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BÖLÜM 3: TÜRKİYE’NİN STRATEJİK KÜLTÜRÜ (2002-2010) Türkiye’de son dönemde yaşanan dönüşüm yeni politika anlayışını da beraberinde

3.2. Türkiye’nin Stratejik Kültürünün Yapısı

3.2.4. Uluslararası Örgütlerin Diplomasideki Rolü

Avaliação Diagnóstica

Presença de diferenças entre indivíduos de um mesmo grupo (espécie)

Foi possível constatar que a participante (e todos os outros) identificava a existência de diferenças físicas entre indivíduos de um mesmo grupo, como tamanho, cor de olhos, diferenças com relação à pelagem, etc. Na Aula 2 constatamos esse fato por meio de uma discussão, que foi seguida de uma atividade na qual observaram e descreveram as características de Tupec e Iscam Nam. Durante a discussão os participantes manifestaram como exemplos dessa diversidade as diferenças entre seres humanos, entre cachorros e entre outros grupos.

Na Aula 2 solicitamos a todos que respondessem por quê, mesmo havendo diferenças entre os indivíduos de Tupec e entre os de Iscam Nam, eles ainda eram parecidos. Vanessa respondeu: “Mesmo tendo características diferentes o Tupec e o

Iscam Nam não deixam de serem o que é, pois somente algumas “coisas” são mudadas para que suas sobrevivência possam ser garantidas e eles consigam adaptar-se ao meio

em que vivem, conseguindo assim algumas melhorias.”. A participante não especificou

o que seriam essas “coisas” que diferenciam os indivíduos mas, é muito provável, que sejam características físicas representadas no instrumento (como presença de garras, dentes quadrados ou serrilhados, presença de pelos ou espinhos etc.). Vanessa escreveu que os indivíduos não “deixam de serem o que é”, expressão que parece corroborar a nossa hipótese de que ela identifica a possibilidade de diferenças entre indivíduos de um mesmo grupo (Tupec ou Iscan Nam). Mesmo diferentes com relação a alguns atributos físicos, esses indivíduos parecem não deixar de pertencer a esse grupo.

Conceito de espécie

Como já citamos, Vanessa identificava a existência de diferenças entre indivíduos de um mesmo grupo. A palavra “espécie” foi utilizada por ela em apenas uma situação na etapa de Avaliação Diagnóstica, situação na qual deveria propor uma hipótese relacionada a possíveis mudanças na forma de direcionamento para o mar das tartarugas que acabavam de nascer. Nessa ocasião ela escreveu: “Como o fato de

seguirem em direção a cidades iluminadas ao invés do mar é algo prejudicial à espécie, pois vários indivíduos acabam morrendo, talvez daqui a alguns anos elas desenvolvam uma outra maneira de orientação.”. A participante utiliza a palavra “espécie” se

referindo às tartarugas, como um grupo. O texto (Anexo 2) não continha informações sobre o fato de que quatro espécies, pelo menos, direcionam-se para o mar pelo mesmo processo descrito na questão e comentado em aula pelo professor. Mas, expressava claramente que há diferentes espécies de tartarugas “Existem sete espécies de tartarugas

marinhas, agrupadas em duas famílias – a das Dermochelyidae e a das Cheloniidae. Dessas, cinco são encontradas no Brasil.”. Ao mesmo tempo, quando o texto refere-se

às tartarugas ele o faz em termos gerais, considerando o grupo “tartarugas”: “As

tartarugas não são animais de cérebro desenvolvido, mas têm extremamente desenvolvidos a visão, o olfato e a audição, além de uma fantástica capacidade de orientação.”. Durante a aula o professor descreveu um pouco de sua experiência no

projeto TAMAR e também forneceu informações sobre a existência de diferentes espécies de tartarugas marinhas no local onde trabalhou. Mesmo sendo fornecidas informações sobre a diversidade de espécies de tartarugas marinhas na explanação do

professor e no texto, a participante parece não ter relacionado essas informações à sua utilização da palavra “espécie”.

Não foi desenvolvida nenhuma atividade específica para explicitar o conceito de espécie da participante nesta etapa da intervenção. Embora, devido ao aparente sentido dado à palavra “espécie” na resposta da participante e ao fato de que ela utilizou-se apenas uma vez desta (mas, como já descrevemos, a participante não teve de utilizar esse conceito de forma explícita), parece-nos possível formular a hipótese de que a participante não tinha um conceito científico de espécie desenvolvido nessa etapa da intervenção.

Geração da variação é aleatória.

