2.2. Kemalist Kadın Hareketi ve “Türban Meselesi”
2.2.1. Dalga Feminizm ve Kemalist Kadının Yeniden Keşf
82 Seminário Internacional
Federal; presidente, Conselho Nacional do Café, ou seu sucessor, Departamento Nacional do Café; presidente, Banco do Brasil (1906- 1937); vice-presidente, Senado Federal; presidente, Câmara dos Deputados,ou presidente, Assembléia Constituinte; lider da maioria, Câmara dos Deputados; lider, bancada estadual, Câmara dos Deputados; ministro, Supremo Tribunal Federal.
As tabelas que se seguem indicam as variáveis e os valores 'para Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo.
VARIÁVEIS E VALORES NOS TRÊS ESTUDOS DE ELlTES (FREQ.ÜÊNCIAS AJUSTADAS EM PERCENTAGENS)
CATEGORIAS E VARIÁVEIS PERNAMBUCO MINAS GERAIS SÃO PAULO COMPOSTO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO EVENTOS POLÍTICOS
la. Monarquista que adediu à República pod declaração pú-
blica. 15 de novo de 1889-31 de d2z, de 1891 73,8% 80 48,2% 83. 49,5% 105 56,3% 268 1 b. Monadquista que adediu à R2pública, 1892-1900 3,8 80 2,4 83 O 105 1,9 268
>
Ic. R2publicano histódico: depublicano auto�doclamado an- :<>
tes da Abolição.(13 de maio de 1888) 21,3 80 4 1 ,0 83 49,5 105 38,4 268
�
g.
Id. Republicano d2 última hoda: d2cladou-s2 publicam2nt2 '" "
depublicano entde 1 3 de maio de 1888 e 1 4 de novo de 1889 1,3 80 8,4 83 1,0 105 3,4 268 ."
O O-
2. Abolicionista antes de I? d2jan. d2 1887, que deivindicava a "
""
extinção completa da escravidão d2ntdo d2 uma década ou O
menos 16,8 95 8,6 1 1 6 19,8 1 I 1 14,9 322
3. Panidário de Deododo: apoiou a t2ntar:iva d2 golp2 d2
D2ododo 2ntd2 3 2 24 d2 novo d2 1891 5,2 97 5,9 1 I8 12,3 122 8,0 33.7 4. Não aceitação da poUtica de valodização: ruptuda com a
silUação 2stadual 2m qualqu2d momento O 1 I 4 O 131 1,0 206 0,4 451 5. Ruptuda com a situação estadual quanto à sucessão pd2si-
dencial em 1909- 10 23,7 135 10,7 149 7,9 164 13,6 448 6. Ruptuda com a situação 2stadual quanto à suc2ssão pr2si-
dencial em 1921-22 6,8 1 1 7 4,6 151 0,6 178 3,6 446 ao
00
CATEGORIAS E VARIÁVEIS PERNAMBUCO MINAS GERAIS SÃO PAULO COMPOSTO ...
VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO
7. Rupture com e situeção esteduel quento à sucessão presi-
dencial em 1929-30 22,1 1 1 3 5,9 136 3,2 125 9,9 374
8. Tenente: tenente ou aliedo polltico dos tenentes epós 24
de out. de 1 930. 18,9 1 1 1 2,9 138 5,8 1 7 I 8,3 420
LIDERANÇA NÃO POLÍTICA
ti>
" 9. Juiz: juiz de direito ou hiererquicemente superior 25,9 205 16,8 214 19,4 242 20,6 661 8 ,,'
lO. Líder culturel: membro, ecedemie esteduel de letres ou
�:
ecedemie necionel de letras 8,2 196 4,7 214 5,8 241 6, 1 651 O -
"
�
1 1 . Líder trebelhiste: funcionário, sindiceto (locel), ou unide- "
:3
de ou organizeção superior 1,0 196 O 2 1 4 O 243 0,3 653 .,
O.
12. Membro de clube sociel: qualquer um ou meis de um dos " O
seguintes: SP def.: Sociedede Hípice, Clube Comercial, e!.
