3. İKİNCİ KISIM: KEMALİST KADINLAR
3.2. Başörtüsü Yasağının Meşruiyeti: Din, Devlet, Haklarımız
3.3.1. Türbanın Anlamı
dos vencimentos militares. O programa de ação elaborado pelo gen. Bertoldo
Klinger prevê um governo militar provisório constituído por uma junta e um
conselho consultivo, responsável pelo substitutivo da Constituição. O comando
das operações militares é attibuído ao gen. Guedes da Fontoura na Vila Militar, ao
alm. Frederico de Noronha na Marinha e ao gen. Bertoldo Klinger na cidade e na
Pol!cia Militar. O movimento conta com a participação de vários militares da
corrente constitucionalis� estendendo-se por São Paulo, Minas Gerais, Paraná e
estados do Norte. Em seus documentos, o gen. Klinger critica severamente o
governo, acusando-o de ter tentado subornar as Forças Armadas, sempre que
necessitou de seu apoio, com promessas não cumpridas de aumento de venci
mentos militares. Segundo informações de Flores da Cunha, o gen. Guedes da
A Revolução de 30 163 Fontoura pediu a solidariedade dos oficiais do Rio Grande do Sul, afirmando que, seo aumento dos militares não for aprovado, ele derruba0 governo. Naopinião de Fuores, não são fiéis ao governo o alm. Protógenes Guimarães e os generais Guedes da Fontoura, Lúcio Esteves, Vaudomiro Lima, Oeschamps Cavalcânti e Oautro Filho. BK 35.02.23, BK 35.04.2 1 , BK 35.06.05, BK 35.06.21/1, GV 35.02.24, GV 35.03.21/1, GV 35.03.29, GV 35.04.10, GV 35.04.09/3, OA 35.05. 10/1, OA 35.04. 1 9, OA 35.04.24 e OA 35.05.22/ 1 .
2. N o inicio do ano, correspondência do Ministério da Guerra refere-se a uma conspiração no 20? BC em Maceió. Sargentos do batalhão eram uiderados pelo segundo-tenente Luis Xavier de Souza, acusado de ser comunista.
Aviso n? 76 do ministro do Exército. 3 de setembro de 1935 (minuta 137 1). AE. Oficio n? 1.219 do diretor da Secretaria de Estado do Ministério da Guerra. 27 de agosto de 1936 (minuta 554). AE.
7? RM, M. Guerra, SEMG, protocouo 4469. 7 de março de 1935. AE.
3. Em março, O gen. Manuel Rabeuo e o gen. Pantaleão Pessoa informaIll acerca de uma prováveu eclosão de um movimento no 2 1 ? BC de Natau. O capo Otacllio Alves de Lima é apontado como euemento de uigação dos conspiradores.
GV 35.03. 16 .
• Osvaldo Aranha é informado por Raul Azambuja que os integralistas se arregimentam para uma te ação branca" contra o governo, auxiliados peuo
Exército. OA 35.05.22/ 1 .
4 . Paulo Hasslocher escreve a Osvaldo Aranha em dezembro, comunicando que militares, notadamente generais, articulavam um goupe para evitar que o comu nismo continuasse a se alastrar, aproveitando-se da fraqueza do governo. Pretendiam afastar todos os euementos civis das posições de chefia. Segundo Hasslocher, o movimento não foi em frente devido
à
enérgica oposição do ministro da Guerra, gen. João Gomes. OA 35.12.25/2. Ver também OA 35.12. 1 2/2 e GV 35. 1 2.00/2.5. Segundo relatório enviado a Osvaldo Aranha em dezembro, o Corpo de Fuzileiros Navais esteve prestes a se revoltar. OA 35.12. 1 212.
6. No finau do ano, há uma tentativa de levante comunista no 6? RI em São Pauuo.
São expuusos dez sargentos penencentes ao regimento.
