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BÖLÜM 2: TÜRKĐYE’DE SĐVĐL TOPLUM-DIŞ POLĐTĐKA ĐLĐŞKĐSĐ

2.2. Türk Dış Politikası ve Sivil Toplum Kuruluşları

A percepção das diferenças térmicas entre a cidade e a área rural vem desde a época dos Romanos. Os escritos de Marcus Vitruvius (75-26 AC) feitos para as cidades romanas são detalhados e corretos sob a ótica das ciências atuais.

Os primeiros estudos sobre clima urbano foram realizados em Londres. Em 1661, constatou-se que a poluição produzida pela queima de carvão provocava alterações na temperatura da cidade.

Em 1833, em Londres, Luke Howard analisou os contrastes meteorológicos entre a metrópole e seu entorno.

Após a segunda Guerra Mundial, ocorreu um crescimento significativo das cidades e um aumento da industrialização, intensificando-se os estudos sobre clima urbano nas cidades da Europa Ocidental e depois da América do Norte.

Na década de 70, a OMM (Organização Metereológica Mundial) incentivou os estudos sobre Climatologia urbana, publicando as revisões de literatura sobre o tema nos trabalhos de Chandler (1970), Oke (1974), Chandler (1976) e Oke (1979). Neste mesmo período, destacou-se o programa METROMEX (Metropolitan Meteorological Experient), que abordou a climatologia urbana teórica e de modelagem da atmosfera urbana, reunidos em Landsberg (1981).

Segundo Oke (1982) até 1970 os estudos sobre clima urbano eram mais descritivos sobre os fenômenos climáticos e suas inter-relações. Após esta data as investigações neste campo de estudo passaram a ser mais orientadas para a aplicação metodológica teórica e quantitativa.

Oke (1973), apresentou um modelo que relaciona a intensidade da ilha urbana de calor à densidade populacional, aplicado a cidades Européias e Norte Americanas. Mais tarde em 1981, demonstrou que a geometria urbana, bem como as propriedades térmicas das superfícies têm maior influência do que o vento e a densidade da população. De acordo com Assis (2000, p. 17), o trabalho de Oke, consolida a inter-relação entre clima urbano com o uso e ocupação do solo "[...] o clima da cidade é produto fundamentalmente de um fenômeno de transformação de energia a partir da interação entre o ar atmosférico e o ambiente urbano construído”. O autor apresentou um novo modelo que relaciona a intensidade da ilha de calor com o fator de céu visível ou com a relação H/W (altura/ largura) nos canyons urbanos.

Na década de 80, os trabalhos sobre climatologia urbana voltaram-se ao estudo das áreas tropicais, abordando questões referentes ao crescimento populacional, a degradação do meio ambiente e à qualidade de vida.

Segundo Duarte (2000), destacam-se neste período, os trabalhos desenvolvidos por Bitan (1984), em conjunto com Assif, para a publicação de um Atlas de Planejamento climático para Israel. O mapeamento divide a região em áreas climáticas homogêneas.

Em 1988, em outra publicação, desenvolveu princípios metodológicos para aplicação de dados climáticos integrados aplicados a diferentes níveis de planejamento, do projeto urbano ao edifício.

Durante o período de 1990/91, fez um estudo de reabilitação climática para uma cidade histórica de clima quente e árido, em Israel, de acordo com Duarte (2000, p.41),

[...] este trabalho é parte do desenvolvimento de um plano geral para a cidade, buscando reintegrar o projeto adequado ao clima em todos [...] os níveis: na escala urbana, na escala dos bairros e dos edifícios. O autor

conclui que as principais estratégias são a redução da radiação solar, o aumento do albedo e sombreamento com árvores de copas largas dos dois lados das ruas e em parques, playgrounds e praças públicas, ou ainda com arcadas, pérgolas e centros comerciais cobertos.

