o
d.
que o discurm velculado pelo conjunto do, mein. decomunlcaç30
tom . rua marm na ImprellSl ucrita.. Toman:mos llS rninascomo
objeto
d. an:lllse, na medida emque pl1�cemcon{igu!ar
fimulllJJleIJO procl!sstJ de produÇÓD e difW40 do discurso. Dentre ;\$ inúrner<l5
revistas, publicadas no período, que se destinam
a
propagandear o regime, temosCultura Polftica.' Ciência Po/(tica. Estudos e Conferências, Dos
Jornais
e outras mais efêmeras, COmoBrasil Novo
ePlanalto.
8A nosta proposta de trabalho é a de tentar estabelecer a distinção de tarefas no campo ideológico, a partir do discurso veiculado por
Cultura
Po/(tica
eCiência Política.
Ambos os discursos se encontram voltados para a problemática da organização e da legitimação do Estado Novo, consti tuindo, neste sentido, elementos de um único projeto ideológico. Porém, aCultura Po/l'tica
e aCiência Pol(tica
parecem exercer predominantemente funçO.s dlferenoiadns, na medidaom que
a CulturaPolrtica
osuria maisvoltada
pI"' '' produçlIo do discurso,enqua!'lto
a Ci�ncll1 PoI(rica para a suadifusão.
Estabeleoida t.1 dlst!nç�o. que configura tarefas �pec'fic.s nocampo ideológico, a nosss preocupaç!o·
é
a de recuperar " identidade fundamentai quo perpassa ambos os ditcursot.
A
novaconcepção
de cultura74
Estado Novo: Ideologia e Poder tituir-se em um dos fundamentos centrais do projeto ideológico estado novista, destinado a legitimar a natureza do novo Estado implantado. Nes se sentido, tal concepçlo nos parece sobretudo fonoulada no interior da revista Culuura Polfuica, já que temos como hipótese queé neste espaço
que se produzem as coordenadas do disctrso estado-novista.A nossa expo,içllo será desenvolvida da segumle fonoa: num primei rO momenlo, procuraremos detectar as especificidade, do projeto ideoló gico ettado-noviSta, recuperando �s nUDllCeII dj(oronciadll1 do dl$cwso .eicula
d
o pelos r .. islas. Em segUIda,p
roCUJ1lICUlo, conflgurUo no su. 10- talidade, enquanto ge
rador de uma "nova
co
ncepçlode mundo",
que lem coma um dos seus desdobrameoros mais expressivos 8 concepç!o de umacultura política.
2. Natureza das publicações
A quest�o de destacar as nuanCes do projeto Ideológico estado-novlsta nos
foi sugerida a punir do próprio discurso das revistas que, ao explicita
r
os seu. obj
etivos, coel.recem e definem o lugar que preten
dem ocupar nocampo ideológIco. A ",vista a,lfura Polft/ca,
sob
3 diteçlo de Almir d. Andrade, lança o seu primeiro número em março de 194 1 , encerrando a sua publicsçlo em outubro de 1 945. Constilui·,. na revista oficialdo
regi.me, eslando direlamente vinculada
ao
Departamenlo de Imprensa ePro
paganda (OIP). A revista 6 bem divulgado, aolmndo-se. ã venda nas bancas d. Jomab do Rio de JlU\\!im e sao Paulo.
O
seu cotpo editorial o .ou; cola boradores, de modo geral, são bem remtoeradOS, recebendo normalmente o dobro do que pagam as demais publicações.' Por oca';!o do quarto anjvef�rio do regime. em OUlubro de 1941, evidenoi •. !e o cunho oficial da publicaçlO, na medlda.m qte Uunscreve as palavras do p ... ideote d. Repú blica c
de
váriOs mUlISlrOs de Estado_ Enqu
anto o depoimento deste! se constituí num. mamfesllIçl!o de solldanedade à "nov. ordem" inlliro(do, o de V.rgas enf.ti .. o papel relevame da ClJlrota Po/J'IICI1 na con>truç!O doiddrlo oslado-novisla: "As publicaçõCs periódicas do
feitio
d .. Cullura Poll'tica, com diretivas firmes de doutrina e elevaç�o no debate dos pro blemas nacionais, constituem uma necessidade nas épocas de reforma e reconstrução como a que o 'Estado Nacional" iniciou no Brasil",loEm editorial, publicado no mesmo número, a. Culuura Poil'rica é dita uma "realização cultural do DIP a serviço da inteligência brasileira e ins trtmento de comtnicaçao do pensamento, da ane e da literalura nacio nais com a AÇIO Social, os problemas e objetivos do Estado"."
A Cultura Polflica, conforme enuncia o seu subtítulo, configura-se uma revista de "estudos brasileiros", cuja proposta é a de "definir" e "es-