Boletim do Exército
n? 7, de 5 de fevereiro de 1936. AE.7. Em inquérito policial-miuitar instaurado pelo Exército em 1 937, há informações de que em 1935 o 5? RCI, sediado no Rio Grande do Suu, esteve prestes a promover um levante comunista. O comandante do regimento durante o período de 1 935, capo Gashypo, foi indiciado como comunista no referido IPM de 1937. IPM 1937-38. AE.
164 Seminário Internacional
8. Em dezembro, é instaurado inquérito para apurar responsabilidades de uma conspiração ocorrida no tender
Ceará,
que pretendia matar oficiais. Dois mari nheiros são expulsos. lPM 1935. Gabinete do Ministro, Gaveta 1 552. AM.1936
• Em maio, Flores da Cunha garante que um grupo de oficiais "revolucionários
autênticos" pleiteará na Câmara a aprovação de emenda modificando a Lei de Segurança Nacional na parte que ela atribui ao Executivo o poder de cassar direitos e patentes militares. Flores da Cunha afirma que, para a obtenção desta medida, os oficiais irão até o golpe de estado, já havendo articulações no Rio Grande do Sul e
em outros estados. GV 36.05.03/1.
I.
Documento de junho escrito no Rio de Janeiro por oficial do Exército informa sobre uma conspiração que se prepara na guarnição do Distrito Federal. Majores e tenentes articulam um movimento de reivindicação de direitos militares que deverá eclodir, sem perrurbação da ordem civil, exclusivamente dentro dos quartéis. A causa da conspiração é o descontentamento com os atos do governo que anulam as tradicionais prerrogativas dos militares. O movimento pretende pleitear: tribunais privativos para aclasse; revogação da lei de reformas administra tivas, a fim de alijar do Exército o regime de delação; lei de promoção automática e restabelecimento integral das garantias de inviolabilidade das patentes. Os tenentes-coronéis Cordeiro de Farias e Eduardo Gomes articulam a conspiração que apenas excepcionalmente incluirá oficiais de patente superior. A Policia Civil do Rio de Janeiro relata, em julho, que se desenvolve o movimento de hostilidadeao ministro da Guerra, gen. João Gomes, que permitiu a cassação das prerrogativas
militares e que conduz com excessivo rigor o combate ao extremismo. estabele cendo a suspeita sobre todos os oficiais. GV 36.06.09/1 e GV 36.07.07/1. • Documento de junho refere-se a um movimento comunista previsto para ecIodir durante o mês. Ainda em junho, Flores da Cunha é informado de que Felinto Müller suspeita de um movimento subversivo que ele não pode caracteri zar como sendo comunista ou militar, marcado para 9 de junho. GV 36.06.09/1 e GV 36.07.08/3.
2. Marinheiros planejavam tomar de assalto o encouraçado
São Paulo
em junho, com civis e soldados do Exército, seguindo ordens do Partido Comunista. Houve várias expulsões.Pasta de Informação 1940-41. 16 de dezembro de 1 94 1 . Gaveta 2 372, Gabinete do Ministro. AM. IPM 1936. Gaveta 2475, Gabinete do Ministro AM .
• Em julho, Danton Coelho comunica que Flores da Cunha mobiliza tropas na fronteira do Rio Grande com Santa Catarina, além de proceder ao recrutamento de provisórios, sob pretexto de que os catarinenses iriam invadir o estado. Outro
A Revolução de 30 165 comunicado informa sobre o preparo do espírito dos elementos da Brigada. gaúcha contra o Exército e sorre a grande aquisição de material bélico contra bandeado para o estado. Segundo o comunicado. no dia 20 de maio houve prontidão repentina na Brigada, sob a alegação de que eclodira um movimento militar. OA 36.07.09/4 e GV 36.10.01.
3. Em julho, Danton moelho informa Osvaldo Aranha sobre a prisão de sargentos e a prontidão rigorosa no Rio de Janeiro. OA 36.07.09/4 e OA 36.07 . 1 6/2. 4.
