BÖLÜM 2: TAKIM ÇALIŞMASI
2.5. Takım Performansı Boyutları ve Takım Etkililiği
O Quadro 4.9 mostra algumas percepções particulares dos entrevistados a respeito de quais foram e quais são as principais dificuldades encontradas durante o processo de transformação enxuta (desenvolvimento e implementação do SIV), quais foram fatores determinantes para o aparente sucesso do programa e quais seriam os principais desafios para o futuro.
Dificuldades • Falta de disponibilidade de tempo • Resistência inicial
• Implementação das ferramentas
Fatores determinantes • Comprometimento geral obtido por meio do (a): - Treinamento oferecido para todos os membros da organização (Mentalidade Enxuta)
- Exposição de resultados
- Estrutura de suporte (facilitadores ou multiplicadores dos conceitos e ferramentas
• Criação da equipe dedicada • Criação de grupos multifuncionais • Projeto piloto e show cases
• Cultura que favorece a melhoria e inovação
• Disponibilização de pessoal para receber treinamentos • Criação da crise (quebra de paradigma logístico) • Compromisso em não fazer demissões
Desafios futuros • Conscientização e envolvimento das pessoas • Implementação das ferramentas
• Globalização do Sistema
• Mostrar e sustentar os resultados que a empresa vem conseguindo com a implementação do sistema
QUADRO 4.9 - Dificuldades, fatores determinantes e desafios futuros apontados pelos entrevistados
Uma das dificuldades destacadas pelos entrevistados se refere à falta de tempo para se dedicar ao programa. O Black Belt de kaizen e a Black Belt de Casa limpa (5S) destacam que houve e ainda há dificuldade nesse sentido, visto que a maioria das pessoas não tem dedicação exclusiva ao SIV e, portanto, tem que dividir seu tempo entre suas atividades cotidianas e as atividades relacionadas ao sistema. Ambos acreditam que a ausência de pessoas dedicadas resulta numa maior lentidão do processo de transformação, o que eles vêem como um “preço” ou “prejuízo” que a empresa teve que arcar. Também pensam que, agora, com a formação da equipe dedicada, a transformação poderá acontecer num ritmo um pouco mais acelerado.
O ex-Coordenador de Movimentação de Materiais, atual membro dedicado ao SIV, acredita que a maior dificuldade inicial foi a resistência das pessoas às “novas idéias”.
De maneira semelhante, o Green Belt de kaizen (Produção de Cabines) destacou à falta de comprometimento inicial de todos em relação ao novo sistema. No entanto, ambos acreditam que o comitê, por meio da propagação intensiva dos benefícios do sistema, tem conseguido passar bem “a mensagem” para toda a empresa, inclusive para as lideranças, e por isso vem superando as resistências iniciais. Assim, eles acreditam que a exposição dos resultados dos projetos de melhoria facilita a assimilação das pessoas em relação ao sistema.
O primeiro ainda destaca que um grande passo nesse sentido foi a realização do treinamento do SIV (Mentalidade Enxuta), oferecido a todos os membros da empresa, que está alavancando a participação das pessoas e a maior compreensão acerca do que é o sistema. O Black Belt de kaizen acrescenta que, embora o treinamento da Mentalidade Enxuta na Volvo do Brasil seja um bom começo para “abrir a mentalidade das pessoas para a Produção Enxuta”, ele não é suficiente para dar continuidade ao sistema, sendo essencial que a organização continue investindo na capacitação de seus funcionários.
O mesmo argumenta ainda que os treinamentos não são suficientes para desenvolver uma mudança no comportamento dos indivíduos, ainda que facilitem essa mudança. O Black Belt acredita que é fundamental que exista uma estrutura de suporte para “puxar” as pessoas. O Green Belt das EAG’s e de trabalho padrão também destaca o papel dos Green e Black Belts na conscientização das pessoas, que trabalharam como facilitadores ou multiplicadores disseminando o sistema, tirando dúvidas e motivando as pessoas. A Black Belt de Casa Limpa complementa que atualmente eles trabalham mais estimulando e motivando (“empurrando”) as pessoas a agir seguindo os conceitos e ferramentas enxutos, do que atuando como coaching (apoio e suporte) propriamente dito.
Outros entrevistados também defenderam que essa mudança de atitude, que significa basicamente colocar em prática toda a teoria aprendida, ou seja, a implementação dos conceitos e práticas (ferramentas) do sistema, seria outra grande dificuldade que a empresa apresenta atualmente. O Black Belt do programa I9 sente que “as pessoas gostam do aprender proporcionado pelo SIV, mas na prática eles não conseguem sair aplicando tudo o que é visto”. O atual Coordenador do SIV, inclusive, vê isso como um dos grandes desafios a serem superados. Segundo o mesmo, a empresa deve “fazer com que cada vez mais pessoas do chão de fábrica e técnicos utilizem a metodologia. (...) A teoria existe, bem como uma equipe para dar coaching (...) mas a gente tem que estimular eles a utilizarem tudo cada vez mais”. Ele acredita a criação da equipe dedicada facilitará essa “cobrança”, que até hoje ficava meio “largada”.