Jockey Clube. Clube Adético Peuliste, Automóvel Clube. MG def.: Automóvel Clube,jockey Clube. PE def.: Clube Internecionel,jockey Clube Sport. Centro Pernambuceno
do Rio 15,3 196 1 1 ,2 214 27,4- 241 18,4 651
13. Dirigente de sociedede agrícole: SP def.: Sociedede Rural Brasileire, ou qvelquer ume das sues entidedes constituti- vas entes de consolideção - Centro Agrícole, Sociedede Peulista. de Agricultura, Lige Agrícole Brasileire, ou Asso- cieção de Lavredores de Café. MG. def.: Sociedede Minei-
ra de Agriculture. PE de(: Sociedede Auxiliedore de Agri-
CATEGORIAS E VARIÁVEIS PERNAMBUCO MINAS GERAIS SÃO PAULO COMPOSTO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO 14. Dirigente, Associação Comercial estadual 4,1 196 0,5 214 3,7 242 2,8 652 15. Dirigente, Ordem dos Advogados ou Instituto dos Advo-
gados 0,5 196 5, 1 214 4,2 242 3,4 652
LIGAÇÕES COM O ESTRANGEIRO 16. Advogado de companhia estrangeira operando no Brasil:
Def.: de estrangeira: pelo menos 5 1 % das ações pertencen·
tes a pessoas de nacionalidade estrangeira 4,3 187 2,3 213 0,8 240 2,3 640
>
17, Importador: gerente ou dirclOf de. ou investidor em firma ;<I
de importação 1 , 1 188 ° 214 2,9 239 1 ,4 M I
!;!
O ;: 18. Exportador, gerente ou diretor de, ou investidor em firma <">
."
de exportação 7,4 189 0,5 214 6,7 239 4,8 642 O
O-
,."
19. Gerente ou diretor de, ou investidor em firma estrangeira ""
operando no Brasil; estrangeira definida no 1 6 2,7 188 2,4 21 1 9,2 239 5,0 638 O 20. Pelo menos um dos genitores nascido no estrangeiro 4,3 288 2,8 213 4,6 239 3,9 640
21. Esposa nascida no estrangeiro 1 , 1 188 O 214 2,1 238 I, I MO
22. Pelo menos um ano de estudo em qualquer nivel no es·
trangeiro 6,9 189 5,1 214 13,4 239 8,7 M2
23. Residência no estrangeiro duramc pelo menos seis meses 20,3 187 7,5 214 31,9 238 20,3 629 24. Cônsul junto a governo estrangeiro 2,1 188 ° 214 0,4 239 0,8 641
00
CATEGORIAS E VARIÁVEIS PERNAMBUCO MINAS GERAIS SÃO PAULO COMPOSTO '" VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO 26. Contratarlor de imigrantes: diretor ou gerente de, ou in-
vestidor em empresa privada ou governamental ligada à
imigração 0,5 188 0,9 214 4,2 239 2,0 641
27. Brasileiro naturalizado I, I 188 0,5 214 0,4 239 0,6 641 28, Titulo estrangeiro: detentor de titulo de nobreza estrangei-
ro ou papal 2,1 188 0,5 214 0,8 239 1 , 1 641 '"
r>
�.