É
descoberta uma conspiração promovida pela Ação Integralista da Bahia, marcada para eclodir no dia 7 de setemrro. A correspondência apreendida entre os integralistas indica que o movimento conta com o apoio de 40 oficiais da Polícia Militar e grande número de sargentos que concorreriam para a deposição do governo. O Tribunal de Segurança Nacional decide pelo arquivamento do processo, alegando uma possível confusão das autoridades policiais, que acredi taram haver conspiração onde só existiam articulações de defesa contra o comunismo.Seção do Poder Judiciário. Trirunal de Segurança Nacional. Belmiro de Lima Valverde. Processo 202. 3 de setembro de 1936. maixa 222. AN.
1937
• Em maio, Osvaldo Aranha é informado por Alfredo E. de Souza Aranha de que se fala arertamente em ditadura militar. OA 37.05.201.
*' Trinta e duas praças e cinco oficiais pertencentes a regimentos gaúchos são
acusados de comunistas. É instaurado um inquérito policial-militar no segundo semestre do ano, no qual o comandante do 6� RmI declara haver uma forte suspeita de que panfletos comunistas foram feitos no seu regimento e remetidos ao 7� RmI. Segundo as informações de um agente infiltrado no 6� RmI, grande número de caros do regimento identifica-se perfeitamente com o comunismo. O agente acusa o capo Gashypo, que foi comandante do 5� RmI em 1935, de reunir-se com as praças do 6� RmI e de ter influência sobre o 8� RmI, difundindo idéias da Aliança Nacional Libertadora.
Há
referências de que um soldado do 6� RmI tinha a intenção de desenar do Exército e ingressar no "Novo Exército". Flores da munha é acusado de manter ligações com o 6� RmI. IPM 1 937-38. AE.1. Em agosto, militares lançam o panfleto " O dever das Forças Armadas e a defesa da monstituição" , assinado pela " momissão Pró Frente Democrática" . O manifes to critica violentamente a aliança entre Getúlio Vargas e os integralistas, alertando para o perigo de um golpe fascista que surstituiria o Exército pelas milícias palacianas. Refere-se ao fato de as Forças Armadas terem sido sacrificadas material e moralmente com a perda da inviolarilidade das patentes. O panfleto propõe que as Forças Armadas fiquem ao lado do povo em defesa da monstituição e das
1 66 Seminário Internacional
eleições, renunciando às competições partidárias. Vargas é acusado de tentar desencadear uma guerra civil com o intuito de impedir as eleições, enviando para a fronteira do Rio Grande do Sul destacamentos prontos para invadir o estado. O panfleto afinna que sustaram uma das ofensivas contra o Rio Grande, os generais Guedes da Fontoura, Valdomiro Lima, Lúcio Esteves, Basilio Taborda,J osé Pessoa e outros. Agosto de 1937. AN-GM.
• Em 23 de outubro, Euclides Aranha Filho escreve a Osvaldo Aranha sobre os
preparativos feitos por Flores da Cunha e alguns oficiais do Exército, como Trifino Correa, para resistirem
à transferência da Brigada ao controle do Ministério da
Guerra. Flores da Cunha vinha articulando a Brigada e arregimentando corpos provisórios, mas a Brigada não apoiou o golpe, fracassando o movimento projetado. OA 37. 10.23/2. Ver também transcrição do relatório do gen. Daltro Filho nojornalA Nota (RJ) emGV37.l l .04/2 e minuta de 1 1 de outubro de 1937 do ministro da Guerra ao ministro da Justiça. AE.1938
I.