A participante não expressa, na etapa inicial da intervenção, idéias relativas à possibilidade de geração aleatória das diferenças entre indivíduos de um grupo. Manifestando-se sobre a origem da variação em patos domésticos e selvagens, ela faz distinção entre duas possibilidades: pelo “uso e desuso” dos órgãos e pelo surgimento dessa característica em ancestrais. Aparentemente, ela considera as duas como possibilidades. “Como os patos domésticos não voam a longas distâncias, o uso de suas

asas é muito pouco, já que eles usam mais suas patas o que pode ter ocasionado um fortalecimento dos ossos de suas pernas. Porém, esse fato, pode ter surgido também de alguma modificação de seu ancestral e transmitida a cada geração.”. Durante a aula 05

– até essa aula não haviam sido estabelecidas regras para utilização do instrumento – os participantes deveriam demonstrar com o instrumento como os organismos se adaptam. O grupo de Vanessa não utilizou a roleta, que estava disponível, para gerar a diversidade de características da simulação organizada pelos participantes. Nenhum integrante do grupo questionou o fato de não utilizar a roleta na simulação e quando o professor questionou esse fato – perguntando o porquê da não utilização – todos demonstraram concordar com a idéia de que escolher a “melhor” característica em dado ambiente seria a sistemática mais apropriada.

Relação entre variação e mutação

Não há expressão que indique o estabelecimento de relações entre diversidade de características e a palavra “mutação”. Em nenhuma situação na qual deveria explicar

o surgimento das diferentes características encontradas entre os indivíduos de uma espécie a participante utilizou o conceito de mutação. Mas, encontramos uma expressão da participante que pode corroborar a formulação da hipótese de que, pelo menos, um elemento deste conceito científico poderia estar presente nas idéias de Vanessa. Esse elemento é a possibilidade de que mudanças surgidas em ancestrais possam ser transmitidas às novas gerações: “Porém, esse fato, pode ter surgido também de alguma

modificação de seu ancestral e transmitida a cada geração.”.

Princípio da herança dos caracteres

Vanessa expressou em diferentes situações idéias relativas à transmissão de características: “Porém, esse fato, pode ter surgido também de alguma modificação de

seu ancestral e transmitida a cada geração.”; “Como na caverna há ausência total de luz houve uma perda total na visão desses bagres e essa característica foi passada aos descendentes, originando assim os bagres-cegos.”.

Quanto ao surgimento das características ela parece manter duas visões, expressas na resposta à questão 1 do questionário de Avaliação Diagnóstica (Anexo 1), já descrita no tópico “Geração da Variação é Aleatória”. A idéia de uso e desuso está clara na resposta, mas esta também indica a possibilidade de herança das características transmitidas pelos ancestrais. Na resposta à pergunta seguinte, Vanessa fornece indícios da possibilidade de herança dos caracteres adquiridos: “Para conseguirem alimentar-se

seria necessário que a chita desenvolve-se uma locomoção maior do que de suas presas, sendo assim ela foi desenvolvendo os seus músculos e ossos e a cada geração houve um ‘aprimoramento’ desse sistema para que pudessem garantir sua sobrevivência”.

A participante relaciona a transmissão das características aos genes em apenas um momento da Avaliação Diagnóstica. Na aula 3 ela respondeu a uma pergunta sobre uma hipotética doença genética que afetava apenas as tartarugas velhas, que não se reproduziam mais. A questão perguntava se a doença poderia desaparecer da população através da eliminação dos indivíduos que têm o gene para a doença. Sua resposta foi: “Provavelmente sim, pois se os indivíduos que tem os genes para a doença forem

eliminados as gerações posteriores conseqüentemente, não apresentaram a doença”.

transmissão do gene para as futuras gerações. Essa questão continha no próprio texto à palavra “gene” (Anexo 2), o que pode ter direcionado a resposta a conter essa relação (entre transmissão e genética). Foi a única vez, nesta etapa, que ela expressou essa relação, mas pode indicar a presença, nas idéias da participante, de elementos da determinação genética das características.

Estes dados nos fazem formular a hipótese de que a participante apresenta uma visão convergente com a idéia lamarckista de transmissão das características adquiridas. Tanto a quantidade de expressões referentes a essas idéias, como a aplicabilidade das mesmas parece corroborar a hipótese. Mas, a presença dessa visão não exclui a possibilidade de que Vanessa também mantivesse a idéia de que há características determinadas geneticamente e transmitidas aos descendentes, idéia que ela expressou em parte (apenas a transmissão de características de geração a geração). Acreditamos que há pelo menos duas hipóteses que podem ser levantadas com relação a isso. Pode ser que a relação entre determinação genética e transmissão das características estivesse isolada nas idéias de Vanessa e apareceu devido ao estímulo gerado pela questão, que continha algumas relações entre gene e doença. Desta forma, uma idéia convergente com parte do conhecimento científico relacionado ao princípio da Herança dos Caracteres estava presente, junto a outras idéias da participante, mas fora de um sistema de relações mais desenvolvido e convergente com o conhecimento científico.

