A- BM Sistemi ve Barınma Hakkı
2. Birleşmiş Milletler Ekonomik, Sosyal, Kültürel Haklar Sözleşmesi 11 Madde 1 Paragraf (1966)
como transformador da EUionornla economlca e s6clo-poJ (tica d. naçfto.
Co
ntudo
,1937
"lo tvisualizado
comoo marco zero, como
a origem do "novo inJdo" de tudo
. O corte, a rupturarevolucionária
110 curso dahIs·
t6ria
é claramente.ltu.d�
em outro acontecimento político; • RevolUção de1930. Asslm,
em1 937, falar
da"revolução"
6 ame. de mais nada firmaras
origeM
legrtims, da moderna polltica nacionalque
se reall7.ano
I!stado Novo. E faJar darevolução
é basicamen
te fal.r sobre as razões que explicam e Justificam a lntervençfo da violencln -
como violayno
Iniciaido
pro·cesso
polillco "natural"
-, que legitimam o uso daforça,
caracteózando• revoluç[o
como
um latopol(tic"
di.tintode qun15quer
outra.Insurrel·
çlIeo
ou merasrebeliõcs. Neste
sentid
o, buscar ao
rig
emdo
(ato revolucionário é
legitimá·lo, retirando-o
do domínio pré.polltico da violõncl. pura, do caos e do .U�ndo. \\s razões darevoluçfo lançam
seus homens e Stw açO<> no espaçopolltico do
tempohIst6r1co.
eassim têm voz
para expli· oil.r suoproposta eminentemento
construtiva. A revolução passaa slgnl.
ficar UJruIviolência
"Uroltada", Iden
tlflcada - ruJo por acaSO -com
umaproposta de ordem.'
Sio
n(tldos os laços que
se constroem entre os acontecimentos e • propostade 1937 e
a R�voluçfo de 1 930. Este. dois latossurgem, na
verdado,
como do
is momentos, como duas etapas d. um mesmo ptoces,() re·voludonJlslo.
Dai a importância estratégica que a Revoluç"o de 1930assume no dlscuno de
1937
• dar também "valor
eJClarccedor delua
o Redescobrimento do Brasil 1 13
tica verdadeiramente revolucionária do fato que lhe é posterior;
1 930
é O início daquilo que1 937
quer e deve realizar.Desta forma, na interpretação de Azevedo Amaral,' a srimeira ta refa do novo Estado Npcional é a srópria recuperação do conceito de revoluçãO. Este havia sido desvirtuado pela liberpl-democracia, que O iden tificava com um "colasso de estruturas" e com uma "trpnsfonnação vio� lenta de quadros dirigentes". O conceito de Ievolu�o assumia. nesta visào, uma conotação eminentemen te destrutiva, desorganizadora. Não era este, contudo, o real significado do fato revolucionário, como demonstrava a exseriência da revolução brasileira. Ela assinalava as características de uma autêntica revolução, tanto sorque a origem do ímpeto violento da açllo revolucionária residia na sressão das forças profundas que integra vam a realidade social, quanto sorque este ímseto tinha um caráter emi nentemente construtivo.