Em fevereiro, o comandante interino da 3� RM no Rio Grande do Sul denuncia indicios de penurbação da ordem no estado. Informa que ex-oficiais e comunistas na fronteira com o Uruguai aniculam um movimento com possibilidade de concentração em Santo Angelo e Santa Rosa, sob a direção do ex-major Costa Leite, e que Flores da Cunha com exilados invadem a região de Livramento, contando com apoio no estado e com a greve do frigorlfico Armour. No interior do estado, praças excluídas por motivos de redução de efetivos, associadas a elementos de F10res da Cunha procuram atrair praças da ativa para a conspiração. GV 38.02. 1 1/1. Em junho, Orlando Leite Ribeiro escreve a Osvaldo Aranha que militares e civis exilados articulam um vasto plano da ação em Buenos Aires contra o governo brasileiro, liderados pelo ex-major Costa Leite, que envia instrUções para os membros da Aliança Libertadora no Brasil. O dirigente do movimento detennina que se for criado um panido nacional de caráter fascisra, capaz de atrair grandes massas, a ANL penetre no mesmo, forçando-o a adotar o programa dos conspiradores e desmascarando Getúlio Vargas. GV 38.02. 1 1/1 e OA 38.06. 15/1. 2. ),;m fevereiro, Aguinaldo Veiga Fernandes denuncia a Getúlio Vargas um oficial e quatro sargentos do Regimento de Cavalaria do Exército em Santo Angelo no Rio Grande do Sul. Faziam intensa propaganda integralista em sua unidade, anun ciando um movimento de grande envergadura. GV 38.02.25.3. Em fevereiro, é instaurado inquérito policial-militar a fim de averiguar um movimento subversivo aniculado por praças da Marinha. Ordens à Secretaria de Marinha, 1938. 19 de f""ereiro de 1938. Gaveta 2365, Gabinete do Ministro. AM. 4. Telegrama enviado por Aladino Pereira das Neves emjunho comunica que o Exército pretende brevemente implantar a ditadura militar. Segundo declarações
A Revolução de 30 167 do gen. Almério de Moura, toda a guarnição do Rio de Janeiro é contrária a Getúlio Vatgas e por isso nenhum elemento do Exército socorreu o presidente durante o assalto integra1ista ao Palácio Guanabara. O telegrama informa que o cor. Cordeiro de Farias aconselhou o presidente a abandonar o pals para evitar ser assassinado ou preso. GV 38.06.29/1 .
5 . Em outubro, Getúlio Vargas é informado por Batista Lusardo sobre a preparação de um novo movimento integralista, marcado para eclodir em novembro. De acordo com as investigações realizadas pelo alemão Carlos Stemer junto a Mário Ramos, lugar-tenente de PUnio Salgado, toda a trama do movimento é feita 1\0 Exército e na Marinha. Os conspiradores contam com grandes contin
gentes militares do Rio de Janeiro, faltando-Ihes apenas o apoio da Aviação Militar, com a Força Pública de São Paulo, inclusive" armandistas" I e com toda a guarnição
de Campinas. O movimento se estende por Curitiba, Minas Gerais e pelo none do pais. No Rio Grande do Sul, oficiais e sargentos da guarnição de Santo Angelo estão envolvidos na conspiração, que é dirigida nO estado por Flores da Cunha. GV 38.10.26.
• É
expulso do Exército um sargento do 1 1 � RI em Minas Gerais, acusado depennanecer filiado a Ação Integralista Brasileira após seu fechamento legal. O inquérito instaurado revela que o comandante do Regimento, um tenente coronel, durante o ano de 1 937, estimulou as praças sob seu comando a paniciparem da AIB, obtendo a inscrição de cinco inferiores na agremiação, além de um tenente. IPM 1 938. AE.