LIGAÇÕES INTERESTADUAIS
�r
O
29. Político ou funcionário administrativo em outro estado: �
juiz de direito, deputado eSladual ou deputado federal, ou � "
ainda o mencionado anteriormente (i,e. as posições defini-
a
doras -1 7/18 postos estaduais e 1 7 federais) 6,9 195 6, 1 2 1 4 7,1 238 9,7 647 .,
Q. O "
30. Carreira profissional em outro estado, retomando depois �
ao estado natal: tempo mínimo. um ano 12,9 194 3,3 214 7,1 240 7,6 648
3 1 . Carreira profissional no Distrito Federal 17,5 194 14,5 214 1 ,3 240 10,5 648 32. Carreira profissional no Distrito Federal. retornando de-
pois ao estado natal 7,2 194 2,3 214 5,8 240 5,1 648
33. Empregado em qualquer órgão oficial interestadual: p.ex.,
uma convenção cafeeira interestadual 4,6 195 0,5 214 0,4 239 1,7 648 34. Nascimento fora do estado 14,5 193 13,1 214 18,6 236 15,6 643
CATEGORIAS E VARIÁVEIS PERNAMBUCO MINAS GERAIS SÃO PAULO COMPOSTO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO
35. PoUtico ou funcionaria administrativo em outra provinda
ou no Munidpio Neutro antes de 15 de nov. de 1889: Def.: funcionário é juiz de direito, deputado provincial, deputa· do geral, ou mencionado anteriormente (Le. equivalentes
no periado imperial dos postos citados no 29) 21.2 193 4.2 214 12.5 1 1 2 12,3 519 36. Colégio em outro estado ou no Distrito Federal: tempo mí-
nimo, um ano acadêmico 8.3 193 13.6 2 1 1 19,7 234 14,3 638
EDUCAÇÃO >
37, Curso de direito no estado 71.8 196 14.1 213 62.5 240 49.8 649
�
38. Curso de direito em outro estado ou no Distrito Federal 3.6 193 42.3 213 5.0 241 16,8 647 ;:iJ.
39. Curso de direito feito em mais de um lugar: pelo menos O
um ano na escola de direito de um outro estado (ou Distri- p..
"
to Federal), que não aquele onde o diploma foi obtido 1.6 193 5.1 214 2.9 242 3.2 649 "" o
40. Curso de medicina na estado 0.5 193 O 213 0.4 241 0.3 547 41. Curso de medicina em outro estado ou Distrüo Federal 7.3 193 10,4 212 5.0 240 7.4 645 42. Curso de medicina feito em mais de um lugar: análogo ao 39 O 193 0.9 214 O 242 0.3 649 43. Curso de engenharia no estado 3.1 193 8.4 214 4.5 242 5.4 649 44. Curso de engenharia em outro estado ou Distrito Federal 2,6 193 2.3 213 2.1 242 2.3 648 45. Curso miliW': graduação na Academia das Agulhas Ne-
gras, Escola Militar no Rio. Colégio Militar em Porto Ale-
00
'" CATEGORIAS E VARIÂVEIS PERNAMBUCO MINAS GERAIS SÃO PAULO COMPOSTO '"
VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO
46. Curso de farmácia 0,5 193 3,7 2 1 4 1 , 2 242 1,8 649 47. Outro curso universitário 4,1 193 0,9 2 1 4 10,4 241 5,4 648 48. Diploma secundário, sem curso superior 4,7 193 7,1 2 1 0 5,8 241 5,9 644 49. Até a escola secundária, sem diploma 1,0 193 1,9 209 1 , 7 2 4 1 1 ,6 643
'" OCUPAÇÃO '" a 50. Advogado 55,1 2 1 4 67,9 2 1 2 69,3 241 64,3 667 S'
�:
5 1 . Médico 7 , 1 197 12,1 214 7, I 2 1 4 8 , 7 652 o - g 52. Jornalista 35,0 197 23,8 2 1 4 26,6 241 28,2 652 '"3
.,53. Fazendeiro: proprietário de fazendas produtoras de bens (l,
O
agricolas ou pastoris destinados principalmente ao mCT- "
cado 18,8 197 16,7 2 1 0 37,7 239 25,1 646 e'..