Outra possibilidade, que não exclui a primeira, é a de que os instrumentos utilizados na coleta de dados não foram eficientes para esclarecer o papel da determinação genética das características nas idéias de Vanessa nessa etapa da intervenção, o que dificultou uma análise mais aprofundada da questão apresentada.

Relação entre variação e adaptação

A participante relaciona a existência de diferenças entre indivíduos de determinado grupo e sua adaptação em diferentes atividades. Essa relação parece estar permeada pela idéia de que as diferentes características são adquiridas para possibilitar adaptação. Assim, as características aparecem como a aquisição de “melhorias” que possibilitam adaptação. Em duas expressões da participante, que já citamos anteriormente, essa idéia pode ser identificada. Na aula 01, ela escreveu que: “Para

a sua sobrevivência.”. Em outra atividade, Vanessa respondeu uma questão sobre

diferenças entre indivíduos de um grupo (Tupec ou Iscam Nam), da seguinte maneira:

“... somente algumas “coisas” são mudadas para que sua sobrevivência possa ser garantida e eles consigam adaptar-se ao meio em que vivem, conseguindo assim algumas melhorias.”. Em ambas respostas as idéias de melhoria e de mudar para

adaptar-se estão presentes. Já na aula 03 (pergunta 03, Anexo 3), respondendo a uma questão sobre a possibilidade de que a orientação das tartarugas mudasse, ela responde: “Como o fato de seguirem em direção a cidades iluminadas ao invés do mar, é algo

prejudicial a espécie, pois vários indivíduos acabam morrendo, talvez daqui a alguns anos elas desenvolvam uma outra maneira de orientação. Elas então serão “obrigadas” a tornarem-se adaptadas ao meio para garantir sua sobrevivência”. Na

aula 05 foi desenvolvida uma atividade na qual os participantes, divididos em dois grupos, deveriam representar o processo de adaptação com o instrumento. Foi pedido que demonstrassem o processo de adaptação que poderia ocorrer se houvesse uma mudança ambiental do ambiente 1 – quente, grande quantidade de bosque em relação à de campo e pouco terreno alagado –, para o ambiente 3 – frio, grande quantidade de campo em relação à de bosque e grande terreno alagado. A representação do grupo de Vanessa foi a de uma população inicial que se transformava em outra população que “buscava melhores condições de sobrevivência”. Explicando qual foi a adaptação da população Vanessa falou: “...os espinhos tornaram-se pêlos e para conseguir mais

alimento as patas desenvolveram nadadeiras.”. Quando o professor perguntou sobre o

que havia acontecido com a população inicial, que não estava mais presente no ambiente 03, o grupo todo entrou em consenso de que havia se “transformado” na nova população.

A participante parece estabelecer uma relação na qual as diferentes características seriam desenvolvidas para a sobrevivência e adaptação dos indivíduos. Esta relação apresenta um caráter de intencionalidade no surgimento das características, talvez convergente com uma visão lamarckista do processo, já explicitada na relação com a herança dos caracteres. A partir destes dados, formulamos a hipótese de que Vanessa entendia o processo de adaptação como uma transformação, de características já existentes em outras “melhores” para o ambiente. Também acreditamos que ela considerasse como adaptação o surgimento de novas características, que propiciariam

melhor sobrevivência no ambiente. Assim, inferimos que sua visão considerava o surgimento da variação como parte do processo de adaptação, ocorrendo de forma concomitante, surgimento da variação e adaptação, e havendo intencionalidade (e direcionamento) no surgimento das características.

Relação entre variação e ambiente

Vanessa parece relacionar as características que os indivíduos possuem e a possibilidade de sobrevivência em determinado ambiente, descrevendo características como “melhorias” e outras como “prejudiciais” à sobrevivência dos organismos. Esta relação está permeada pela idéia de adaptação ao ambiente, como já apontamos na análise anteriormente descrita.

A participante parece expressar a idéia de que há necessidade de “desenvolvimento” de “melhorias” para a sobrevivência e, a partir desta, há adaptação ao ambiente.: “Para adaptar-se ao meio ambiente os seres precisam desenvolver

algumas “melhorias” para a sua sobrevivência.”. “... somente algumas “coisas” são mudadas para que sua sobrevivência possa ser garantida e eles consigam adaptar-se ao meio em que vivem...”.