4.1. Devlet başkanında aranan ahlâki özellikler
4.1.3. Halkı emanet bilmesi
4.1.3.3. Ticari faaliyetlerde eşitlik
A conectividade da paisagem é um aspecto fundamental para se compreender os efeitos da fragmentação do habitat para as espécies e é um assunto que vem ganhando muita importância recentemente (Crooks & Sanjayan, 2007). Nossos resultados corroboram esta perspectiva, mostrando a necessidade de se usar índices consistentes para quantificar a conectividade funcional. Uezu et al. (2005) e Boscolo (2007) já haviam demonstrado que a abundância e a incidência de P. leucoptera são afetadas, sobretudo, pela conectividade da paisagem. Entretanto, as conclusões desses autores foram baseadas, principalmente, na correlação negativa observada entre a abundância ou o padrão de presença/ausência desta espécie e a média das distâncias Euclidianas do vizinho mais próximo, um índice de conectividade puramente estrutural.
Vários estudos demonstraram que o uso de distâncias euclidianas não é adequado quando se visa entender os efeitos da fragmentação do habitat na biota. Este índice apresenta severas inconsistências e ambigüidades, por não levar em conta informações sobre a disponibilidade de recursos no ambiente (Moilanen and Nieminen 2002; Bender et al. 2003; Tischendorf et al. 2003, Fagan & Calabrese, 2007), além de não considerar a conectividade sob a perspectiva da espécie em questão. Em contrapartida, o índice PCS não apresenta tais inconsistências (Saura and Pascual-Hortal 2007a), sendo, portanto, mais apropriado para avaliar a conectividade. A conectividade funcional, descrita pelo
índice PCS, foi um fator fundamental para se compreender a variação da probabilidade de incidência de P. leucoptera em fragmentos florestais, sendo muito mais explicativa do que o índice estrutural (tamanho do fragmento).
A variação da abundância de outras duas espécies de aves da Mata Atlântica também foi melhor explicada pela conectividade funcional (Awade & Metzger, 2008). Entretanto, nesse estudo a conectividade foi vista apenas em sua forma binária, por meio do índice área do sub-grafo (AS), mostrando uma importante diferença em relação ao observado para P. leucoptera, já que todos os modelos que incluíram IICS como variável explanatória apresentaram suportes muito baixos para esta espécie. A hipótese desta diferença ser devido ao emprego de índices de origens distintas foi descartada, pois AS e IICS são, por definição, fortemente correlacionados (para os fragmentos amostrados esta correlação foi de r = 0.95). Isso revela a necessidade de se incorporar o conceito probabilístico em um índice que vise mensurar a conectividade funcional para uma determinada espécie (e.g. PCS), caso contrário o efeito da conectividade pode ser subestimado.
Apesar da área do fragmento ter sido uma variável de importância relativamente baixa, quando associada aditivamente com PCS forneceu um modelo com suporte considerável, indicando que uma abordagem multi-escalar para explicar a variação da incidência de P. leucoptera (i.e. escala do fragmento e escala da paisagem/sub-grafo) não é de todo desprezível. De fato, Boscolo & Metzger (2009), utilizando apenas índices estruturais, verificaram que a incidência desta espécie é melhor explicada em modelos multi-escalares. No entanto, vale destacar que, de forma geral, a riqueza e abundância total de aves insetívoras de sub-bosque parecem ser afetadas somente pela conectividade da paisagem (Martensen et al., 2008), o que fortalece o maior suporte dado ao modelo que inclui apenas PCS como variável explanatória.
Sendo assim, acreditamos que os efeitos da conectividade na variação da incidência de uma espécie em fragmentos florestais podem ser melhor avaliados usando-se índices probabilísticos, como PCS. No caso de P. leucoptera, PCS influenciou positivamente a incidência desta espécie, no entanto, uma generalização deste padrão para outras espécies de aves não é possível, pois a conectividade pode se manifestar diferentemente para cada espécie (Awade & Metzger, 2008; Martensen, 2008; Taylor et al., 2006), em particular em função da capacidade das espécies de realizarem movimentos entre fragmentos (Lees & Peres, 2009). Portanto, sugerimos novos estudos como o aqui apresentado, visto que um aumento do esforço nesse sentido representará um maior embasamento para medidas de planejamento e manejo de paisagens que visem a conservação das aves em geral.
6. CONCLUSÕES
A conectividade funcional é um importante fator que pode afetar a incidência de aves florestais em paisagens fragmentadas. Nossos resultados demonstram a necessidade de uma medição consistente da conectividade, o que pode ser garantido por uma abordagem baseada na teoria dos grafos, no conceito de disponibilidade de habitat (sensu Pascual-Hortal & Saura, 2006), e por uma visão probabilística das conexões entre os fragmentos. Nesse sentido, PCS mostrou-se como um excelente índice para ser aplicado em escalas espaciais pequenas, como as paisagens de aproximadamente 10800 ha utilizadas aqui. Este índice é uma variação de PC para medir o contexto no qual o fragmento focal está inserido (i.e. o sub-grafo) e não para medir a conectividade de toda a paisagem, o que permite uma integração entre a visão da ecologia de paisagens e a visão metapopulacional de conectividade (Moilanen & Hanski, 2001). De acordo com Saura & Pascual-Hortal (2007a), PC é “geral o suficiente para ser adaptável a uma
ampla gama de situações”. Por fim, vale ressaltar que esta visão probabilística da conectividade depende da coleta dados de movimentação das espécies, os quais podem ser eficientemente obtidos para aves territorialistas por meio de experimentos que usem a técnica de playback.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Apêndice 1 -Área do fragmento amostral (AF), índice integral de conectividade do sub-