3. TÜRK DİASPORA POLİTİKASI
3.1. TARİHSEL GELİŞİM
3.1.4. Son Dönem Diaspora Politikaları (2002 )
Este capítulo apresenta a primeira vertente teórica necessária para o estudo do sistema intra- organizacional de inovação objetivando Liderança Tecnológica Intermediária que é o Desenvolvimento de Produtos. O capítulo contribui inicialmente com definições importantes que
auxiliam no entendimento da realidade de um ambiente de desenvolvimento de produtos em seus termos, objetivos, compromissos e estratégias. O desenvolvimento de um novo produto é apresentado como uma empreitada complexa, na qual encontra-se os objetivos estratégicos da companhia, restrições de tempo e recursos, características estruturais da organização e exigências de mercado, leis, normas, preferências, tecnologias e outros. O texto explicita também uma transição que ocorre na abordagem da literatura partindo de um processo eminentemente técnico para um processo de negócios integrados a serem gerenciados. Entretanto, a principal contribuição da análise feita neste capítulo se dá na identificação da necessidade de processos formalizados e integrados que suportem as atividades de desenvolvimento de novos produtos. Estes processos devem operar sobre estruturas organizacionais desenhadas objetivamente para o funcionamento destes processos e serem confrontados com resultados e objetivos para contínuo aprimoramento da organização.
4. Aprendizagem Organizacional, Criação de Conhecimento e
Gestão de Competências
4.1. Definições
O conceito de conhecimento é tratado de diferentes formas conforme a experiência de cada autor estudado. De fato, o termo aparece bastante relacionado a palavras como competência, aprendizado, informação, experiência, comportamento, cultura, etc. Em algumas publicações percebemos claramente uma separação entre conhecimento e experiência. Desta forma, o conhecimento estaria diretamente atrelado àquilo que pode ser transferido por meio de treinamentos, documentos, instruções e outros. Assim, deixa-se para a experiência o que é absorvido pelo trabalho diário, lições práticas das ações empreendidas, aspectos relacionados a comportamento, autonomia individual e liderança, etc. Podemos observar que esta separação gera alguns paradigmas organizacionais. Não raro estes paradigmas interferem negativamente nos processos de aprendizado como a interpretação de que o aprendizado verdadeiro e sólido é somente adquirido na prática em detrimento da formação ou estudo. No outro extremo, afirmar-se- ia que a empresa corretamente documentada é aquela em que, se substituindo todos os seus funcionários por novatos, estes poderiam executar as atividades normalmente, somente consultando os devidos registros. Ao longo do trabalho defenderemos a linha de que o conhecimento é um bem que assume várias formas. Cada uma destas formas tem características próprias quanto à obtenção, desenvolvimento, transferência e aplicação. Definir conhecimento com poucas palavras e de maneira unilateral é arriscado e nocivo à cultura de uma organização.
Nonaka e Takeuchi (1997) propõem a classificação do conhecimento humano em dois tipos: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. Esta separação já havia sido proposta também por Polanyi (1962). Chama-se explícito ao conhecimento que se expressa através de linguagem formal, expressões matemáticas e simbólicas, parâmetros e especificações, manuais, instruções, etc. Sob a ótica destes autores, a incorporação da experiência seria realizada através de um segundo tipo de conhecimento, chamado tácito. Este seria também associado a crenças, perspectivas, valores e cultura. Sua característica intangível faz com que seja de difícil transferência através de meios formais. Tal transferência se daria através de metáforas, convivência, situações práticas e outros. Adicionalmente, Nonaka e Takeuchi vêem a ênfase no conhecimento explícito ou tácito como um fator de diferenciação entre empresas de cultura ocidental e oriental. Ponderamos, no entanto, uma aplicação positivista da visão destes autores ao afirmarem que a ênfase no conhecimento tácito é o grande trunfo de competitividade das empresas japonesas conforme discutiremos adiante. A Tabela 3 auxilia na diferenciação entre os dois tipos de conhecimento.
Tabela 3 - Conhecimento tácito e explícito. Fonte: Nonaka e Takeuchi, 1997.
Conhecimento tácito (subjetivo) Conhecimento explícito (objetivo)
Conhecimento da experiência (corpo) Conhecimento da racionalidade (mente) Conhecimento simultâneo (aqui e agora) Conhecimento seqüencial (lá e então)
Conhecimento análogo (prática) Conhecimento digital (teoria)
De forma sumária, o conhecimento explícito, adquirido externamente, é compartilhado de forma ampla, armazenado como parte da base de conhecimentos da empresa e utilizado pelos envolvidos no desenvolvimento de novas técnicas e produtos. O conhecimento tácito, por sua vez, está ligado profundamente a ações e experiências de um indivíduo, bem como emoções, valores ou ideais. Vale observar que, no ambiente prático, a fronteira do conhecimento tácito e explícito não é tão bem definida. Em determinadas situações tal divisão é transparente como no caso do conhecimento tácito associado ao andar de bicicleta ou o conhecimento explícito referindo-se à escrita de um livro. Em casos específicos pode ser difícil julgar o nível de dificuldade de se externar fielmente o conhecimento.
Alguns autores propõem uma diferenciação clara entre informação e conhecimento. Segundo Dibella e Nevis (1999), o conhecimento nasce quando se dá significado à informação. O fato de a informação estar disponível, contudo, não é suficiente. Este seria, portanto, um dos principais pontos a partir do qual iniciativas para o crescimento da aprendizagem organizacional baseadas somente em disponibilidade das bases de dados, intranet, jornais e outras acarretam frequentemente em resultados limitados. Uma outra questão a ser observada é a respeito de qual tipo de informação está sendo consumida e transformada em conhecimento: é importante definir as combinações corretas entre informações e pessoas para que haja real agregação de valor na forma de idéias, produtos, processos, estudos e outros, haja vista a infinidade de informações que circulam tanto no meio da organização quanto no mundo externo. Na linguagem corrente, é comum relacionar-se informação a dados e conhecimento ao arranjo ou uso destes dados para gerar conclusões ou tomada de decisões em um contexto específico.