3.6. AVRUPA BİRLİĞİ’ NİN ÇEVRE MEVZUATI
3.7.2. Çevresel Göstergeler ile Sürdürülebilir Kalkınma Bakımından Türkiye ve
3.7.2.4. Su Çekimi, Atık Su ve Yenilenebilir Su Kaynakları
A coleta de dados deste estudo foi realizada no período de 4 meses (22 de junho de 2009 a 23 de outubro de 2009) por uma equipe composta pela pesquisadora e 34 acadêmicos
Variáveis Independentes
Tratamento com bota de Unna manipulada
Assistência nas 10 semanas anteriores ao início do tratamento
Variáveis Dependentes
Percentual de redução da lesão Custo total
Variáveis moderadoras
Fatores de cicatrização (sono, repouso, elevação dos MMII, dor, edema, maceração e condições
de graduação em enfermagem, divididos em três grupos. Para a realização dos atendimentos e coleta de dados, os grupos foram previamente treinados, em momentos diferentes, por meio de um curso de extensão teórico-prático com carga horária de 20 horas, desenvolvido pela mestranda no Departamento de Enfermagem da UFRN.
Nesse curso, foram abordados aspectos teóricos acerca da IVC e UV, como sua etiologia, diagnóstico, tratamento e prevenção, com ênfase no tratamento das UVs com bota de Unna. Além disso, foram realizadas atividades práticas como a aplicação do instrumento de pesquisa, procedimentos de coleta de dados e colocação da bota de Unna manipulada, simulando os procedimentos desenvolvidos durante o processo de coleta.
Nos dois primeiros meses, atuaram na coleta de dados 10 alunas do curso de graduação em enfermagem da UFRN, de 3ª a 5ª feira, nos horários matutino e vespertino. Nos dois meses seguintes, alunos da Faculdade de Ciências, Cultura e Extensão do Rio Grande do Norte (FACEX) participaram da coleta de dados no período da manhã, nesses mesmos dias, enquanto que os alunos da Faculdade Natalense para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte (FARN) atuaram no período da tarde. Vale salientar que todos os alunos envolvidos já haviam cursado a disciplina de Semiologia e Semiotécnica em Enfermagem e já tinham realizado trocas de curativos anteriormente.
A mestranda esteve presente em todos os momentos de coleta de dados e a mesma realizou para todos os pacientes a avaliação inicial e as subsequentes, nas 10 semanas de tratamento, bem como os registros fotográficos, desenhos das feridas e aplicação das botas de Unna manipuladas. Todos os alunos tiveram a oportunidade de realizar o processo de limpeza do membro acometido e da UV, sob a supervisão da mestranda, e o preenchimento do instrumento de pesquisa a partir da avaliação realizada pela mesma. Somente ao final da participação na coleta de dados os alunos aplicaram a terapêutica compressiva sob orientação e supervisão da mestranda.
Para a aquisição das botas de Unna manipuladas, solicitamos o financiamento das mesmas pela UFRN, por meio da base de pesquisa em Enfermagem Clínica do Departamento de Enfermagem da UFRN, tendo obtido parecer favorável e sendo realizado pela própria universidade um processo licitatório para a compra das botas.
Garantido o fornecimento da terapêutica, após o encaminhamento dos pacientes pelo médico angiologista os mesmos foram convidados a participar da pesquisa, sendo informados quanto ao tipo de estudo, seus objetivos e benefícios, além da necessidade de comparecerem ao ambulatório do HUOL a cada 7 dias para troca da bota de Unna e avaliação, já que este foi o período para troca do curativo adotado no estudo.
Com a assinatura do TCLE pelos participantes do estudo, iniciamos a coleta de dados com a entrevista aos pacientes (primeira parte do instrumento de pesquisa), seguida da técnica de limpeza da lesão e da primeira aplicação do roteiro de observação e avaliação clínica da úlcera (segunda parte do instrumento), finalizando com a colocação da bota de Unna manipulada e orientações de cuidados e repouso aos pacientes.
Cada paciente compareceu ao ambulatório uma vez por semana para troca da bota de Unna e para as aplicações subsequentes do roteiro de observação e avaliação clínica da úlcera, totalizando, para aqueles que não atingiram a cicatrização tecidual, 10 semanas de tratamento e avaliação. Em alguns casos, o tratamento com bota de Unna manipulada foi realizado por um período maior que 10 semanas, entretanto, para efeito de análise estatística deste estudo levamos em consideração até 10 semanas de tratamento, acreditando ter sido este um tempo suficiente para a análise da evolução dessas lesões.
Além disso, todos os pacientes tiveram suas lesões fotografadas semanalmente nas mesmas condições ambientais, a uma distância de aproximadamente 1 metro, por meio de máquina fotográfica da marca Sony, modelo CyberShot 7.2 megapixels, utilizando-se zoom 1.0, 1.4 e 2.0, com a finalidade de melhor visualizar as características do membro afetado e da lesão. Ademais, todas as feridas foram desenhadas a cada semana de avaliação em embalagens transparentes de material esterilizado e passadas posteriormente para transparência. Todos os registros fotográficos e desenhos das feridas foram realizados pela mestranda.
As trocas de curativos foram feitas semanalmente no ambulatório do HUOL, onde todos os pacientes foram submetidos às mesmas técnicas de curativo, com limpeza perilesional com soro fisiológico a 0,9% e clorexidina degermante a 4%, e limpeza lesional com soro fisiológico a 0,9% em jato, utilizando para isso o frasco do soro com orifício produzido por agulha 40x12mm. Por último, foram aplicados Ácidos Graxos Essenciais (AGE) na área perilesional e colocada a bota de Unna manipulada.
Após a aplicação de cada bota, foram fornecidos aos pacientes materiais como ataduras, gazes e esparadrapo, para troca das gazes e ataduras externas à bota de Unna, que sujavam em virtude da produção de exsudato, garantindo, dessa forma, o cuidado com a ferida durante o restante da semana.
As intercorrências, como formação de hematomas e infecção das lesões, foram identificadas e encaminhadas ao angiologista que compôs a equipe da pesquisa. As duas pacientes com ocorrência de hematomas receberam parecer favorável do angiologista para continuidade do tratamento, não sendo excluídas do estudo. Enquanto que, nos casos de
infecção, o tratamento foi suspenso, e os pacientes excluídos da pesquisa, uma vez que a presença de infecção contraindica o uso da bota de Unna, sendo solucionados posteriormente, com retorno ao uso da bota de Unna, muito embora que não tenham mais feito parte do estudo.