54. Comerciante 13,3 196 5,6 2 1 3 16,6 241 12,0 650
55, Industrial: proprietário de, investidor em operação de ma-
nufatura ou de processamento (p.ex., usineiro) 12,6 199 D,8 2 1 4 27,8 241 19,9 654 56. Banqueiro: gerente. diretor, ou conselheiro de. ou investi-
dor em banco 9,1 198 15,0 2 1 4 18,3 241 14,4 653
57. Educador: professor secundário ou universitário 27,3 199 32,2 2 1 3 21,2 241 26,6 653
CATEGORIAS E VARIÁVEIS PERNAMBUCO MINAS GERAIS SÃO PAULO COMPOSTO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO
59. Padr2 2,5 198 0,5 2 1 4 O 253 0,9 665
60. Militar 4,6 197 0,5 2 1 4 2,5 242 2,5 653
61.Juiz: juiz d2 dir2ito ou hi2rarquicam2nt2 sup2rior 19,8 197 17,3 214 19,1 241 18,7 652
62. N egociam2 d2 t2rras 1 ,0 197 O 214 2,9 241 1 ,4 652
63. Comissârio: aqu2l2 qu2 fazia 2mpréstimos a CUrtO prazo ;.-
aos faz2nd2iros O 197 O 214 3,8 240 1,4 651 ""
�
64. Ger2mc, dir2tor ou cons2lh2iro d2, ou inv2stigador 2m
§-
f2rrovias 2m op2ração no Brasil O 197 5,6 214 9,5 241 5,4 652 '" ."
O 65. Propri2tário d2 minas ou inv2stidor na min2ração 1 ,0 197 3,3 213 O 241 1,4 651 Q. <1>
'"
66. Outra profissão ou ocupação 2,0 197 6,5 214 4,6 241 4,4 652 O LAÇOS DE FAMÍLIA
6 7 . R2lacionado a p2lo m2nos um Outro m2mbro da 2lit2 do
m2smo 2stado, até primo*irmào·consangüínco ou afim 34,3 198 46,3 1 7 7 42,5 240 41,0 6 1 5 68. M2mbro d a. ou r2lacionado à 2lit2 imp2rial, até primo-ir-
mão, consangüíneo ou afim, ou d2sc2nd2nt2 dir2to até n2- to. D2( d2 2lit2 imp2rial: s2nador2s, ou d2t2ntor2s do Útu-
lo d2 barão ou outros hi2rarquicam2nt2 sup2rior2s 27,4 197 16,2 185 19,7 239 2 1 , 1 621 69. R2lacionado a p2lo m2nos um m2mbro de qualqu2r outra
00
<O
CATEGORIAS E VARIÁVEIS PERNAMBUCO MINAS GERAIS SÃO PAULO COMPOSTO O VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO
SP ou MG) até primo-innão consangüineo ou afim 12,0 192 4,3 185 0,8 241 5,3 618 70. No Congresso Federal: serviu pelo menos uma vez (desig-
nado ou eleito) durante 90 dias Ou mais. na Câmara ou no
Senado 55,7 192 5 1 ,2 209 31,7 252 45,0 653
7 1 . Na legislatura estadual: serviu pelo menos uma vez (desig-
cn
nado Ou eleito) durante 90 dias ou mais. na Câmara ou no "
Senado 30,9 194 47,4 209 48,6 255 43,0 658 a
5' OUTRAS VARIÁVEIS, COMPOSTOS OU ITENS DERIVADOS DE "CARGOS POLÍTICOS OCUPADOS"
�:
o-
a Republicano histórico: composto de lc- l d 22,5 80 49,4 83 50,5 105 41,8 268 "
3
.,Que aderiu à República: composto de la-Ib 77,6 80 50,6 83 49,5 105 58,2 268 Q. O
Idade na primeira posição definidora de c!ire:
ê..
