3. İKİNCİ KISIM: KEMALİST KADINLAR
3.2. Başörtüsü Yasağının Meşruiyeti: Din, Devlet, Haklarımız
3.4.2. Kadın Hareket
Um assunto tão vasto constitui, sem dúvida, um desafio. Seria necessário bem mais do que uma breve comunicação para apreendê-lo de maneira substancial, evitando-se as extrapolações fáceis ou vagas generalizações. Não se trata pois de explorar as relações entre os militares e o poder em uma vintena de nações durante os 15 anos da Grande Depressão e da guerra, tão impregnados de desordem e tão densos em acontecimentos transformadores. Não obstante, as datas que delimi
tam o período que se pretende examinar impõem a comparação, quando menos
por conta da simultaneidade de certos fenõmenos. Sabe-se, com efeito, que 1930
não é uma encruzilhada histórica somente para o Brasil e a Argentina. De março a dezembro deste mesmo ano contam-se não menos de seis casos de ruptura da ordem política em paises tão diferentes quanto o Peru, a Bolívia ou a República Dominicana, aos quais seriam preciso acrescentar quatro outras tentaúvas frustra das, registradas em outras nações, de tomada de poder pela força. Considerando se o período que vai de 1930 a 1 932, deve-se acrescentar o Chileeo Equador
à
listadâs
descontinuidades políticas e das mudanças não programadas do poder Executivo.É
também em 1931 que o general Hemandes Martinez toma o poder em El Salvador através de um golpe de Estado, e em 1 933 se instala no padfico Uruguai de Battle a ditadurasui generis
de Terra.A impressão que se tem à primeira vista é de que o abalo da ordem mundial
à
qual a América Latina se integrara com tanta diligência no final do século passado inaugura para o subcontinente um periodo de intensas turbulências, uma era de tempestade. Ao mesmo tempo, pode-se perceber a irreversível entrada em cen� dos exércitos, não mais sob a forma do caudilhismo galardoado ou do arqueoml litarismo. Na verdade, são militares pertencentes a exércitos modernos, organizados e equipados segundo os modelos europeus de maior prestigio e dirigidos por oficiais profissionais que intervêm na vida política. Essa inovação é clararnente perceprlvel na Argentina depois de 25 anos de subordinação ao poder
civil constitucional, inegável no Brasil não somente em 1930, mas em 1937 e a fortimi em 1945, e muito sensivel também na BoUvia do após-Chaco.
Mas a diversidade das situações e, em uma palavra, a heterogeneidade das sociedades latino-americanas e dos sistemas poUticos não permitem absolutamen te as facilidades de afirmação generalizantes. Uma abordagem a nivel continental deve ser necessariamente acompanhada de matizes, de restrições e de exceções, segundo a própria lógica do método comparativo. As tendências que parecem se desenhar na maioria dos países não se manifestam em alguns outros, ou assumem
192 Seminário I ntemacional
feições contraditórias nas nações por elas afetadas. Desse modo, a Venezuela, que aparentemente não entra no século XX antes da mone de Gomez em 1935,
permanece sob a mão de ferro do "patriarca", à margem da crise poHtica que agita o continente. Na vizinha Colômbia, a estabilidade institucional resiste bem sob a hegemonia liberal e o reformismo da "Revolução em marcha", da qual os militares estão ausentes. Do mesmo modo, no México, a ordem revolucionária se reforça através da desmilitarizaçào, graças
à
crescente panicipaçào popular organizada sob a égide do Estado. E se para a Argentina e o Brasil, bem mais do que para as outras nações do continente, 1930 constitui um divisor de águas, com um "antes" e um "depois" cujos contornos são fIXados pda amplitude da participação militar, os resultados das "revoluções" de 6 de setembro e de 3 de outubro parecem diametralmente opostos, pelo menos à primeira vista: enquanto no Brasil os militares desempenham um papel decisivo no movimento que põe fim ao sistema oligárquico da " Repú hlica Velha" . naArgentina o Exército panicipa da restauraçào das classes dominantes tradicionais depois de 25 anos de "abenura" popular.Por outro lado, é também verdade que um vento marcial sopra sobre o continente. Jacques Lamben nota que "às vésperas da Segunda Guerra Mundial, todos os palses da América Latina,
à
exceçào de quatro, tinham governos militares") . E estas quatro nações onde prevaleciam regimes civis tinham, segundo o mesmo autor, generais na presidência (Uruguai e México) ou regimes originários de "revoluções" em que os militares tinham desempenhado um papel decisivo (Brasil e Argentina). Sem voltar a refletir sobre esta aritmética histórica que supervaloriza a presença militarista, deixando de lado o Chile da Frente Popular, presidido por um professor, a Colômbia liberal conduzida pela batuta do escritor Eduardo Santos ou a Costa Rica civil de Conés Castro e de Calderón Guardia, é possivel interrogar-se quanto à homogeneidade ou até mesmo quanto à peninên cia da categoria "militar" utilizadaO
mesmo conceito, vale dizer, a mesma qualificação aplica-se, com efeito, a realidades.profundamente diferentes e também a sistemas politicos desprovidos de uma medida comum. Cárdenas no México, Baldomir no Uruguai, Ubico na Guatemala, Trujillo na República Dominicana, Carias em Honduras, Benavides no Peru e Lopes Contreras na Venezuela ostentam o mesmo útulo de general que Penaranda na BoHvia ou Estigarribia no Paraguai. Mas são grandes as diferenças no acesso ao poder, bem como a variedade de regimes . Além do fato de um governo militar não se definir pela profissão dochefe do Executivo - já que nesse caso a V República presidida na França pelo general De Gaule
fugiria à ordem constitucional, enquanto o regime do Uruguai de
após 1973, formalmente presidido por um civil, não revelaria seu verdadeiro caráter, o de uma ditadura terrorista da instituição armada -, é ainda necessário chegar-se a um entendimento quantoà natureza e ao perfil dos militares em
questão.Em sociedades que apresentam graus muito diversos de modernizaçào do aparelho de estado e de complexidade social, e ponanto de diferenciaçào