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2.4. ÇEVRE SORUNLARI

2.4.2. Çevre Sorunlarının Çeşitleri

2.4.2.3. Su Kirliliği

Tendo em vista os modelos de trabalho já discutidos na seção 2.4. e o sem número de processos de perícia possíveis de ser realizadas, conforme detalhado na seção 2.5, nesta seção, será apresentado, a título de exemplo, apenas o modelo de atuação da Perícia Criminal Federal em locais de crime.

A partir da análise desse modelo, esperamos poder apresentar e discutir como se desenvolve o processo de perícia criminal no Departamento de Polícia federal. Nesse sentido, pode-se imaginar que a atuação da perícia criminal nas mais diversas áreas, conforme o tipo de delito investigado, sempre guarda similaridades com a perícia em local de crime, já que um documento fraudado, um sítio da internet, ou uma operação financeira criminosa representam ficcionalmente um local de crime a ser periciado.

As figuras 10 e 11 apresentam um fluxograma esquemático do processo de perícia criminal em local de crime, respectivamente, sem e com a necessária e produtiva troca de feedback entre os processos de investigação e perícia criminal.

Figura 10 : Fluxograma da troca de feedback com a in

Figura 11 : Fluxograma da está presente, ocorrendo a

da perícia criminal em local de crime sem a devida investigação.

da perícia criminal em local de crime em que a o a desejada integração e troca de feedback com a

ida integração e produtiva

a equipe de investigação a investigação criminal.

4.3.1 Procedimentos da perícia em local de crime no DPF

Em regra, os peritos são acionados e se deslocam para a cena do crime sem maiores contatos ou discussões com a equipe de investigação. Aliás, em regra, no DPF, apenas os peritos criminais e papiloscopistas policiais comparecem à imensa maioria dos locais de crime. Geralmente, a equipe de investigação só comparece em locais de maior repercussão, principalmente naqueles de crimes contra a vida, conforme ficou claramente demonstrado pelos resultados da pesquisa de campo realizada.

Para o atendimento dos locais de crime pela perícia criminal federal, existe um procedimento padrão ou uma sequência lógica de ações a ser seguida, a qual, para a boa compreensão do funcionamento desse processo, merece ser descrita em suas particularidades.

Esse atendimento se inicia com o acionamento do(s) peritos(s) de plantão, que, conforme a natureza do caso, acionará outros peritos para auxiliá-lo a atender a ocorrência. A partir desse momento se inicia uma frenética corrida visando prestar o atendimento solicitado, que, segundo Oliveira, (2008, p. 70-80), em geral se desenvolve através das seguintes ações:

4.3.1.1 Separação de material e equipamento necessário aos exames periciais. Um exame de local exigirá materiais de embalagem específicos e equipamentos adequados. Para isso, é preciso obter o máximo de informações sobre o local e o tipo de perícia a ser realizado. Se encontrar uma cena de crime onde precise de um equipamento ou de uma embalagem que não foi providenciada anteriormente, o processamento do local ficará prejudicado, seja por atraso, até providenciar o equipamento, ou mesmo por falta do equipamento, ocasionando um processamento ineficiente. Planejar adequadamente e ter disponível os instrumentos necessários é fundamental para a otimização dos trabalhos no local.

4.3.1.2 Atuação inicial e informações preliminares

Antes de iniciar o deslocamento para o local, é importante buscar o máximo de informações acerca da ocorrência. Para tanto, em geral, contata-se diretamente o

órgão ou repartição pública em que se deu o fato criminoso. Por exemplo, se foi um assalto à Caixa Econômica Federal, os peritos contatam a central de segurança daquela instituição; se foi um furto aos Correios o contato é feito com esta instituição.

A chegada dos peritos ao local ocorre, em geral em meio a grande tumulto. É preciso estabelecer rapidamente os contatos necessários com policiais, bombeiros, testemunhas, etc.

Em relação ao trabalho dos investigadores e de outros policiais, é importante evitar-se ao máximo sua entrada, bem como a de qualquer outro indivíduo, no local e a consequente contaminação do ambiente bem como a perda de vestígios. Por outro lado, é importante que ocorra a troca de informações e impressões sobre o local e o crime entre a equipe pericial e a equipe de investigação, caso a equipe de investigação compareça ao local.

A presença da imprensa é outro fator comum nessas situações. Nesses casos, é preciso tato, profissionalismo e ética ao lidar com ela.

Eventualmente, pode acontecer também conflito de competência entre as forças policiais estaduais e a Polícia Federal. Especialmente a Perícia Criminal Estadual que em geral é acionada de imediato, no momento da descoberta do crime. Em regra geral, só depois é que, verificada a competência federal, é acionada a Perícia Criminal Federal. Devemos lembrar que o importante é manter a integridade da cena de crime para a realização da Perícia, seja ela Federal ou Estadual.

4.3.1.3 Assumir o local

O Perito designado como chefe da equipe deve assumir o controle do local de maneira formal, segura e clara. Isso quer dizer que ele deve esclarecer aos policiais presentes na cena de crime de que esta se encontra agora sob o controle da perícia. O chefe da equipe deve dirigir-se às autoridades responsáveis pelo local e comunicar-lhe da chegada da perícia, enfatizar que a preservação e segurança do local devem ser mantidas, e que pode ser possível a necessidade de cooperação de outros policiais em alguns procedimentos do processamento dos exames.