Mínima 19 186 23 181 25 230 597
Máxima 78 186 80 181 85 230 597
Média 43,0 186 43,3 1 8 1 46,0 230 44,2 597
Mediana 42,3 186 41,9 1 8 1 45,1 230 43,3 597
Idade na primeira posição definidora de elite, agrupada em intep,'alos de 10 anos: 29 ou menos 16,7 186 5,0 1 8 1 3,5 230 8,0 597 30-39 22,0 186 36,5 1 8 1 23,9 230 27,1 597 40-49 29,6 186 32,0 1 8 1 39,6 230 34,2 597 50·59 18,3 186 20,4 1 8 1 2 1 ,3 230 20,1 597 60 Ou mais 13,4 186 6,1 181 1 1,7 230 10,6 597
CATEGORIAS E VARIÁVEIS PERNAMBUCO MINAS GERAIS SÃO PAULO COMPOSTO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO Geração polltica:
Primeira: nascido ames de 1869 50.8 193 50.3 1 8 1 46.1 230 48.8 604
Segunda: nascido entre 1869 e 1888 29.5 193 31,5 1 8 1 33.9 230 3 1 ,8 604
Terceira: nascido em 1889 ou depois 19,7 193 18,2 1 8 1 20.0 230 19.4 604
Ocupou O primeiro cargo após a Revolução de 1930 14.9 268 21.5 214 37.3 263 24,7 745
Trabalho fora do estado: composto de 29-33 43.6 195 22.4 214 16,8 238 26.7 647
Ligação fora do estado (educação, experiência, laços de :>-
família): composto de 29-34, 36, 38-39, 41-42, 44-45, :00
69 64.9 185 72.1 183 39.3 229 57,3 597
'!
O
Ligação com o estrangeiro: composto de 1 6-28 33,3 186 15,7 210 48,1 237 33.0 633 '" 2"
""
O
Bacharel: composto de 37-42 8 1 .3 194 73,8 2 10 76.2 239 76,9 641 "'" '" '"
Ausência de curso universitário: composto de 48-49 5,7 193 9.2 206 7.5 241 7.5 640 o
Homem de negócios: composto de 54-56, 63-65 24.4 197 34,9 212 41.3 240 34,2 649
Membro do complexo agroexponador: composto de 13,
18, 53, 63 26.2 187 1 7, I 210 40,3 233 28,4 630
Relacionado à elite republicana Ou imperial: composto de
67-69 45.3 192 52.9 170 49,6 236 49.2 598
Membro do comitê executivo do PR 14,9 276 32.2 214 28.5 263 24.6 753
Líder da oposição: composto de todos os membros dos co·
CATEGORIAS E VARIÁVEIS
Lld2r do panido: composto de todos os membdos dos co· mitês 2x2cutivos do PR 2 nào-PR
Governadod (pdesidente do Estado) Exp2diência l2gislativa: composlO d2 70-71
PERNAMBUCO MINAS GERAIS sÃO PAULO COMPOSTO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO VALOR NÚMERO
25,4 276 38,8 2 1 4 48,3 263 37,2 753 6,2 276 7,9 2 1 4 8,0 263 7,3 753 65,6 276 68,4 209 57,1 252 63,2 737
Nota: Esta não é uma lista d2 todas as vadiáveis testadas; em alguns casos os dados edam muito incompl2tos para m2r2c2r sua inclusão aqui. Os valores omi t2m os casos 2m que não foi 2ncontdado n2nhum dado e aqu2les aos quais o item não era aplicáveL O número r2fere-s2 ao num2ro d2 casos válidos dos quais as pedcentag2ns fodam d2divadas.
<O '" ti> <'I> 3 8'
�:
O -�
., p, Oê.
ELIZA MARIA PEREIRA REIS - Laeento não ter tido teepo suficiente para exaeinar os trabalhos coe todo o cuidado que eereceriae. Coeo só tive acessO aos textos à últiea hora, terei que ee lieitar a usar a excelente análise que nos foi apresentada basicaeente coeo ponto de referência para algueas reflexões sobre o teea geral dessa sessão, que é precisamente o reexaee da questio da continuida de ou ruptura ieplícita no eovieento revolucionário de 30. Desde já, é ieportante leebrar que, quando falaeos aqui de "continuidade", referieo-nos ao sentido da eudança, e não à total ausência dessa últiea. Coeo Gerschenkron salientou euito hee, a continuidade histórica diz respeito à natureza da eudança e não à total ausência de transforeaçõesl .
Inicialeente gostaria de salientar que vejo o trabalho de Aspásia Caeargo sobretudo coeo ue esforço bee-sucedido de proeover uea síntese interpretati va das diversas tendências subjacentes à literatura sobre a Revolução de 1 930.