1939
1 . Em janeiro, Osvaldo Aranha recebe relatórios sobre uma conspiração integralis ta articulada por militares e civis em São Paulo com ramificações em Goiás e Rio
de Janeiro. Estão envolvidos em São Paulo capitães e majores da Força Pública, a quase totalidade do Corpo de Aviação de Mane, alguns sargentos e civis. O relatório afinna que um infonnante leu carta de Adernar de Barros, lamentando o
fracasso do puisch integra1ista de maio. Há referências de que praticamente toda a oficialidade do 6� BC de Goiás está comprometida e que um major deste batalhão, que pretende ser o futuro governador do estado, conta com a adesão de grande número de civis. Os conspiradores mantêm ligações no Rio de Janeiro com o subcomandante do 1 � GAM e com um oficial da Aviação. A Polícia de São Paulo apreende pane do material bélico dos conspiradores. Um panfleto dirigido ao povo paulista em janeiro acusa Plinio Salgado de anicular um novo golpe com o apoio de integralistaS, nazistaS, politicos descontentes e oficiais do Estado-Maior da Força Pública. OA 39.01. 1 3/1 e OA 39.01.00/2 .
• Em abril, Batista Lusardo telegrafa a Getúlio Vargas infonnando sobre uma
1 68 Seminário Internacional
Bahia, a corrente de Juraci Magalhães, inicialmente mobilizada apenas contra o interventor, anicula-se para o movimento geral, sendo trabalhada a Força Pública e até mesmo a tropa federal. Em São Paulo, um grupo numeroso de militares e civis estão vinculados
à
conspiração, notando-se uma ação ostensiva contra o intcIVcn· tor Adernar de Barros. Lusardo sugere a possibilidade de ligação de Juraci com os integralistas, afirmando que Flores da Cunha, que está envolvido na conspiração, recebeu cana de Otávio Mangabeira referindo-seà
ida de Lindolfo Conor aBerlim. GV 39.04.03.
2.
É
descobeno um plano preparado pelo chefe integralista Belmiro Valverde e pelo ex-tenente do Exército Severo Fournier, preso em 1938 por ter comandado o assalto ao Palácio Guanabara. Em correspondência apreendida, o ten. Fournier e Valverde planejavam assassinar Getúlio Vargas, Osvaldo Aranha e os generais Góis Monteiro e Eurico Dutra e dar o golpe deforma que não se identificasse sua origem integralista. Segundo um ex-sargento da Brigada Militar, implicado na conspiração, o movimento pretendia estabelecer uma junta militar. Um dos indiciados no inquérito afirma que diversos civis e militares estavam envolvidos no movimento, que contava com elementos no Distrito Federa!, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e estados do N one. Belmiro Valverde foge da prisão com o auxilio de civis e guardas da Casa de Correção. Fora ele o idealizador do "Socorro Verde", criado sob o pretexto de auxiliar as familias dos presos, mas que foi utilizado para reanicular os integra1istas.
Seção do Poder Judiciário. Tribunal de Segurança Nacional. Belmiro de Lima Valverde. Processo 697. 26 de janeiro de 1 939. Caixa lO. AN.
3. Em março,José Fernandes Monteiro denuncia ao cap.-ten. Augusto do Amaral Peixoto que marinheiros e fuzileiros navais conspiram na Ilha do Governador. ANL AIB 39.03.05. AAP.
4. O relatório do ministro da Guerra refere-se
à expulsão de vários sargentos
penencentes às guarnições da 2� Região Militar em São Paulo, por atividades contrárias ao Exército.BRASIL. Ministério da Guerra.
Relatório.
RJ, 1939. pp. 50-1.• Em dezembro, a Policia Civil do Rio Grande do None denuncia uma conspiração comunista de cabos do 3 1 � BC de Natal. O comandante do batalhão nega a existência de conspiração, atribuindo a denúncia a inimigos politicos. AGM 40.0 1. 1 1.
5. Getúlio Vargas é informado por Protásio Dornelles Vargas sobre uma conspiração que se desenvolve no Rio Grandé do Sul para implantar a ditadura militar. Alguns oficiais subalternos têm sido convidados para panicipar do movimento. GV 39.09.24/2.
A Revolução de 30 1 69
/940
I .
