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1.2. Osmanlı Devleti’nde Vergi Yapısının Temel İlkeleri

1.2.1. Osmanlı Devleti’nde Uygulanan Vergiler

1.2.1.2. Tekalif’i Örfi

Na mesma toada da abordagem que leva em consideração as formas históricas, a abordagem globalista com base na teoria marxista vê na globalização o triunfo da forma opressiva do capitalismo global, cujos tentáculos têm atingido várias esferas da organização

social e política dos Estados.39 Porém, tal qual a análise liberal, essa avaliação possui

diferentes perspectivas.

Dentre elas se destaca Castells (1999), que a partir da fusão de um extenso trabalho empírico com a teoria sociológica, busca descrever a sociedade contemporânea como sendo uma sociedade globalizada. Esta sociedade faz uso da informação e do conhecimento, que estão alicerçados num intenso processo de evolução ocasionado por uma verdadeira revolução

39

Os adeptos dessa vertente teórica consideram como principal empreitada a apreciação da origem, da composição e do funcionamento desses sistemas. Para tanto, partem da concepção marxista da realidade social baseada na primazia da economia sobre a política. A teoria sistêmica (SSM), da qual boa parte das discussões críticas parte, está baseada na tese marxista de que tanto o Estado (proposto pelos ideais nacionalistas) quanto o sistema de mercado (proposto pelos liberais) são “meras” expressões das forças econômica e social que permeiam uma sociedade capitalista. Apesar de se considerar que a tese central da SSM está baseada no materialismo histórico, uma parte dos autores “sistêmicos” tem se distanciado do marxismo clássico. Segundo Gilpin, isso ocorre porque: [...] o marxismo tradicional focaliza a estrutura e a luta de classes interna, enquanto a teoria do SMM fala de uma hierarquia internacional e de uma luta entre os Estados e as classes econômicas. [...] Ademais, [...] a análise aborda o capitalismo como um fenômeno global, no entanto, enquanto o marxismo tradicional considera a economia internacional como fonte de desenvolvimento, embora desigual, a qual tem por meta a unidade global, a teoria do SSM admite um sistema econômico mundial já unificado, composto por uma hierarquia de Estados dominados por classes sociais, unidos por forças econômicas e produzindo o subdesenvolvimento em toda a periferia. Finalmente, essa economia mundial moderna é caracterizada por contradições intrínsecas e funciona segundo leis deterministas que orientam seu desenvolvimento histórico, levando-a a crises inevitáveis e, por fim, à extinção. O marxismo tradicional afirma que o capitalismo tem uma missão histórica de desenvolver o mundo, mas os defensores do SSM argumentam que sistema capitalista mundial contribui para o subdesenvolvimento dos países menos desenvolvidos. (GILPIN, 2002, P. 88-89)

viabilizada pelos avanços da tecnologia da informação. Em função desse quadro, o mundo está passando por profundas transformações nas relações sociais, nos sistemas políticos e, sobretudo, nos sistemas de valores.

A importância do desenvolvimento tecnológico, bem como a relação desse processo com a globalização, levaram ao surgimento de uma sociedade informacional que possui uma estrutura básica em redes, formatando aquilo que o autor denomina Sociedade em Rede, cuja estrutura está agrupada em torno de redes de empresas, de organizações e de instituições, de

tal modo que formatam “um novo paradigma sociotécnico" 40.

Uma vez feitas essas observações iniciais com relação à categoria de Sociedade em Rede, a conexão dela com o presente tema, a globalização, reside na própria conceituação de

rede utilizada pelo autor, que exprime “um conjunto de nós interconectados” 41, mas que

possui uma flexibilidade suficientemente eficaz para se adequar às complexas configurações sociais.

A partir de então, o autor infere sobre a existência de uma nova economia que se organiza em torno de redes globais de capital, de gerenciamento e de informação, de tal modo que as transformações sociais excedem o domínio das relações sociais de produção, e passam a afetar a cultura e o poder de forma intensa.

O autor também ressalta que a tecnologia da informação exerceu um papel central na reestruturação do sistema capitalista a partir dos 80, e que o desenvolvimento desse processo

foi oriundo da lógica e do interesse de um capitalismo avançado42.

Castells, ao fazer tais avaliações, sustenta sua teoria numa clássica posição sociológica, na qual “[...] as sociedades são organizadas em processos estruturados por

relações historicamente determinadas de produção, experiência e poder" (1999, p. 33).

Assim sendo, a produção passa a ser constituída por meio das relações de classe que determinam a divisão e o uso do produto em termos de investimento e consumo. Enquanto que o poder continua constituído no Estado que detém o monopólio do uso da violência.