Análises convergentes e divergentes forae por ela recoebinadas ou reconciliadas; é assie que se torna possível entender de que eaneira uea revolução de classe eê diase coebina coe uea revolução de oligarquias rurais; coeo é que o eleeento ei litar, através do tenentiseo, se insere nessa conjuntura revolucionária; e, de uea eaneira geral, coeo é que a coalizão de forças dispares que caracteriza o eovieento revolucionário ganha sentido enquanto ue todo. Creio que por si só esse aspecto do trabalho é eais que suficiente para atribuir-lhe euitos créditos. Mas há alée disso, ue outro aspecto que ee parece crucial ressaltar aqui: aquele que diz respeito
à
questio da integração entre as detereinações históricas de ordee estrutural e as escolhas políticas concretas eepreendidas pelos atores politicos singulares. A partir de ue enfoque de elites politicas, Aspásia Caeargo nos pereite detectar coeo ee conjunturas especificas as escolhas politicas concretas influenciarae o rueo do processo de eodernização no Brasil. Parece ee da eaior ieportincia esse esforço de resgatar o papel dos atores politicos dentro dos parâeetros estabelecidos a nivel estrutural.É
exatamente nessa questio do papel dos " atores politicos" que gostaria de eedeter ue pouco, para sugerir que o Estado seja taebée percebido coeo ue ator político ee si eeseo, coeo ator que tee interesses próprios. Essa proposição teórica ganha relevância aqui ee conexão coe outra sugestão que quero fazer e que diz respeito à Revolução de 30: sugiro que a continuidade eais expressiva entre
94 Seminário Internacional
a República Velha e o perlodo inaugurado pela Revolução de 30 diz respeito ao processo de construção do Estado. É o processo de
state
Imilding que se mantém emum mesmo sentido antes e depois de 1 930. E é a esse nlvel que a contribuição das oligarquias regionais é fundamental. Não pretendo com isso negar a contribuição direta das disputas oligárquicas nos eventos revolucionários de 30. Trata-se tão somente de adotar uma ótica histórica de longo prazo e observar de que maneira as oligarquias concorreram para imprimir ao processo de construção do Estado nacional um sentido peculiar que persiste como elemento de continuidade nos perlodos pré e pós-trinta.
Existem sérias dificuldades para se perceber o Estado como um ator pol!tico em si mesmo. Entretanto, fugindo ao risco de transformá-lo numa categoria ontológica. estou sugerindo que pensemos o ator "Estado" meramente a partir de uma perspeaiva organizacional. Nesse sentido, é possível identificar interesses espedficos do Estado, interesses que não se sobrepõem e freqüentemente não coincidem com os interesses da elites regionais. Creio que esse esforço de captar o Estado enquanto ator pol!tico pode ser crucial para ultrapassar um cerro detenninismo social implícito nas análises de processos de modernização conserva dora. No caso específico do Brasil, que aqui nos interessa, é posslvel ver nesse Estado, que tem interesses próprios. parâmetros organizacionais consolidados antes de 1 930 que contribuem para imprimir um sentido conservador á modernização do perlodo Vargas. E quando sugiro que tais parárnetros organiza cionais foram consolidados antes de 30, não pretendo sequer ser original. Temos aqui na mesa conosco o prof. Vitor Nunes Leal, que de forma brilhante e pioneira salientou o processo de fortalecimento do poder estatal que tem lugar sob a Repú blica Velha2•
A parrir do insight que as análises do prof. Nunes Leal sobre o coronelismo nos proporcionaram, sugiro que dediquemos maior atenção ao processo de concen tração e centralização do poder que tem lugar antes de 1930. Chamo atenção para esse aspecto não porque pretenda estabelecer uma identidade entre centralização do poder
per se
e modernização conservadora, mas simplesmente porque existem evidências sugestivas de que a centralização que teve lugar durante a República Velha caminhava no sentido de consolidar um Estado bastante diferente do modelo liberal-burguês. Se a longo prazo 'predominou a "modernização pelo alto" ou "modernização conservadora", isso longe de ser uma fatalidade histórica deve ser entendido como resultante da interação entre oligarquias rurais e interesses organizacionais do Estado.É claro que essa interação é complexa e sua
