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Slovenya Üçüncü Yaş Üniversitesi

Belgede Avrupa'da yaş dostu ortamlar (sayfa 68-0)

Na realidade histórica, os movimentos sempre existiram e cremos que sempre existirão. Isso porque representam forças sociais organizadas, aglutinam as pessoas não como força- tarefa de ordem numérica, mas como campo de atividades e experimentação social e, essas atividades são fontes geradoras de criatividade e inovações socioculturais. A experiência da qual são portadores não advém de forças congeladas do passado- embora este tenha importância crucial ao criar uma memória que, quando resgatada, dá sentido às lutas do presente. A experiência recria- se cotidianamente, na adversidade das situações que enfrentam. Concordamos com antigas análises de Touraine, em que afirmava que os movimentos são o coração, o pulsar da sociedade. Eles expressam energias de resistência ao velho que oprime ou de construção do novo que liberte (...) (GOHN, 2011, p. 4).

Esses movimentos sociais são seguidos não somente por intervenção dos trabalhadores ou por sindicatos, mas por estarem ligados às manifestações coletivas de caráter sócio-político e cultural, em que a população organiza-se de forma distinta a requerer suas demandas, outras formas de manifestar as indignações presentes.

Outros movimentos ancorados na luta por direitos e construção de identidades, como os movimentos de luta das minorias, têm se destacado hoje, tais como os movimentos de mulheres e os LGBTTTS (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e simpatizantes) em seus diversos formatos e na busca de reconhecimento.

O movimento estudantil aparece em sua retomada de forma a reivindicar, sobretudo nas universidades públicas, na luta pela melhoria da qualidade de ensino, contra reformas abusivas da educação, atos de corrupção, desvios de verbas públicas permanência estudantil (GOHN, 2011).

O movimento estudantil apresenta-se como espaço de análise, em um primeiro momento, do contato universitário com a política, em que homens e mulheres vivenciam o espaço universitário de maneira igualitária garantida pelo acesso ao Ensino Superior.

Mesquita (2006), em seu trabalho, apresenta novas formas de política estudantil, outros coletivos como colocado acima, coletivos com outras expressões políticas como coletivos de gênero, as Executivas de curso, os movimentos altermundistas e os movimentos culturais. O seguinte trabalho atenta para diversas transformações no interior do movimento estudantil, rompendo com as formas instituídas e tradicionais, pois com isso essas novas formas de política estudantil, ora tensas, ora harmônicas, colocam-se dentro do movimento estudantil de forma heterogênea, não mais sendo um movimento estático e homogêneo.

Esses outros coletivos que se integram ao movimento estudantil absorveram várias tendências de minorias, ou seja, sua formação baseia-se nas temáticas dos novos movimentos sociais. Outras formas de governo estão presentes nesses grupos pautados na autonomia, democratização, formas horizontais que fazem com que se fortaleçam no interior da universidade com outras maneiras de intervenção política, criando ações coletivas que dão respostas às demandas dos estudantes (MESQUITA, 2003):

As experiências variadas de expressões estudantis vão crescendo e amadurecendo em meio a uma diversidade de articulações. O movimento estudantil ao tentar se expressar por outras vias que não somente a tradicional, passa por um processo de ampliação de sua identidade. A fragmentação e dispersão acentuadas, características dos anos 90, se expressam na identidade do movimento estudantil e suas ações se pulverizam. Sem perceber, os militantes criam novas relações e, porque não dizer, criam novos movimentos estudantis. A idéia de um movimento único continua enquanto organização, mas as frentes se ampliam enquanto possibilidades de atuação. A emergência destas práticas se expressa através de características tanto estruturais quanto simbólicas (MESQUITA, 2003, p. 146).

Nas últimas décadas, a questão de gênero foi sendo incorporada aos poucos (com certa resistência) no movimento estudantil, e as militantes resgatam a luta por visibilidade. Esses coletivos são de jovens que lutam dentro do movimento estudantil, que buscam espaços para debates e discussões da temática de gênero, espaços não hierarquizados segundo a lógica partidária. Os partidos políticos empregam uma disputa de poder, essa é uma ideia totalmente contrária às formações dos coletivos.

Assim, as militantes desses coletivos reivindicam espaço e visibilidade para reforçar a luta por espaços femininos. Pensar as questões de gênero muitas vezes significou se desviar de assuntos importantes, lutas essas que ganham importância quando pautadas na realidade das estudantes.

Ainda assim, quando se faz uma breve análise dos modelos de militância nos espaços de atuação política, caracteriza-se o modelo masculino, modelo de força em que define a participação dos espaços entre feminino e masculino, segundo Gabrieli Chiareli de Sousa (2011):

O modelo masculino de militância política valoriza, assim, atributos de agressividade, competição, a fala em público, a disponibilidade de tempo. São valores que se confrontam com a identidade feminina historicamente construída que, embora tenha passado por mudanças significativas na contemporaneidade, ainda se pauta em discursos que atribuem às mulheres um papel primordial na família e na reprodução, onde a educação e a socialização acabam por valorizar seu confinamento e/ou maior identificação com o espaço privado e com arquétipos vinculados ao afeto, ao cuidado, às relações interpessoais (SOUSA, 2011 p. 200).

Mesmo o quadro de participação sendo igualitário, com o mesmo número de homens e mulheres, sua direção e decisão ainda têm predominância masculina. As mulheres têm dificuldade de uma inserção às pontes de poder, isso ainda é tido como algo a ser julgado pela sexualidade.

Como apresentado acima, o movimento estudantil com o tempo abriga diversos movimentos dentro de sua constituição, esses movimentos caracterizam-se pelo fato de a diversidade sexual ser base para seus atores, como uma forma de expressão pessoal e política, e mesmo o movimento estudantil reconhece a diversidade de estudantes assim posta a diversidade sexual dos estudantes do movimento.

A sexualidade é colocada como assunto privado, como algo que deve ser oralizado de forma íntima, de forma reservada entre duas pessoas. De preferência, o sexo é algo que dever ser falado somente na idade adulta, algo confidenciado a um amigo, um segredo que se mantém em discurso sobre com quem se pode falar sobre ele (FOUCAULT, 2014a). Claro que essa partilha de informações sobre o assunto

restringe-se ao homem e à mulher, ao casal heterossexual, essa prática pode ser vivenciada somente entre o sexo oposto a partir deste ponto de vista.

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