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Optimizasyon; bir gerçel fonksiyonu minimize ya da maksimize etmek amacı ile gerçek ya da tamsayı değerlerini tanımlı bir aralıkta seçip fonksiyona yerleştirerek sistematik

2. İLGİLİ ALAN YAZIN

2.1. Kuramsal Çerçeve

2.1.1. Genel Olarak Tedarik Zinciri Yönetim

2.1.1.2. Tedarik Zinciri Kavramının Ortaya Çıkışı, Gelişim Süreci ve İşleyiş

O século XIX, como já apontamos, é um momento em que se fala de amor. O Romantismo marcou o “oitocentos” como o século do romance. O romance ganhou espaço entre os estudiosos que passaram a refl etir sobre a instituição da família, contribuindo para o estabelecimento do modelo burguês. Nesse modelo, a mulher é retratada como ajudante do homem, a educadora dos fi lhos, “um ser de virtude, o anjo ou a rainha do lar”, ou ao contrário, as mulheres são “fatais e decaídas”, esse fundamentalismo, ainda hoje, tem seguidores.

Mariza Bertoli (2011, informação verbal) comenta que tanto o art nouveau como o simbolismo são plenos de contrastes marcados pelo fundamentalismo. Simbolicamente as mulheres são anjos ou demônios, “direitas” ou desfrutáveis, sublimes ou decaídas, carregam lumes ou armas, porém a arma maior é sempre a própria sedução, podem confundir-se com a serpente ou com um guia angelical. A femme fatale é presença marcante na arte do século XIX, são várias as versões de artistas famosos, além das ilustrações de poemas e romances.5

Desde o século XVIII o discurso da “natureza feminina” vinha se impondo à sociedade burguesa em ascensão, que defi nia a mulher como força do bem se maternal e delicada, ou força do mal, se praticasse atividades que não eram consideradas de sua atribuição. Mesmo assim, muitas mulheres começaram a escrever e publicar, tanto na Europa como nas Américas, ainda que fosse sob pseudônimo. (TELLES, N. 2008, p. 403)

No Brasil, o modelo europeu - o francês foi o escolhido - era seguido o mais próximo possível. Com a abertura dos portos e o livre comércio, idéias novas de liberdade e justiça social circulavam ao mesmo tempo em que a moda, o que contribuiu para a proclamação da independência do Brasil, em 1922. Aos poucos foram chegando, também, obras literárias francesas e inglesas, e a nova moda dos folhetins e com eles as novas idéias sobre o comportamento da mulher na sociedade e as reivindicações de igualdade, do movimento feminista nascente.

Segundo Norma Telles (2008, p. 406), em 1832, Nísia Floresta6, publica uma

tradução livre da edição francesa do livro da inglesa Mary Wollstonecraft (1759-1797), “Vindications for the rights of woman” de 1792. A autora cita Nísia: “Certamente o Céu criou as mulheres para um melhor fi m, que para trabalhar em vão toda sua vida”, discordando de que as mulheres devam ser submissas e conclamando o equilíbrio e justiça na relação homem mulher onde os “dois sexos viverão felizes e não terão motivos de se acusarem mutuamente.” Nísia, através desta obra, e outras posteriores, mostra sua preocupação com a educação das mulheres e com a importância que o ensino teria para mudar as consciências, com a “ausência da mulher no mundo”. Segundo a autora, estas idéias estão na obra de algumas escritoras brasileiras, como a obra “Ramalhete ou fl ores escolhidas

5 Mariza Bertoli. São Paulo. Depoimento concedido à autora, 20 abr. 2011.

6 Pseudônimo adotado por Dionísia de Faria Rocha, nascida em 1810, natural de Papari, Rio Grande do Norte.

no jardim da imaginação”, de Ana Eurídice Eufrosina de Barandas, escrita em 1836, em Porto Alegre, e publicado em 1845. 7

Protegidas de si mesmas, as mulheres eram excluídas de efetiva participação na sociedade, não podiam ocupar cargos públicos, não tinham acesso à educação superior, nem podiam assumir dignamente sua própria vida. Sobrava para elas fi carem trancafi adas dentro das celas físicas e culturais que o homem havia construído para elas.

Tanto na vida quanto na arte, a mulher no século passado aprendia a ser tola, a se adequar a um retrato do qual não era a autora. As representações literárias não são neutras, são encarnações “textuais” da cultura que as gera. (TELLES, N. p. 408)8

A autora segue nos contando que, segundo Virgínia Wolf, escritora e crítica literária inglesa que viveu no início do século XX, “durante séculos a mulher serviu de espelho mágico dotado do poder de refl etir a fi gura do homem com o dobro do tamanho natural.” E mais: “A mulher serviu também de espelho mágico entre o artista e o desconhecido, tornando-se musa inspiradora e criatura que segura o espelho de aumento, e teria de enfrentar a sombra, o outro lado do anjo, o monstro da rebeldia ou da desobediência.” No Brasil, no fi nal do século XIX, as mulheres manifestavam o mesmo sentimento da injustiça, como vemos na citação da escritora e jornalista Júlia Lopes de Almeida uma refl exão esclarecedora sobre o tema: Não há meio de os homens admitirem semelhantes verdades. Eles teceram a sociedade com malhas de dois tamanhos – grandes para eles, para que os seus pecados e faltas saiam e entrem sem deixar sinais; e extremamente miudinhas para nós. [...] e o pitoresco é que nós mesmas nos convencemos disto! (ALMEIDA apud TELLES, N. p. 408)

Também na conquista da escrita, a luta da mulher foi longa e difícil. Teve que conquistar sua forma de expressão e aceitar-se como escritora, depois de travar a batalha da conquista do alfabeto. Patrícia Rehder Galvão (1910-1962), a Pagu brasileira, escritora, jornalista e militante comunista9, foi uma das poucas mulheres

que descreveu a vida das operárias no século XX, suas longas jornadas de trabalho, 7 Ana Eurídice era a favor da pari cipação da mulher na políi ca e nas lutas, já que possuidoras dos mes- mos atributos e seni dos dos homens. Colocou-se publicamente contra a separação da Província, do Impé- rio. Outras mulheres se envolveram na Revolução Farroupilha do Rio Grande do Sul, em 1834.

8 O século passado que a autora se refere é o XIX, pois o texto deve ter sido escrito no fi nal do século XX, conforme notas e referências ui lizadas.

9 Pagú foi a primeira mulher presa no Brasil por moi vações políi cas. Com 18 anos, mal completara o Curso na Escola Normal da Capital (São Paulo, 1928) e já estava integrada no movimento antropofágico, de cunho moder- nista, sob a infl uência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Foi logo considerada a musa do movimento.

seus salários baixos, o assédio sexual e os maus tratos que sofriam por parte dos patrões. Grande parte do proletariado brasileiro era constituída por mulheres e crianças nas primeiras décadas do século XX, principalmente na indústria têxtil. Muitas, na sua maioria, eram estrangeiras, imigrantes, adaptando-se aos novos modos de vida.10 Como conclui Lygia Fagundes Telles (2008, p. 669) o século

XX foi um século de grandes revoluções, e a revolução da mulher foi a mais importante delas. Não exatamente no que se refere à revolução feminista e suas conotações ideológicas, mas sim no seu ocupar espaço de natureza mais profunda, mais paciente, mais prudente. Aos poucos ela foi se instalando e ocupando com desenvoltura o território que só era permitido aos homens, nas letras, nas fábricas, nos escritórios, nas universidades, nos cargos de mando nos governos e nas artes.