captação problemática, sobretudo se se tem em vista que há uma enorme sobreposição entre as elites econômicas e as dites políticas, como o professor Love vai mostrar em breve. É dificil não cair naarrnadilha do determinismo social num contexto onde as elites estão tão organicamente ligadas. De qualquer forma, não resta dúvida de que a própria superposição das elites é uma dimensão imponante para o entendimento da constituição da ordem pública no Brasil e suas relaçõesA Revolução de 30 95 com a ordem privada. Para se entender por que a centralizaçgo de poder esteve associada ao autoritarismo no contexto brasileiro, há que se ter em conta os padrões especificos de interação entre o público e o privado, bem como o timing dos processos de
,/ate
building.Finalmente, outro aspecto que gostaria de destacar aqui tem a ver com a noção de " revolucão pelo alto" ou " revoluçgo de elites", como prefereAspásia Camargo. A autora chama atenção para a peculiaridade da Revoluçgo de 30 que, segundo ela, residiria em dois aspectos: em primeiro lugar, na ausência de mobilização autõnoma das classes subalternas. Em segundo lugar, no fato de que a Revolução não implicou uma substituição radical das elites no poder. Parece-me que a anãlise histórico-comparada poderia vir a contribuir de forma decisiva não apenas para relativizar essa suposta peculiatidade de nossa revolução, mas também para avançar no sentido de um maior refinamento na área da teoria das revoluções. Assim, por exemplo, uma aproximação da experiência brasileira de 30 com a chamada revolução conservadora da Alemanha de Bismarck pode ser extrema
mente fénil. Lembremos aqui tão-somente que lá, como aqui, o próprio fato de as elites agrárias estarem regionalmente segmentadas desempenhou um papel crucial na elaboração da política econômica, com repercussões decisivas na esfera política. Nesse sentido, os contrastes e paralelos entre essas duas experiências poderão talvez contribuir para resolver impasses teóricos que mesmo as análises especificamente voltadas para as "revoluções de elite" não conseguiram resolver. A modernização conservadora que o Japão experimentou sob a dinastia Meiji seria outro elemento de comparaçgo interessante. Igualmente relevante seria o
exame dos contrastes com outras elites regionais para se entender as implicações de longo prazo das revoluções. Por que o conflito regional que levou
à
guerra civil nos Estados Unidos, por exemplo, implicou a vitória definitiva do capitalismo liberal-burguês sobre o capitalismo autoritário, enquanto no Brasil as fórmulas de conflito e negociação entre elites regionais tiveram implicações tgo distintas? No mesmo sentido, análises comparadas tais como a que Love nos sugere entre as elites mexicanas e brasileiras podem propiciar novas linhas de investigação de maior importãncia para uma reavaliação do significado da Revolução de 30 no Brasil e, porque não, das revoluções em geral. Creio que esses são elementos imponantes para reflexão, agora que já temos uma perspectiva histórica de 50 anos que deve nos ajudar a repensar a experiência brasileira e também a própria compreensão teórica dos processos revolucionários. Essas sugestões têm um caráter eminentemente exploratório; são sobretudo uma incitaçgoà
análise histórico-comparada. Nesse sentido, creio que o trabalho deAspásia Camargo nos fornece um ponto de panida extremamente útil: ele nos proporciona um respaldo emplrico bem fundamentado, que em confronto com outras experiências históricas poderá levar a reavaliações e, quem sabe,à
alguma revisão teórica fundamental.96 Seminário Internacional
NOTAS
1 . Gerschenkron, Alexander, Continuil)' in History and other essays. (Cambridge, Mass.: Belknap Press, 1968) pp. 12-13.
2. Nunes Leal. Vitor, C01'O'TtdUmo. tnxada e voto; q munidpio e o sistema represmiativo no Brasil, (Rio de