A tabela 3.2 apresenta cronologicamente os trabalhos desenvolvidos durante a década de 60 e 80:

Tabela 3.2: Cronologia dos Estudos sobre Clima urbano. Adaptado de Lombardo (1985)

Ano Autor Local Descrição do estudo realizado 1661 Evelyn Londres Queima de carvão x aumento de temperatura 1833 Howard Londres Contrastes meteorológicos entre campo e cidade. 1956 Kratzer EUA Ilha de calor x poluição atmosférica.

1957 Shitara Japão Padrões de temperatura em Hiroshima,

1958 Shepard N.Y. Perda noturna da radiação de onda longa, por uma camada de neblina, era capaz de resfriar o ar acima da camada por vários graus, produzindo uma camada de inversão superior, quando a inversão se situa a uma certa altura da superfície. 1964 kayane Tóquio Mudanças históricas de temperatura.

1964 Fukui Japão Diferenças de temperatura entre o centro urbano e a periferia.

1965 Landsberg Chicago Clima das cidades.

1965 Chandler Londres Avalia a Cidade como um elemento transformador do clima, produzindo efeitos de aumento de temperatura e precipitação, bem como modificações de ventilação e umidade. Destaca também as alterações provocadas na atmosfera e na concentração de poluentes.

1967 Lowry Metrópoles Alterações do clima causadas pela urbanização 1968 Bornstein EUA Estudo da ilha de calor em NY.

1969 Myrup Califórnia Definição de parâmetros mais importantes na determinação da ilha de calor: redução da evaporação, aumento da rugosidade e propriedades térmicas dos edifícios.

1972 Norwine Chicago. Padrão de temperatura de um complexo de lojas. 1973 Sanderson

et alli

Detroit Clima de Detroit - Windsor. Diferenças entre meio urbano e rural.

1973 Bergstron Metrópoles Efeito dos poluentes gasosos e particulados da atmosfera urbana em relação à distribuição da temperatura na camada limite urbana. As simulações mostram que poluentes aerossóis reduzem o fluxo radiante na superfície, assim como a temperatura diurna. A edição do calor solar devido aos poluentes faz com que a atmosfera seja um pouco mais quente em altitudes elevadas.

1973 Clarke and Peterson

St. Louis Análises de regressão para relacionar temperatura, uso do solo e variáveis meteorológicas.

1976 Cech et alli Texas Investigação da ilha de calor em Houston, Texas. Foram obtidas informações de temperatura e umidade, relacionadas com o uso do solo urbano. Através de mapas, utilizou-se a técnica de computador para detectar as trocas antropogênicas nas características microclimáticas da área. Evidenciou-se uma correspondência rígida entre padrões de uso e áreas de levadas temperaturas.

1978 Eriksen Hanover Estudou a ilha de calor em Hanover no dia 13/08/1979 e fez associação com os diferentes usos do solo.

1978 Matson et alli

E.U.A. Trabalho com imagens de satélites.

1978 Vukovich St. Louis Observação e simulação das variações diurnas da circulação da ilha de calor urbana e aquelas associadas com a distribuição de ozona.

1979 Jáuregui México Determina os contrastes térmicos cidade-campo, em uma cidade de porte médio – Toluca (México).

1981 Endlicher Annecy Análise qualitativa cidade x campo.

1983 Yonetani --- Através de experimentos matemáticos, comprovou que a ilha de calor favorece a formação de cúmulos.

1983 Vukovich St. Louis Extraiu dados de temperatura do solo e padrões de refletividade em áreas da cidade de St. Louis e arredores, utilizando dados HCMM. A análise mostra diferenças sazonais e diurnas. No verão e durante o dia a distribuição de temperatura do solo é influenciada por características de pequena escala na variação do uso do solo. O contraste térmico entre a zona urbana e rural é cerca de 4,3o C. No inverno, e durante o dia, o padrão é similar, mas o contraste não é grande, ficando por volta de 2.4O C.

No Brasil, o estudo do Clima Urbano é recente e desenvolveu-se a partir da década de 60. Entre os estudos mais relevantes mencionados, estão os trabalhos desenvolvidos pelos autores: Monteiro (1976), Tarifa (1977), Danni (1980), Sampaio (1981), Lombardo (1985), Assis (2000) e Duarte (2000).

