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Türkiye’deki Özürlü nüfus ve Yoksulluk

Belgede TÜRKİYE’DE ÖZÜRLÜ (sayfa 84-88)

3. TÜRKİYE’DE YOKSULLUK VE ÖZÜRLÜLÜK

3.2. Türkiye’de Yoksulluk ve Özürlülük

3.2.1. Türkiye’de Özürlülerin Yoksulluk Bağlamında

3.2.1.1. Türkiye’deki Özürlü nüfus ve Yoksulluk

Nos anos acadêmicos de 1957258 e 1959260, Bobbio ministrou, como professor de filosofia do direito na Università di Torino, dois cursos, 0 #

0 # , que deram origem a um livro, republicado em um só volume e com um

único título, ) " 231.

No prefácio desta obra, também publicada no Brasil, em 2007, pela Martins Fontes, sob o título Teoria Geral do Direito / Norberto Bobbio, é que encontramos as referências reproduzida acima 232. Não obstante tenhamos utilizado pontualmente da edição em italiano da "" . # . Torino: G. Giappichelli, 1958, nossas maiores demandas deram2se na edição em português aqui referida.

Antes de adentrarmos propriamente nas argumentações feitas por Bobbio sobre sanções, cumpre anotar que Bobbio tinha idéias análogas às de Kelsen em muitos pontos, e, pelo que verificamos, não escondia tal fato, como se vê destas suas palavras: “nunca neguei que os dois cursos são de inspiração kelseniana, e qualquer leitor um pouco atualizado sobre a disciplina pode perceber isso”.233

Após descrever sobre os critérios adotados para distinguir as normas jurídicas e a eles apresentar críticas pertinentes, Bobbio chega a um novo critério, a resposta à violação, com os seguintes argumentos:

Com a enumeração da seção anterior não cremos ter indicado todos os critérios adotados para distinguir as normas jurídicas. Indicamos alguns deles, apenas para dar uma idéia da complexidade do problema e da variedade das opiniões. (...)

231

Bobbio, Norberto. ) " /$ , > tradução Denise Agostinetti; revisão da tradução Silvana Cobucci Leite. – São Paulo : Martins Fontes, 2007, p. ix (Introdução).

232

Nota: a alternância na citação da fonte aqui consultada sobre a obra de Bobbio, dá2se em razão de havermos nos servido de edição em português, ) " /$ , > tradução Denise Agostinetti; revisão da tradução Silvana Cobucci Leite. – São Paulo : Martins Fontes, 2007, e também da edição em italiano, "" . # ! Torino: G. Giappichelli, 1958.

233

Bobbio, Norberto. ) " /$ , > tradução Denise Agostinetti; revisão da tradução Silvana Cobucci Leite. – São Paulo : Martins Fontes, 2007, p. xi (introdução).

Consideramos, de resto, que merece ser esclarecido com particular atenção um outro critério, de que os juristas tradicionalmente se servem, sem a compreensão do qual nossa panorâmica estaria incompleta. Trata2se do critério que se refere ao momento da resposta à violação e que, portanto, vai desembocar na noção de sanção.

Uma norma prescreve o que deve ser. Mas isso não significa que o que deve ser corresponda àquilo que é. Se a ação real não corresponde à ação prescrita, diz2se que a norma foi violada.”234

Para Bobbio, à violação dá2se o nome de ilícito. Por sua vez, o ilícito consiste numa ação quando a norma é um imperativo negativo e numa omissão quando a norma é um imperativo positivo. No primeiro caso, diz2se que a norma não foi observada; no segundo, que não foi executada.

Dando seqüência à sua teorização, vale2se do conceito de que “a possibilidade de transgressão distingue uma norma de uma lei científica”. A seguir, aprofunda a análise sobre o tema, admitindo que o mesmo conceito pode ser expresso com outras palavras, dizendo2se que “a lei científica não permite exceções” para concluir que tanto a norma quanto a lei científica estabelecem uma relação entre uma condição e uma conseqüência. Se no segundo caso a conseqüência não se verifica, a lei científica deixa de ser verdadeira. Se, ao contrário, não se verifica o primeiro caso, a norma continua a ser válida.

Visualiza Bobbio para esta situação descrita uma diferença que toma como critério de distinção entre sistema científico e sistema normativo: uma lei científica não observada deixa de ser uma lei científica; uma norma ineficaz, por sua vez, continua a ser uma norma válida do sistema.

Na avaliação de Bobbio, no primeiro caso, o contraste é sanado agindo2se sobre a lei e, portanto, sobre o sistema; no segundo caso, agindo2se sobre a ação não2conforme e, portanto, procurando fazer de modo com que a ação não ocorra ou ao menos neutralizar suas conseqüências.

