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4.4. Cumhurbaşkanlığı Hükümet Sistemine Giden Yolda 18 Maddelik Anayasa

4.4.4. Sistem Değişikliğinin Yargı Yönünden Etkileri

A concepção da função de consultoria como função nuclear integrando esse duplo direcionamento nos faz pensar sobre a possibilidade de um deslocamento do agir desses consultores centrado em padrões para um agir criativo perante as situações incertas e imprevisíveis, tão frequentes nas suas práticas cotidianas junto aos seus colaboradores. Entendemos que esse deslocamento traria uma ampliação formativa no agir para aprender e, consequentemente, nas possibilidades do aprender para intervir

A participação ampliada da prática reforçaria o seu status como uma função nuclear na conversão do conhecimento devido à positiva implicação na aprendizagem das pessoas envolvidas nas rotinas cotidianas, sendo facilitada pela mediação dos consultores. Assim, no confronto entre os problemas cotidianos e as soluções que possam ser mais apropriadas, esses consultores desenvolvem uma relação conjunta com os seus colaboradores, envolvendo as etapas da GC (identificação, criação, aquisição, compartilhamento, preservação, reconhecimento e incentivos e medição)41, associando o duplo direcionamento: resolver

problemas e converter conhecimento.

No intuito de facilitar a compreensão do leitor quanto à nossa tese acerca desse duplo direcionamento, desenvolvemos, por meio do Quadro 12, uma simplificada amostra da relação que se estabelece entre a prática de resolver problemas e as possibilidades de

converter conhecimento, associando as etapas da GC.

41

Quadro 12

O duplo direcionamento da prática de consultoria: resolver problemas e converter

conhecimento Etapas da GC na

Petrobras Resolver problemas Converter conhecimento

Identificação do conhecimento.

Diagnosticar as causas do problema.

Orientando os aprendizes na observação das práticas desenvolvidas pelos mais experientes.

Adotando estratégias de conceitualização, no sentido de socializar o conhecimento mediante a associação da teoria ao problema.

Orientando o acesso às comunidades de práticas na busca do conhecimento.

Acompanhando a internalização do conhecimento no diagnóstico do problema mediante a aplicação de questionamentos.

Criação do conhecimento. Criar alternativas de solução.

Orientando os aprendizes na articulação entre as alternativas sugeridas e as experiências de cada um no sentido de socializar a aprendizagem.

Solicitando para que os aprendizes pensem e explicitem entre eles sobre os recursos e aplicativos que possam ajudar na formulação da solução, facilitando a externalização. Orientando a busca de informações internas e externas que possam contribuir para uma melhor solução combinada de conhecimento.

Promovendo a discussão sobre as soluções alternativas encontradas por cada participante no intuito de fortalecer a

internalização do conhecimento.

Compartilhamento do conhecimento.

Discutir com os colaboradores a decisão sobre a escolha da alternativa de solução.

Perspectivando com o envolvimento dos participantes os resultados em função da solução escolhida, avançando na

externalização do conhecimento.

Promovendo um debate sobre o aprendizado de cada um na experiência, aprofundando a conversão do conhecimento.

Preservação do conhecimento.

Criar um padrão de solução de problemas.

Registrando, nas comunidades de práticas, os detalhes do problema e a solução escolhida, justificando o porquê da escolha, favorecendo a socialização e a combinação.

Reconhecimento e incentivo à geração do conhecimento.

Reconhecer o mérito de todos que participaram na resolução do problema, motivando-os para atuação no próximo.

Reconhecendo diretamente, e em público, a participação dos envolvidos, encaminhando informações para a gerência e incentivando o processo de conversão do conhecimento. Incentivando a participação em eventos técnicos internos e externos sobre o aprendizado na resolução do problema, fomentando a construção espiralada do conhecimento.

Medição dos resultados em função do conhecimento gerado.

Avaliar os ganhos para Companhia em decorrência da resolução do problema.

Avaliando os benefícios na formação dos participantes mediante as várias possibilidades de conversão do conhecimento, reconhecendo o duplo implicado em suas práticas: resolver problemas e converter conhecimeno.

As práticas inerentes à conversão do conhecimento descritas no Quadro 12 e relacionadas a resolver problemas nos ratifica a diversidade de oportunidades que esses consultores têm como facilitadores da formação.

A título de exemplo, destacamos algumas: orientação dos aprendizes na observação das práticas desenvolvidas pelos mais experientes; adoção de estratégias de conceitualização; solicitação para que os aprendizes pensem e explicitem entre eles sobre os recursos e aplicativos que possam ajudar na formulação da solução; promoção de debates sobre o aprendizado de cada um na experiência, aprofundando a conversão do conhecimento; registro, nas comunidades de práticas, dos detalhes do problema e a solução escolhida; reconhecimento direto, e em público, da participação dos envolvidos.

Essas atividades apresentam claras características de práticas formativas o que demanda a formação desses consultores no sentido de viabilizar as suas participações como facilitadores da formação. Em consequência desses consultores terem uma formação centrada nos aspectos técnicos, faz-se necessário a aquisição de novas habilidades nos aspectos relacionais, pedagógicos e comunicacionais e integrados nas dimensões técnica, estratégica, tática e relacional. Isso se faz necessário diante dessa demanda de atividades com essas características, particularmente, no que se refere aos modos de conversão do conhecimento:

socialização, externalização, combinação e internalização.

Essa nossa argumentação foi adquirindo consistência na medida em que íamos avançando na interpretação dos sentidos dos discursos durante as entrevistas. Mesmo assim, devido à marca característica do papel de formadores em torno da conversão do conhecimento, optamos por aprofundar a nossa compreensão acerca dos sentidos atribuídos por esses consultores às suas práticas como facilitadoras da formação na socialização, na

externalização, na combinação e na internalização.

Por meio da autoscopia, desenvolvemos, com cada um dos consultores que se candidataram para esse momento, sessões videogravadas e reflexivas em torno de uma prática por eles escolhida e que integrasse os modos de conversão do conhecimento.42 Apoiamos as nossas análises em alguns extratos construídos a partir dos sentidos atribuídos pelos consultores a esses modos de conversão, mediante experiências reflexivas, tendo como referência a videogração da práticamencionada.

42

Organizamos as nossas análises em extratos relacionados a essas experiências, separados por modo de conversão, partindo da interpretação dos sentidos atribuídos a esses modos de conversão nas experiências reflexivas diante das imagens. Para cada modo de conversão, além das análises com base nesses extratos, associamos também a interpretação dos sentidos atribuídos nos discursos durante as entrevistas.