Por esta razão é que a Revolução de
1930
era um acontecimento único na história dp país, distinguindo-se das experiências de1822
e1 889,
onde as "forças renovadoras" visaram asenas à destruição de estr uturas obsoletas, não trpzendo em si uma srososta verdadeiramente construti va/revolucionária_ O Brasil de1 822
e1889
não se achava em condiçOes de ser o palco de uma real revolução. Por isso, "a revolução brasileira, que encerrou o primeiro ciclo resublicano e abriu caminho ao movimento srogressivo, cujp segunda etasa foi assinalada pela fundação do Estado Nacionpl, resresenta indiscutivelmente o acontecimento mais importante de nossa história", 6Esta afirmação do momento de origem do srocesso revolucionário que culminaria no Estado Novo, vem reforçada sor todo um diagnóstico sobre nosso passado solítico, sobretudo sobre a exseriência da Primeira Resública_ A gravidade e a grandeza do momento de
30
só soderiam ser avaliadas mediante uma recuseração de nossa história e, sobretudo, de urna avaliação sobre a situação vigente asós1 889_
Assim, as razOes dp revo lução confundem-se com a críticaà
Primeira Resública, e esta com a crí tica ao Estado liberal.A experiência polftica da Primeira Resública é intersretada como um grande e longo divórcio entre nossa realidade física e culturpl e noSSo modelo político de Estado. O liberalismo, excessivamente objetivo e mate rialista, s6 via os valores quantitativos do mundo e sretendia construir o progresso sem cogitar do homem em sua dimensão total, isto é, também subjetiva e espiritual_
O
liberalismo, excessivamente internacionalista, não atentava para as especificidades nacionais, não oferecendo ao homem brasi leiro uma direção própria, um objetivo de lula pela construção nacional. Enfim, o Estado liberal da Primeira Resública não conseguia integrar o homemà
terra brasileira: as instituiç�es existentes colidialll com a repli-1 1 4
Estado Novo: Ideologia e Poder dade social. Havia dois ffiIDIdos distintos, o do homem e o da natureza, e a eolítica era algo distantede
tud
o e de todos.'O
Estado liberal -e
o Brasil era bem um exemplo disuo - realizava uma obra sem organicidade e finalidade. Sua ação era "inconsciente e inconsjscenteU e s6 gerava "balbúrdia", Em nosso pais uínhamos um ter ritório imenso e rico; um povo cheiode
eotencialidades, mas não tínhamos governo.O
antigo regime era artificial; nele inexistia ordem. condição sineqlJJ111011 de progresso.
Este d!QgJ1ôstlco � bem rep.-nlativo das análises do perlodo que, rundamenlllimente, I
d
entillcam B PrimeIra RepúbUoa e seu Iibelllllsmocom um momento de Vt'rdadeira decomposiç!'o do pais. A desordem em
todos 05 campo. d�
realidade
sodlllera
o signo da perda das re." tradições d. naçfo. ou seja. d. ruptura de um camJnho evolubvo "normal", JUSto ebom_ A
imagem remete-nOS auma
fonte d.Inspiraçao
hobesiana, como se a sociedade brasileira se encontrasse em verdadeiro estado de natureza:desorganiz.do, em
conl1ltoe
sem � pr<!scnç� de um soberano den"idorc.eaz
ele
dar·lhe ordenaçDo e vida. Este estado de naturezajestado de guer ra caracu:rizoria a crise emcujo bojo
emergltn o Revoluçl!o de 1 930, que rel
i a sociedade do conlUto pré-polCtleo, inserlndo-. na hist6rla definitiva d. ordem/política.
A
"viomçl!o" miclill ..,11010 as feiço.. de "matrajetória para o mundo político da razlIo e do coo.struçao do p
Is. A revo.
IUÇDO é situada co
mo um (aIo políticopor
excelênola, que demJlrca as (ronu:irns entre a Illlarqula e ao
rdem_ As palovnu dePaulo Auguslo d.
FIgueiredo sDo
bom uma s(ntes. da proble
mática que se identifica n. Repúbli
ca
Velha: "ral • nOSSM ordem Uber.1 republícana, trodulida no campo polltlco em freqUentes motins - no econômico em crues tremend
as -no administrativo em um mundo de
d
escalabso
. -no social, em achln·calhe !l! instltulçOes -no psicológico, no aniqullm1ento do homem, que so encolheu no Indiferentismo, descrenle e dcsesperançado do Br .. il. "I
Porém, ti AzevedO Amo",l quem mclllor conereti1Jl o reol significado politico das allemativu existentes em 1930. Para el.e, tratava·se d. correr o .nonne
ris<!o de
oplar .. ntre a oligarquia • • desordem. uma que oes o'ço revolucJonilrio poderia, de raIO, precipilar o pais numa lltuaç50
anó/quica.