O Coordenador da área de Engenharia Logística, por sua vez, acredita que um fator que contribuiu muito para o desenvolvimento e implementação do SIV foi a formação dos grupos multifuncionais. Ele acredita que antes disso existia claramente “um muro” entre as diversas áreas da empresa e, assim, “cada um fazia a sua parte do trabalho, sem se preocupar com as outras áreas que seriam afetadas”. Além disso, ressalta que, atualmente, são realizadas reuniões periódicas para que todos os grupos de processo de negócio (cabines, caminhões etc.) discutam os principais problemas, melhorias e projetos de forma conjunta e dentro de uma visão sistêmica da empresa.
O Coordenador ainda destaca, assim como outros entrevistados, que o show case e os projetos pilotos, realizados no início do processo de transformação, mostraram a todos que os objetivos definidos eram possíveis e ajudaram a “vender o peixe” para a alta gerência e liderança. A partir desse momento, o sistema começou a ser “pressionado” sob todos pela mesma, ou seja, passou a ser instituído de cima para baixo.
O Green Belt das EAG’s e de trabalho padrão ressalta que, de modo geral, a alta gerência sempre esteve muito engajada na idéia de desenvolver e implementar o SIV e também estiveram abertos para conversar com todos, o que certamente facilitou a divulgação da idéia e do sistema como um todo. De fato, o comprometimento da alta gerência, foi um dos fatores determinantes para o sucesso do programa citado por quase todos entrevistados. Os Black Belts de kaizen e Casa Limpa, por exemplo, destacaram bastante a importância do comprometimento, envolvimento e participação da alta gerência no processo de implementação das novas filosofias e práticas. O Green Belt de kaizen (Produção de Cabines) afirmou que com o comprometimento da alta gerência e lideranças “fica mais fácil disseminar o sistema pela organização”, não somente porque elas servem de exemplo, mas porque acabam favorecendo o reconhecimento de ações neste sentido.
O Black Belt de kaizen expõe ainda que, na Volvo do Brasil, as pessoas são bastante motivadas a criar inovações e, portanto, acabam aceitando idéias novas com mais facilidade e receptividade. Assim, ele pensa que a própria empresa já tem uma cultura que favorece a melhoria e inovação, o que contribui para que as pessoas sejam relativamente abertas a novas idéias e novas formas de trabalho.
Apesar disso, ele reconhece que há muitas pessoas que ainda não foram “contaminadas” pela mentalidade ou não perceberam o potencial das ferramentas e, portanto, ainda não fizeram do SIV uma rotina, problema esse que ele acredita que será pouco a pouco superado, assim como aconteceu no momento da implantação das EAG’s.
Um entrevistado ainda acrescenta como outro fator determinante o fato de a empresa disponibilizar seus funcionários para receber treinamentos, ou seja, quando há a necessidade de um grupo ou indivíduo participar de alguma prática de capacitação específica - como o Treinamento na Mentalidade Enxuta, por exemplo – as lideranças se organizam de forma a deixar seus funcionários livres para tais atividades.
Como fatores que facilitaram o desenvolvimento e implantação do SIV, o Coordenador do SIV destaca a criação da crise, que foi a necessidade de reorganizar o prédio de montagem para implantar a nova linha de caminhões (semi-pesados) e a quebra de paradigma da logística (movimentação de materiais) decorrente deste projeto. Além disso, ele ressalta que a alta gerência se comprometeu a não fazer demissões durante o processo, o que o Coordenador acredita ter sido essencial para que as pessoas não vissem com maus olhos todo o processo de transformação.
Os principais desafios citados pelos entrevistados são a obtenção da conscientização e envolvimento das pessoas e a implementação das ferramentas, já discutidos anteriormente, bem como a globalização do sistema (SIV) e a sustentação os resultados que a empresa vem conseguindo com a implementação do mesmo.
A globalização do SIV seguramente se constitui um dos maiores desafios para a empresa. Uma vez que toda a idéia do sistema foi muito bem “vendida” para a Volvo Mundial, a Black Belt de Casa Limpa ressalta que um grande desafio será o de conseguir mostrar e sustentar os resultados que a empresa vem conseguindo com a implementação do mesmo. Tanto ela como outros entrevistados, entre eles o Coordenador do SIV, vêem essa situação como bastante positiva, embora difícil, uma vez que reflete o reconhecimento de todo o trabalho que vem sendo desenvolvido, e, além disso, os estimula a melhorar continuamente.
Os entrevistados em geral pensam que foram bem capacitados na Mentalidade Enxuta e sentem que há material suficiente disponível na organização para acessarem quando sentem necessidade de pesquisar ou estudar assuntos de interesse. Além disso, eles acreditam que a empresa também disponibiliza seu pessoal para a participação de seminários, workshops e outras atividades, caso eles sintam essa necessidade.
Apenas um dos entrevistados (Black Belt do programa I9) afirmou que acredita que os Black e Green Belts deveriam ter tido um “preparo maior”. Ele afirma que “quando nós começamos, se eu tivesse algum conhecimento do que eu tenho hoje, eu teria aprimorado um pouco mais os Green e Black Belts, investiria um pouco mais”. No entanto, ele também pensa que ainda há tempo para isso e ainda há muita oportunidade de melhorar o sistema. Ele
sugere ainda a criação de outros níveis de “Belts” para atuarem como facilitadores desse processo: “não tem como a gente fazer melhor, sem ter conhecimento difundido”.
4.3 Caracterização do processo de capacitação para o desenvolvimento e