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Suçu Kendisine Meslek Edinenlere Yaklaşımı

2.2. SUÇLUYAYAKLAŞIMI

2.2.3. Suçlulara Yaklaşımda Diğer Hususlar

2.2.3.7. Suçu Kendisine Meslek Edinenlere Yaklaşımı

É grande a vontade de não parar nunca de pesquisar, estudar e escrever sobre um tema com o qual nos identificamos. Mas uma pesquisa precisa ser finalizada, o que é diferente de acabada. A pesquisa não se encerra em algumas laudas de papel, ela perdura, e transcende o suporte, ela perambula nas cabeças pensantes e nos esgota. A pesquisa não se esgota jamais, ela que esgota o pesquisador, que, muitas vezes, insiste em tentar conclui-la, mas sem sucesso absoluto.

Tão grande é o desejo de prosseguir pesquisando que almejamos sua continuidade num possível mestrado e doutorado, com o intuito de nos esgotar ao máximo, mas com a sede de entender melhor e sempre mais o que pesquisamos, afinal, muito ainda precisa ser esclarecido no que diz respeito a essa relação a que visamos estabelecer aqui.

Mas depois de muito falar sobre percepção e sobre placebo pudemos notar o quanto essas duas áreas do conhecimento estão interligadas com a publicidade. Não é tanta a surpresa da relação da propaganda com a percepção sobretudo com a Psicologia de maneira geral, mas utilizar esta percepção como elo para relacionar a publicidade ao placebo, ou melhor, ao efeito-placebo, isto sim pode parecer algo, digamos, inusitado. Dizemos inusitado pelo fato de que, à primeira vista, propaganda e medicina nada tem a ver. Isso é a mais pura prova da versatilidade dessa área que é a propaganda. A propaganda, melhor dizendo, a comunicação se revela aqui ainda mais multidisciplinar. Essa multidisciplinaridade por vezes tão criticada, aqui é saudada e se mostra positiva.

Propagandas que mudam nosso comportamento e percepção, anúncios que aumentam nossa ansiedade e produtos que nos faz reduzi-la, marcas que através da propaganda criam uma expectativa de satisfação e uma confiança nos consumidores, estes todos são um breve resumo dos exemplos que já falamos de que se pode estabelecer uma ligação entre publicidade e medicina através do chamado efeito-placebo, este efeito positivo depois de um tratamento médico, o qual se aplica de maneira semelhante à propaganda: trata-se de um igual efeito positivo ou expectativa positiva ou mesmo percepção positiva que a propaganda pode nos oferecer em sua mensagem. Mensagem essa cercada de elementos comuns a todos nós e a nosso cotidiano, onde a marca se insere e onde o produto anunciado se mostra como resposta aos estímulos dados.

Mas ainda é necessário entender melhor como se dá essa relação, ou como podemos, como profissionais de comunicação, nos utilizar desse entendimento para compreender melhor o público consumidor e suas reações comportamentais. Que outras características são comuns entre publicidade e placebo? E entre publicidade e medicina? E, acima de tudo, entre a propaganda e outras áreas do conhecimento? São questões importantes e difíceis de explicar nesse primeiro momento, mas eis aqui um primeiro incentivo para outros estudos sobre o tema, bem como sobre a multidisciplinaridade da propaganda, um assunto que vale a pena de se explorar e averiguar.

Em resumo, a publicidade é como um grande condicionamento (advindo da percepção) que tenta criar em nós uma expectativa positiva (como um efeito-placebo). E é exatamente por isso, que este trabalho se propõe a ser o início de um estudo mais aprofundado sobre essa relação, a fim de estreitá-la ainda mais, bem como trazer o termo “efeito-placebo” para os abecedários, livros, e, sobretudo, para os estudos de propaganda.

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