234

Caminhando para a conclusão de suas idéias sobre sanção, Bobbio deixa claro que a ação realizada sobre a conduta não2conforme para anulá2la ou ao menos para eliminar suas conseqüências danosas é exatamente aquilo que se chama sanção.

Sendo assim, para Bobbio, a partir desse ponto de vista, sanção pode ser definida como o expediente com que se busca, em um sistema normativo, salvaguardar a lei da erosão das ações contrárias; é, portanto, uma conseqüência do fato de que, em um sistema normativo, diferentemente do que ocorre em sistema científico, os princípios dominam os fatos, não o contrário.

Resumidamente, Bobbio define sanção “como a resposta à violação”. Reconhece que a finalidade principal da sanção é reforçar a eficácia das leis e o desrespeito a um dever jurídico enseja: primeiro, a certeza da resposta, eis que a cada infração há de corresponder uma sanção; segundo, a aplicação do princípio da proporcionalidade entre sanção e infração, pois é pressuposto a ser atendido; terceiro, a imparcialidade na aplicação e execução da sanção.

Bobbio, ao se desincumbir da difícil tarefa de falar sobre sanção, não fez como seus colegas, que sobre o problema da sanção verteram clássicos rios de tinta235, conforme faz menção em sua obra. Ao contrário, de forma brilhante fez reunir os diversos autores das teorias da sanção em duas grandes correntes teóricas, uma dos “sancionistas” e a outra dos “não2sancionistas”, sendo que deixou claro sua preferência pela teoria sancionista, da qual era ferrenho defensor.

Com efeito, esta doutrina fixa bases sólidas na sanção como critério seguro e importante para operar a distinção do direito positivo de outros sistemas normativos. Por conseguinte, estabelece a distinção entre sanção moral, sanção social e sanção jurídica.

A sanção moral é vista como interna e reflexiva, pois assim a chamamos, por infligirmos a nós mesmos a sanção.

235

Bobbio, Norberto. ) " /$ , > tradução Denise Agostinetti; revisão da tradução Silvana Cobucci Leite. – São Paulo : Martins Fontes, 2007, p. 143.

A sanção social é externa, sendo assim considerada porque nos provém dos outros, ou singularmente considerados ou enquanto grupo social. Sua imposição se dá pela coletividade como conseqüência de uma prática reprovada das normas do costume, das boas maneiras e da vida associada em geral, que tem por finalidade tornar mais fácil ou menos difícil a convivência236.

Por sua vez, a sanção jurídica é externa e institucionalizada, ou seja, é regulada por normas fixas, precisas, cuja execução é confiada de maneira estável a alguns membros do grupo expressamente designados para isso. Com a sanção institucionalizada, reconhece2se a maior eficácia das normas, que é considerada seu principal efeito. Sua concepção deu2se com o objetivo de evitar os inconvenientes da sanção interna, ou seja, a ausência de eficácia, própria da sanção moral, e também os da sanção externa não institucionalizada, mormente devido à ausência de proporção entre violação e resposta, incerteza de seu êxito e inconstância da sua aplicação237, próprios da sanção social.

Ainda com referência à sanção jurídica, diz Bobbio que ela é identificável pela presença de três elementos indispensáveis e anteriormente fixados, ainda que não estejam juntos ao mesmo tempo:

a) para toda violação de uma regra primária, é estabelecida a respectiva sanção; b) é estabelecida, mesmo que dentro de certos limites, a medida da sanção; c) são estabelecidas as pessoas encarregadas de obter sua execução.

Com efeito, temos aí limitações que buscam disciplinar o fenômeno da sanção espontânea e imediata de grupo. Com a primeira limitação assegura2se a certeza da resposta; com a segunda, a proporcionalidade; com a terceira, a imparcialidade. Todas três limitações juntas têm o objetivo comum de aumentar a eficácia das regras institucionais e, em suma, da instituição no seu todo238.

236

Bobbio, Norberto. ) " /$ , > tradução Denise Agostinetti; revisão da tradução Silvana Cobucci Leite. – São Paulo : Martins Fontes, 2007, p. 137.

237

Bobbio, Norberto. ) " /$ , > tradução Denise Agostinetti; revisão da tradução Silvana Cobucci Leite. – São Paulo : Martins Fontes, 2007, pp. 1392140.

238

Bobbio, Norberto. ) " /$ , > tradução Denise Agostinetti; revisão da tradução Silvana Cobucci Leite. – São Paulo : Martins Fontes, 2007, p. 140.

Assim é que, em geral, os sancionistas ( X ) contemporâneos não titubeiam em reafirmar suas convicções de que a sanção consiste em elemento eidético do Direito, e encontram suporte firme e valioso na teorização de Bobbio sobre sanção que, em linhas gerais, procuramos apresentar em pequena síntese.

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