e
por esta razão que Azevedo Amam! atribUI l Revoluçllo d. 1930. em $uas origOll<, "um aC8nluado colorido ooruervadoc"_ Tratova·sede impedir que o antlgo regime oligârquieo desmoronasse ante AS ameaças
creScentes de caos_ Neste ponlo, • lIJIiUise do lutor
�
verdadelramoole esclarecedoro do conteúdo específico que seria atrlbuido 11 RevoluçlO de 1930 pelo dlscu�o Ideol6gico estado-novlsta. Vale a pen3seguir
deperto sua an:lllse e r.fletir sobre ela: "A conlemporlz.açlO enlre o regime
oliglÍrqwco e as exprcssl)e, c:ad. vez moi. acenluada.! do descontentamemo
popular .stava • esgotar seu. ",cursos d. protelação da crise." Enquanto
o Redescobrímento do Brasil 1 1 5
temporização foi possível; mas com a "aceleração d o movimento industria lizador", depois da Primeira Guerra, a massa do proletariado cresceu e se tornou mais sensível. Aí o problema social emergiu de forma concreta como uma questão para a nação, agravada pela ação deliberada de agitado res profissionais e pela incompreensão dos políticos da velha República. O choque se anunciava calamitoso, e a Revolução de
1930
veio interrom per o curso destes acontecimentos, preservando o pais de uma catástrofe e restaurando a "personalidade nacional",9A Revolução de
1930
assume o caráter de um movimento de liberta ção da trágica experiência liberal da Primeira República. O contexto polí tico em que esse movimento se realiza é o de uma verdadeira perda de autoridade e de esgotamento de fórmulas de conciliação política. A amea ça de anarquia é profunda, já que a perda de autoridade é visualizada comouma autentica perda do próprio cu 110 d. evoluça-o "nonnal" do pais; como uma perda
de
suas lt8diçOes de ordem, IrrcwdJ.""lmeotecompro
melidas
pelo divórcio entre a terra, o homem e ..institulçOcs polftl�1
do p3� Porém, a l\J1tOllça política imedJ.UI que atualiza pm o mundo dos
conDitos este divórciO crucial t o dO$COl\tentamento popular, m3t�rlallu do na clwnad. "que.tlo social".
A �'preservação da personalidade nacional" do risco de uma catás trofe anarquizante - que demarca, no dizer de Azevedo Amaral, O sentido "restaurador" da revolução -. une-se estreitamente com sua dimensã'o mais inovadora: o enfrentamento da questão social. Ordem e revoluçlo, tradi· ç[o e inovação formam um amálgama cujo sentido fundamental precisa ser explicitado para que o projeto político do Estado Novo sUlja em toda a sua dimensão transformadora e conformadora da realidade nacional.
Cabe assinalar, neste contexto, o significado específico atribuído
à dimensã'o "restauradora" do processo revolucionário que se inaugura em
1 930
e que se completaria em1937.
Esse processo significa basicamente a retomada de nossa vocação histórica, a continuação da construção de nossa nacionalidade. Tal esforço é fundamentalmente uma tarefa integra dora de nossa realidade física - de nossa terra - e de nosso homem, ambos abandonados e incompreendidos. Retornar à tradição do pais é identificá-la em dois fatores cruciais: a natureza e a cultura brasileira, síntese da realidade indestrutíveJ presente no inconsciente nacional.A natureza é a de um território imenso e povoado de riquezas natu rais. Porém, é também a natureza desconhecida e in aproveitada pela in cúria política de u m regime demagógico que se satisfazia com um discurso ufanista: "O Brasil liberal era o Brasil do 'Amazonas, maior rio do mundo' - da 'Guanabara, a baía mais linda do mundo' - da mina de Morro Velho, 'a mais rica do mundo'. O Brasil liberal era o país onde tudo era grande, menos . .