Neste sentido, cabe realçar o entendimento de Castells (1999) sobre o papel do Estado. O autor pondera que o mesmo se encontra ligado às relações entre a tecnologia e a sociedade,

40

Para Castells, os cinco aspectos centrais desse novo paradigma são eles: [...] a informação é matéria-prima; as novas tecnologias penetram em todas as atividades humanas; a lógica de redes em qualquer sistema ou conjunto de relações usando essas novas tecnologias; a flexibilidade de organização e reorganização de processos, organizações e instituições; e, por fim, a crescente convergência de tecnologias específicas para um sistema altamente integrado, conduzindo a uma interdependência entre biologia e microeletrônica (1999, p. 78-79).

41

Ver Castells (1999, p. 498).

42

Cabe ressaltar que Castells (1999) divide os atuais sistemas de organização social em: o capitalismo e estatismo. Neste sentido, o autor não restringe a materialização desses interesses apenas ao sistema capitalista, uma vez que o estatismo também atuou de maneira intensa sobre a atividades de tecnologia da informação.

pois lhe cabe atuar interrompendo, promovendo ou liderando o processo de inovação tecnológica, de tal sorte que ele deve ser visto como um importante ator dentro do sistema, uma vez que ainda é responsável por promulgar e arranjar as forças sociais dominantes num espaço e numa época determinados.

Apesar dessas considerações, o autor prescreve que à globalização tem imprimido uma importante restrição na atuação dos governos, que é ocasionada pela perda real de uma parte do poder econômico, apesar de ainda lhe restar a autonomia para regulamentar, bem como a prerrogativa de controle sobre os seus sujeitos.

Tais ponderações decorrem, segundo o autor, do fato de que o que se assiste no mundo de hoje é um processo crescente de internacionalização das políticas de Estado. Apesar disso, o autor refuta a viabilidade de um governo global com soberania totalmente compartilhada, uma vez que, a despeito de todas as debilidades acumuladas pelos dos Estados, estes relutam em abrir mão daquilo que resta de sua soberania. Neste sentido, Castells considera que:

[...] o que temos testemunhado é, simultaneamente, o processo irreversível de partilha de soberania na gestão das principais questões de ordem econômica, ambiental e de segurança e o entrincheiramento dos Estados, como componentes básicos desse complexo emaranhado de instituições políticas. (1999, p. 325).

Em meio a esse debate, o ajuizamento de questões que envolvem o ajustamento dos governos nacionais às forças da ordem econômica global volta à tona. E, de acordo com Cox (1997), este (debate) tem contribuído para compreender o papel desempenhado pelas instituições multilaterais econômicas (FMI, Banco Mundial e OMC), que têm atuado com o claro objetivo de sobrepor as forças do mercado global às decisões nacionais de cunho econômico e político.

Além disso, Amin (1997) julga que o crescimento da liquidez internacional tem permitido o aumento da influência externa sobre a gestão da política econômica, exemplo disso é que inúmeros governos nacionais estão adotando as políticas baseadas nos preceitos neoliberais do Consenso de Washington, motivo pelo qual o autor aponta para uma tendência de deterioração drástica da autonomia econômica e da soberania estatal.

Amin (1996) acrescenta, ainda, que o regionalismo evidencia a ocorrência de uma ordem pós-hegemônica, que se sustenta a partir da de uma economia global contemporânea que não está estruturada em único centro econômico, motivo pelo qual nenhum centro isolado consegue impor suas condições.

No entanto, cabe ressaltar que as ponderações acima, próprias de uma diretriz globalista crítica, não se baseiam numa concepção universalista das relações de poder, tanto que ao identificar uma estratificação da ordem mundial, o fazem levando em consideração que esta segmentação está agrupada nos países da OCDE, dado que os fluxos comerciais e financeiros ainda estão concentrados neste grupo.

Segundo Cox (1997), essa realidade é corroborada pelas evidências provenientes da divisão internacional do trabalho; pela deterioração das condições econômicas e sociais dos países considerados vencidos na batalha concorrencial; e pelo descaso, por parte das nações mais ricas, quanto aos problemas dos países mais vulneráveis.

Em geral, os globalistas críticos acreditam que um sistema baseado na sobreposição das forças de mercado tem permitido a perpetuação das assimetrias econômicas e sociais vigorantes no mundo. Essa proposição está sustentada no fato de que a globalização econômica apenas traz à tona as distintas competências, uma vez que a implementação dos princípios econômicos liberais tem contribuído para ampliar as desigualdades entre os ricos e os pobres.

1.2.2. Os Céticos e a Refutação da Globalização como um Processo Verdadeiramente