Monteiro (1976). Ressaltou a importância no estudo da climatologia e o desenvolvimento de metodologias para o levantamento de dados e metodologia de estudos climáticos urbanos.

Tarifa (1977). Estabeleceu uma correlação entre tamanho e temperatura da cidade de São José dos Campos, São Paulo. Recentemente, no ano de 2001, publicou juntamente com o Prof. Dr. Tarik Rezende de Azevedo, o livro “Climas na cidade de São Paulo” onde relatam o trabalho desenvolvido ao longo de 30 anos de pesquisa no Laboratório de Climatologia e Biogeografia do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo. A contribuição deste trabalho é extensa, à medida que demonstra as principais dificuldades deste ramo científico, destacando a evolução nas formas de análise da questão térmica urbana, sobretudo no que se

refere ao tratamento de dados de campo. Este trabalho resultou na identificação de sete climas diferentes na área urbana da metrópole paulista.

Danni (1980). Estudou os aspectos da temperatura do ar em Porto Alegre, constatando a presença de ilhas térmicas sobre as áreas mais densamente edificadas e sobre as áreas caracterizadas pelo uso industrial.

Sampaio (1981). Procurou correlacionar uso do solo e elevação da temperatura interna no ambiente urbano para a cidade de Salvador.

Lombardo (1985). Identificou diferenças de temperatura na cidade de São Paulo, através da leitura de fotos de satélite, demonstrando o efeito da ilha de calor urbana na cidade de São Paulo.

Assis (2000). Identificou diferenças de temperatura e o fenômeno da Ilha de calor urbano em Belo Horizonte, MG, através de um método de simulação física em modelo reduzido de áreas urbanas.

Duarte (2000). Através de estudos sobre os fatores determinantes na formação de microclimas urbanos propõe o desenvolvimento de padrões de ocupação do solo para a cidade de Cuiabá.

O estudo da climatologia ainda é recente na faixa tropical. Segundo Duarte (2000), as razões para o estado insatisfatório deste campo de estudo, incluem:

‰ A complexidade inerente do sistema cidade-atmosfera; ‰ A falta de esquemas conceituais e teóricos para a pesquisa; ‰ O custo e as dificuldades de observações urbanas.

A maior dificuldade dos pesquisadores em relação ao clima urbano ainda é a obtenção de dados climáticos. Por outro lado, a pesquisa climatológica demonstra que os processos atmosféricos urbanos estão diretamente associados às

características da cidade. Assim, ao analisar a influência da ocupação urbana no clima, cria-se à necessidade de dados específicos sobre o objeto de estudo, tais como: mapas planialtimétricos, indicadores de crescimento urbano e de densidade urbana, etc. A definição dos pontos de observação deve partir de uma análise qualitativa criteriosa que supõe a percepção urbana pelo pesquisador.

Dessa forma, em um país onde o crescimento urbano tem uma velocidade maior que os mecanismos de planejamento técnico e governamental, a inexistência de dados climáticos soma-se a pouca informação sobre os dados específicos do município, pois a grande parte dos documentos disponíveis nas prefeituras municipais encontram-se desatualizados. Neste sentido, as pesquisas que têm sido realizadas, utilizam como elementos de apoio: imagens de satélite, fotos aéreas, levantamentos e fotos ao nível da rua, além de monitoramento de dados climáticos em pontos de observação no interior da malha urbana.

A dificuldade de inserção dos estudos climáticos urbanos nas políticas de planejamento reflete-se também na atividade de projeto.

Segundo Duarte (2000, p. 34) “Estudos de adequação climática voltada para a arquitetura geralmente vão do clima regional ao edifício, sem passar pela análise climática da cidade onde ele se insere”. Completa ainda com a citação de Monteiro (1990, p.107) “entre a região e o edifício há um sensível hiato posto que a variação do local dentro do quadro regional é considerável. [...]”.