4. İlgili Çalışmalar
1.3. Bilişsel Gelişim Kuramı
1.3.4. Soyut İşlemler Dönemi
Afora a especi icidade da produção de Robert Smithson, a perspectiva crítica por ele lançada torna mais clara algumas das questões levantadas anteriormente em relação à natureza da crítica institucional de Dan Graham formulada desde Homes for America. Primeiramente, além da evidente ruptura com o cubo branco
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crítica institucional
da galeria e a tensão provocada sobre o funcionamento do circuito de produção, exibição e circulação dos trabalhos de arte, a intervenção sobre a mídia impressa das revistas é uma resposta direta frente às limitações observadas por O´Doherty e aos questionamentos de Robert Smithson, sobretudo no que diz respeito ao
con inamento do espaço expositivo transformado no quadro de referência preponderante para a arte e seus artistas. Em segundo lugar, o enfoque sobre o fenômeno social da produção de habitações em massa desponta como um lagrante desse processo de abertura para o mundo externo, principalmente se considerarmos que Graham o faz vinculando as relações formais e materiais do Minimalismo arte que se prendeu ao interior da galeria como nenhuma outra para revelar o complexo sistema, ao mesmo tempo técnico e mercadológico, desta urbanização.
O vínculo entre Minimalismo e subúrbio se aproxima do conceito dialético de Smithson, primeiramente, pelo fato de recobrar a relação entre o suposto domínio puro e absoluto da linguagem o formalismo literal dos objetos minimalistas com uma realidade social e também material o mundo ísico de Smithson . Em segundo lugar, ao fazê-lo também desestabiliza a crença sobre o contexto
institucional da arte, relativizando o princípio de autonomia ao escancarar a relação do mundo exterior com os códigos e as convenções geradas dentro do quadro de referências de inido pela galeria.
De maneira muito semelhante ao pensamento de Robert Smithson – quem criticou o enfoque minimalista sobre as relações processuais dentro dos limites meta ísicos da sala neutra como um tipo de jogo comportamental incapaz de provocar
libertação –, Graham também perfez uma crítica ao circuito institucional da arte através de uma nova forma de produção. Talvez sua grande diferença em relação a Smithson se deve à maneira como construiu seu discurso sobre o mundo ísico e as consequentes propostas desenvolvidas para o enfrentamento de questões.
Para podermos avançarmos esta discussão em direção a uma compreensão mais aprofundada sobre as contribuições especí icas de Dan Graham para estas transformações da prática artística, convém analisar detidamente a sua relação com algumas das formas até aqui reunidas que de iniram a Crítica )nstitucional da arte e como elas resultaram em uma expansão para seu campo de ação e de inserção, ou ainda, em um redimensionamento de seus limites em direção a uma produção menos comprometida com um projeto de isolamento e auto-referenciação do que disposta a enfrentar as pressões sociais da realidade circundante.
Para tanto, torna-se necessário percorrer alguns importantes eixos de análise, elencados abaixo, de inidos pelos aspectos centrais na trajetória do artista. Estes aspectos são passíveis de serem identi icados já nos primeiros trabalhos e textos que acompanham a produção de (omes for America, mas – como este estudo busca comprovar – também guardam fortes vínculos com outros trabalhos e propostas . SM)T(SON, R.
Cultural Confinement in: ALBERRO; ST)MSON
Org. . Op. cit., p. . t.n. .
como Project for Slide Projection , a vídeo projeção Sunset to Sunrise , a videoinstalação Present Continuous Past e a proposta de intervenção urbana
Video Piece Outside Home - .
A primeira delas, diz respeito à natureza peculiarmente crítica e re lexiva de sua aproximação com o Minimalismo, ocorrida através do contato direto com os principais atores dessa corrente de produção. A maneira como utilizou seus códigos linguísticos acabou por delinear estratégias de ressemantização de suas prerrogativas estéticas formais e também conceituais . Como se provará mais adiante, princípios fundamentais para os objetos especí icos do Minimalismo, como a objetividade literal promovida pelo simples aggiornamento de suas partes ou elementos constitutivos, serão subvertidos como formas de revelar o contexto institucional político e ideológico que incide sobre a própria presença deste objeto. Fatores que permitirão ao artista inquirir outras correntes centrais da produção de arte contemporânea, rompendo com o hermetismo de seus programas político- estéticos para converter-se em uma produção capaz de lidar criticamente com as transformações que estavam ocorrendo, a nova inserção social da cultura na sociedade de massas.
Como consequência direta destas pesquisas iniciais de Graham, a crítica ao objeto contemplativo torna-se fator decisivo em seu trabalho, direcionando seus questionamentos sobre as convenções ainda presentes na produção de seus colegas para as convenções que determinam o estatuto do objeto artístico. Através da
exploração de novos suportes e de novas relações possíveis para a concepção de seus trabalhos, o artista conquistava imensa liberdade estética e inaugurava um campo totalmente novo de inserção e de origem de questões. É a partir desta perspectiva que se torna possível compreender as intervenções sobre o suporte da mídia impressa das revistas, a longa pesquisa utilizando meios técnicos como o vídeo, o
ilme e o espelho, a inclusão do corpo como parte de suas investigações, o interesse sobre diversos dispositivos espaciais presentes na cidade e mesmo sua dedicada produção de textos, artigos e ensaios.
Esta importante transformação foi acompanhada por um interesse cada vez maior sobre a relação destes objetos com seus observadores, desenvolvendo uma das principais contribuições de sua produção para o desenvolvimento da arte contemporânea relacionada à crítica sobre a constituição do público. Para Graham, o objeto contemplativo ativa e in luencia uma certa forma de subjetividade. Romper com esta condição do objeto permite lidar com outras possibilidades de experiência sensível, dentro e fora do cubo branco . Grande parte destas descobertas irão con igurar o repertório de questões que o levarão a investigar os mesmos efeitos sobre o público observados em relação aos espaços protegidos da arte também diante de outras situações constitutivas do cotidiano das cidades contemporâneas.
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