O jornal americano TIIeHemisphere
noticia em 8 de março que o ministto da Guerra, apoiado pelo gen. Góis Monteiro, lidera um movimento insurrecional de sérias proporções contra Getúlio Vargas. Segundo o jornal, integralistas, grupos ligados a Flores da Cunha, Armando de Sales Oliveira e, possivelmente, Osvaldo Aranha estão envolvidos na conspiração, marcada para edodir numa cidade gaúcha onde se realizarão manobras militares do Exército. GV 40.01.09. 2.É
instaurado um inquérito policial militar a fim de averiguar um movimento que vinha sendo promovi�o por dois sargentos no Arsenal de Marinha do Pará. Pasta de Informações 1 940-41 . 23 de outubro de 1940. Gaveta 2372, Gabinete do Ministto. AM./942
I.
Um panfleto, provavelmente de coronéis, ataca violentamente a administraçãodo ministto da Guerra, acusando-o de estimular a intriga e a traição dentro do Exército. O panfleto denuncia que os comandos são enttegues a majores e capitães
em detrimento de coronéis, que são distribu!dos por circunscrições, e o apadri
nhamento nas promoções, além do fato de, às portas da guerra, os quadros não terem sido ampliados. OA 42.01.108.00.
2. O ministto da Guerra, gen. Eurico Dutta, é acusado por carta anônima enviada a
Osvaldo Aranha de articular um movimento para depor Getúlio Vargas. Aranha é informado de que reina entte a maioria dos oficiais grande revolta contta o .. gerrnanismo" do ministro. OA 42.07.30/2.
/944
•
Emjaneiro e fevereiro, circulam em Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte vários panfletos dirigidos ao Exército, incitando-o a depor Getúlio Vargas do governo e a extinguir o nazi-fascismo no Brasil antes de combatê-Io no campo de guerra europeu. Acusam Vargas de se perpetuar no poder através de uma politica que pretende subornar os militares, aumentando-lhes o soldo e oferecendo-lhes propinas e de ser responsável por enormes déficits orçamentários e pela deterioração do nivel de vida do povo.É provável que os panfletos tenham sido
redigidos por civis. OA 44.01.00.I .
Em carta a Alzira Vargas, Valder de Lima Sarmanho relata em novembro que civis e parte do Exército preparam um movimento contra o governo. Participam da conspiração os oficiais Cordeiro de Farias, Eduardo Gomes, João Albeno, Carneiro de Mendonça, além de Osvaldo Aranha e Samuel Weiner. GV 44.1 1.30.1 70 Seminário Internacional
194'
•
C ircula em São Paulo uma" Cana aberta aos generais" concitando os generais e, particularmente, o ministro da Guerra, a afastarem Getúlio Vargas do poder. O documento argumenta sobre a legitimidade de intervenção do ministro, que suprimiu a soberania do povo em 1937, tornando-se responsável pela conduta do presidente perante a nação e o Exército. GV 45.02.00 (?).1. Em 5 de outubro, o gen. Renato Paquet comunica ao ministro da Guerra ter
descobeno um movimento articulado em algumas unidades da Vila Militar e Deodoro. GV 45.10.05/2.
PROTESTOS
1931
I . Um grupo de sargentos e soldados penencentes ao 5�
RI
de Lorena, São Paulo, dirigem-se à sede da Região Militar a fim de exigir a salda do comandante do regimento."Pró-disciplina".
Defosa
Nacional. 1 8/01/31 , n� 205 .• Sargentos do 3� RI do Distrito Federal tentam solicitar ao chefe do Governo Provisório a salda de seu comandante.
Idem, ibidem
2. Oficiais subalternos protestam contra a inclusão no quadro ordinário, dos ex alunos da EscolaMilitar de 1922 que foram anistiados pelo Governo Provisório em 1930. Alegam que os oficiais formados depois de 1 922 e os atuais alunos serão prejudicados com a reintegração dos anistiados. Sugerem a criação de um quadro extraordinãrio para promoção dos anistiados, classificando-os segundo a coloca
ção obtida no curso que fizeram. OA 31.00.00/3.
1932
I . No inicio do ano, o jornal