O problema observado nessa etapa é que na maioria dos casos, os peritos se deslocam sozinhos para o local. Mesmo quando ocorre o deslocamento de equipe policial, essa normalmente já tem como suas atribuições apenas buscar elementos informativos, suspeitos e testemunhas. Raramente ocorre integração entre as duas atividades o que acaba por prejudicar a investigação.

4.3.1.4 Reunião preliminar

Por padrão a equipe de peritos realiza uma reunião preliminar com todos os membros da equipe. Esta é uma reunião entre os peritos para tratar da perícia em si. Pode-se também dividir as equipes e proceder a uma reavaliação do perímetro de isolamento encontrado, dependendo do caso, deve-se solicitar que o mesmo seja ampliado ou diminuído.

Mais uma vez seria importante contar com a presença de agentes que pudessem colaborar na ampliação e proteção do perímetro do isolamento, além de estarem aptos a receberem informações que possam auxiliar no seu mister de investigação dos elementos subjetivos do crime.

4.3.1.5 Entrevistas com testemunhas

A investigação de uma cena de crime não trata apenas da perícia em seu aspecto puramente técnico, mas de todo um procedimento investigativo, que por envolver conhecimentos técnicos específicos, fica a cargo do perito. Por isso, é, muitas vezes, importante a obtenção de informações, ainda que de caráter subjetivo, mas que, entretanto, ao serem cotejadas com os vestígios materiais encontrados no local e sendo com eles compatíveis, serão agregadas ao mosaico de informações e fatos conhecidos, os quais, irão compor a reconstrução da dinâmica da ocorrência.

As entrevistas devem ser feitas com possíveis testemunhas ou pessoas que estavam presentes na cena do crime antes da chegada dos peritos, moradores vigilantes, policiais que atenderam a ocorrência etc.

Alguns cuidados devem ser tomados na realização das entrevistas: as informações obtidas devem ser corroboradas por vestígios materiais, e o seu teor pode servir aos peritos para direcionar e orientar os exames. Mas é evidente que

toda conclusão pericial, necessariamente, terá conteúdo material e fundamentação técnico-científica.

4.3.1.6 Busca no local

É interessante que o perito, ainda que mentalmente, estabeleça uma sequência lógica de ação e trace um plano do que deve ser detalhadamente inspecionado, inclusive estabelecendo critérios para o recolhimento dos vestígios bem como sua adequada localização no espaço.

A busca de vestígios deve ser cautelosa e detalhada. O perito deve estar com a mente aberta a todas as possibilidades, apto a admitir uma mudança de direção nas análises frente a uma nova evidência.

Para realizar a busca no local o perito criminal pode se valer de métodos ou padrões de busca de modo a cobrir a toda a área examinada e facilitar o trabalho de encontrar os vestígios. Sempre que um vestígio for encontrado, o mesmo deve ser marcado, para que possa ser descrito, fotografado e “plotado” no croqui. Vários métodos de busca podem ser utilizados, dependendo de cada caso e da metodologia seguida pelos Peritos.

4.3.1.7 Reconstituição dos fatos

Busca-se neste ponto, utilizando-se de uma atenta análise de todos os dados obtidos reconstruir, mecanicamente, o evento, estabelecendo por meio de injunções lógicas toda a dinâmica dos acontecimentos e verificando mais uma vez se tal dinâmica se amolda perfeitamente aos elementos materiais observados no local.

Quando possível, é interessante ter havido uma troca de informações com a equipe de investigação visando verificar a existência de circunstâncias que possam complementar a análise realizada.

4.3.1.8 Reunião final e liberação do local

Essa reunião precede a finalização dos trabalhos e deve ser realizada com todos os membros da equipe, buscando disponibilizar a todo o grupo, as

informações até obtidas em todas as frentes em que se desenvolveu a investigação (OLIVEIRA, 2008, p. 78).

É importante que todos aqueles que participaram do processo, partilhem aqui suas conclusões, discutam suas dúvidas obtenham uma interpretação fenomenológica comum para o evento. Deve-se questionar novamente se o processamento do local foi completo e efetivo.

Faz-se um levantamento final de todos os aspectos da busca e da documentação do local, assegurando-se de que todos os vestígios foram fotografados e posicionados no croqui. Para que nada seja esquecido, é interessante elaborar uma lista de todos os procedimentos necessários, verificando se todos foram adequadamente realizados, se são necessárias outras providências ou ainda a repetição de alguma das ações já implementadas.

Na sequência, o chefe da equipe pericial formaliza a entrega do local e sua liberação, podendo inclusive, fazê-lo por meio escrito, caso necessário, enfatizando medidas a serem tomadas em caráter de urgência, tendo em vista a segurança de pessoas, do imóvel e a proteção do patrimônio ali representado, bem como quaisquer outras informações pertinentes e necessárias à liberação do local.

Podem ocorrer situações em que o local precisa continuar preservado para complementação dos exames. Nesses casos, seria interessante a presença de outros policiais da equipe de investigação que tomariam as providências necessárias visando à manutenção da preservação do local.

4.4 Análise do tempo decorrido entre o exame de local, o início da