• Sonuç bulunamadı

B. Maddi Hukuk Kurallarının Yeknesaklaştırılması

3. Uluslararası Kuruluşlarca Kabul Edilen Kurallar

Nem todos os estudos que fazem uso da perspectiva dinâmica são emergentistas. Várias tentativas têm sido realizadas para provar compatibilidade entre os Sistemas Dinâmicos e a GU, sendo o estudo de Mohanan (1992) um dos pioneiros. O pesquisador defende tal compatibilidade ao propor que os princípios universais disponibilizados pela GU são campos de

atração, os quais permitem que haja variação infinita em um espaço finito de gramática. Diferentemente das escolhas paramétricas que são geralmente vistas como discretas (cf. CHOMSKY, 1981), Mohanan (1992) propõe gradiência nos

campos de atração. O pesquisador ressalta também a interação entre o que seria o órgão linguístico interno e o que é externo:

The emergence of older/complex organization in linguistic systems is analogous to the emergence of older/complex

organization in nonlinguistic systems. The formation of grammar in an individual does not involve a logical problem of deducing propositional knowledge, but involves growth of form in a system that grown the external behavior of the system. (MOHANAN, 1992, p. 654)

Larsen-Freeman (1997) assume a proposta de Mohanan (1992) e adiciona que a GU pode ser entendida como uma condição inicial para o desenvolvimento do sistema dinâmico da linguagem. A autora defende então que as duas abordagens (e.g. GU e Sistemas Dinâmicos) podem ser complementares, pois o funcionamento da linguagem satisfaz os critérios que um sistema precisa obedecer para ser considerado complexo/dinâmico. Para ela, a linguagem é composta por muitos diferentes subsistemas que interagem entre si (fonologia, morfologia, léxico, sintaxe, semântica e pragmática (LARSEN-FREEMAN, 1997, p. 149) e apresenta aspectos de mudança e variação. Além disso, a autora ressalta que, além da interação de subsistemas, a linguagem contém certos princípios universais que são aplicados e restringem o formato da linguagem humana.

A mesma posição é sustentada por Nowak et al. (2002) ao proporem o que denominam perspectiva dinâmica evolucionária da linguagem. Segundo os autores, o conceito de GU é uma necessidade lógica para os estudos de linguagem, pois os aspectos particulares de desenvolvimento e processamento linguístico requerem a visão de que o cérebro é equipado com um algoritmo de aprendizagem que permite o desenvolvimento de uma língua. Segundo os autores, é devido à existência da GU e à interação entre mecanismos linguísticos internos e aspectos externos (do ambiente) que os indivíduos são capazes de selecionar aspectos relevantes da língua até desenvolvê-la (NOWAK et al., 2002).

Os estudos citados demonstram que há a possibilidade de assumir uma perspectiva inatista e dinâmica ao proporem um mecanismo específico para a linguagem, o mesmo assumido pelos estudos mentalistas/gerativistas. Entretanto, como discutido nas seções anteriores, uma abordagem linguística

baseada nos Sistemas Dinâmicos não requer propriedades inatas, pois um dos pressupostos principais é o de que o surgimento de construções e estruturas novas ocorra por meio de interações com o ambiente. Nowak et al. (2002), ao assumirem uma perspectiva inatista, defendem a necessidade lógica da GU, afirmando que, a partir de uma perspectiva biológica, a linguagem não pode ser entendida como uma propriedade individual, mas como propriedade comum a todos os humanos. O presente estudo, ao assumir uma perspectiva emergentista, não defende a linguagem como uma criação emergente puramente individual e/ou fruto de princípios dados pela GU. É preciso destacar o resíduo, o que varia no desenvolvimento linguístico de um indivíduo em relação a outros indivíduos. O que todos os indivíduos que apresentam desenvolvimento normal têm em comum são os aparatos biológicos e cognitivos para a emergência da linguagem.

Além disso, o que não fica claro na proposta dos autores que defendem a compatibilidade entre as duas visões são a natureza e o funcionamento da GU “dinâmica”. Um dos pressupostos da perspectiva dinâmica é a inexistência de um ponto de chegada previsto desde o ponto de partida, o que é assumido pelos autores a favor da compatibilidade entre GU e Sistemas Dinâmicos (cf. LARSEN-FREEMAN, 1997), o que parece não ir ao encontro da proposta baseada na GU, a qual defende a existência de regras (CHOMSKY, 1965) ou parâmetros e princípios finitos (CHOMSKY, 1981) no seu funcionamento. Além disso, as propostas paramétricas tendem a apresentar o percurso do desenvolvimento linguístico de forma serial ao propor estágios de desenvolvimento, ao contrário da perspectiva dinâmica que defende o paralelismo, e delineiam um ordenamento da aplicação de regras ou fixação de parâmetros (cf. estudos sobre desenvolvimento de palavra fonológica: DEMUTH, 1996; SANTOS, 2007; BAIA, 2008). Ademais, ao propor campos de

atração, Mohanan (1992) não deixa claro se esses campos seriam um ajuste na noção de parâmetro, na de princípio, ou seria um terceiro elemento na GU. Uma outra problemática em uma proposta que assuma GU e os Sistemas Dinâmicos é a maneira como é explicada a relação entre os dois elementos quando, segundo Chomsky (1975), a mente da criança já contém instruções

inatas e a GU pode ser entendida como a essência da linguagem que é invariável entre os seres humanos (CHOMSKY, 1975, p. 29). O que não está claro é como pode ser possível unir um elemento inato e estático a um elemento dinâmico e em constantes adaptações. Como pode haver compatibilidade entre um elemento (GU) que, segundo Chomsky (1975, p. 30), especifica propriedades de sons, de significados e organização estrutural, e um elemento (sistema dinâmico) que não tem como ponto de partida pré-estipulações internas referentes a qualquer tipo de processo cognitivo. Essa perspectiva “híbrida” encontra complicações para ser falseável, pois aquilo que não puder ser explicado com base no que seria inato passa a ser explicado como emergente. Se em uma proposta de fixação de parâmetros, por exemplo, depara-se com dados que não se encaixam em um determinado parâmetro fixado, a explicação pode apoiar-se em processo de auto-organização para explicar aquilo que é desviante no momento. Dessa maneira, fica comprometida a possibilidade de falsear as perspectivas.

3. Whole-Word/Templatic

Phonology:

do